Disciplina: Geografia

Série/Ano: 1ª série - EM

Vol/Bim: Vol 1/2ºBm

CADERNO DO ALUNO

Situação de Aprendizagem (Número/título)

Sequência Didática

Recursos audiovisuais e/ou de TIs  sugeridos no caderno

Recursos audiovisuais e/ou de TIs sugeridos pelo PCNP

Interfaces interdisciplinares / Temas trasnsversais

Situação de Aprendizagem 5 – A Mudança das Distâncias Geográficas e os Processos Migratórios.

Competências e habilidades: construir e aplicar habilidades relativas ao domínio da linguagem cartográfica como meio de visualização sintética da relação entre realidades geográficas distintas e como meio de uso da imagem como discurso espacial; construir e aplicar conceitos com base na abordagem geográfica, tais como fluxos e redes geográficas, para contribuir na compreensão de fenômenos contemporâneos próprios e associados ao processo de globalização das relações humanas.

Etapa prévia – Sondagem inicial e sensibilização

A sugestão é que o professor trabalhe um conteúdo clássico da Geografia: a formação populacional brasileira e, especificamente, a contribuição dos processos migratórios estrangeiros. Para isso, vamos trabalhar as questões presentes no Caderno do Aluno, nas seções Para início de conversa e Leitura e análise de imagem.

Leitura e análise de imagem Observe a imagem do navio Kasato Maru e responder às questões propostas.

Etapa 1 – Observação e exploração cognitiva do mapa de migrações no final do século XX e do gráfico quantitativo das migrações internacionais, 1910-2000, como exemplo de aceleração de fluxos.

Leitura e análise de mapa

Esta etapa começa com o professor apresentando o mapa da Figura 23. Ele vai compor a fase da descrição do fenômeno a ser trabalhado. Antes de tudo, deve-se aproveitar o mapa para exercitar a linguagem cartográfica, chamando a atenção para algumas características desse mapa. Sugerimos algumas atividades presentes no Caderno do Aluno,

para explorar cada uma dessas características.

Para aprofundar ainda mais o tema, peça para que os alunos respondam à atividade a seguir, presente no Caderno do Aluno na seção Lição de casa.

Leia com atenção o quadro a seguir. Comparando-o com o mapa As migrações, final do século XX (Figura 23), indique as quantidades relativas aos fluxos migratórios. Se for preciso, some alguns valores representados pelas setas. Caso julgue necessário, utilize outro mapa-múndi para auxiliar na identificação dos diferentes países.

O mapa da Figura 23 (uma representação dinâmica quantitativa e ordenada) nos dá

uma visão atual do volume e da direção das correntes migratórias internacionais, assim como da participação dos imigrantes na composição geral das populações dos países. Mas não é possível, por meio dele, concluir sobre a aceleração dos fluxos em relação aos movimentos migratórios ao longo do século XX. Para isso, é necessária uma verificação numa escala de tempo maior. Desse modo, a questão migratória poderá ser percebida mais integralmente, assim como os diversos significados da distância geográfica para o ser humano. Por isso, sugerimos bastante atenção em relação à Figura 24, da seção Leitura e análise de gráfico do Caderno do Aluno.

Para trabalhar o gráfico da Figura 24, sugerimos as seguintes atividades presentes no Caderno do Aluno.

Leitura e análise de gráfico

Para aprofundar a discussão, sugerimos a seguinte atividade da seção Pesquisa em grupo, no Caderno do Aluno. Em pequenos grupos, os alunos devem considerar três materiais, relacionados a seguir, para produzir um relatório sobre um dos sistemas migratórios contemporâneos.

O mapa As migrações, final do século XX (Figura 23); O quadro Os grandes sistemas migratórios contemporâneos (Quadro 8); O gráfico Evolução dos efetivos de migrantes, 1910-2000 (Figura 24).

Os alunos devem realizar uma pesquisa sobre o fluxo escolhido. O relatório deverá ter três partes de acordo com o roteiro sugerido no Caderno.

Uma frase pode inspirar a finalização desse relatório debatido em grupo: “o documento mais importante nesse mundo globalizado não é a carteira de identidade, e sim o passaporte”.

Etapa 2 – Problematização dos fluxos migratórios internacionais: aceleração e fechamento de fronteiras

Algumas informações podem ser enfatizadas para uma discussão com os estudantes (o mapa e o gráfico apresentados anteriormente mostravam algumas delas). Observe o quadro a seguir, da seção Lição de casa do Caderno do Aluno.

Essas informações, somadas ao que os alunos já sabem, podem estimular um debate frutífero. Seria bom estabelecê-lo nesse momento. A questão proposta a seguir pode iniciar a discussão.

Sugerimos que o professor guarde três informações estratégicas disponível no caderno para lançar durante o debate. Sem dúvida, as novas informações vão adicionar qualidade à discussão.

No Caderno do Aluno, na seção Lição de casa sugerimos algumas atividades sobre os temas tratados.

Atlas Geográfico;

ANDERSON, Paul. Princípios de Cartografia básica e princípios de Cartografia topográfica.

Disponível em: <http://lilt.ilstu.edu/psanders/

Cartografia/cartografia.html>  Acesso em: 23

jul. 2013.

 

BEAH, Ishmael. Muito longe de casa: memórias de um menino-soldado. Rio de

Janeiro: Ediouro, 2007.

BENKO, Georges. Economia, espaço e globalização na aurora do século XXI. São Paulo:

Hucitec, 1996.

BERTIN, Jacques. Ver ou ler: um novo olhar sobre a Cartografia. Seleção de textos (AGB). São Paulo, n. 18, maio 1988. p. 45-62.

BORGES, Jorge Luis. Obras completas II. São Paulo: Globo, 1999.

BRUNET, Roger; DOLLFUS, Olivier. Mondes nouveaux. Paris: Hachette/Reclus, 1990.

CARPENTIER, Alejo. O século das luzes.3. ed. São Paulo: Companhia das Letras,

2004.

CASTELLS, Manuel. A era da informação: economia, sociedade e cultura. Fim de milênio.São Paulo: Paz e Terra, 1999. v. 3.

KANASHIRO, Marta; et al. Migração japonesa e o fenômeno dekassegui: do país do Sol nascente para uma terra cheia de Sol. In:VOGT, Carlos (Dir.). Brasil: migrações internacionais e identidade. Campinas: SBPC/

Labjor, 2000. (Atualizado em 10 dez. 2000.)Disponível em: <http://www.comciencia.br/

reportagens/migracoes/migr19.htm>. Acesso em: 23 jul. 2013.

Livro Didático;

http://www.sielo.br/pdf/ts/v20n1/a10v20n1.pdf 

http://www.youtube.com/watch?v=SSGBjVG5iyo

http://www.scielo.br/pdf/ts/v20n1/a10v20n1.pdf

Situação de Aprendizagem 6 – A Globalização e as Redes Geográficas.

Competências e habilidades: construir e aplicar habilidades relativas ao domínio da linguagem cartográfica, como meio de visualização sintética da relação entre realidades geográficas distintas e como meio de uso da imagem como discurso espacial; construir e aplicar conceitos com base na abordagem geográfica, tais como fluxos e redes geográficas, para contribuir na compreensão de fenômenos contemporâneos próprios e associados ao processo de globalização das relações humanas.

Etapa 1 – Observação e análise de mapas da rede técnica mundial da internet

Ao professor de Geografia recomendamos uma afirmação ao mesmo tempo provocadora e esclarecedora: Há uma nova organização do espaço geográfico que permite que o mundo esteja aqui, que estejamos no mundo e que a ele pertençamos. Essa nova organização permite que os fluxos se acelerem. E essa nova ordem geográfica é uma ordem de redes geográficas.

Leitura e análise de mapa

No Caderno do Aluno, propomos algumas atividades relacionadas ao mapa da Figura 25.

Observe o mapa da Figura 26. É possível que, para muitos estudantes esse tipo de mapa (anamorfose) seja uma novidade, seja surpreendente. Por isso, alguns comentários sobre sua linguagem e sobre sua razão de ser vão ser necessários. Mas vale a pena, pois ele tem uma força comunicativa poderosa e, ao mesmo tempo, revela de forma aguda certos fenômenos geográficos.

A seguir sugerimos algumas atividades, disponíveis no Caderno do Aluno na seção Lição de casa.

Etapa 2 – Redes geográficas: o espaço de ação das corporações transnacionais

Isso pode ser feito estimulando os alunos a expor ou pesquisar o significado dos seguintes

termos: empresa, corporação, nacional, multinacional e transnacional. Algumas questões podem ser lançadas uma seguida à outra (sem esperar respostas individuais para cada uma), para criar um cenário de dúvidas e reflexão. As questões 1, 2 e 3 reproduzidas nas páginas a seguir estão no Caderno do Aluno.

Leitura e análise de quadro e texto

Há pouco tempo, o que hoje chamamos corporações transnacionais eram conhecidas como empresas multinacionais. Por que você acha que os termos mudaram? Empresa é diferente de corporação? Em que medida o prefixo multi difere de trans? Explique.

Mas o que significa essa diferença entre uma multinacional e uma transnacional?

Para qualificar a discussão, sugerimos que se peça aos alunos para examinar o esquema simples (Quadro 11).

Seria interessante chamar a atenção dos estudantes para que observem especialmente a presença e o papel das corporações transnacionais no esquema. Um questionamento pode orientar a análise, segundo o Caderno do Aluno.

Leia agora um pequeno trecho de uma obra do geógrafo brasileiro Milton Santos

Qual é a ideia central do texto? Em que medida essa ideia ajuda a compreender a lógica

da globalização econômica e o papel das corporações transnacionais?

Leitura e análise de mapa

Sugerimos ao professor que trabalhe com os alunos o mapa da Figura 27, da seção Leitura

e análise de mapa do Caderno do Aluno.

Sugerimos ao professor que nesse momento peça aos alunos que explicitem o que entendem por isso, instigando-os a observar o mapa. A seguir, sugerimos algumas atividades relacionadas ao mapa no Caderno do Aluno. Essa é uma oportunidade para introduzir um termo muito empregado em nosso país quando a referência são as multinacionais automobilísticas. Esse termo é: montadora.

A seção Pesquisa em grupo propõe uma atividade na qual os alunos deverão se reunir em pequenos grupos, para realizar coletivamente uma pesquisa sobre uma rede geográfica de

uma corporação transnacional automobilística. Você pode sugerir que eles busquem essas

informações na internet. Posteriormente, com base no mapa mudo Projeção Bertin, 1950

(disponível no Caderno do Aluno), os alunos deverão identificar a localização das unidades

da corporação pesquisada nos diversos países, criando um símbolo para as respectivas funções.

A seguir, para aprofundar o estudo sobre essa nova forma de organização dos espaços que é a rede geográfica, vamos tratar de um exemplo mais próximo.

Leitura e análise de imagem e quadro

Na sequência, sugerimos uma atividade sobre as imagens (Figuras 28 e 29) e o Quadro

12 apresentado a seguir.

Agora o professor poderia propor uma comparação entre as redes geográficas da cidade

de São Paulo e a rede geográfica da corporação automobilística transnacional, ou

de qualquer outro ramo. Para isso, vale apresentar algumas informações complementares

que estão no texto a seguir e trabalhar as atividades que o acompanham, propostas no

Caderno do Aluno.

Leitura e análise de texto

Leia o texto a seguir: Compare as redes geográficas da cidade de São Paulo com a rede geográfica da corporação automobilística transnacional e, com base no texto, responda às questões a seguir.

A seguir, alguns dados sobre as corporações transnacionais. Na seção Lição de casa, do Caderno do Aluno, propomos algumas atividades com base nessas informações.

Atlas Geográfico; quadros; fotos;  Internet;

CNUCED – Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. Informe sobre las inversiones en el mundo. Nova Iorque/Genebra: Nações Unidas, 2001.

Disponível em: <http://www.unctad.org/sp/

docs/wir2001overview_sp.pdf>. Acesso em: 23 jul. 2013.

DASH, Joan. O prêmio da longitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

ESCOLAR, M. Territórios de dominação estatal e fronteiras nacionais: a mediação

geográfica da representação e da soberania política. In: SANTOS, M.; et al. (Org.). Fim

de século e globalização. São Paulo: Hucitec/Anpur, 1997. p. 83-102.

SANTOS, Milton. A aceleração contemporânea:tempo mundo e espaço mundo. In:SANTOS, Milton; et al. (Org.). Fim de século e globalização. São Paulo: Hucitec/Anpur,

1997. p. 15-22.

Por uma outra globalização: do

pensamento único à consciência universal. São Paulo: Record, 2000.

Internet,  Livros Didáticos

http://www.suapesquisa.com/globalizacao/

http://www.zun.com.br/redes-geograficas-e-globalizacao/

Situação de Aprendizagem 7 – Os Grandes Fluxos do Comércio Mundial e a Construção de uma Malha Global.

Competências e habilidades: construir e aplicar habilidades relativas ao domínio da linguagem cartográfica como meio de visualização sintética da relação entre realidades geográficas distintas e como meio de uso da imagem como discurso espacial; construir e aplicar conceitos com base na abordagem geográfica, tais como fluxos e redes geográficas, para contribuir na compreensão de fenômenos contemporâneos próprios e associados ao processo de globalização das relações humanas.

Etapa prévia – Sondagem inicial e sensibilização

O mais óbvio, pela sua evidência, para iniciar esta etapa é algo que certamente os professores já têm em mente quando se discute a caracterização do comércio internacional. A sugestão é óbvia, mas eficiente, e pode se dar em dois planos:

Num primeiro momento, elege-se um conjunto de marcas de produtos comerciais (o que inclui produção cultural) que frequentam nosso dia a dia para identificar a origem nacional da marca.

No momento seguinte, verifica-se, numa série de produtos (roupas, calçados e eletrônicos, por exemplo), a localidade da fabricação. São duas coisas diferentes: um produto pode ter uma marca de origem estadunidense e ser produzido na China. Uma marca pode ser francesa e seu produto pode ser, ao menos em parte, produzido no Brasil.

O objetivo de fazer essa dupla verificação é dar indícios da complexidade das relações atuais num mundo globalizado, embora uma relação comercial, ao pé da letra, resuma-se à saída do local de produção (ou ponto de venda) até o ponto do consumo.

Mas é oportuno que o aluno perceba que um produto comercial consumido por nós e produzido na Índia pode ter sido produzido por uma corporação de origem alemã.

Sugerimos também que os alunos realizem as atividades propostas na seção Para começo

de conversa do Caderno do Aluno.

Etapa 1 – O comércio como acelerador dos fluxos; aceleração dos fluxos intensificando o comércio

A ideia aqui é que o professor promova uma dinâmica que recorra ao que já foi discutido neste Caderno: a aceleração dos fluxos; as redes técnicas; as redes geográficas; as corporações transnacionais.

Também no início deste Caderno, as Situações de Aprendizagem relacionadas à Geopolítica, à ordem mundial e à ação das potências, pode ser uma fonte interessante para a dinâmica.

Etapa 2 – A construção do perfil visual/cartográfico dos fluxos do comércio mundial

Leitura e análise de tabela e mapa

Melhor que a descrição do perfil e da natureza desses fluxos pelo professor é a proposta

para que os estudantes, em grupo, construam e cheguem à visualização da imagem dos fluxos comerciais contemporâneos. Para isso, é necessário contar com os conhecimentos adquiridos por eles sobre a Cartografia. Se precisar, esse é o momento de recapitular o que foi trabalhado no início deste Caderno. Talvez seja realmente necessário fazê-lo, já que agora haverá um passo a mais: vai se propor a elaboração de um mapa quantitativo de fluxos.

Depois de elaborado o mapa, o Caderno do Aluno propõe as questões a seguir para a apreensão do conteúdo.

Para finalizar, no Caderno do Aluno, propomos as atividades na seção Lição de casa.

Tabelas de dados; mapas quantitativos de fluxos; Livro Didático

DOLLFUS, Oliver. Geopolítica do sistema--mundo. In: SANTOS, M.; et al. (Org.). Fim

de século e globalização. São Paulo: Hucitec/

Anpur, 1997. p. 23-45.

 

Eu, Etiqueta...

Situação de Aprendizagem 8 – Regulamentar os Fluxos Econômicos na Escala Mundial: É possível encontrar um bem comum?

Competências e habilidades: dominar a leitura para além da superfície do texto,  exercitando a identificação das chaves de interpretação, identificando linhas de raciocínio; construir visões sobre realidades distintas, identificando conexões, coerências e divergências; aplicar o método da compreensão como meio de se pôr no lugar do outro para interpretar realidades que colocam interesses distintos em confronto; aplicar e exercitar o método da abstração como meio de imaginar situações hipotéticas para o aperfeiçoamento dos raciocínios, visando a uma posterior aplicação em realidades concretas.

Competências e habilidades: dominar a leitura para além da superfície do texto, exercitando a identificação das chaves de interpretação, identificando linhas de raciocínio; construir visões sobre realidades distintas, identificando conexões, coerências e divergências; aplicar o método da compreensão como meio de se pôr no lugar do outro para interpretar realidades que colocam interesses distintos em confronto; aplicar e exercitar o método da abstração como meio de imaginar situações hipotéticas para o aperfeiçoamento dos raciocínios, visando a uma posterior aplicação em realidades concretas.

Etapa 1 – Do GATT à OMC: um percurso espinhoso que se dirige ao desconhecido

Leitura e análise de texto

1. Leitura do texto

A atividade que vamos sugerir começa com a leitura atenta de um texto informativo sobre

os organismos econômicos internacionais.

No Caderno do Aluno, existem atividades concernentes ao texto.

Para a boa compreensão do texto e para chegar-se a essa reflexão orientada pelas duas linhas de raciocínio, é preciso apoio, orientação e controle. O professor deve acompanhar

o trabalho dos grupos e, sempre que necessário, reorientar as discussões.

Antes de propor e orientar o relato final, uma pequena demonstração explicativa do que está envolvido nas negociações econômicas pode ser dada. O caso se refere às bases materiais do protecionismo.

Por isso sugerimos, nesta parte da Situação de Aprendizagem, que o professor apresente um caso hipotético aos seus alunos. A atividade está no Caderno do Aluno, na seção Desafio.

Para finalizar esta Situação de Aprendizagem, como forma de apreensão do conteúdo, você pode propor aos alunos as questões que estão no Caderno do Aluno na seção Lição de casa.

Atlas geográficos;

Jornais, Revistas; Internet; livro didático

Nova Ordem Mundial – Globalização

PROPOSTA DE SITUAÇÕES DE RECUPERAÇÃO

Pode-se começar esse processo definindo-se quais são os conteúdos indispensáveis tratados

nas quatro primeiras Situações de Aprendizagem. São os seguintes:

1. A lógica da linguagem cartográfica.

2. Princípios básicos do sensoriamento remoto.

3. Ideia de ordem mundial associada à ação

geopolítica.

4. Povos e países “deserdados” da ordem mundial.

As estratégias para trabalhar a recuperação são as seguintes:

1. A aplicação de aulas dialogadas, nas quais serão dadas algumas questões que priorizem a essência dos conteúdos indispensáveis, para diagnosticar as lacunas existentes no aprendizado.

2. Encaminhamento das soluções possíveis.

Conteúdo 1 – A lógica da linguagem cartográfica

Por meio de uma espécie de chamada oral o professor deve mostrar novamente qualquer

um dos mapas em que se apresente a quantidade (de um fenômeno) distribuída no espaço

do mapa-múndi e fazer as perguntas básicas: Esse círculo escolhido está localizado onde

e que quantidade está representando? O fenômeno representado expressa-se em maior quantidade em que área do espaço geográfico?

Conteúdo 2 –Princípios do sensoriamento remoto

Em uma chamada oral, mostre uma imagem de satélite (podem ser as presentes nas atividades), ou então uma outra qualquer, publicada em atlas ou em outras edições.

Primeiro, verifique se o estudante distingue uma imagem de satélite de um mapa; depois, se ele tem ideia do que está ali representado e como aquilo foi obtido; se tem consciência de que uma imagem de satélite sofre intervenções humanas, é produto de escolhas também, e que é uma forma de ler o espaço, mas nunca uma cópia fiel. Na conversa, o professor pode ajudar a evolução desse entendimento. É indispensável que se tenha construída a ideia de que, pelo sensoriamento remoto, obtemos a informação acerca de um objeto no espaço geográfico sem que precisemos ter contato físico com ele.

Conteúdo 3 – Ideia de ordem mundial associada à ação geopolítica

É indispensável que o estudante tenha ideia da existência de uma ordem mundial, mesmo que ela não seja feita de instituições, de governos e de uma sociedade mundial. Ele deve saber que essa ordem é produto das relações entre os países e que no interior dessas relações vão surgindo regras (e mesmo algumas instituições). Que quem termina tendo peso maior na concepção dessas regras são as grandes potências. Que os países atuam nessa ordem tendo como referência, antes de tudo, seus próprios interesses, e que isso é a geopolítica, que pode até mesmo conduzir à guerra. Isso é o mínimo indispensável. O professor pode verificar esse domínio mínimo com questionamentos orais, conduzidos de acordo com as respostas. Mas o norte não pode ser perdido.

Conteúdo 4 – Povos e países “deserdados” da ordem mundial

Por meio de aula dialogada, o que estiver insatisfatório será notado, sendo resolvido no momento, ou pelo menos encaminhado de volta para as atividades adequadas e para trabalhos com outros materiais didáticos.

É importante ainda avaliar os procedimentos e as atitudes, fundamentais para definir as possibilidades de o aluno dar continuidade a seus estudos.

Muitas vezes uma certa defasagem em relação a conteúdos específicos pode ser facilmente superada se o aluno desenvolver atitudes adequadas com relação ao método e aos procedimentos: o saber fazer; o compromisso com o trabalho, com as pesquisas previstas, com a leitura dos textos recomendados; o exercício da escrita; a capacidade e o gosto para a elaboração de um texto; a autonomia para a busca de novos textos, o interesse pelos mapas e o exercício de sua interpretação etc.

Para as quatro últimas Situações de Aprendizagem, os conteúdos que minimamente devem estar sob o controle dos alunos são os que seguem:

1. As razões da aceleração das relações humanas (dos fluxos materiais e imateriais) e a desigualdade no acesso a essas novas condições.

2. A emergência de uma nova forma de organizar o espaço: as redes geográficas, algo possível justamente pelo desenvolvimento de meios avançados de gestão da distância

geográfica; o controle das redes geográficas pelas corporações transnacionais.

3. A ampliação dos fluxos comerciais na distância (até a escala mundial) e no volume, com novos centros emergentes, como o Extremo Oriente (Ásia).

4. As dificuldades e as ações para se administrar um mundo onde as relações na escala mundial pressionam as relações na escala regional e nacional.

Um primeiro conjunto de procedimentos para trabalhar a recuperação consiste em: Tal como estão enunciados, os conteúdos mínimos devem ser apresentados aos estudantes

que precisam de um trabalho complementar. Aqui necessariamente o trabalho precisa ser individual. Em primeiro lugar, deve-se perguntar se eles entendem os enunciados. Eles

podem não conhecer bem os conteúdos, mas podem compreender os enunciados. São coisas diferentes. Mas eles podem, desde o início, esbarrar nos enunciados e, por isso, é preciso, na medida do possível, cuidar para amenizar esse problema. Se for necessário, os enunciados podem ser reescritos até que sejam compreendidos pelos alunos.

Num segundo momento, pode-se pedir para que o aluno escreva um pequeno texto a respeito de cada um dos enunciados. É bom que ele possa consultar materiais, anotações de aula, livros didáticos, o que ele tiver. É possível que, nessa ocasião, parte do problema se revele, pois o aluno pode ter tido problemas de participação ou dificuldades de organização dos materiais. É preciso, então, estimulá-lo a organizar suas coisas, a ter acesso a tudo que for necessário para uma consulta que lhe acrescente algo. O texto não deve conter trechos copiados e deve ser totalmente pessoal. Deve expressar a condição real do estudante quanto às habilidades e às competências que ele de fato possui para descrever e interpretar esses enunciados.

Por fim, pode-se repetir, agora sem consulta, o que foi proposto inicialmente: a reescrita dos quatro textos com base nos enunciados que se referem aos conteúdos mínimos.

EM DESENVOLVIMENTO POR CLEUNICE DIAS DE OLIVEIRA- Ùltima atualização em 26/09/2016

CEDIDO PELO AUTOR PARA USO EXCLUSIVAMENTE DIDÁTICO SOB RESPONSABILIDADE DOS GESTORES ESCOLARES NAS ESCOLAS ESTADUAIS JURISDICIONADAS À DIRETORIA DE ENSINO REGIÃO SÃO VICENTE - PROIBIDA A REPRODUÇÃO FORA DA JURISDIÇÃO OU PARA FINS COMERCIAIS E/OU ACADÊMICOS