Masterclasse CMP - 01Abril2020 - 14h00 "Improvisação para Cordas: desafios e propostas criativas" por José Valente - CMP
"A improvisação para instrumentos de corda friccionada: desafios e propostas criativas."
Esta Masterclasse tem como principal objectivo introduzir e apresentar diversos processos de improvisação e composição contemporâneos para os instrumentos de corda friccionada.

Esta é uma actividade promovida pelo Departamento de Cordas Friccionadas do Conservatório de Música do Porto.

Destinatários: alunos de cordas dos Curso Básico e Secundário, Professores e Encarregados de Educação interessados que toquem um instrumento de cordas.

Formador: José Valente (www.josevalente.com)
Data: 1 de Abril de 2020
Horário: das 14h00 – 18:00;
Caso o número de inscrições assim o justifique, poderá será realizada uma sessão extra às 9h00 às 12h00.

Local: Conservatório de Música do Porto, Piano Bar.
Valor da Inscrição: Preço consoante o número total de inscrições.
Número mínimo de inscrições, 20 participantes.
Valor: 15€ por participante;
Participantes não alunos = 30€;
No dia 27 de Março os inscritos receberão via email a confirmação de realização da actividade.
O pagamento deverá ser efectuado no dia da actividade.
Duração: 4 horas (com intervalo).

Coordenação da Actividade no CMP: Luís Norberto Silva (luisnorberto1@gmail.com).

A MASTERCLASSE
Primeira metade da Masterclasse:
1) Princípios básicos de uma improvisação: a diferença entre a linguagem/vocabulário e o discurso; O que é virtuosismo/técnica na improvisação? A importância fundamental da escuta na improvisação; Restrição e clareza de discurso durante a improvisação.
2) Breve história do jazz/improvisação nos instrumentos de corda friccionada: Joe Venuti; Stefan Grapelli; Eddie South; Stuff Smith; a escola americana (Howes, Contreras, O’Connor); a escola francesa (Luc Ponty, Lockwood); a escola polaca (Seifert); free jazz (Zíngaro, Leroy Jenkins)
3) Exercícios para aprender a improvisar sobre progressões harmónicas: como tocar ritmo, melodia e harmonia.
4) a relação entre os instrumentos de corda friccionada e a tecnologia - a aplicação da electrónica no concerto ao vivo e na composição: como utilizar a loopstation; a tecnologia como técnica extensiva; compor com electrónica; improvisar com electrónica.
5) A relação entre a improvisação e a composição: a composição improvisada; a improvisação composta.
6) A oportunidade presente na improvisação livre e suas implicações estéticas: aprender a ouvir; transcender as lógicas tradicionais de interpretação do instrumento; a importância da forma.
7) Improvisação colectiva: preparação de uma peça que enaltece exercícios de escuta, improvisação dirigida (com maestro), improvisação tonal, improvisação livre e interpretação de estilos musicais diversos (swing; afro; latin).
Segunda Parte da Masterclasse: Pequena Apresentação Colectiva e Entrega de Diplomas.

O Formador:
José Valente
Considerado um dos violetistas mais inovadores da sua geração, José Valente continua a desenvolver uma intensa actividade musical definida pela irreverência, virtuosismo e contemporaneidade das suas composições e concertos. Desde do regresso de Nova Iorque que o premiado violetista tem vindo a explorar os limites do seu instrumento através da simbiose de diversos estilos musicais, raramente associáveis ao repertório tradicional para viola d’arco, estabelecendo assim uma linguagem e visão musical únicas.
Doutorado em Arte Contemporânea com distinção e por unanimidade pela Universidade de Coimbra. Prémios: Menção Honrosa no Prémio de Composição Lopes-Graça 2009; vencedor do concurso de projectos artísticos Serralves em Festa 2010; Novo Talento Fnac 2014; único português detentor do título The Hannah S. and Samuel A. Cohn Memorial Foundation Endowed Fellowship, recebido após realizar residência artística na Djerassi Residency Artists Program, na Califórnia, EUA. Foi solista no Carnegie Hall, a convite de Paquito d’Rivera. Também trabalhou com Dave Douglas, Don Byron, Alberto Conde, Shakir Kahn, entre outros. Em concerto destaca: Dizzy’s Club at Lincoln Center, Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra, Fundação Serralves, Festival Paredes de Coura, Festival Imaxinasons, Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Maria Matos, Union Square Park de Nova Iorque (concerto a solo), Casa da Música; uma digressão pela Índia com actuações no JKK (Jaipur) e no Bookaroo Book Festival (Dehli). O seu disco “Os Pássaros estão estragados” (2015) foi considerado um dos discos do ano pelo crítico Rui Eduardo Paes. Participa frequentemente em projectos multidisciplinares com vários artistas da cena contemporânea portuguesa. Compôs “Passaporte” para viola d’arco solo, uma encomenda Antena 2 / RTP para a 32ª Edição do Prémio Jovens Músicos. Gravou a convite do Centro Internacional de Música e Dança do Mundo Ibérico – Musibéria o seu último disco “Serpente Infinita”. “Serpente Infinita” recebeu 5/5 estrelas pela revista jazz.pt, integrou a lista de discos do ano da mesma publicação, e as listas individuais dos críticos Rui Eduardo Paes, João Esteves da Silva (jazz.pt); João Almeida e António Branco (a forma do jazz), e continua a ser aclamado pela crítica nacional. Depois da sua apresentação na Casa da Música, esta obra está a percorrer as diversas salas nacionais e internacionais. Serpente Infinita foi recentemente laureado com o Prémio Carlos Paredes 2019.


Indiscutível qualidade e originalidade.
A apresentação de um trabalho de excelência instrumental que confirma o apurado sentido interpretativo de José Valente.
Júri do Prémio Carlos Paredes 2019

(…) José Valente ora entra resolutamente pelos domínios da música contemporânea, no que esta preserva de mais “clássico” ou “erudito” (e sim, há ocasiões em que pensamos em Paganini e em Shostakovitch, dependendo do acento na performance ou na composição), ora interioriza aspectos de outros idiomas. (…)
O músico sediado no Porto está de volta, com um trabalho que só não surpreende porque tudo fazia adivinhar, já em “Os Pássaros Estão Estragados”, que era aqui que chegaria.
Rui Eduardo Paes, sobre “Serpente Infinita” (5/5 estrelas) na Jazz.pt
O seu disco está muito bem concebido e sobretudo muito bem tocado por si. Espectacular muitas vezes. Sinceros Parabéns.
António Pinho Vargas, compositor e pianista.

Da autoria do excelente violetista e compositor José Valente, “Embalo para Bernardo” é um momento belíssimo e que se revela decisivo para o cômputo da jornada: percussão de filigrana, piano esparso, viola pungente. Uma canção de embalar densa que parece funcionar como uma suíte, desdobrando-se em diferentes secções.
António Branco, jazz.pt, sobre The Wake of an Artist de Alberto Conde’s Iberian Roots Trio.

Serpente Infinita, do violetista (eléctrico e eclético) José Valente: soberba obra de vanguarda, que revisita a grande modernista portuguesa Ana Hatherly, poetisa, calígrafa e artista plástica.
Nuno Rogeiro, revista Sábado.

Congratulations on your accomplishment! It is truly a major work - bold, moving, and beautiful, with an impact that grows and deepens throughout the course of its individual parts. Well done, Jose, and thank you for giving us this deeply felt and beautifully performed new work.
Howard Hersh, compositor, sobre “Os Pássaros estão estragados”.

(...) Logo em seguida deu-se o concerto de José Valente, um dos melhores violetistas nacionais que poderemos ouvir, com uma grande projecção, fazendo parte de muitos projectos quer internacionais quer nacionais. Tem previsto para este ano o lançamento do seu álbum Serpente Infinita.
O seu talento não é medível, desde os temas que pareciam mais clássicos aos acompanhamentos com música contemporânea, José Valente é versatilidade, maleabilidade e atractividade. Durante todo o concerto chegaram pessoas para assistir ao som da viola de arco do português que surpreendia a cave do Arquipélago.
Duarte Fortuna, Threshold Magazine.

José Valente es uno de los violetistas portugueses con mayor proyección. (...) Considerado uno de los máximos investigadores de la música electrónica aplicada a la viola, Valente es capaz de convertir en un único estas dos realidades musicales tan dispares, algo para lo que es fundamental, dice, el rigor para conseguir el equilíbrio entre ambos. (...)”
Ágatha dos Santos, jornalista, Faro de Vigo, 4/12/2014


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José Valente (www.josevalente.com)
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Número mínimo de inscrições, 20 participantes. Valor: 15€ por participante. No dia 27 de Março os inscritos serão notificados via email da confirmação da realização da actividade. O pagamento deverá ser efectuado no dia da actividade ao coordenador da actividade (Luís Norberto).
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