Disciplina: QUÍMICA

2ª Série/Ano

Volume 1/1º Bimestre

CADERNO DO PROFESSOR/ALUNO

Situação de Aprendizagem (Número/título)

Sequência Didática

Recursos audiovisuais e/ou de TIs  sugeridos no caderno

Recursos audiovisuais e/ou de TIs sugeridos pelo PCOP

Interfaces interdisciplinares / Temas trasnsversais

SA 1

PROPRIEDADES DA ÁGUA PARA O CONSUMO HUMANO

(2 aulas)

Conteúdos e temas: conceitos de pureza e potabilidade.

Competências e habilidades: fazer uso da linguagem química para expressar conceitos relativos à pureza das soluções e à concentração de solutos em sistemas líquidos; interpretar dados apresentados em tabelas e gráficos concernentes ao critério brasileiro de potabilidade da água; aplicar o conceito de concentração para avaliar a qualidade de diferentes águas; reconhecer como algumas propriedades específicas da água possibilitam a vida no planeta.

Sugestão de estratégias de ensino: leitura de texto; trabalho em grupo; questões propostas; elaboração de textos; discussão geral; leitura de tabelas; experimentos.

Descrição das atividades: Retoma-se o conceito de substância “pura” (ou simplesmente substância), estabelecendo a ≠ entre os conceitos pureza e potabilidade; reflexão sobre escassez e desperdício de água e também sobre as propriedades da água possibilitando a existência de vida no Planeta; Você pode fazer alguns questionamentos (CP, pág. 9), registrando as diferenças entre os tipos de água na lousa e discutindo se elas apresentam as mesmas propriedades; propor a leitura do texto “Água pura e água potável”. Esta leitura pode ser realizada de muitas formas, uma sugestão é pedir que alguns alunos leiam pequenos trechos do texto em sequência, enquanto outro aluno registra na lousa as ideias principais; colocar no contexto das águas naturais o estudo das soluções aquosas; sugere-se a elaboração de um questionário cujas respostas sejam encontradas diretamente no texto; mesmo sem tratar do tema “concentrações de soluções” pode-se explicar o significado da expressão mg/L.

SA 2

DISSOLUÇÃO DE MATERIAIS EM ÁGUA E MUDANÇAS DE SUAS PROPRIEDADES

 (2 aulas)

Conteúdos e temas: calor específico; densidade; temperatura de ebulição da água com a presença de solutos; solubilidade; outras propriedades.

Competências e habilidades: reconstruir o conceito de solubilidade em um nível mais amplo, como extensão da dissolução; compreender como as propriedades peculiares da água possibilitam a existência de vida no planeta; concluir, a partir da análise de dados experimentais, como a presença de solutos afeta as propriedades características da água; aplicar esses conhecimentos na resolução de problemas ambientais, industriais e relacionados à saúde.

Sugestão de estratégias de ensino: leitura e análise de tabelas; interpretação de gráficos; demonstrações experimentais.

Descrição das atividades: Atividade 1 – procurar conhecer o que os alunos já sabem sobre o assunto. Para isso utilize questões como as da página 20 do CP. Promova discussões acerca das questões a fim de introduzir a realização do experimento. Realize o experimento; você pode optar por um experimento demonstrativo no qual os alunos farão as anotações no quadro (CA, pág.13). Questões para análise dos dados coletados. Na impossibilidade de realização do experimento, sugere-se o trabalho com a descrição do experimento e com os dados obtidos por outros pesquisadores. Ressaltar e direcionar os alunos para o controle de variáveis. O que se pretende é a construção do conceito de “extensão da dissolução” para posterior aplicação no estudo do equilíbrio químico. Proponha a realização da lição de casa (CA, pág.15) retomando a discussão realizada.

Atividade 2 – serão abordadas outras importantes propriedades da água (calor específico, densidade e condutibilidade elétrica). Não é necessário explorar esses conceitos em nível de modelos explicativos. É importante mostrar a importância deles nas características que a água apresenta. Esta atividade pode ser realizada: na forma de trabalho em grupo para realização de respostas em forma de texto; em grupos, atribuindo-se uma das situações para cada grupo.

Atividade 3 – outro contexto para enfoque dos conceitos já estudados, solubilidade e densidade. Realização do experimento demonstrativo e realização de questões e discussões (CA, págs. 20 e 21).

SA 3

CONCENTRAÇÃO DE SOLUÇÕES - DILUIÇÃO

 (3 aulas)

Conteúdo e temas: soluções – unidades de concentração: % massa; g · L-1; ppm.

Competências e habilidades: compreender o conceito de concentração; compreender as unidades que expressam a composição das soluções e utilizá-las adequadamente; realizar cálculos envolvendo as diferentes unidades de concentração e aplicá-los no reconhecimento de problemas relacionados à qualidade da água para consumo.

Sugestão de estratégias de ensino: análise de dados e informações; demonstração experimental; exercícios utilizando as diversas unidades de concentração; discussão geral.

Descrição das atividades: Atividade 1 – problematize a questão da concentração retomando os dados apresentados sobre as concentrações máximas permitidas de certos elementos químicos na água potável. A partir desse ponto, permita que os alunos façam estimativas para outros volumes. Introdução do conceito concentração e explicação do significado de soluto, solvente e solução. Sugere-se a demonstração e explicação técnica de como se prepara uma solução (CP, pág.32). A atividade “Aplicando seus conhecimentos” (CA, pág.22) pode ser solicitada na forma de trabalho em grupo para ser entregue ao professor. Lição de casa.

Atividade 2 – é comum encontrar no cotidiano a concentração expressa em porcentagem, logo é importante que os alunos saibam trabalhar com essa unidade.

Atividade 3 – deve-se informar aos alunos que essa unidade é útil quando os componentes da solução estão presentes em partes muito pequenas.

Atividade 4 – sugere-se a demonstração da diluição apresentada no Caderno do Professor (pág. 38) e a realização das questões para compreensão da atividade. Nesta atividade procura-se construir o conceito de diluição, considerando que permanecendo fixa a quantidade de soluto, ao se adicionar solvente a concentração da solução diminui. Nesse enfoque a concentração e volume de solução são grandezas inversamente proporcionais. Lição de casa.

SA 4

UTILIZANDO A GRANDEZA QUANTIDADE DE MATÉRIA PARA EXPRESSAR A CONCENTRAÇÃO DE SOLUÇÕES

 (2 aulas)

Conteúdos e temas: conceito de quantidade de matéria (mol); concentração em mol · L–1.

Competências e habilidades: fazer usos da linguagem química; construir o conceito de concentração em quantidade de matéria/volume para ampliar a compreensão do significado da concentração e aplicá-lo a novas situações que permitem melhor entendimento do mundo físico.

Sugestão de estratégias de ensino: resolução de problemas; trabalho em grupo; elaboração de texto; demonstração.

Descrição das atividades: Atividade 1 – é possível começar por meio de perguntas dirigidas aos alunos (CP, págs. 41 e 42) a fim de saber qual o conhecimento que eles têm sobre o mol, seguida da retomada do conceito. Introduza (ou relembre) a idéia de que podemos relacionar uma massa de X gramas de uma substância à quantidade de partículas se conhecermos a massa contida em 1 mol de partículas dessa substância, ou seja, sua massa molar.

Atividade 2 – divida a classe em 8 grupos, selecionando uma das espécies químicas para cada dois grupos. Após preencherem a tabela, solicite que façam uma comparação em termos de quantidade de partículas presentes em 1 litro de solução. Para esta atividade o professor pode preparar uma folha de trabalho como modelo apresentado no CP págs. 45 e 46.

SA 5

OXIGÊNIO DISSOLVIDO NA ÁGUA – UMA QUESTÃO DE QUALIDADE

 (1 aula)

Conteúdo e temas: solubilidade do oxigênio em água; concentração em mol · L–1; demanda bioquímica de oxigênio (DBO).

Competências e habilidades: fazer usos da linguagem química; compreender a importância do oxigênio dissolvido no meio aquático; construir e aplicar o conceito de DBO e relacionar informações sobre DBO para entender problemas ambientais e poder enfrentar situações; interpretar informações de gráficos.

Sugestão de estratégias de ensino: resolução de problemas; trabalho em grupo; elaboração de texto; busca de informações.

Descrição das atividades: Atividade 1 – o professor pode começar por meio de perguntas dirigidas aos alunos (CP, págs. 47) a fim de saber quais os conhecimentos deles sobre oxigênio dissolvido na água. Proponha a leitura dos textos para que os alunos possam elaborar argumentos para responder às questões propostas.

Atividade 2 – realize discussões sobre DBO seguida de uma breve exposição, introduzindo o conceito. A partir dos dados de DBO de três rios apresentados (CA, pág. 34), os alunos podem analisar esses valores, decidindo quais amostras têm problemas, considerando também os dados de solubilidade obtidos por meio do gráfico apresentado anteriormente.

Pode ser utilizado o roteiro apresentado (CA, pág. 35) para realização de uma pesquisa de campo sobre rios e córregos em sua região.

Se for oportuno, solicite a realização das atividades da página 36 do CA para aprofundamento no tema.

Localização dos rios em mapas, procurando informações sobre seus percursos, citando possíveis fontes de poluição.

SA 6

TRATAMENTO DA ÁGUA – UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA

 (2 aulas)

Conteúdos e temas: etapas do tratamento da água.

Competências e habilidades: compreender a necessidade de tornar a água potável; conhecer procedimentos para seu tratamento, aplicando conceitos e processos, como separação de sistemas heterogêneos, solubilidade e transformação química; organizar e interpretar informações sobre tratamento e consumo de água para refletir sobre o uso consciente da água e tomar suas decisões, dentro de limites, a esse respeito.

Sugestão de estratégias de ensino: experimentos; visita a uma estação de tratamento de água ou visita virtual; entrevistas com técnicos e outros funcionários da estação de tratamento de água (ETA).

Descrição das atividades: Proponha questões para provocar o interesse e evocação de idéias como as das questões do Caderno do Professor pág. 54. Após as discussões é possível propor a realização de experimentos (CA, págs. 37 a 41) para introduzir as etapas do tratamento de água.

Sugere-se a visita em uma ETA (Estação de Tratamento de Água). Antecipadamente, proponha aos alunos que eles preparem questões para entrevistarem operadores e técnicos para obter informações sobre quantidades de água tratada e consumida na região, problemas encontrados no tratamento, condições de potabilidade, perda de água na rede etc. Havendo impossibilidade, pode-se sugerir uma visita “virtual”, por meio de acesso às páginas das empresas responsáveis pelo saneamento e abastecimento de água.

Material: Oficinas de Química – www.rededosaber.sp.gov.br

 

SA 7

AS QUANTIDADES EM TRANSFORMAÇÕES QUE OCORREM EM SOLUÇÃO – UM CÁLCULO IMPORTANTE NO TRATAMENTO DA ÁGUA

 (2 aulas)

Conteúdos e temas: relações quantitativas de massa e de quantidade de matéria (mol) nas transformações químicas que ocorrem em soluções.

Competências e habilidades: construir e aplicar conceitos relativos às proporções de reagentes e produtos numa reação em solução, compreendendo a importância desses cálculos para a sociedade; interpretar a equação química em termos quantitativos.

Sugestão de estratégias de ensino: resolução de uma situação-problema.

Descrição das atividades: Sugere-se o início por meio de uma apresentação do que ocorre no processo de floculação utilizado no tratamento de água nas ETAs, na qual se utiliza sulfato de alumínio e hidróxido de cálcio para formação de hidróxido de alumínio (detalhes – CP pág. 62).Discuta com os alunos as questões (CA págs. 41 e 42). Pode ser retomado o dado anteriormente, a reação entre carbonato de cálcio e ácido clorídrico, problematizando-a em relação às quantidades envolvidas. Em seguida, sugere-se a solicitação da realização da lição de casa.

Pode ser utilizada a folha de trabalho apresentada como modelo (CP, pág. 55) para realização de uma atividade complementar nesta SA.

SA 8

COMO O SER HUMANO UTILIZA A ÁGUA? PODEMOS INTERFERIR NOS MODOS COM QUE A SOCIEDADE VEM UTILIZANDO A ÁGUA?

 (2 aulas)

Conteúdos e temas: poluição ambiental; responsabilidades legais e pessoais; usos da água e sua preservação.

Competências e habilidades: buscar dados e informações sobre poluição das águas; conhecer aspectos da legislação sobre a água e sobre seus usos, para compreender o problema e refletir sobre formas de atuação que auxiliam no enfrentamento das situações cotidianas e na elaboração de propostas de intervenção em sua realidade.

Sugestão de estratégias de ensino: leitura e discussão de textos; projetos; apresentações.

Descrição das atividades: Não se pretende esgotar o assunto nesta SA, o objetivo é auxiliar o aluno em suas reflexões e possibilidades que tenham como foco o uso consciente da água e sua preservação.

Sugere-se a leitura e discussão de textos (CA, pág. 44) em grupos e no coletivo da classe, onde os alunos podem fazer resumos das idéias dos textos. Podem ser discutidos os dados e as informações. Em seguida podem ser discutidas as próprias ações e sugerir formas de intervenção na sociedade.

Existe a possibilidade de trabalho com projetos, com temas escolhidos pelos grupos e/ou propostos pelo professor.

As apresentações dos trabalhos podem ser organizadas na forma de minicongresso, convidando professores de outras disciplinas. Os alunos devem apresentar resumos de uma página, apresentações orais e cartazes.

Elaborado em 04 / out / 2010 – Professor Coordenador da Oficina Pedagógica responsável: Gerson Novais Silva

Disciplina: QUÍMICA

2ª Série/Ano

Volume 1/2º Bimestre

CADERNO DO PROFESSOR/ALUNO

Situação de Aprendizagem (Número/título)

Sequência Didática

Recursos audiovisuais e/ou de TIs  sugeridos no caderno

Recursos audiovisuais e/ou de TIs sugeridos pelo PCOP

Interfaces interdisciplinares / Temas trasnsversais

SA 9

EXPLICANDO O COMPORTAMENTO DE MATERIAIS:

MODELOS SOBRE A ESTRUTURA DA MATÉRIA

(7 aulas)

Conteúdos e temas: natureza elétrica da matéria – condutibilidade elétrica dos materiais, isolantes e condutores.

Competências e habilidades: classificação e estabelecimento de critérios; controle de variáveis; elaboração de modelo explicativo; ideias de Thomson, Rutherford e Bohr para o átomo; tabela periódica – estrutura e propriedades dos elementos.

Sugestão de estratégias de ensino: levantamento dos conhecimentos prévios; leitura de textos; experimentação para coleta de dados; organização dos dados em tabelas; proposição de questões para análise dos resultados; elaboração de conclusões; discussão geral.

Descrição das atividades: Atividade 1.1 – O modelo de Rutherford-Bohr para explicar o comportamento da matéria

Levantamento dos conhecimentos prévios, retomando as ideias de Dalton sobre a constituição da matéria e perguntando aos alunos se é possível explicar a condutibilidade elétrica de certas soluções aquosas por meio do modelo atômico de Dalton; Expor, em diálogos, que uma das manifestações da eletricidade associada à matéria é a propriedade de conduzir corrente elétrica – condutibilidade –, que é diferente para diferentes materiais. Realizar o experimento para medida de condutibilidade elétrica (CP, pág. 13), pode ser demonstração. Organização dos dados obtidos em tabelas. Pode-se utilizar questões (CA, pág. 6 e 7) para discussão e análise dos resultados. Lição de casa: Elaboração de texto.

Elaboração de um modelo – De onde vêm as cargas elétricas?

Relacionar conteúdos com o experimento “Atividade 2” (CA, pág. 8 e 9)

Sugere-se como Lição de Casa a elaboração de um quadro-síntese (diagrama) que mostre a classificação dos materiais testados em condutores e não-condutores, relacionando o estado físico e as soluções aquosas. Elaboração de conclusões. Discussão geral.

Atividade 1.2 – Do átomo de Dalton ao átomo de Rutherford-Bohr. Leitura e análise (por meio de questões) de textos sobre a evolução das ideias de constituição do átomo. Lição de casa: Construção de um quadro com a síntese das idéias trabalhadas.

Atividade 1.3 – Tabela Periódica – A Tabela Periódica pode ser problematizada a partir dos conhecimentos construídos acerca da estrutura da matéria, para isso utiliza-se as questões (CA, pág. 20 e 21). Sugere-se trabalhar os exercícios 1 e 2 (CP, pág. 31 e 32) com os alunos, seguindo as orientações fornecidas. Lição de casa: Fazendo a distribuição eletrônica é possível justificar as respostas das questões (CA, pág. 22).


SA 10

EXPLICANDO O COMPORTAMENTO DE MATERIAIS:

AS LIGAÇÕES ENTRE ÁTOMOS, ÍONS E MOLÉCULAS

(5 aulas)

Conteúdos e temas: forças de atração e de repulsão elétrica; ligação química; localização dos metais e não metais na tabela periódica.

Competências e habilidades: interpretar a ligação química em termos das atrações e repulsões entre elétrons e núcleos, relacionando-as às propriedades das substâncias de maneira a ampliar o entendimento do mundo físico; reconhecer a ideia de ligação química como um modelo explicativo.

Sugestão de estratégias de ensino: aulas expositivas dialogadas; trabalho em grupo.

Descrição das atividades: Atividade 2.1 – Sugere-se a retomada de algumas propriedades das substâncias, bem como o modelo de Rutherford, para introduzir as idéias de ligação covalente, iônica e metálica. Pode iniciar o assunto com alguns questionamentos (CP, pág. 36 e 37). Introduzir a explicação de ligação covalente por meio da formação da molécula do hidrogênio (repulsão entre núcleos/ repulsão entre elétrons/ atração entre o núcleo de um átomo e os elétrons de outro). São propostas questões que tratam de atração e repulsão entre partículas, bem como da energia necessária para separar átomos (CP, pág. 38). A discussão de forças de atração e repulsão na formação de HCl e de H2O permitirá a introdução de idéias de polaridade e de arranjo espacial, porém não é necessário o aprofundamento no tema neste momento.

Proponha uma questão: Para que o H2 se forme, as forças de repulsão devem ser maiores ou menores do que as de atração? 

De acordo com as respostas, pode-se argumentar que, se a molécula de H2 e é mais estável, as forças de atração devem ser maiores que as de repulsão, e, como se trata do mesmo elemento, as atrações entre o elétron de um átomo e o núcleo do outro são de mesma magnitude (CP págs. 38 e 39). Pode-se solicitar que seja realizado um trabalho em grupos, para isso, pode ser utilizado o modelo da folha de trabalho (CP pág 40). Para introduzir a ligação iônica, pode ser questionado se seria possível imaginar uma interação entre átomos de tal maneira que a atração do núcleo de um dos átomos pelo elétron de um de outro fosse tão forte que causasse a transferência desse elétron para si. Se achar interessante, o professor pode sugerir ao alunos que realizem um experimento de crescimento de cristais de NaCl (CA pág. 25), pode ser no laboratório ou mesmo em casa, neste caso eles devem levar os cristais obtidos para escola. Na sequência solicite a realização das questões para análise do experimento. Indique que os alunos façam uma pesquisa em livros e/ou internet sobre a formação de cristais.

É possível introduzir também o conceito de ligação metálica problematizando por meio de informações sobre o ferro (CP pág. 42).

Sugestão de trabalho – Estrutura de Lewis – desenvolvido no PEC – Construindo Sempre – Aperfeiçoamento de Professores – Ensino Médio – Química, módulo 3 (material disponível em CD e na internet: http://paje.fe.usp.br/estrutura/pec/ ).

Atividade 2.2 - Para iniciar a atividade, podem ser retomadas as substâncias cujas ligações foram estudadas (H2, NaCl, HCl, Fe, H2O), pedindo aos alunos que localizem os elementos constituintes na tabela periódica e apresentando algumas questões, procurando problematizar a relação entre o tipo de ligação e os elementos químicos.

Não é necessário que os alunos deem respostas certas a essas questões, nem que elas sejam fornecidas neste momento. Eles podem anotar suas suposições para, depois, voltar a elas.

Pode-se trabalhar com comparações entre compostos formados por metais e não-metais. São apresentadas três folhas de trabalho (CP págs. 46 até 48) contendo informações sobre diferentes compostos. Os alunos podem ser divididos em grupos, e cada um deles trabalha com uma folha. É importante sua interação com os grupos, de forma a fazer perguntas e auxiliá-los com algumas pistas. Ao final do trabalho, cada grupo pode apresentar suas conclusões.

A ideia de eletronegatividade pode ser introduzida como uma avaliação quantitativa da tendência dos átomos atraírem os elétrons compartilhados nas ligações. Pode ser solicitada uma comparação das eletronegatividades de elementos que formam ligações iônicas, como NaCl, KBr, MgCl2, CaO, e de elementos que formam ligações covalentes, como N2, SO2, NH3, CO (CA, pág. 33 e 34)(CP, pág. 49).

Pode-se apresentar um conjunto de substâncias e propor que, em grupos ou individualmente, escolham uma delas para prever o tipo de ligação e procurar informações sobre suas propriedades (sugestões de substâncias CP pág. 50).

Articulação com livro Didático e internet.

SA 11

TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS: UMA QUESTÃO DE QUEBRA E FORMAÇÃO DE LIGAÇÕES

(3 aulas)

Conteúdos e temas: ligação química; modelo explicativo para a transformação química; energia de ligação; modelo explicativo para transformações químicas exotérmicas e endotérmicas.

Competências e habilidades: empregar a linguagem química; interpretar a transformação química como a quebra e formação de ligações; compreender e identificar a energia envolvida na quebra e formação de ligações químicas; fazer previsões a respeito da energia envolvida numa transformação química.

Sugestão de estratégias de ensino: aula expositiva dialogada; resolução de problemas; trabalho em grupo.

Descrição das atividades: Compreendida inicialmente, em nível macroscópico, como formação de um novo material, a partir das ideias de Dalton a transformação química pôde ser entendida, numa visão microscópica, como um rearranjo de átomos. A formação e a quebra de ligações envolvem energia, também será construída uma explicação para as transformações endotérmicas e exotérmicas, baseada no balanço energético das quebras e formações das ligações.

Atividade 3.1 – O exercício pode ser iniciado pela retomada da questão da estabilidade das espécies, como foi anteriormente mencionado para o hidrogênio. Pode-se desenhar na lousa duas bolinhas separadas, representando átomos de hidrogênio, e mencionar que têm uma dada energia. A seguir, pode-se perguntar o que aconteceria, em termos das interações eletrostáticas: se os átomos de hidrogênio se aproximassem, a energia inicial seria maior ou menor?(CP pág. 53). Pode ser problematizado o quanto de energia seria necessário para separar as espécies ligadas, ou seja, para quebrar a ligação por meio de uma questão, para que se apliquem os conhecimentos (CP pág. 54).

Atividade 3.2 – Sugere-se que se retome a reação de combustão e se procure fazer com que os alunos a entendam em termos de quebras de ligação e formação de outras e que expliquem a liberação de energia nesse processo. Pode-se conduzir a atividade dialogando por meio de perguntas ou preparar uma folha de trabalho. Se achar conveniente, pode introduzir o sinal negativo para representar a energia liberada.  Para finalizar, sugere-se questionar se esse modelo explica também as transformações endotérmicas (quando a energia necessária para a quebra de ligações é maior do que a liberada na formação das ligações).

SA 12

REPRESENTANDO A ENERGIA ENVOLVIDA NAS TRANSFORMAÇÕES: O USO DE DIAGRAMAS DE ENERGIA

(3 aulas)

Conteúdos e temas: diagramas de energia; calor de reação; reação endotérmica e exotérmica.

Competências e habilidades: fazer uso da linguagem química; compreender, utilizar e saber construir gráficos de energia.

Sugestão de estratégias de ensino: aula dialogada; resolução de problemas.

Descrição das atividades: Para iniciar a atividade, você pode retomar a combustão do propano, apresentando a equação dessa transformação e perguntando como poderia ser representada a variação de energia que acontece nessa transformação. Peça aos alunos que discutam se a energia dos reagentes deve ser maior ou menor que a dos produtos, lembrando que há liberação de calor nessa transformação. Pode, também, pedir que eles representem o valor do calor de combustão na figura, reelaborando o conceito de calor de combustão como a variação de energia na queima de 1 mol de uma substância. Pode apresentar, se achar conveniente, o termo entalpia, utilizado para expressar variações de energia que acontecem à pressão constante.

Para problematizar as reações endotérmicas, pode-se solicitar aos alunos que façam uma representação da variação de energia de transformações químicas que acontecem com absorção de energia (CA, “Desafio!”, pág. 43).

Para avaliação da aprendizagem, você pode fazer a síntese dessa atividade com os alunos (CA, “Atividade-síntese”, pág. 43).

É sugerido um experimento que permite a aplicação dos conhecimentos elaborados (CP, pág. 61), esta atividade deve ser supervisionada pelo professor e recomenda-se o uso de óculos de segurança.

Elaborado em 04 / out / 2010 – Professor Coordenador da Oficina Pedagógica responsável: Gerson Novais Silva

CEDIDO PELO AUTOR PARA USO EXCLUSIVAMENTE DIDÁTICO SOB RESPONSABILIDADE DOS GESTORES ESCOLARES NAS ESCOLAS ESTADUAIS JURISDICIONADAS À DIRETORIA DE ENSINO REGIÃO SÃO VICENTE

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