Universidade a serviço do povo e da sociedade! Pela agroecologia e pela reforma agrária!
Nós, ecologistas, ambientalistas, professores e professoras, estudantes, membros da comunidade acadêmica, militantes de movimentos sociais, agricultores e agricultoras, entusiastas, articuladores (as) da agroecologia e da permacultura, dentre outras tantas atuações e origens, repudiamos a lógica de uma universidade a serviço exclusivo das elites brasileiras e que funciona como correia de transmissão dos interesses das classes dominantes, das corporações e do empresariado.

Somos solidários ao professor Marcos Sorrentino, alvo de sindicância e perseguição ideológica na ESALQ por ousar fazer da universidade um espaço plural, crítico e emancipador, trazendo para dentro dela um dos maiores movimentos sociais do mundo, promovendo a troca de saberes e o intercâmbio de conhecimentos necessários à formação de indivíduos plenos e conscientes do mundo que os cerca.

Naturalizou-se a produção científica em prol do mercado e a pesquisa acadêmica para benefício da industria e das empresas, que se utilizam de cada avanço desenvolvido nas universidades (portanto com dinheiro público, coletivo) para otimizar seus lucros e sua produtividade. A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), se consolida enquanto um agente público que exporta os melhores quadros direto para o agronegócio, realizando uma transmissão direta de recursos públicos por meio de pesquisa e formação de profissionais para o setor privado.

A universidade não deve aprofundar ainda mais o abismo social existente, mas justamente atenua-lo! É seu dever apresentar-se de maneira inclusiva, propiciando reflexões sociais amplas e críticas a seus estudantes, bem como realizar um necessário contraponto no sentido de ser útil à sociedade e à coletividade que nela investe. A universidade é local de emancipação e não manutenção da ordem desigual vigente.

Em tempos de polarização e criminalização da política, não podemos tolerar tais perseguições e ataques que se multiplicam dia após dia. Estamos em uma batalha que se desenrola em muitas frentes, e a função e o sentido da universidade é um de seus palcos principais.

A universidade deve estar a serviço do povo, da transformação e da produção de conhecimento para o bem comum. Isso faz com que ela esteja definitivamente alinhada com a agroecologia, com a reforma agrária e com todos os movimentos que visam uma transformação estrutural e positiva à imensa maioria da sociedade marginalizada e vulnerabilizada por um estado de coisas que perpetua a desigualdade e a miséria, concentrando riquezas na mão de poucos e banalizando as injustiças.

É por isso e por muitas outras razões que nós, abaixo assinados, nos solidarizamos contra a perseguição ideológica sofrida pelo professor, exigimos que a citada sindicância seja extinta e que a universidade abra suas portas às demandas sociais, à comunidade e propicie um desenvolvimento pleno aos seus estudantes e funcionários.


Li, concordo e assino o manifesto acima *
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