Neste sábado (12/9) faremos uma caminhada por alguns dos lugares que marcaram a história e a resistência da comunidade LGBTQIAP+ no Centro de São Paulo. Passaremos por locais que se tornaram pontos de referência de afeto, encontro e reunião em tempos de repressão, especialmente contra as travestis.
Nabil Bonduki, como urbanista e historiador da cidade, viveu os tempos da ascensão de diversos movimentos sociais em defesa dos direitos humanos, da cidadania e da diversidade sexual, que ocuparam os territórios centrais da cidade. Essa região deixou de ser o lugar das elites ao longo do século XX após um processo marcado pela especulação e surgimento de novas frentes de expansão imobiliária, tornando-se um território popular e de acolhimento das minorias, mas também palco de violências LGBTfóbicas.
Neon Cunha cresceu em São Bernardo do Campo e teve uma vivência próxima da realidade da cena LGBTQIA+ do Centro de São Paulo, como mulher travesti e ativista. A sua luta e a contestação legal sobre as exigências estabelecidas para a alteração de nome e gênero no registro civil, sem a necessidade de realização de cirurgia de redesignação sexual, abriram caminho para as travestis no Brasil. O reconhecimento desse direito veio pela Justiça de São Paulo, em 2016, e pelo STF em 2018.
Com Nabil no Congresso e Neon na ALESP, teremos uma plataforma regional e federal para pautar os direitos da população LGBTQIA+, o combate à LGBTfobia e a construção de um inventário nacional da memória desta comunidade.
O ponto de encontro será na Praça da República, no dia 12 de setembro, às 16h. Para confirmar a sua participação, prossiga com a inscrição abaixo para receber informações e manter sua conexão com o grupo.
Até lá!