Disciplina:

Educação Física

Série/Ano: 5ª série/6º ano

Vol 2 / 3º Bim

CADERNO DO PROFESSOR / ALUNO

Situação de Aprendizagem (Número/título)

Sequência Didática

Recursos audiovisuais e/ou de TIs  sugeridos no caderno

Recursos audiovisuais e/ou de TIs sugeridos pelo PCOP

Interfaces interdisciplinares / Temas transversais

TEMA: Esporte - Modalidade Individual Ginástica Artística

1- Conhecimento declarativo sobre a ginástica

Competências e habilidades: identificar e relacionar diferentes movimentos do cotidiano com a GA.

 

Sequência Didática

 Etapa 1 – Letra a... altura! Letra b...beleza! Letra c... colchão! Letra d...Daiane dos Santos!

Inicialmente, solicite aos alunos que escrevam em uma folha tudo o que conhecem sobre a GA, como se fosse o jogo/a brincadeira stop. O professor menciona uma letra e os alunos escrevem algo sobre o referido assunto;

depois de um tempo, o professor fala stop e todos param de escrever, aguardando a próxima letra.

Ao final, todos compartilham com a turma o que escreveram, podendo, se

quiserem, pontuar seus acertos.

Esse jogo auxiliará na compreensão dos conceitos que serão vivenciados nas próximas etapas.

Na sequência, faça algumas perguntas solicitando aos alunos que realizem movimentos ou gestos como forma de resposta.

Por exemplo:

- É possível andar e correr usando as mãos?

- O que é ou como se realiza uma cambalhota?

- A cambalhota pode ser feita só para a frente?

- Quais as diferentes maneiras de realizar um salto?

- É possível realizar um salto sobre um objeto ou sobre uma pessoa? Como fazer

isso?

- Quem sabe ou conhece a brincadeira “plantar bananeira”? E a “estrelinha”?

- Como fazer para suspender (elevar/levantar) o próprio corpo? E o corpo do colega, pode ser suspendido (elevado/levantado)?

- É possível transportar (carregar) o colega nos braços? Como?

- É possível equilibrar-se em uma perna só?

- É possível equilibrar-se e flexionar o tronco sem cair?

- É possível equilibrar-se em uma perna só e andar ou saltar?

- É possível deitar no chão, unir as duas pernas e elevá-las? Como?

- E com as pernas afastadas? É mais fácil elevá-las?

 

 

Etapa 2 – Reconhecendo os movimentos e os gestos no cotidiano

Para esta etapa, é necessário providenciar imagens ou vídeos com alguns movimentos realizados na etapa anterior ou solicitar aos alunos que façam uma pesquisa de imagens associando os movimentos e gestos realizados.

Os alunos podem utilizar o laboratório de informática, pois a internet pode ser um meio de visualizar esses gestos e movimentos.

Dê prioridade para os que são realizados no chão, para caracterizar os exercícios de solo da GA.

Depois, peça aos alunos que realizem diferentes saltos, giros, corridas e rolamentos, nos planos alto, médio e baixo.

No decorrer da criação desses movimentos, conceitue os saltos grupados, carpados, estendidos e afastados, de modo a facilitar a compreensão deles em outras situações.

Para a realização dos rolamentos, solicite aos alunos que os realizem da maneira como sabem.

Durante a vivência, lance ideias e dicas para orientar os movimentos, como: impulsionar o corpo para a frente, flexionar os dois cotovelos, encostar o queixo no peito, encostar a nuca no chão etc., para que percebam e identifiquem

como se realiza o rolamento para a frente.

Em outro momento da vivência do rolamento, apresente as finalizações do movimento, sugerindo a sua realização grupada, carpada e afastada.

Em seguida, realizar uma reflexão com os alunos por meio da sessão “Pra Começo de Conversa”, no Caderno do Aluno, páginas 5, 6 e 7.

Em seguida, solicite que os alunos observem as posições corporais nas imagens e completem as questões apresentadas na sessão “Pesquisa Individual”, no Caderno do Aluno, nas páginas 7, 8, 9 e 10.

 

Etapa 3 – Eu e meus colegas...desafios para saltar

Uma sugestão relacionada ao aparelho solo e ao salto sobre a mesa é a brincadeira de “pular sela” ou, de acordo com algumas obras do pintor Cândido Portinari, o “pular carniça”.

A altura e a distância da sela poderão ser definidas pelos alunos; é interessante propor à turma uma sequência de selas (formada por trios, quartetos, quintetos etc.).

Outra brincadeira, bastante conhecida, que poderá ser sugerida é o “duro-mole com pula sela”, na qual quando alguém é pego deve ficar parado com a coluna curvada (tronco flexionado) e abaixado até ser salvo, com um ou dois saltos sobre a sela, por quem estiver livre.

O “pular sapo” é outra possibilidade. Ao colocar os membros superiores no solo e impulsionar os membros inferiores para a frente, procurando distâncias e direções variadas, os alunos podem comparar o movimento com o salto grupado.

Se sentir necessidade, apresente a eles a posição de cada salto: grupado (os dois joelhos flexionados), afastado (pernas afastadas) e carpado (joelhos estendidos e pernas unidas com o quadril flexionado).

 

Etapa 4 – Eu e meus colegas...desafios de equilíbrio

Solicite aos alunos que desenhem a amarelinha que conhecem, com giz branco ou colorido, no chão da quadra.

Se preferir, utilize arcos e/ou cordas para fazer outro traçado desejado.

Os saltos podem ser feitos com o apoio de ambas as pernas ou com as pernas

alternadas, ora à direita, ora à esquerda.

É importante que os alunos procurem não perder o equilíbrio durante a vivência.

Proponha também o jogo “mãe da rua”, que estimula atividades de equilíbrio, muito evidenciado em outros aparelhos da GA, como a trave.

A trave é um aparelho que pode ser adaptado na escola com um banco sueco invertido ou até mesmo com cordas ou tiras de papel, papelão ou tecidos, com largura aproximada da trave.

Outra possibilidade é providenciar suportes e apoiar toras de madeira em locais como o playground – se a escola ou a comunidade possuir um a fim de simular o andar sobre uma trave.

Partindo de músicas com diferentes ritmos, os alunos poderão realizar movimentos básicos (corridas, saltos, giros, rolamentos). Ao parar a música, a turma, individualmente ou em grupos, realizará uma situação de equilíbrio

estático, com variados apoios solicitados pelo professor.

Essa proposta permitirá um diálogo com outras possibilidades da GA, como a presença da música e da dança.

Em seguida, solicite aos alunos que observem as imagens e respondam às questões da seção “Você Aprendeu”, no Caderno do Aluno, nas páginas 14 e 15.

BROCHADO, Fernando Augusto; BROCHADO, Mônica Maria Viviani. Fundamentos de ginástica artística e de trampolins. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Os autores apresentam histórico, aparelhos, descrição de gestos e movimentos característicos da ginástica artística.

 

SCHIAVON, Laurita Marconi; NISTA-PI CCOLO, Vilma Leni. Aspectos pedagógicos no ensino da ginástica artística e da ginástica rítmica no cenário escolar. In: PAES, Roberto Rodrigues; BALBINO, Hermes Ferreira.

 

Pedagogia do esporte: contextos e perspectivas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Esse capítulo apresenta informações sobre a ginástica artística, sugerindo adaptações de materiais e de espaços para a sua prática.

 

ARAÚJO, Aline Winnie Galvão; FARO, Carmen L. Cunha. Possibilidades do ensino da ginástica artística nas aulas de educação física escolar a partir da pedagogia crítico-emancipatória. Universidade Estadual do Pará, 2012.

Disponível em: <http://paginas.uepa.br/ccbs/edfisica/files/2012.2/ALINE_WINNIE.pdf>.

Acesso em: 11 mar. 2014. As autoras apresentam possibilidades para o ensino do GA nas aulas, com exemplos detalhados.

 

VIGARELLO, Georges. A invenção da ginástica no século XIX: movimentos novos, corpos novos. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, set. 2003. v. 25, n. 1, p. 9-20. Disponível em: <http://www.rbceonline.org.br/revista/index.php/RBCE/article/view/170>. Acesso em: 11 nov. 2013. Esse artigo apresenta o histórico da ginástica no contexto do século XIX.

 

Confederação Brasileira de Ginástica. Disponível em: <http://www.cbginastica.com.br>. Acesso em: 11 nov. 2013. Informações sobre o calendário esportivo da ginástica rítmica e demais modalidades gímnicas.

 

Federação Internacional de Ginástica. Disponível em: <http://www.fig-gymnastics.com>. Acesso em: 11 nov. 2013. Informações sobre o calendário esportivo da ginástica e das diferentes modalidades gímnicas mundiais.

TEMA: Esporte - Modalidade Individual Ginástica Artística

2- O mundo em diferentes posições

Competências e habilidades: identificar e nomear os gestos e os movimentos da GA associando-os aos exercícios e aparelhos obrigatórios; reconhecer a importância de condutas colaborativas na execução dos movimentos da GA.

 

Sequência Didática

Etapa 1 – Percebendo o mundo de cabeça para baixo...com dois apoios!

 

Na primeira Situação de Aprendizagem foram identificados os alunos que conseguem realizar movimentos em posições invertidas.

Sugira que retomem o movimento da “estrelinha”.

Organize-os em grupos e preocupe-se em garantir que em cada grupo tenha pelo menos um aluno que saiba fazer o movimento.

Lembre esse aluno que ele deve auxiliar os outros integrantes do grupo. Considere os momentos de diálogo com os alunos, valorizando o que eles conhecem, sabem e percebem sobre o conteúdo.

 

Etapa 2 – O mundo de cabeça para baixo...com três apoios...com dois apoios!

Solicite aos alunos que se organizem em duplas.

Cada dupla utilizará um giz para riscar um triângulo no chão ou no colchão.

Um dos alunos colocará a cabeça (apoio sobre a testa) em uma das pontas do triângulo e as mãos nas outras pontas, levando o corpo à frente até o seu peso ficar distribuído sobre os três apoios.

Ele deve elevar uma perna por vez, procurando alcançar a posição invertida, com pernas estendidas e unidas.

O outro aluno apoiará/auxiliará o movimento ficando na frente do colega, apoiando lateralmente sua perna (no momento em que este assume a posição invertida), segurando-o pelas pernas para que ele não caia (parada com três apoios – parada de cabeça).

Como sugestão de experimentação, proponha a realização da parada de cabeça próxima a uma parede.

É importante que as outras etapas tenham propiciado aos alunos situações nas quais possam confiar no colega para realizar diferentes movimentos, motivo pelo qual as condutas colaborativas devem ser enfatizadas.

Para a exploração do movimento da parada de mãos, pode-se solicitar inicialmente aos alunos que realizem o movimento da “estrela”.

Na sequência, eles poderão executar o movimento, utilizando somente os dois

apoios (mão-mão), realizando um movimento com as pernas chamado “tesourinha”, ou seja, impulsiona-se uma perna no ar, trocam-se as pernas no ar, retornando-as para o solo, sucessivamente.

Nesta vivência, talvez nem

todos os alunos consigam realizar a parada de mãos propriamente dita (dois apoios).

Posteriormente, remeta à brincadeira de “plantar bananeira” e proponha aos alunos a realização do movimento, ficando com os dois apoios (mãos) sobre um colchão ou colchonete, elevando e apoiando as pernas na parede.

Com o enfoque ainda no aparelho solo, motive a turma a se reunir em grupos de cinco ou seis alunos para que organizem uma combinação dos movimentos vivenciados, organizando uma sequência de exercícios de solo, como as que existem nas competições de GA.

 

Etapa 3 – Carregando meus colegas... ou melhor, suspendendo meus amigos!

Após o aparelho solo, já é possível trazer alguns elementos que serão identificados em outros aparelhos.

Para iniciar, há a possibilidade de utilizar cabos de vassoura ou bastões de madeira (certifique-se das condições e da quantidade necessária dos materiais), para que os alunos analisem e percebam o que é estar em apoio e em suspensão.

Os apoios e as suspensões são movimentos característicos das barras e das argolas.

A situação de carregar o outro em cadeirinha torna perceptível, para aquele que carrega, os diferentes pesos, o que permite classificar estes pesos e buscar certa compensação, conforme a autopercepção corporal.

Em seguida, agrupe os alunos em trios ou em quartetos e, com os bastões

de madeira ou cabos de vassoura, proponha situações de apoio (movimentos com predominância nos membros inferiores) e de suspensão (movimentos com predominância nos membros superiores).

Por exemplo: dois alunos seguram nas extremidades dos bastões e um terceiro ficará em suspensão, realizando balanceios.

Outra maneira é ir alternando as empunhaduras.

Os alunos que já se sentirem confiantes poderão tentar ficar em pé nos bastões.

Nesse momento, faça relação com as barras assimétricas, simétricas ou paralelas e a fixa.

Caso as traves do gol estejam em perfeitas condições e sem ganchos, bem fixadas ao chão, utilize-as para que os alunos experimentem os

movimentos.

Lembre-se de preservar a segurança dos alunos.

Organize-os em quartetos. É importante colocar colchões embaixo da trave e uma cadeira nas suas laterais como auxílio para que os alunos possam subir e descer.

No início da atividade, um colega acompanha e observa lateralmente como o companheiro se desloca ou se movimenta. Este deve se deslocar em suspensão de frente, ou seja, pendurado, o que coloca a força predominante nos membros superiores.

Outras maneiras de se deslocar na trave são de costas e lateralmente ou em posição estendida, trocando a empunhadura (segurar com as mãos, ora com

a direita, ora com a esquerda).

Outra sugestão que pode ser explorada para simular os movimentos realizados nas barras é utilizar um playground (relacionar com o histórico da GA), se a escola ou comunidade possuir algum.

Por exemplo, o trepa-trepa poderá servir de barras, conforme algumas das sequências:

- deslocar-se na posição grupada, ou seja, com os membros inferiores flexionados em direção ao tronco;

- balanço nas barras, segurando em ambas: na posição estendida, com a predominância dos membros inferiores; evidenciando o movimento articular de retroversão e anteversão, semelhante a um pêndulo;

- andar em pé sobre as barras;

- andar engatinhando sobre as barras;

- pendurar-se nas barras e ir se deslocando, trocando a empunhadura;

- esquadro: sentado, membros inferiores na posição afastada, segurando nas barras e realizando um movimento de apoio, ou seja, mantendo todo o peso do corpo nos membros superiores enquanto os membros inferiores permanecem em isometria;

- carpado: em apoio na posição carpada (pernas unidas estendidas com flexão de quadril), ou seja, membros inferiores à frente na altura da barra paralelamente.

Num primeiro momento parado e, posteriormente, em movimento. Todos os movimentos descritos neste parágrafo devem acontecer com os cotovelos estendidos, por segurança.

 

Etapa 4 – Reconhecendo os gestos e os movimentos característicos da GA

Organize os alunos em grupos mistos de cinco ou seis componentes e escolha ou sorteie dois movimentos característicos da GA para que eles realizem.

Peça a todos que apreciem a execução e apontem se os gestos e os movimentos executados correspondem aos nomes aprendidos nas etapas anteriores.

Em seguida, solicite que os alunos respondam as atividades da seção “Lição de Casa” nas páginas 10, 11, 12 e 13 no Caderno do Aluno e, depois, que escrevam no diagrama os nomes destacados em vermelho na seção “Desafio” na página 16 no Caderno do Aluno.

BROCHADO, Fernando Augusto; BROCHADO, Mônica Maria Viviani. Fundamentos de ginástica artística e de trampolins. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Os autores apresentam histórico, aparelhos, descrição de gestos e movimentos característicos da ginástica artística.

 

SCHIAVON, Laurita Marconi; NISTA-PI CCOLO, Vilma Leni. Aspectos pedagógicos no ensino da ginástica artística e da ginástica rítmica no cenário escolar. In: PAES, Roberto Rodrigues; BALBINO, Hermes Ferreira.

 

Pedagogia do esporte: contextos e perspectivas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Esse capítulo apresenta informações sobre a ginástica artística, sugerindo adaptações de materiais e de espaços para a sua prática.

 

ARAÚJO, Aline Winnie Galvão; FARO, Carmen L. Cunha. Possibilidades do ensino da ginástica artística nas aulas de educação física escolar a partir da pedagogia crítico-emancipatória. Universidade Estadual do Pará, 2012.

Disponível em: <http://paginas.uepa.br/ccbs/edfisica/files/2012.2/ALINE_WINNIE.pdf>.

Acesso em: 11 mar. 2014. As autoras apresentam possibilidades para o ensino do GA nas aulas, com exemplos detalhados.

 

VIGARELLO, Georges. A invenção da ginástica no século XIX: movimentos novos, corpos novos. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, set. 2003. v. 25, n. 1, p. 9-20. Disponível em: <http://www.rbceonline.org.br/revista/

index.php/RBCE/article/view/170>. Acesso em: 11 nov. 2013. Esse artigo apresenta o histórico da ginástica no contexto do século XIX.

 

Confederação Brasileira de Ginástica. Disponível em: <http://www.cbginastica.com.br>. Acesso em: 11 nov. 2013. Informações sobre o calendário esportivo da ginástica rítmica e demais modalidades gímnicas.

 

Federação Internacional de Ginástica. Disponível em: <http://www.fig-gymnastics.com>. Acesso em: 11 nov. 2013. Informações sobre o calendário esportivo da ginástica e das diferentes modalidades gímnicas mundiais.

Atividade Avaliadora

Os alunos poderão preencher fichas, escrever ou desenhar os movimentos aprendidos.

Imagens ou trechos de vídeos com movimentos característicos da GA poderão

ser utilizados.

Solicite aos alunos que identifiquem os movimentos e os associem com jogos

e brincadeiras do cotidiano.

 A intenção desta Atividade Avaliadora é proporcionar ao professor elementos que permitam analisar se os alunos conseguem identificar alguns elementos da ginástica artística vivenciados nas etapas realizadas.

Além de identificar e nomear os movimentos, espera-se que os alunos sejam capazes de realizar alguns desses movimentos, ainda que não se exija perfeição.

Proposta de Situações de Recuperação

- Roteiro de estudos com perguntas norteadoras referentes à GA. O Caderno do Aluno contém perguntas desse tipo;

- Apreciação de gestos realizados pelos colegas durante as diferentes etapas das Situações de Aprendizagem e posterior execução;

- Pesquisas em sites ou em outras fontes (como revistas ou jornais) para posterior apresentação sobre temas como histórico, aparelhos (dimensões) e espaços oficiais da GA.

TEMA: Organismo Humano, Movimento e Saúde - Aparelho Locomotor

3- (Re)conhecendo meu corpo em movimento

Competências e habilidades: identificar as próprias estruturas corporais nas habilidades do futsal; associar exercícios de flexibilidade e força às articulações e aos músculos; associar as diferenças do aparelho locomotor à performance em habilidades esportivas.

 

Sequência Didática

Etapa 1 – O que conheço do meu corpo?

Esta etapa inclui uma avaliação diagnóstica em que os alunos devem identificar em uma figura do corpo humano – os ossos, os músculos e as articulações que conhecem.

Oriente-os a escolher uma situação específica do futsal (chute, passe, cabeceio, defesa do goleiro etc.) para que seja por eles representada numa folha de papel kraft ou então desenhada, contornando o próprio corpo, com giz, no solo da quadra.

A seguir, os alunos identificarão os principais ossos, músculos e articulações envolvidos no movimento, desenhando-os ou assinalando-os na figura após a experimentação/vivência do movimento.

Solicite que observem a figura de um colega que se destaque por conter estruturas do corpo que serão trabalhadas na próxima etapa (ossos, músculos, articulações), para que pesquisem a nomenclatura correspondente.

Em seguida, peça que os alunos respondam às questões da seção “Para Começo de Conversa”, no Caderno do Aluno, páginas 17, 18 e 19; e da seção “Pesquisa em Grupo”, no Caderno do Aluno, página 20. Faça uma reflexão com os mesmos acerca das questões apresentadas nessas seções.

 

Etapa 2 – Exercitando meu aparelho locomotor

 

Selecione os gestos e os movimentos desenhados com maior frequência pelos alunos na etapa anterior para que sejam analisados quanto às estruturas do corpo envolvidas. Providencie antecipadamente material de apoio com imagens (fotos, figuras, filmes) dos sistemas que compõem o aparelho locomotor (esquelético, muscular, nervoso) para explicar as funções e associá-las aos movimentos.

A seguir, solicite aos alunos que se dividam em grupos (de cinco a seis integrantes) para criar exercícios que estimulem a flexibilidade das articulações e a força muscular de um dos movimentos analisados.

Espalhe pelo chão da quadra, ou fixe na parede da sala, imagens de pessoas em situações cujas capacidades de flexibilidade e força possam ser percebidas. Podem ser feitas as seguintes perguntas:

- Vocês sabem o que é flexibilidade?

- Quais movimentos ou gestos requerem flexibilidade nas articulações?

- Como identificar se um colega é forte?

Depois, sugira que cada grupo ensine/demonstre os exercícios criados aos demais colegas de classe.

Construa uma tabela, com as análises e os exercícios elaborados pelos alunos para posterior exposição em sala de aula. A tabela deve conter os seguintes itens: Movimentos / Articulações / Flexibilidade / Músculos / Força (exemplo de tabela nas páginas 34 e 35 do Caderno do Professor).

 

Etapa 3 – Somos todos iguais? Ou duas alturas, duas medidas...?

 

Providencie ou adapte quatro traves.

Um diferencial do jogo será as dimensões das traves, que poderão ser assim variadas: 1,5 m x 1,5 m; 2 m x 2 m; 2,5 m x 2,5 m; 3 m x 3 m.

Outra possibilidade é delimitar os gols desenhando-os com giz nas paredes da

quadra (ou em outro espaço da escola) ou contornando-os com fita-crepe no alambrado.

Há também a possibilidade de adaptar as traves com canos de PVC.

Defina um ponto de aproximadamente 3 metros de distância do gol para posicionar a bola.

Cada dois grupos jogarão em um dos gols, defendendo e atacando.

Estabeleça um rodízio para que todos os grupos possam atacar e defender em

todas as traves.

Proponha um jogo de chute ao gol a ser realizado entre oito grupos (com quatro ou cinco integrantes cada um).

Sorteie um grupo para a defesa e outro para o ataque em cada um dos quatro gols e determine um tempo para que todos os integrantes possam vivenciar as duas situações pelo menos uma vez com a mesma equipe adversária (no mesmo gol o time A ataca e o B defende, a seguir B ataca e A defende).

A seguir, proponha aos alunos que reformulem os grupos com base no critério da estatura para que a disputa entre os times seja mais equilibrada.

O saldo de gols poderá ser registrado pelos próprios alunos para posterior análise.

Em seguida, oriente os alunos a realizarem a seção “Lição de Casa”, no Caderno do Aluno, páginas 21 e 22.

CALAIS-GERMAIN, Blandine. Anatomia para o movimento: introdução à análise das técnicas corporais. São Paulo: Manole, 2010. v. 1. Apresenta a estrutura e os movimentos das articulações do corpo (tronco, ombro, cotovelo,

punho, mão, quadril, joelho, tornozelo e pé).

 

GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elisabete Ribeiro Pinto. Crescimento, composição corporal e desempenho motor: de crianças e adolescentes. São Paulo: CLR Balieiros, 1997. Expõe dados de estudos com crianças e adolescentes em diferentes testes motores e antropométricos.

 

KUNZ, Elenor (Org.). Didática da Educação Física 2. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2005. O livro traz diferentes possibilidades para pensar sobre a transformação do tratamento de alguns temas e conteúdos da Educação Física. Destaque para a Unidade didática 5, que aborda o “conhecimento de si” como essencial no processo de criação de determinados movimentos.

 

MALINA, Robert M.; BOUCHARD, Claude. Atividade física do atleta jovem: do crescimento à maturação. São Paulo: Roca, 2002. Trata do processo de crescimento, maturação e desempenho durante a infância e a juventude.

Ciências /Arte

TEMA: Organismo Humano, Movimento e Saúde - Aparelho Locomotor

4- Identificação das estruturas na Ginástica Artística

Competências e habilidades: descrever os movimentos na GA (flexão de quadril, rotação de ombro, extensão da coluna); perceber articulações e musculatura envolvidas em sequências de movimentos da GA em si e no outro.

 

Sequência Didática

Etapa 1 – Explicando as habilidades da GA

 

Com a ajuda do professor, peça aos alunos que percebam as articulações envolvidas nos movimentos praticados nas aulas de GA para que, após a vivência dos movimentos específicos da modalidade, identifiquem as articulações envolvidas e as descrevam (flexão, extensão, rotação, adução, abdução, elevação).

Sugere-se a utilização de material de apoio com imagens dos movimentos praticados (fotos, desenhos, recortes de jornal), como exemplificado na tabela contando na página 38 no Caderno do Professor ( Movimentos da GA / Descrição do Movimento ).

 

Etapa 2 – Somos todos iguais?

 

Peça aos alunos que se organizem em grupos (de cinco a seis integrantes) para que realizem e analisem os elementos que facilitam e dificultam a execução correta dos movimentos da GA.

Em seguida, proponha que cada grupo selecione um dos movimentos e perceba sua estrutura física e suas capacidades físicas, questionando-os com as seguintes perguntas:

- Há diferença entre a estrutura física de meninos e meninas?

- O que muda nas dimensões da estrutura física de meninos e meninas?

- Essas diferenças interferem na execução do movimento?

- A força e a flexibilidade são iguais entre meninas e meninos?

- Como essas capacidades físicas interferem na execução do movimento?

- Quem vivencia movimentos similares fora das aulas?

- Quais são os movimentos realizados no cotidiano em que se identificam que a força e a flexibilidade são necessárias?

Cada grupo deverá construir um painel com tais informações, a ser exposto aos demais colegas, deixando-o afixado na escola.

Caso seja necessário, na página 39, no Caderno do Professor, encontra-se uma tabela com sugestões de imagens e informações para auxiliar na elaboração do painel.

Em seguida, solicite que os alunos respondam as questões da seção “Você aprendeu?”, no Caderno do aluno, na página 23.

CALAIS-GERMAIN, Blandine. Anatomia para o movimento: introdução à análise das técnicas corporais. São Paulo: Manole, 2010. v. 1. Apresenta a estrutura e os movimentos das articulações do corpo (tronco, ombro, cotovelo,

punho, mão, quadril, joelho, tornozelo e pé).

 

GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elisabete Ribeiro Pinto. Crescimento, composição corporal e desempenho motor: de crianças e adolescentes. São Paulo: CLR Balieiros, 1997. Expõe dados de estudos com crianças e adolescentes em diferentes testes motores e antropométricos.

 

KUNZ, Elenor (Org.). Didática da Educação Física 2. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2005. O livro traz diferentes possibilidades para pensar sobre a transformação do tratamento de alguns temas e conteúdos da Educação Física. Destaque para a Unidade didática 5, que aborda o “conhecimento de si” como essencial no processo de criação de determinados movimentos.

 

MALINA, Robert M.; BOUCHARD, Claude. Atividade física do atleta jovem: do crescimento à maturação. São Paulo: Roca, 2002. Trata do processo de crescimento, maturação e desempenho durante a infância e a juventude.

Atividade Avaliadora

A avaliação dos alunos deve ser feita durante o próprio processo de ensino e aprendizagem. Os registros das Situações de Aprendizagem podem ser realizados com base na análise do conteúdo e do envolvimento de cada grupo.

Pode-se complementar tais informações com a avaliação individual, como atividades escritas, em que os alunos:

- associem os ossos, as articulações e os músculos nos movimentos do futsal e/ou da GA (assinalar estruturas em desenho, fotos ou figuras);

- elaborem exercícios de flexibilidade e força que ativem/mobilizem as estruturas do corpo estudadas (articulações e músculos);

- descrevam os movimentos da GA por meio de imagens (fotos, figuras ou filmes/vídeos).

Proposta de Situações de Recuperação

- Roteiro de estudos com perguntas norteadoras com referência às estruturas do

corpo que atuam em determinados movimentos. O Caderno do Aluno contém perguntas desse tipo;

- Atividade-síntese de determinado conteúdo, em que as várias atividades serão re feitas numa única aula e posteriormente discutidas (por exemplo: circuito que contemple diferentes exercícios ou movimentos do futsal ou da GA para que os alunos

os associem às estruturas do corpo).

No mais, o professor deve fazer uma reflexão com os alunos sobre as considerações apresentadas na seção “Aprendendo a Aprender”, “Curiosidade”, “Para Refletir” e “Tome Nota”, do Caderno do Aluno, páginas 24 e 25.

EM DESENVOLVIMENTO POR ALESSANDRA HOURNEAUX DE MENDONÇA DA COSTA RODRIGUES

Atualizado em 03/12/2014

 

CEDIDO PELO AUTOR PARA USO EXCLUSIVAMENTE DIDÁTICO SOB RESPONSABILIDADE DOS GESTORES ESCOLARES NAS ESCOLAS ESTADUAIS JURISDICIONADAS À DIRETORIA DE ENSINO REGIÃO SÃO VICENTE - PROIBIDA A REPRODUÇÃO FORA DA JURISDIÇÃO OU PARA FINS COMERCIAIS E/OU ACADÊMICOS