Disciplina:

Educação Física

Série/Ano: 5ª série / 6º ano

Vol1/ Bim: 1º

CADERNO DO PROFESSOR / ALUNO

Situação de Aprendizagem (Número/título)

Sequência Didática

Recursos audiovisuais e/ou de TIs  sugeridos no caderno

Recursos audiovisuais e/ou de TIs sugeridos pelo PCOP

Interfaces interdisciplinares / Temas transversais

TEMA:Jogo e Esporte – Competição e Cooperação

1-Os Jogos de Ontem e os Jogos de Hoje

Competências e habilidades: identificar diferentes tipos de jogos e reconhecer seus significados socioculturais; valorizar jogos tradicionais da comunidade e do país.

Etapa prévia - Sondagem inicial e sensibilização

Antes de iniciar a Etapa 1, fazer uma sondagem sobre os conhecimentos prévios dos alunos em relação ao tema “Jogo”: 1. Quais os jogos que você conhece? (Espera-se que o aluno consiga relacionar alguns jogos que, tradicionalmente, são praticados pelas crianças e jovens, como taco, queimada, amarelinha etc.); 2. Entre estes, qual você joga com mais frequência? Onde? Com quem?

Você já se perguntou como foi a infância dos seus pais e avós? Será que eles brincavam das

mesmas coisas que você brinca? Que tal descobrir?

 

Etapa 1 – Valorizando os jogos populares

Organizar os alunos em grupos, formados preferencialmente por meninos e meninas, e pedir-lhes que apresentem os jogos que mais gostam. Em seguida, vivenciar pelo menos um dos jogos propostos por grupo, com toda a turma, de acordo com as condições (material e espaço) disponíveis.

 

Etapa 2 – Relembrando os jogos populares

Solicitar aos alunos que entrevistem adultos de diversas faixas etárias

(pais, avós, tios, conhecidos de seus familiares, moradores antigos

do bairro). Para isso, o professor pode trabalhar a atividade “Pesquisa de campo”, do Caderno do Aluno.

Sugestões de perguntas para a entrevista:

1. Você se incomodaria de me dizer a sua idade?

2. O que você jogava quando tinha a minha idade? (Fale a sua idade para os entrevistados.)

3. Quantas pessoas participavam desse jogo?

4. Em que local era praticado?

5. Que material era necessário?

6. Com quem você aprendeu o jogo?

7. Como ele era jogado?

8. Quais eram as suas regras?

9. Outra pergunta (se você desejar fazê-la).

Os alunos deverão anotar as respostas e depois compará-las com as dos amigos.

Idade:

Nome do jogo:

No de participantes:

Local de jogo:

Material necessário:

Quem ensinou o jogo:

O jogo:

As principais regras do jogo:

Outra pergunta:

 Em seguida, os alunos devem responder às questões a seguir, tendo como base os dados que conseguirem nas entrevistas:

1. Os jogos variam de acordo com a idade das pessoas? Explique.

(O objetivo da pesquisa é estabelecer comparações entre diferentes jogos praticados em outras épocas. Espera-se que os alunos consigam perceber que os jogos variam de acordo com a idade e que, quanto mais velho o entrevistado, maior a probabilidade de encontrarem jogos populares e brinquedos confeccionados por eles, pois os brinquedos industrializados (e os jogos eletrônicos) eram muito caros e menos frequentes.)

2. Onde essas pessoas jogavam? Você também pratica seus jogos nesses lugares?

(Espera-se que os alunos percebam que as condições para a prática foram mudando em razão da urbanização – menos espaços nas ruas, menos práticas em ambientes abertos (praças e campos), preocupação com a violência e o trânsito, entre outras possibilidades de resposta, podendo apontar que suas práticas, hoje, estão mais voltadas para espaços em condomínios, clubes, quintais das casas, shoppings e outros ambientes com maior controle da segurança.)

3. Dos jogos citados, você ficou com vontade de jogar algum que não conhecia? Qual? Por quê?

(Resposta pessoal do aluno.)

 

Etapa 3 – Vivenciando os jogos populares

Os jogos (escolhidos em conjunto) serão apresentados pelos alunos e vivenciados por todos. O professor deverá discutir com eles o contexto histórico, as intencionalidades presentes, os significados específicos e os valores envolvidos em cada jogo.

 

Lição de Casa

Depois de vivenciar os jogos escolhidos pelos alunos e pelo professor, chegou a hora de visualizar os vários jogos populares e, então, confeccionar um painel. Os alunos podem desenhar, recortar figuras, captar imagens da internet, fazer composições e tudo o mais que a criatividade permitir, levando esse material para a escola, onde será confeccionado um grande painel de jogos populares. Se possível, fotografe o painel quando estiver pronto.

 Computador com acesso à internet, canetas; lápis coloridos; folhas de papel sulfite.

Sugestões de jogos / atividades / brincadeiras

http://missaoeducafisica.blogspot.com.br/2013/08/53-atividades-jogos-e-brincadeiras-para.html

Sugestões de jogos / atividades / brincadeiras

http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=173

Arte / História

TEMA:Jogo e Esporte – Competição e Cooperação

2-Jogos Cooperativos

Competências e habilidades: identificar semelhanças e diferenças entre jogo e esporte; identificar princípios de competição e cooperação em diferentes tipos de jogos.

Etapa 1 – Pega-pega com bola salvadora

Distribua os alunos por toda a quadra ou pátio;

Escolha um para atuar como pegador e outro para ser o salvador que começará com a posse da bola;

Enquanto o primeiro tenta pegar os alunos, tocando-os, quem estiver com a

bola não poderá ser pego;

A bola deverá ser passada rapidamente entre todos, na tentativa de salvar os alunos do pegador;

Quem for pego passará a ser o pegador;

Conforme o desenvolvimento do jogo e de acordo com a facilidade do pegador para tocar os colegas, poderão ser introduzidas mais bolas no jogo, gerando dinâmicas cooperativas para que todos sejam salvos;

A intenção é que os alunos cooperem entre si, fazendo a bola “correr” mais que o pegador e, assim, salvando os colegas antes que estes sejam pegos;

Discuta com os alunos os valores envolvidos na dinâmica, bem como as estratégias por eles utilizadas.

 

 Etapa 2 – Jogo de rebatida

O objetivo do jogo é rebater a bola e ocupar as bases.

Ao redor de uma quadra de voleibol, ou equivalente, marque as bases numeradas (com um giz, desenhe círculos com aproximadamente 1 metro de diâmetro, com os números ao centro);

Solicite aos alunos que, em duplas, ocupem as bases (desenhe uma base para cada dupla);

Uma dupla começa como lançador e rebatedor no centro da quadra, com bola e bastão (ou um cabo de vassoura);

O jogo tem início com o lançador arremessando a bola para que o rebatedor

faça a rebatida;

Quando isso ocorre, o rebatedor grita o número de uma das bases;

A dupla que estiver na base do número chamado deve buscar a bola rebatida e, de posse dela, entrar em qualquer uma das bases;

Enquanto isso, todas as duplas devem trocar de base simultânea e aleatoriamente, inclusive o lançador e o rebatedor;

A dupla que ficar sem base passa a ser o próximo par de lançador e rebatedor;

Caso seja necessário, pode ser combinado que cada aluno deverá passar pela condição de lançador e rebatedor, que cada rebatedor terá determinada quantidade de tentativas para rebater (três, por exemplo) e que o bastão deverá ser deixado no solo pelo aluno logo após realizar a rebatida;

Pode haver variações: peça que as duplas corram de mãos dadas, com exceção da dupla chamada para buscar a bola;

Substitua a rebatida com o bastão por um chute ao gol, arremesso à cesta ou lançamento a um alvo; após a rebatida, e antes de entrar em uma nova base, peça aos alunos para trocarem de parceiro, com exceção da dupla que busca a bola;

Discuta com o grupo a mobilização coletiva desenvolvida e os valores envolvidos no jogo.

Etapa 3 – Inversão do artilheiro

Pode ser realizado no futsal, no handebol, no basquetebol ou em qualquer outro jogo que implique a consecução de ponto quando a bola atingir um determinado alvo, como a cesta, a meta, a linha de fundo, etc.;

Solicite que o marcador do ponto mude de time imediatamente após pontuar;

O ponto será contado para o time que marcou, mas o artilheiro vai para o time adversário sempre que este estiver em desvantagem no placar;

A intenção é cooperar com o time que está perdendo o jogo, tentando sempre equilibrar as ações entre as duas equipes;

Podem ser feitas variações, como o time que tomou o ponto escolher o jogador que deverá migrar para sua equipe.

Etapa 4 – Um por todos e todos por um

Discuta com o grupo a intenção das dinâmicas de valorizar a equipe mais que o indivíduo;

Procure resgatar elementos apontados por eles, nas discussões anteriores, quanto à interação ocorrida entre os membros das equipes, às condutas e aos valores vivenciados e às estratégias implementadas;

Solicite aos alunos que, em grupos, elaborem um novo jogo ou adaptem algum já conhecido, incluindo nele os elementos cooperativos discutidos;

Proponha que a turma vivencie todas as criações.

 

Etapa 5 – Bola no ar

O objetivo deste jogo cooperativo é, através da ação coletiva e simultânea dos alunos, manter as bolas no ar ou em uma área delimitada;

Distribua uma bola (bexiga, peteca, bola de meia etc.) para cada aluno;

Ao sinal, todos deverão lançar as bolas para o alto e deslocar-se, procurando rebater outra bola que não a sua;

Variações: 1 - aos pares, com uma toalha de rosto (saco de lixo, camiseta, pano de chão, colchonete, colete ou outro material maleável e compatível) e uma bola; 2 - dentro de uma área delimitada, trocar passes, com as mãos, com uma bola para cada aluno; 3 - aos pares, de mãos dadas, com uma bola para cada dupla, trocar passes com os pés.

BROTTO, Fábio O. Jogos cooperativos: se o importante é competir, o fundamental é cooperar! Santos: Projeto Cooperação, 1997.

 

ORLICK, Terry. Vencendo a competição. São Paulo: Círculo do Livro, 1989.

 

CORREIA, Marcos Miranda. Jogos cooperativos e Educação Física escolar: possibilidades e desafios. Lecturas: Educación Fisica y Deportes, Buenos Aires, v. 12, n. 107, abr. 2007. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd107/jogos-cooperativos-e-educacaofisica-escolar.htm>. Acesso em: 28 out. 2013.

 

Uma aventura do Zico. Direção: Antônio Carlos de Fontoura. Brasil, 1998. 93 min. Livre.

Sugestões de jogos cooperativos:

http://www.jogoscooperativos.com.br/jogos.php

 

http://jogoscooperativos.net/page/jogos-e-atividades

 

Arte

TEMA:Jogo e Esporte – Competição e Cooperação

3-Jogos Pré-desportivos

Competências e habilidades: identificar semelhanças e diferenças entre jogo e esporte; identificar diferentes tipos de jogos e reconhecer seus significados socioculturais; identificar princípios de competição e cooperação em diferentes tipos de jogos; identificar alguns princípios comuns do esporte coletivo.

 

Etapa 1 – Bola na torre (modalidade de quadra)

Organize os alunos em grupos de seis, formando equipes que terão como objetivo a troca de passes para levar uma bola de basquetebol a um alvo, a “torre”, representada por um aluno da mesma equipe dentro de um pequeno círculo desenhado no chão com giz;

Os alunos deverão trocar passes e poderão driblar a bola para alcançar o alvo;

Sempre que o objetivo for cumprido, a equipe marca um ponto;

Recomende aos alunos que evitem tocar no corpo do adversário, tirar-lhe a bola das mãos ou impedir que o aluno que tem a posse de bola faça o passe.

No entanto, os passes poderão ser interceptados;

Ao aluno que estiver com a bola nas mãos, é permitido dar apenas dois passos;

Algumas regras poderão ser estabelecidas ao longo do jogo, a fim de otimizar a circulação da bola e a comunicação entre os alunos, como vetar arremessos de longa distância para a “torre”, impedir que o aluno que fez o último passe receba a bola em seguida. etc.;

Ao final desse jogo pré-desportivo, aponte as semelhanças e aproximações com o basquetebol.

Variações: 1 - divida a quadra em dois ou três campos, segundo o número de alunos da turma, para otimizar a participação. Estabeleça rodízio entre as equipes de modo que os adversários não se repitam. Caso haja alunos excedentes, o rodízio pode ser estipulado conforme um tempo ou um placar previamente acordado;

2 - explore outras modalidades de quadra, como o handebol ou o futebol, nos quais no lugar da “torre” delimita-se uma área que simule o gol (com dois cones ou outro objeto), por onde a bola deverá passar;

Outra variação possível se refere aos esportes que utilizam o rebater no lugar dos passes, como o voleibol. Caso haja disponibilidade de material, utilize a bola correspondente da modalidade.

 

 

Etapa 2 – Três contra três (futebol)

Organize os alunos em trios para uma situação de ataque contra defesa, com o objetivo de fazer um gol;

Para evitar os chutes de longa distância, determine que o gol somente poderá ser feito dentro da área;

Não se pretende enfatizar, neste momento, os chutes de longa distância, mas a troca de passes e a movimentação da bola e dos jogadores para as equipes em situação de ataque, assim como as dinâmicas de marcação para os trios em situação de defesa;

O jogo com equipes compostas por poucos alunos (neste caso, três, mas pode haver outras configurações) favorece a participação de todos, tanto no ataque como na defesa, além de tornar possíveis ações técnico-táticas mais simples, favorecendo a compreensão e a aprendizagem.

 

 

Etapa 3 – Do jogo ao esporte

Após realizar os jogos pré-desportivos, pergunte aos alunos sobre a relação entre os elementos constitutivos do jogo e as modalidades esportivas, definindo e registrando, se possível, as aproximações e as diferenças.

Solicite também que os alunos, divididos em grupos, criem jogos “preparatórios” para outras modalidades esportivas, que poderão ser apresentados e vivenciados por todos.

 

Etapa 4 – Pebolim ou totó humano

Sondagem inicial: O professor deve pedir para que os alunos façam uma pesquisa para verificar outras nomenclaturas possíveis, pois, é possível que alguns conheçam o jogo por outro nome. Por exemplo, no Brasil, nas regiões Norte, Nordeste e também no Estado do Rio de Janeiro, ele se difundiu como totó, que representa a abreviação de toque-toque. Em São Paulo, Paraná e sul de Minas, é chamado pebolim. Na região Sul, é conhecido como pacau e, em Porto Alegre, como fla-flu.

O objetivo deste jogo pré-desportivo é vivenciar os princípios gerais de ataque e defesa, fazer a bola chegar à meta dos oponentes, entretanto, sem soltarem uma corda (ou outro meio) que os una e impeça que saiam da formação linear preestabelecida;

Pergunte aos alunos quem conhece ou já jogou pebolim de mesa. Peça que mostrem, graficamente ou por meio de desenho, como são distribuídos os jogadores;

Estenda oito cordas transversalmente na área que servirá de campo de jogo e peça que os alunos demarquem, no solo, as posições e se coloquem sobre elas, conforme o esquema a mostrado na Figura 4, página 17, do Caderno do Professor, 6º ano, volume 1:

Solicite aos alunos que identifiquem as posições dos jogadores, conforme o jogo de futebol de campo, e proponham as regras do jogo, baseados no jogo de pebolim de mesa.

A bola é rolada para o centro e os jogadores da equipe tentarão fazê-la chegar, por meio de chutes, até a meta do oponente, sem soltarem as mãos das cordas, mas podendo locomover--se lateralmente.

Variações: 1 - idem, mas com a formação do jogo de futsal

(apenas cinco jogadores); 2 - idem, mas prendendo a corda nos pés

ou na cintura e utilizando as mãos para rebater a bola, passá-la e arremessá-la

ao gol; 3 - idem, mas sem as cordas para referência.

Bolas de basquetebol e futsal; bastonetes de giz.

Geografia / História / Arte

TEMA:Jogo e Esporte – Competição e Cooperação

4-Esporte Coletivo

Competências e habilidades: identificar semelhanças e diferenças entre jogo e esporte; identificar princípios de competição e cooperação em diferentes tipos de jogos; identificar alguns princípios comuns do esporte coletivo.

Etapa 1 – “Passa Dez”

Organize equipes com quatro, cinco ou seis alunos, formados, preferencialmente, por meninos e meninas. Duas equipes dividem o mesmo

espaço de jogo e uma bola. O objetivo é otimizar a circulação da bola entre os alunos de uma equipe. Toda vez que uma equipe fizer dez passes seguidos, marca-se um ponto.

Variações: restrição quanto à volta da bola para quem fez o passe anterior, por exemplo, perder a posse de bola;  “passa-dez” por tempo, em que os passes serão contados cumulativamente pelas equipes, vencendo a equipe que trocar mais passes no tempo determinado; Os passes poderão ser feitos também com os pés; “Passa-dez” com alvo, no qual os jogadores e a bola devem se dirigir ao alvo em área oponente, alternativa que oferece uma noção espacial da quadra e um início de transição ataque-defesa. Nesse momento, como ainda não há a definição da modalidade trabalhada, os alvos podem ser a cesta, a tabela, o gol ou mesmo a linha de fundo da quadra.

O “passa-dez” possui caráter de atividade estimuladora de alguns princípios do esporte coletivo, como a rápida circulação de bola, a demarcação e os deslocamentos.

 

Etapa 2 – Defesa e Ataque ao Cone

Organize equipes com cinco ou seis alunos, formadas, preferencialmente, por meninas e meninos. O objetivo é que uma das equipes proteja um cone (ou uma garrafa PET cheia de areia) colocado no centro de um círculo desenhado com giz na quadra, enquanto outra, trocando passes com a bola, tenta derrubar

o cone/garrafa com arremessos. Depois, inverta as funções. A intenção é estimular a criação de uma organização entre os alunos, tanto na defesa quanto no ataque, em relação ao alvo.

Variações: Ampliar ou diminuir a área do cone; Criar outro círculo mais externo, gerando uma área onde só a defesa possa permanecer, distanciando as ações de ataque. Posteriormente, pode-se fazer a mesma atividade em torno do garrafão ou da linha de três pontos do basquetebol, da área do futsal ou do handebol.

Neste jogo, é importante que seja destacada para os alunos a necessidade da organização do ataque e da defesa nas várias modalidades do esporte coletivo.

DAOLIO, Jocimar. Jogos esportivos coletivos: dos princípios operacionais aos gestos técnicos – modelo pendular a partir das ideias de Claude Bayer. Revista Brasileira de Ciência & Movimento, Brasília, v. 10, n. 4, p. 99-103, 2002.

Disponível em: <http://sistemas.eeferp.usp.br/myron/arquivos/7844237/a10c682c8393639f3cd41cdbbb312991.pdf>.

Acesso em: 22 maio 2013. Partindo das ideias de Claude Bayer sobre o esporte coletivo, este artigo propõe um modelo pendular para o ensino das modalidades coletivas, tendo na sua base os princípios operacionais e na extremidade os gestos técnicos.

Atividade Avaliadora

Ao longo das Situações de Aprendizagem apresente aos alunos algumas questões, como: 1 - Quais foram os tipos de jogos tratados?; 2 - Quais foram as semelhanças e as diferenças percebidas entre os vários tipos de jogos e as modalidades do esporte? 3 = Como podemos nos organizar melhor para jogar em equipe?; 4 - O que é cooperação e o que é competição?; 5 - Como as percebemos durante o jogo?; 6 - Quais são os princípios do esporte coletivo?

Proposta de Situações de Recuperação

- Roteiro de estudos com perguntas norteadoras elaboradas pelo professor, para posterior apresentação por escrito;

- Apreciação e análise de filmes ou documentários, orientadas pelo professor;

- Apreciação e registro, por parte do aluno, dos próprios movimentos e dos colegas;

- Pesquisas em sites ou em outras fontes para posterior apresentação e análise;

- Resolução de situações-problema sugeridas pelo professor, referentes a princípios gerais do esporte coletivo;

- Reapresentação da Atividade Avaliadora desenvolvida em outra linguagem (por exemplo: descrever verbalmente ou com desenhos as atividades realizadas na quadra);

- Atividade-síntese de um determinado conteúdo, em que as várias atividades sejam refeitas em uma única aula e discutidas posteriormente (por exemplo: circuito que contemple diferentes tipos de jogos).

TEMA: Organismo humano, movimento e SAÚDE – CAPACIDADES FÍSICAS: NOÇÕES GERAIS (AGILIDADE, VELOCIDADE E FLEXIBILIDADE) E A IMPORTÂNCIA DO ALONGAMENTO E DO AQUECIMENTO

5-Todos somos Capazes

Competências e habilidades: identificar as capacidades físicas de velocidade, agilidade e flexibilidade presentes nas atividades do cotidiano e em algumas manifestações da Cultura de Movimento; reconhecer a importância e as características do aquecimento; reconhecer a importância do alongamento para o organismo humano; relacionar as capacidades físicas de velocidade, agilidade e flexibilidade com as práticas de aquecimento e alongamento.

Etapa prévia - Sondagem inicial e sensibilização

Antes de iniciar a Etapa 1, fazer uma sondagem sobre os conhecimentos prévios dos alunos em relação ao tema: Os alunos vivenciaram os jogos populares, cooperativos e competitivos. Algumas situações de jogo foram prazerosas, outras frustrantes; em determinados movimentos os alunos tiveram mais facilidade, em outros nem tanto. Chegou a hora de entender um pouco mais sobre o que proporcionou todas essas experiências: o corpo! Você conhece seu corpo? Sabe o que acontece com seu corpo enquanto você joga, por exemplo?

Ao lerem as frases a seguir, peça que os alunos escrevam:

- Concordo. – se concordar com a informação;

- Discordo. – se discordar;

- Não sei. – se não tiver certeza.

1. O aquecimento serve para preparar o corpo para a atividade física.

2. O suor é consequência do excesso de água no organismo.

3. Sua velocidade, flexibilidade e agilidade são as mesmas antes e depois do aquecimento.

4. Alongamento só serve para quem faz dança ou ginástica.

 

Etapa 1 – Aquecendo para o jogo

Organize o aquecimento destacando, distintamente, as duas fases, geral e específica, de modo que os alunos percebam o encadeamento de ambas nos jogos que serão desenvolvidos.

Fase geral: começa com caminhadas em ritmos variados, podendo ser introduzida uma leve corrida.

Fase específica: inicie alguns movimentos de alongamento para as partes específicas do corpo que serão mais solicitadas no jogo e, por fim, crie com os alunos alguns exercícios que preparem, gradativamente, as estruturas articulares e musculares envolvidas.

Problematize a questão do aquecimento junto aos alunos em quatro momentos:

1º - Antes do aquecimento, levantando as principais ideias a respeito da atividade;

2º - Após a fase geral;

3º - Após a fase específica;

4º - No final da aula, para que os alunos reflitam sobre a relação entre o aquecimento e o desempenho no jogo.

Sugere-se que, ao término dos quatro momentos de problematização, seja construído um painel com as principais hipóteses e confirmações de dados obtidos pelos alunos, para que possam anotá-los ao final da aula.

 

Etapa 2 – Velozes e ágeis

1º momento: organize um circuito de exercícios que exija as capacidades de agilidade e velocidade diretamente relacionadas. A capacidade de velocidade

poderá ser desmembrada em tipos determinados, de acordo com a classificação e adequada à faixa etária: velocidade de reação (reagir a um estímulo para apanhar uma bola e voltar ao local de origem), velocidade de deslocamento (corrida veloz em um espaço determinado) e  velocidade acíclica (corrida para saltos em distância no colchão).

Organize pelo menos quatro estações no circuito, sendo três específicas de velocidade e uma de agilidade (levar o maior número de objetos de um ponto a outro, com mudança de direção);

2º momento: organize um evento (gincana, torneio de jogos etc.) em que os alunos marquem pontos nas atividades sempre que executarem ações ágeis ou velozes. É importante que os alunos participem do processo de criação da atividade, o que possibilitará que percebam mais facilmente a presença das capacidades físicas em algumas manifestações da Cultura de Movimento.

Problematize esta atividade, enfatizando as características que definem cada uma das capacidades de velocidade e agilidade envolvidas em cada exercício.

 

Etapa 3 – Seres elásticos! Como assim?

A proposta desta etapa é criar um ambiente de melhoria da amplitude de movimento nas diferentes situações cotidianas da atividade física, enfatizando a flexibilidade. É importante ressaltar que o objetivo não é aumentar o nível de flexibilidade dos alunos em poucas aulas, mas fazê-los compreender que, se essa capacidade for exercitada, é possível realizar melhor diversas atividades da Cultura de Movimento.

Sugira aos alunos que realizem exercícios específicos para a flexibilidade de determinadas articulações, envolvidas nos principais movimentos exigidos em alguma etapa de desenvolvimento do tema “Jogo e esporte”, como, por exemplo, em um jogo cooperativo ou pré-desportivo.

Problematize a atividade, levando em consideração o conceito de flexibilidade, sua relação com o alongamento e, consequentemente, com a necessidade de um aquecimento específico.

Solicite aos alunos que:

1 - Analisem as seguintes situações e anotem a capacidade utilizada

em cada uma delas:

a) Você dribla uma bola e um colega tenta tirá-la de você, mas você consegue fintá-lo, passando por ele. Qual a capacidade?

b) Você está frente a frente com um colega. Coloca o seu pé sobre o ombro dele e permanece na posição por 20 segundos. Qual a capacidade?

c) Vocês estão em duas fileiras, uma de frente para a outra, a uma distância de

dois metros. Uma fileira se chama “dia” e a outra, “noite”. O professor chama o

nome de uma das fileiras, que deve fugir da outra. Qual a capacidade?

2. Durante as aulas, você vivenciou diferentes atividades de agilidade, flexibilidade e velocidade. Descreva a que você mais gostou, por que e qual a capacidade utilizada.

3. Apresente dois exercícios para melhorar a flexibilidade. Quais seriam?

BARBANTI, Valdir J. Dicionário de educação física e esporte. 2. ed. São Paulo: Manole, 2003. O autor apresenta definições e conceitos das capacidades físicas na área de Educação Física e esporte.

 

GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condicionamento físico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Traz extensa abordagem sobre as diferentes capacidades físicas, caracterizando a relação de cada uma delas com a condição de saúde e seu desenvolvimento ao longo da vida. Destaca aspectos relacionados à infância, à adolescência e ao envelhecimento.

 

SABA, Fábio. Mexa-se: atividade física, saúde e bem-estar. São Paulo: Manole, 2004. Aborda a importância do alongamento e do aquecimento e suas implicações para as diversas situações do cotidiano.

 

TANI, Go; MANOEL, Edison; KOKUBUN, Eduardo; PROENÇA, José E. Educação Física escolar: fundamentos de uma abordagem desenvolvimentista.

São Paulo: EPU/Edusp, 1988. Os autores apontam a importância e as características das capacidades físicas, e suas implicações para a execução de diferentes habilidades.

 

ULASOWICZ, Carla; LOMÔNACO, José Fernando B. Educação Física escolar e motivação: a influência de um programa de ensino sobre a prática de atividades físicas. Curitiba: CRV, 2011. O livro trata da influência de um programa de ensino na motivação para a prática de atividades físicas e verifica se as informações sobre os benefícios da atividade física e os malefícios do sedentarismo seriam capazes de motivar os alunos a praticar atividades físicas, aderindo a elas não apenas na escola, mas, principalmente, na vida diária.

 

O Estudante e os Exercícios Físicos. Disponível em: http://www4.faac.unesp.br/pesquisa/nos/mexa_se.htm>. Acesso em: 26 jul. 2013. O site traz informações sobre aquecimento e a importância do alongamento, acompanhadas de imagens.

 

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Disponível em: <http://www.educacao.mg.gov.br>. Acesso em: 22 maio 2013. Apresenta orientações curriculares divididas por disciplina escolar, com pequenos textos que podem auxiliar o professor em suas aulas, além de servirem como fonte de leitura para os alunos.

Ciências

Atividade Avaliadora

Organize os alunos em três grupos sendo que um grupo fica responsável pelo aquecimento; outro, por um jogo que envolva algumas das capacidades físicas aprendidas; e o último se responsabiliza pelo alongamento final. Os alunos poderão consultar textos e sites para ampliar seu conhecimento. O plano da sessão deverá ser apresentado por escrito, com as devidas fases registradas, e vivenciado na quadra, com a participação de todos os alunos. Os indicadores de avaliação estão atrelados à participação dos alunos nas vivências e nas discussões propostas para os momentos de problematização, bem como na organização e reorganização da sessão de atividades físicas proposta pelos grupos, segundo os conhecimentos elaborados ao longo das aulas.

Proposta de Situações de Recuperação

- Roteiro de estudos com perguntas norteadoras elaboradas pelo professor, para posterior apresentação por escrito;

- Pesquisas em sites ou em outras fontes para posterior apresentação e análise;

- Apreciação e registro, por parte do aluno, dos próprios movimentos e dos colegas;

- Atividade-síntese do conteúdo em que as várias atividades sejam refeitas em uma única aula e discutidas posteriormente (por exemplo, circuito que contemple as capacidades físicas tratadas neste Caderno).

EM DESENVOLVIMENTO POR ALESSANDRA HOURNEAUX DE MENDONÇA DA COSTA RODRIGUES

Atualizado dia 02/12/2014

 

CEDIDO PELO AUTOR PARA USO EXCLUSIVAMENTE DIDÁTICO SOB RESPONSABILIDADE DOS GESTORES ESCOLARES NAS ESCOLAS ESTADUAIS JURISDICIONADAS À DIRETORIA DE ENSINO REGIÃO SÃO VICENTE - PROIBIDA A REPRODUÇÃO FORA DA JURISDIÇÃO OU PARA FINS COMERCIAIS E/OU ACADÊMICOS