Sete Ideias para Portugal

1. Participar e Mobilizar

As atuais circunstâncias que atravessa o nosso país exigem a participação e a mobilização de todos os portugueses na reconstrução e viabilização do País. Neste momento de profunda crise europeia e nacional, todos somos chamados a contribuir na definição e concretização de um projeto para Portugal. Precisamos de novas formas de participação, alternativas ao bipartidarismo, que permitam uma intervenção política permanente dos cidadãos, em amplitude e qualidade dentro da via da Democracia Participativa.

2. A Democracia não se esgota nos Partidos

A maioria dos portugueses não se reconhece na atual partidocracia, que construiu um sistema de rotativismo partidário que deixou de se regenerar e de servir o interesse público. A democracia portuguesa carece de uma relação mais forte e direta entre o eleitor e os seus eleitos, não havendo processo de responsabilizar o erro, a omissão e a deriva da ação política.  Nesta refundação da democracia, consideramos particularmente importante a criação da figura do “deputado independente”, eleito em listas não partidárias.

3. Mudar de rumo para a inclusão

A prioridade de todas as politicas económicas e financeiras é o bem-estar e a todos deve ser reconhecido o direito ao trabalho, condição fundamental para a integração social, política e económica dos portugueses. Urge mudar de rumo para uma economia centrada na produção, no investimento, no emprego e no progresso económico. É preciso combater as desigualdades económicas, a fuga fiscal e a corrupção, com verdadeira convicção e a partir de uma profunda e séria reforma da Justiça. A Transparência tem que se assumir como um princípio basilar da boa governação.

 

4. Dívida pública e Euro

Portugal deve empreender uma abertura, moralização e democratização do actual modelo económico de forma a apostar assertivamente e de forma sustentada numa política de crescimento dentro e fora do quadro europeu que nos permita a prazo cumprir os nossos compromissos internacionais. Existindo dúvidas sobre a adequação da moeda euro às muito diversificadas economias dentro da zona euro entende-se que Portugal deve defender na União Europeia mecanismos da calibragem económica que atenuem o referido iníquo efeito monetário. Portugal deve naturalmente defender o euro preparando-se contudo dentro do lamentável quadro instável existente para todos e quaisquer cenários.

 

5. Reorientar o Estado para as pessoas 

Portugal precisa de uma política demográfica que estimule a natural renovação das gerações. O Estado deve reconhecer todas as formas de família, fomentar o crescimento da natalidade, o apoio às famílias numerosas, às mães e aos pais solteiros e protegendo sempre, em todas as circunstâncias, as crianças, idosos e deficientes.

 

6. Ambiente Sustentável

A sociedade humana deve ser governada em pleno respeito pelo meio físico onde se insere. Assim, todas as políticas e iniciativas devem ser conduzidas com sustentabilidade do meio natural, respeitando os elementos e seres vivos que o compõem.

 

7. Desenvolver a CPLP e os laços entre os países do sul da Europa

A língua portuguesa é um importante património multinacional, que deve aproximar os países da CPLP em novas dimensões que os qualifiquem para a ampliação de uma identidade multicultural, intercooperação de mercados e iniciativas de dimensão internacional orientadas para a concórdia e o progresso mundial. Simultaneamente, as relações e parcerias entre os países do sul da União Europeia devem ser desenvolvidas, até como forma de contrapor ao atual predomínio que hoje os países do norte da Europa detêm sobre o resto da Europa.