Manifesto dos apoiadores e das apoiadoras da Vitória Cabreira, a vereadora mais jovem da história de Porto Alegre
O Brasil amarga hoje a triste marca de mais de 560 mil mortes por uma doença que já tem vacina, fruto do negacionismo e das ações corruptas do governo Bolsonaro. A vida do povo foi utilizada como moeda de troca para receber propina. Assim como, nosso país afunda na pior crise econômica já vista em sua história, com mais de 75,8 milhões no desemprego, subemprego e desalento.
Só em 2020 mais de 4 milhões de estudantes abandonaram os estudos, enquanto isso, Bolsonaro sufoca universidades e institutos federais com mais cortes de orçamento, bem como vetou o PL da conectividade que garantiria internet e tablets nas escolas públicas brasileiras.
Porto Alegre sofre os resultados dessa crise. Nossa cidade tem hoje a terceira (3º) cesta básica mais cara do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro e ostenta a mais cara passagem de ônibus entre as capitais.
Não bastassem esses problemas, fomos surpreendidos mais uma vez com um novo projeto que ataca o direito ao Tri Escolar, obrigando a comprovação de renda, inclusive, aos estudantes das escolas públicas, bolsistas, prounistas, burocratizando para limitar o acesso a um direito histórico e contribuindo para a evasão escolar.
O projeto prevê também retirar o direito dos estudantes do EJA, de cursos profissionalizantes, pré-vestibulares, pós-graduação, mestrado, doutorado e também dos estudantes que residem fora de Porto Alegre, mas aqui estudam. Retira o mecanismo de controle das entidades, um ataque direto à organização e autonomia do movimento estudantil. E também exclui o direito de usar nosso tri-escolar aos domingos e feriados.
A situação atual é ainda pior para as mulheres, que sofrem com os reflexos da crise de forma mais intensa. Além da fome e do desemprego, as brasileiras são atingidas pela ausência de políticas públicas para a garantia de seus direitos, isso resulta em dificuldades específicas, como a questão da pobreza menstrual, pouco tratada pelo poder público, mas que agrava as desigualdades de gênero, prova disso é que uma a cada quatro meninas já faltaram a escola por falta de produtos de higiene adequados, durante o período menstrual.
Neste sentido, é que apresentamos à Porto Alegre um documento assinado por todos que acreditam que é possível construir uma nova política, que tenha a cara do povo, da juventude, dos estudantes e das mulheres e que lutam em defesa da vida, da educação e da Democracia. Que vão às ruas, com os cuidados devidos, para denunciar a política entreguista, fascista, negacionista, genocida e corrupta que assombra o nosso país e que é liderada pelo presidente Jair Bolsonaro.
Temos convicção que é possível construir uma Porto Alegre e um Brasil socialmente mais justo, democrático, livre das mazelas fascismo, do machismo, do racismo e da LGBTfobia.
É nosso dever reencantar as pessoas com a política, fortalecer as instituições, combater o ódio, as mentiras e as fake news. Ocuparemos as ruas a cada ameaça de ataque aos direitos dos estudantes e do povo. Este manifesto é de todos e todas que lutam pelo bom, pelo justo e pelo melhor do mundo.