A fada que procurava emprego

             Chamava-se Anne Krissimina e era uma fadinha nova. Tinha só mil e duzentos anos. Apesar de nova, tinha muita experiência. Fez um sapo virar príncipe. Encantou um rei com sua voz maravilhosa. Cachorros bravos ficavam mansinhos quando a viam. Ajudou muitas outras fadas em histórias que toda criança conhece. Mas os tempos mudaram. Ninguém mais acredita em fadas. E já faz mais de dez anos que Anne Krissimina está desempregada. Procurou emprego em toda parte, mas não há serviço para fadas no mundo de hoje.

             Um dia, a fadinha andava pela rua distraída. Olhava os carros estacionados lendo as placas para saber se existiam mais números ímpares ou números pares. Os ímpares estavam vencendo. Num carro antigo, cor de rosa e placa de número ímpar, ela viu um adesivo que a deixou animada. Nele estava escrito; “eu acredito em fadas”. Anne Krissimina voltou a ter esperanças. Quem sabe o dono ou dona daquele carro não poderia lhe arrumar um trabalho de fada. A fadinha ficou aguardando, tinha certeza que sua vida ia mudar.

        

        

Jarbas Novelino

 

            Ela colocou um recado no para-brisa do carro  com o seu endereço para contato, sem dizer que era uma fada e falando que, também, acreditava em fadas.

A fadinha, enfim feliz por ter encontrado alguém que acreditasse nela, naquela noite ela mal dormiu, esperando o dono do carro procurar ela e nada...

Começou a ficar apreensiva, pois, não tinha notícias do tal homem e, assim, se passaram vários dias:  ela esperando e nada...

Já estava ficando desanimada novamente, quando não mais que de repente o tal homem entrou em contato com ela, mas, ela não sabia o que fazer, pois, ao mesmo tempo, que ficou entusiasmada, teve medo, pois não conhecia o homem e não sabia se iria se decepcionar com o que iria ouvir da tal pessoa.

Ela, então, marcou um encontro para conversar sobre fadas. O homem tinha uma floricultura e depois de várias horas de bate papo entre eles, a fada foi contratada para trabalhar na floricultura dele. Ela iria fazer a decoração da floricultura, tudo com temas relacionados às fadas.

      E, assim, novamente a fadinha ficou feliz em ser útil e as fadas foram lembradas de novo.

       E assim termina a nossa história com um final feliz para a fadinha e para todo o reino das fadas.

(Marco Cordeiro da escola Salgado Filho  e Leandro)