As candidaturas à reeleição de Lula para a Presidência da República e de Dani Balbi para a Alerj apontam para um futuro mais justo e democrático no Rio de Janeiro.
No dia 4 de outubro de 2026, seremos convocados mais uma vez a tomar uma decisão capaz de definir os rumos do nosso país e do nosso estado. Com o nosso voto, decidiremos se aqueles que atentaram contra a democracia brasileira retornarão ao poder ou se manteremos a trajetória de conquistas democráticas e desenvolvimento sustentável. Nós, que assinamos este manifesto, estamos decididamente entre os que optarão pelo segundo caminho.
Jair Bolsonaro, no governo federal, e Cláudio Castro, no governo do Rio de Janeiro, praticaram uma política de morte contra negros e pobres - aquilo que o filósofo africano Achille Mbembe definiu como necropolítica. Com uma agenda economicamente neoliberal, politicamente autoritária, socialmente conservadora e ambientalmente irresponsável, esses governos atacaram duramente os avanços democráticos e sociais conquistados com muito suor ao longo das últimas décadas.
As eleições de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República e de Dani Balbi para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em 2022, demonstraram que o povo brasileiro estava disposto a reverter aquelas experiências trágicas. Lula, na Presidência, e Dani, na Alerj, defenderam a democracia e a classe trabalhadora por meio de uma agenda de redistribuição econômica, valorização dos direitos sociais e respeito à diversidade.
A ameaça, no entanto, ainda permanece à espreita. Em 2026, a extrema direita pretende retomar espaços de poder com Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República e Douglas Ruas como pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Mas a resistência segue viva nas ruas, nas praças e nas redes. Nós, aqui subscritos, dedicaremos nossos dias à campanha pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República e de Dani Balbi para a Alerj. Entendemos que esses nomes, ao lado de milhares de outros, compõem uma poderosa rede de militância e ativismo construída pelos partidos de esquerda, pelos movimentos sociais e pela sociedade civil nos últimos anos.
Aqui no Rio de Janeiro, daremos nossa contribuição para a construção dessa rede democrática por meio da pré-candidatura da professora Dani Balbi à Alerj. Negra, transexual, filha de mãe solo e cria do Engenho da Rainha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Dani conhece desde cedo o significado concreto das opressões que atingem os corpos historicamente invisibilizados de nosso estado.
Militante dos direitos humanos desde a adolescência, no movimento secundarista, Dani foi a primeira professora transexual da história da UFRJ. Com mestrado, doutorado e pós-doutorado pela mesma universidade, tornou-se referência nos debates sobre educação, ciência e cultura. Roteirista e dramaturga, defende uma produção cultural livre, democrática e sem censura.
Na Alerj, a mandata de Dani Balbi atuou firmemente em defesa da classe trabalhadora e das minorias do estado. Como presidenta da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social, fiscalizou a superexploração do trabalho, denunciou abusos empresariais, produziu legislações fundamentais e lutou pelo reajuste do salário-mínimo estadual. Como vice-presidenta da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação, atuou ao lado de pesquisadores e cientistas em defesa da Faperj, do Cecierj e das universidades públicas. Por meio do Conselho Ecológico Popular, contribuiu para importantes legislações socioambientais, como a Lei do Emprego Verde e a Lei do Oásis Alimentar. E na cultura, nossa mandata foi a responsável pela criação da primeira Fototeca estadual do Rio de Janeiro.
Por tudo isso, Dani Balbi representa o projeto de sociedade que queremos manter na Alerj em 2026 - e dessa escolha não abrimos mão. Estamos convictos de que, juntos, podemos construir um Brasil e um Rio de Janeiro mais justos, democráticos e solidários.