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MUKUIU: TEATRO E DANÇA AFRO-BRASILEIRA com Michel Amorim e Carmem Vergolino
Mukuiu oficina é um desdobramento/experimento, que pretende compartilhar com artistas cênicos da cidade de Belém, durante cinco dias do mês de maio, algumas das práticas e metodologias que vem sendo desenvolvidas pelos artistas pesquisadores Carmem Virgolino e Michel Amorim, na pesquisa Mukuiu.
Dialogar, assim, capoeira angola, candomblé angola, performance cênica, e conhecimento acadêmico: eis a encruzilhada, na qual este trabalho se coloca, tendo, portanto, a noção de território como algo muito importante – os terreiros e seus sacerdotes/mestre como espaços vivos de produção de conhecimento. Espaços sagrados, poéticos, políticos, multidimensionais, quando dança, canto e batuque nos fazem espiralar no tempo, o tempo/espaço corpo/templo ancestral.
A hipótese da pesquisa é que o saber mantido e produzido nos terreiros pelo Brasil afeta a produção artística contemporânea e neste caso específico a cena artística de Belém. Este conhecimento desestabiliza a epistemologia vigente, pois se trata de um conhecimento produzido no corpo, que considera camadas de sensações, sentimentos e outras categorias como energia, oralidade e comunitarismo, questionando assim um saber engessado num racionalismo cartesiano, que dicotomiza corpo e pensamento.
Buscando descentralizar a fala dos artistas pesquisadores, enfatizamos a máxima importância dos companheiros da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro e do Mansu Nangetu, que em diálogo conosco tem sido a agulha que puxa a linha neste tecido de produções, embebido na perspectiva de ecologia dos saberes, nos termos de Boa Ventura de Souza Santos.
Embasando-se numa preparação corporal com treinos de bases de capoeira angola, de corporeidades sagradas do candomblé angola esta pesquisa quer sentir/pensar como este conhecimento dos terreiros, dialoga com um outro, que é o conhecimento elaborado nas encenações. Que tipo de conhecimento produzimos nas produções cênicas e como chegamos a ele?
Norteados pela metodologia da Antropologia da Dança, dançamos e pesquisamos com o próprio corpo: o corpo se põe à pesquisa nas misturas de sentidos, sabores, timbres, cores, para refletir sobre a maneira comunitária como o conhecimento se constrói em performances de motriz africana. Experiência e reflexão sobre o que é conhecimento e como a transmissão de conhecimento se elabora.
Propomos pois, que nos dias de trabalho na casa das artes, esta oficina seja direcionada a um público de atores e dançarinos que se interessem pela interface entre etnografia e produção cênica, assim como sobre a importância dos conhecimentos produzidos nos terreiros de tradição de motriz africana na cidade de Belém.

MICHEL AMORIM
Licenciado em Teatro pela UFPA. Ator formado pela Escola de Teatro Dança da UFPA - 2006. Arte Educador. Integrante do PACA - Pesquisadores em Artes Cênicas na Amazônia – UFPA, CNPq. Integrante da Cia Lama de Teatro. Desenvolve uma pesquisa de teatro em miniatura com o Coletivo de Animadores de Caixa, é Performer, Bonequeiro e Praticante de técnicas circenses como perna de pau, pirofogia e malabarismo. Já participou de mais de 20 espetáculos como ator, diretor e dramaturgo. Participou do programa Catalendas da TV cultura com manipulação e voz de bonecos.


CARMEM VERGOLINO
Possui graduação em letras licenciatura em língua francesa, mestrado em Ciências Sociais com ênfase em Antropologia Social e atualmente é doutoranda em Artes pela UFPA. Seguiu aulas de teatro no curso técnico de formação para atores na Escola de Teatro e Dança da UFPA, participou do Grupo GITA (Grupo de Investigação e Treinamento para Atuantes) da UFPA, e é integrante da Cia Lama de Teatro. Praticante de Capoeira Angola, Dança afro-brasileira e dança indiana. Desenvolveu como educadora social diversos trabalhos com capoeira angola e dança afro brasileira em projetos sociais e escolas públicas em Belo Horizonte. Atuou como dançarina da Cia Primitiva de Arte Negra e como coreira do grupo de tambor de Criola Rosa de São Benedito (MG). Participou dançando no Festival Internaciaonal de Dança Teatro Clássico Indiano Purva Festival, na cidade de Baroda- Índia. Ministrou diversas oficinas de dança afro-brasileira e capoeira angola em várias instituições importantes de Belém, premiada com a bolsa de pesquisa e experimentação em Artes da Fundação Cultural do Pará em 2018. Dirigiu e atuou nos espetáculos Eyey Dundun (2017, prática de montagem da Fundação Curro Velho) e Mukuiu (2018, resultado da bolsa de pesquise e experimentação), nos quais experimentou técnicas corporais de motriz africana como base de treinamento para atuantes.
Espetáculo MUCUIU
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CONTATOS: CELULAR/E-MIAIL
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SERVIÇO
Local: Casa das Artes (Praça Justos Chermont, 236 - Nazaré)

Período: 07 , 09 , 11, 14 E 16 de OUTUBRO

Horário: 15h00 às 18h00

Investimento: R$ 20,00 (vinte reais) com isenção para estudante de instituição pública de ensino.

Informações: (91) 3323.0371/98042.3019

# O pagamento poderá ser efetuado até o primeiro dia de oficina em horário comercial na Casa das Artes .
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