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Sala Ambiente RETP

 

 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DOS SUL

COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA/MS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA


MUNICÍPIO: CAMPO GRANDE

CURSISTA: BIANCA CABRAL DE OLIVEIRA

SALA AMBIENTE: REALIDADE ESCOLAR E TRABALHO PEDAGÓGICO

TURMA: B

ATIVIDADE: 1

DATA DA POSTAGEM: 02/06/2011

PROFESSOR(a): REGINA


 

O texto “Coordenação pedagógica no contexto da gestão democrática” apresenta reflexões e análises sobre o papel dos coordenadores pedagógicos na gestão democrática, assim como discute as diferenças no trabalho pedagógico exercido pelo professor e pelo pedagogo na função de coordenação pedagógica.

Para cumprir com estes objetivos os autoras utilizaram em sua metodologia a análise de dados coletados em relatórios de estágios do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Minas Gerais, com vistas a identificar os pontos positivos do trabalho pedagógico bem como de seu papel dentro da escola.

Na realização das argumentações teóricas foram utilizadas pelas autoras as contribuições de pesquisas que investigaram a prática de professores e supervisores que atuam no papel de coordenação pedagógica realizadas por Barreira (2006) que teve como objetivo identificar como se dá a ocupação do espaço de articulação pedagógica nas escolas municipais e particulares de Belo Horizonte e de Araújo (2007) que investigou o papel do professor que atua na função de coordenador na Rede Municipal de Belo Horizonte, bem como dos resultados de Pires (2005), Fernandes (2004), Garcia (1986), e de Pimenta (1993).

Os estudos realizados na pesquisa apontam sobre a importância da coordenação pedagógica na organização do trabalho escolar, assim como é imprescindível uma boa formação profissional já que ela tem sido ainda ineficiente, bem como sobre a necessidade de condições físicas e materiais favoráveis para a organização do trabalho pedagógico exercido pelo pedagogo ou pelo professor dentro das escolas, pois a análise dos dados demonstra excesso de tempo gasto com atividades burocráticas e administrativas ao invés de uma dedicação à atividades pedagógicas, com isso surge a descaracterização da função real desse profissional da educação que é em sua essência o planejamento e o acompanhamento de todo o processo didático da escola.

             

O texto “O professor coordenador pedagógico, a articulação do coletivo e as condições de trabalho docente nas escolas públicas estaduais paulistas. Afinal, o que resta a essa função?” oferece a oportunidade de discutir a função de professor coordenador pedagógico nas escolas públicas estaduais paulistas. Para contemplar o objetivo proposto, a autora utilizou uma metodologia calcada em pesquisas bibliográfica documental e empírica de base qualitativa.

A autora utilizou nas argumentações teóricas a análise de documentos, inclusive de legislação que revelou que a função do coordenador iniciou em contextos educacionais datados a partir da década de 60, como destacado por Garcia (1995), Fusari (1197) Tamberlini (2001) Silva Jr. (2002) estas experiências pontuais que retratam importantes projetos educacionais paulistas do século XX. Com advento de novas políticas educacionais nasce a função de coordenador pedagógico, com intuito de colocar em prática novas formas de gestão escolar, de promoção da articulação pedagógica. Ainda foram utilizados estudos de Dias-da-Silva (2006), Oliveira (2003 e 2004), Lourencetti (2004), dentre outros para fundamentar a pesquisa.

Já para argumentação empírica de base qualitativa a pesquisadora utilizou entrevistas semi-estruturadas com trinta professores da rede pública estadual paulista de diferentes cidades e três diretorias regionais, sendo respeitado critérios de seleção desses profissionais entrevistados. A análise do material coletado aponta as dificuldades na realização de um trabalho satisfatório pelo coordenador pedagógico, dentre eles podemos destacar: o desvio de função, a indefinição de território de atuação, a formação precária e por fim as condições de trabalho.

O estudo realizado traz como resultado a constatação de que com o advento das reformas educacionais surge em seu âmbito à figura do profissional de coordenação pedagógica com uma função importante de alavancar e controlar as propostas lançadas nas escolas. Mas ainda com a pesquisa surge a preocupação com a necessidade de redimensionar o papel desse profissional, para que o mesmo não seja mais uma armadilha neoliberal, e que fira a possibilidade de articulação do trabalho coletivo na escola e por fim sobre a importância de favorecer melhores condições de trabalho para este profissional.

 

 

 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DOS SUL

COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA/MS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

 


MUNICÍPIO: CAMPO GRANDE

CURSISTA: BIANCA CABRAL DE OLIVEIRA

SALA AMBIENTE: REALIDADE ESCOLAR E TRABALHO PEDAGÓGICO

TURMA: B

ATIVIDADE: 2

DATA DA POSTAGEM: 03/06/2011

PROFESSOR(a): REGINA CÉLIA


 

Trabalho com formação de profissionais da educação pelo Centro de Formação para a Educação, da Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande, ministrando cursos de especialização lato sensu para professores de diferentes disciplinas escolares, coordenadores e gestores, e que tem por finalidade o cumprimento da missão desta instituição pública.

Ao longo dos treze cursos ministrados pelo setor, tivemos a oportunidade de desenvolver trabalhos pedagógicos com coordenadores pedagógicos de diferentes realidades da rede municipal (zona urbana e zona rural).

Durante os cursos ministrados ao longo dos anos de 2006 a 2010, muitos coordenadores nos momentos de socialização e troca de ideias contavam sobre a rotina de trabalho que vivenciavam em suas unidades escolares.

Dentre elas podemos destacar:

·            condições físicas e materiais desfavoráveis para a organização do trabalho pedagógico;

·            excesso de tempo gasto com atividades burocráticas e administrativas, tais como: organização de turma de alunos nas filas, a limpeza da escola, a substituição de professores ausentes, a organização dos horários e outros;

·            dificuldades para criar momentos de estudos com os professores, já que os momentos de parada na escola privilegia discussões de cunho administrativo e não de aprendizagem;

·            a ausência do professor na resolução de problemas disciplinares dos alunos, tendo assim o coordenador a todo o momento atender os alunos indisciplinados;

·            A forma equivocada com que os gestores e professores vêem o papel do coordenador, ainda o tendo como um fiscalizador e não o de um articulador dentro da escola.

 

 

 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DOS SUL

COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA/MS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

 


MUNICÍPIO: CAMPO GRANDE

CURSISTA: BIANCA CABRAL DE OLIVEIRA

SALA AMBIENTE: REALIDADE ESCOLAR E TRABALHO PEDAGÓGICO

TURMA: B

ATIVIDADE: 2

DATA DA POSTAGEM: 03/06/2011

PROFESSOR(a): REGINA CÉLIA


 

Trabalho com formação de profissionais da educação pelo Centro de Formação para a Educação, da Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande, ministrando cursos de especialização lato sensu para professores de diferentes disciplinas escolares, coordenadores e gestores, e que tem por finalidade o cumprimento da missão desta instituição pública.

Mas para efetivação desta ação é necessário estabelecer uma rotina que envolva aspectos administrativos e pedagógicos para que o trabalho efetivamente ocorra dentro do planejamento, respeitando tempo e qualidade, bem como que contemple a ação de valorização do profissional do ensino que está enfatizado no corpo da Política de Educação para a Rede Municipal de Ensino de Campo Grande, MS.

Durante uma semana de trabalho no Centro os aspectos administrativos realizados são os mais variados e necessitam estabelecer diálogos com diversos setores da secretaria e das escolas da Rede Municipal, dentre as atividades podemos destacar a elaboração de Comunicações Internas solicitando transporte, refeição, materiais de consumo e outros, assim como de elaboração de ofício e release.

Além de produzir materiais impressos, slides de apresentação e vídeos que serão utilizados no decorrer dos cursos, o que demanda necessidade de domínio de tecnologias variadas.

Ainda contamos com momentos de reuniões de planejamento e replanejamento com vistas a assegurar o cumprimento de todas as atividades necessárias para concretização dos cursos de pós-graduação.

Além destas ações destacadas acima, ainda encontramos uma rotina que envolve aspectos pedagógicos, tais como: pesquisa de material bibliográfico, construção de material pedagógico para uso exclusivo nos cursos e reuniões de estudos. Momentos estes, que necessitam de muita reflexão, de trabalho em equipe, de aprendizagem colaborativa, de argumentação e contra-argumentação, de resolução de problemas, de pesquisa e de autoria.

 

 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DOS SUL

COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA/MS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

 


MUNICÍPIO: CAMPO GRANDE

CURSISTA: BIANCA CABRAL DE OLIVEIRA

SALA AMBIENTE: REALIDADE ESCOLAR E TRABALHO PEDAGÓGICO

TURMA: B

ATIVIDADE: 4

DATA DA POSTAGEM: /06/2011

PROFESSOR(a): REGINA CÉLIA MAGALHÃES


 

Dourado (2007) apresenta em seu texto “Política e gestão da educação básica no Brasil: limites e perspectivas” as concepções de gestão educacional bem como a política de educação implantada no país.

Na gestão educacional cabe destacar alguns pontos relevantes quanto a sua natureza e característica. Segundo o autor a escola, é uma instituição social e que, portanto realiza uma prática social, não devendo assim receber tratamento de administração empresarial, já que possui uma organização permeada por aspectos políticos e pedagógicos, o que requer ações mais abrangentes que leve em consideração a centralidade das políticas educacionais e dos projetos pedagógicos das escolas, assim como a interação entre os projetos do MEC, das secretarias, dos PPP das escolas e da sociedade civil organizada.

O autor ainda destaca sobre a necessidade de rever as concepções de formação dos profissionais da educação com vistas a garantir o acesso a processos formativos.

A redemocratização do Brasil propiciou o surgimento de novos modelos de gestão. Neste processo, num primeiro momento vieram as noções de eficiência, produtividade e racionalidade, o que demonstrou uma gestão centralizadora e de pouca eficiência pedagógica, sem incorporação de novas formas de gestão. Já atualmente, as políticas foram reorientadas com vistas à efetivação de uma educação de qualidade pautada na inclusão e na democratização, o que gerou a ampliação do Ensino Fundamental para 9 anos, bem como as políticas afirmativas e a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos profissionais da educação (FUNDEB).

Para alcançar a democratização da escola, o autor apresenta alguns programas na área da gestão escolar, dentre eles podemos destacar o Fundo de Fortalecimento da Escola (FUNDESCOLA), o Plano de Desenvolvimento Escolar (PDE), o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e o Programa Nacional de Fortalecimento de Conselhos Escolares. Programas financiados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

A FUNDESCOLA apresenta uma “interface com as secretarias estaduais e municipais de Educação das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e financiamento proveniente do Banco Mundial (Bird)” (BRASIL, s.d.) e tem como objetivo promover ações de melhoria nas escolas do Ensino Fundamental quanto aos processos de ensino – aprendizagem e também nas práticas de gestão, buscando assim a eficácia, a eficiência e equidade para o ensino fundamental público por meio de oferta de serviços, produtos e assistência técnica/pedagógica.

O PDE é um dos programas centrais da FUNDESCOLA e tem por finalidade desenvolver ações de aperfeiçoamento do trabalho, de promoção da qualidade da educação e de elevação da participação de todos os atores envolvidos na educação, com intuito de ressignificar a gestão democrática. Os recursos são liberados para os estados e municípios que aderirem ao Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação. É importante ressaltar ainda, a reflexão do autor quanto ao aumento de empresas de consultoria e de capacitação docente que oferecem cursos pré-organizados para as unidades escolares, o que acaba ferindo assim o conceito de gestão democrática já que não são cursos voltados para a realidade de cada escola.

Já o PDDE é um programa de repasse anual de recursos para as escolas do Ensino Fundamental Estadual, Municipal e do Distrito Federal e as do ensino especial mantidas por organizações não – governamentais cadastradas no Conselho Nacional de Assistência Social. Os recursos do programa são utilizados na aquisição de material permanente e de consumo necessários ao funcionamento da escola bem como na capacitação e aperfeiçoamentos de profissionais, dentre outros. Além disso, o programa tem dentro da escola um papel estratégico no redimensionamento de espaços de participação e deliberação, tal como os próprios conselhos escolares.

O Programa Nacional de Fortalecimento de Conselhos Escolares tem por objetivo fortalecer os conselhos escolares nas instituições, a fim de garantir o cumprimento de sua função que é de espaço de participação de professores, pais, alunos, diretores e comunidade. E assim, zelam pela manutenção da escola e participam da gestão administrativa, pedagógica e financeira da escola.

Entretanto, não são apenas os programas citados pelo autor que configuram o rumo das políticas educacionais que interferem na gestão educacional, podemos ainda destacar o Plano Nacional de Educação (PNE), Plano Estadual de Educação (PEE), Plano Municipal de Educação (PME), Plano Plurianual (PPA) e a Política de Educação para a Rede Municipal de Campo Grande, um documento que apresenta conceitos, princípios e orientação pedagógica cujo objetivo é a produção e a gestão de estratégias educacionais para as escolas municipais de Campo Grande/MS.

É importante ressaltar que muitas ações desenvolvidas pelo MEC são ainda desarticuladas quanto ao processo de gestão democrática, o que acarreta um desacerto entre o que é proposto e o que é executado pelas políticas educacionais. E que, portanto é necessário realizar medidas para que ocorra verdadeiramente a articulação entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios para assim garantir o acesso e a permanência dos alunos na escola primando assim pela qualidade da educação brasileira.

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

BRASIL. Apresentação Fundescola. Disponível em: http://www.fnde.gov.br/index.php/fundescola-apresentacao. Acesso em: 05 jun. 2010.

 

CAMPO GRANDE. Política de Educação para a Rede Municipal de Campo Grande. Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande/ MS. Gráfica Alvorada: Campo Grande/MS, 2006.

 

DOURADO, L. F. Políticas e Gestão da Educação Básica no Brasil: limites e perspectivas. In: Educação e Sociedade: revista de ciência da educação. Campinas: Cortez/CEDES, 2007 v. 28, n.100.

 

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CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA


MUNICÍPIO: CAMPO GRANDE

CURSISTA: BIANCA CABRAL DE OLIVEIRA

SALA AMBIENTE: REALIDADE ESCOLAR E TRABALHO PEDAGÓGICO

TURMA: B

ATIVIDADE: 5

DATA DA POSTAGEM: 22/06/2011

PROFESSOR(a): REGINA CÉLIA MAGALHÃES


 

A figura historicamente construída do coordenador pedagógico é marcada por diferentes papéis dentro da escola. É possível destacar algumas destas funções, dentre elas: de fiscalizador, de construtor de normatizações perante o grupo de professores, de organização de turma de alunos nas filas, da limpeza da escola, da substituição de professores ausentes, da organização dos horários e por fim da resolução de problemas disciplinares dos alunos.

Toda esta visão apresentada não simboliza verdadeiramente o papel desse profissional da educação. Na verdade ele é o articulador, o formador dos professores, o organizador das ideias e ideais dos professores com vistas a atender aos anseios da realidade escolar. Ao adotar estas funções, segundo Silvana Augusto, o coordenador acaba por assegurar continuidade das ações da escola o que corrobora na construção da história da sua instituição escolar.

Por meio da construção da história da escola é possível que todos os atores envolvidos no processo de ensino e aprendizagem conheçam a sua realidade, entendam a dinâmica de funcionamento de sua escola, participem ativamente da construção de documentos norteados da prática pedagógica, discutam suas práticas pedagógicas e por fim que participem na criação de espaços de formação continuada a fim de buscar caminhos para melhoria da aprendizagem dos alunos, alcançando assim a grande meta de toda a equipe escolar.

Do processo de analise da realidade em suas diversas vertentes, do confronto entre as diferentes práxis (relação de teoria e prática) existentes no âmbito escolar, da analise dos projetos e ações realizadas, surgem os desafios a serem encarados dentro da escola e a partir deles aparecem à necessidade de espaços de dialogo com vistas a buscar suas possíveis estratégias de superação para enfrentamento de tais situações, e assim realizar transformações necessárias no âmbito escolar.

As atividades deste profissional, por fim, permeiam todos estes aspectos abordados anteriormente, e demonstram o perfil de profissional altamente participativo nos processos inerentes à prática escolar. Além disso, é importante ressaltar que as propostas apresentadas por Silvana Augusto no texto “Os desafios do coordenador pedagógico” são bastante plausíveis e compatíveis com a função de coordenador pedagógico, porém seria interessante incluir dentro da escola mais pesquisa e autoria, fundamentos de uma prática pedagógica que vise à aprendizagem, a autonomia e emancipação de todos os atores envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, principalmente relacionados aos alunos.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DOS SUL

COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA/MS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA


MUNICÍPIO: CAMPO GRANDE

CURSISTA: BIANCA CABRAL DE OLIVEIRA

SALA AMBIENTE: REALIDADE ESCOLAR E TRABALHO PEDAGÓGICO

TURMA: B

ATIVIDADE: 6

DATA DA POSTAGEM: 22/06/2011

PROFESSOR(a): REGINA CÉLIA MAGALHÃES


As relações de poder dentro da escola

De uma forma geral os alunos apresentam perfis bem heterogêneos, chegando a características dicotômicas, alguns com aspectos bem positivos e outros já nem tanto. Dentre elas podemos destacar o desinteresse, a violência, a baixa alto estima, a dificuldade de expressão oral e escrita, a passividade, a ausência de regras e limites, a comunicação/sociabilidade, a criatividade, a motivação, a fluência tecnológica, a curiosidade, entre outros.

Assim como nos alunos, também encontramos muitas diferenças na figura do professor. Encontramos alguns profissionais que são conforme Cortella (2006) agentes da ideologia dominante e que acabam incentivando as desigualdades sociais, culturais e políticas, bem como evidenciando nos alunos, muitas dessas características negativas apresentadas acima. Mas também encontramos professores comprometidos com a aprendizagem de seus alunos, e que são pesquisadores, reflexivos, que contribuem na emancipação de seus alunos, e que por fim enxergam seus alunos como parceiros e como sujeitos do processo de aprendizagem.

Se o coordenador pedagógico assumir seu papel verdadeiro de articulação, conseguirá estabelecer espaços para que os professores troquem experiências, discutam suas práticas pedagógicas e assim possam estabelecer caminhos a seguir e por fim alcançar à aprendizagem de seus alunos. Já se o coordenador ainda continuar com aqueles outros papéis estabelecidos historicamente na educação, tal como, por exemplo, o de fiscalizador, acabará por contribuir na continuidade das mazelas impostas pelo Estado à escola.

Ao se conscientizar da maneira como o Estado exerce o poder sobre os cidadãos por meio da escola, tanto professor como o coordenador pedagógico, terão a oportunidades de superar a desigualdade de poder dentro da escola.

 

 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DOS SUL

COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA/MS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

 


MUNICÍPIO: CAMPO GRANDE

CURSISTA: BIANCA CABRAL DE OLIVEIRA

SALA AMBIENTE: REALIDADE ESCOLAR E TRABALHO PEDAGÓGICO

TURMA: B

ATIVIDADE: 7

DATA DA POSTAGEM: 30/06/2011

PROFESSOR(a): REGINA CÉLIA MAGALHÃES


 

A educação escolar tem atualmente, o objetivo de formar um novo cidadão, conforme o pensamento da autora Selma Garrido Pimenta, para tanto, é necessário observar e analisar a organização do trabalho pedagógico existente nas unidades escolares, a fim de promover ações, que aproximem cada vez mais do objetivo pretendido.

Na organização pedagógica das escolas da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande é necessário refletir sobre alguns aspectos importantes, podemos destacar dentre eles a forma de provimento do cargo de dirigente da escola, a existência de órgãos colegiados, a relação entre gestão administrativa e gestão pedagógica na escola, assim como, o processo de elaboração do Projeto Político-Pedagógico na escola, por fim, o interesse dos docentes e discentes quanto aos processos de gestão administrativa e pedagógica da escola.

O ingresso no cargo de gestor da escola da rede municipal ocorre mediante as seguintes etapas: os candidatos interessados devem obedecer alguns critérios estabelecidos pela agência de certificação Fundação Luís Eduardo Magalhães, dentre eles cabe destacar, ser professor efetivo, estar lotado na escola, na Secretaria Municipal de Educação e ou no Sindicato Campo-Grandense de profissionais de Educação. O candidato que atende a estas características pode participar do processo de seleção, que ocorre por meio de votação nas suas respectivas unidades de lotação (escola, secretaria e sindicato). O representante escolhido passa por um curso preparatório, oferecido por esta agência, e para cada etapa do curso, o candidato realiza diversos tipos de testes, tais como o teste de conhecimentos específicos, de expressão em língua portuguesa, dentre outros. Por fim, o candidato que recebe a certificação passará a compor o banco de reserva e exercerá sua nova função, inicialmente como diretor pedagógico quando uma escola necessite de substituição.

Para a organização do trabalho de gestão, a rede municipal de Campo Grande conta com um diretor, que responde às questões administrativas, e outro diretor, aqui denominado diretor adjunto, que responde pelas questões de cunho pedagógico. Este quadro poderá ser diferente, conforme o tamanho da escola e o número de alunos por turno, sendo assim escolas menores apresentam um diretor, que cumpre funções administrativas e pedagógicas. Na realização do trabalho, algumas escolas, ainda apresentam gestores desarticulados e que exercem ações fragmentadas, não conseguindo assim, promover uma unidade, pois, principalmente o diretor administrativo não consegue descentralizar seu poder, o que segundo Dourado (2007) poderá implicar em processos de pouca eficácia pedagógica na escola.

No intuito de realizar uma gestão democrática, objetivo maior da Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande, alguns colegiados com natureza deliberativa, consultiva e avaliativa foram implantados nas escolas. Dentre eles, podemos destacar, os conselhos escolares, as associações de pais e mestres, o regimento escolar e o grêmio estudantil, espaços criados para o exercício da autonomia e da participação de todos os atores que fazem parte do processo educativo.

Além dos colegiados, as escolas contam ainda, com o Projeto Político Pedagógico, um documento que

resulta da construção coletiva dos atores da educação escolar. Ele é a tradução que a escola faz de suas finalidades, a partir das necessidades que lhe estão colocadas, com o pessoal – professor/alunos/equipe pedagógica/pais – e com recursos de que dispõe. (PIMENTA, s.d., p.79)

 

Apesar de caracterizar-se por um processo de discussão e elaboração coletiva, ainda percebe-se, que grande parte das escolas da rede municipal de Campo Grande, não o constroem observando estas características, portanto, sua elaboração ocorre de forma fragmentada, descontextualizada da realidade (local, nacional, mundial), bem como, é realizada sobre a tutela de alguns poucos atores da escola, sendo eles representados pelos diretores, equipe técnica e alguns professores escolhidos. Os pais, os alunos, ou outros representantes da comunidade escolar, pouco ou raramente, participam do processo de construção ou (re)construção do PPP. E o mais grave de tudo isto, é que os que ficam de fora do processo, não reclamam pela participação, continuando assim, em seu estado passivo, alheio ao seu papel de decisão nas transformações da realidade de sua comunidade escolar.

Mas, aos poucos, é possível perceber que a organização do trabalho da escola sofre modificações positivas, advindas de processos de formação continuada, que ocorrem com os professores, os gestores, a equipe técnica e dos profissionais administrativos da escola, contribuindo assim, na construção efetiva da gestão democrática, onde todos os atores conseguem ter vez e voz e assim, podem cobrar transformações que vão ao encontro das necessidades reais daquela comunidade escolar.

 

 

REFERÊNCIAS

 

Agência de certificação ocupacional. Fundação Luís Eduardo Magalhães. Disponível em: http://www.certifica.org.br/. Acesso em: 30 jun 2011.

 

CAMPO GRANDE. Conselhos escolares. Prefeitura Municipal de Campo Grande. Secretaria Municipal de Educação.  s.d.

 

DOURADO, L. F. Políticas e Gestão da Educação Básica no Brasil: limites e perspectivas. In: Educação e Sociedade: revista de ciência da educação. Campinas: Cortez/CEDES, 2007 v. 28, n.100.

 

PIMENTA, Selma Garrido.  Questões Sobre a Organização do Trabalho na Escola. S.D.

Disponível em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_16_p078-083_c.pdf. Acesso em: 30 jun 2011.