Disciplina:Educação Física

Série / Ano: 5ª série  / ano

Vol 1 / 2º Bim

CADERNO DO PROFESSOR / ALUNO

Situação de Aprendizagem (Número/título)

Sequência Didática

Recursos audiovisuais e/ou de TIs  sugeridos no caderno

Recursos audiovisuais e/ou de TIs sugeridos pelo PCOP

Interfaces interdisciplinares / Temas transversais

TEMA:Esporte e modalidade coletiva Futsal

6-Descobrindo Novas Possibilidades com o Futsal

Competências e habilidades: compreender as principais regras e o processo histórico da modalidade esportiva futsal; identificar a dinâmica básica do futsal como esporte coletivo.

 

Sequência Didática

Etapa 1 – O Futsal possível

Forme equipes de cinco alunos e coloque-as em situação de jogo.

Deixe os alunos à vontade para jogar o futsal da forma que sabem, sem interferir na maneira como jogam.

Nos jogos seguintes, procure apontar as principais regras do futsal, destacando as infrações, as reposições de bola em jogo e as cobranças de tiros livres.

Se a escola oferecer recursos de filmagem, procure filmar trechos desses primeiros jogos.

 

Etapa 2 – Iniciando a sistematização

Inicie uma conversa com os alunos explicando o processo histórico do futsal e suas principais regras.

É importante, nesse momento, que os jogos praticados na etapa anterior sejam analisados taticamente pelos próprios alunos. Mais do que saber qual equipe ganhou, quem marcou mais gols ou quem chutou mais forte, é importante problematizar com o grupo sobre:

- a movimentação individual e coletiva dos alunos;

- a intenção em cada jogada;

- a circulação de bola;

- a ocupação dos espaços da quadra;

- a comunicação entre os jogadores etc.

Procure fazer que os alunos percebam essa modalidade esportiva como um conhecimento a ser adquirido, enfatizando que todos poderão jogar melhor se compreenderem a dinâmica tática do jogo.

Se os jogos da etapa anterior

foram filmados, será possível analisar em sala os jogos realizados pela turma; se não foram, pode-se analisar algum jogo veiculado pela mídia.

Nesta etapa, convém perguntar-se:

-“Qual a movimentação realizada pelos alunos?”;

-“Os alunos se aglutinaram em torno da bola?”;

-“O que poderia ter sido feito para otimizar a circulação da bola?”;

-“O que seria necessário para o grupo praticar o futsal de forma taticamente mais inteligente?”.

 

Etapa 3 – Qualificando o jogo

Após a análise tática, proponha novas situações de jogos de futsal.

Observe se os alunos buscam realizar as recomendações feitas na etapa anterior quanto à movimentação individual e coletiva, à circulação de bola, à ocupação dos espaços etc.

Procure interromper o jogo sempre que necessário, a fim de mostrar aos alunos seu posicionamento e o da equipe adversária.

Aponte as principais regras da modalidade.

Em seguida, os alunos devem responder às questões a seguir:

Você já ouviu falar no Falcão? Você sabia que ele é um craque do futsal brasileiro? Já o Ronaldo “Fenômeno”, o Kaká, a Marta, o Neymar e o Robinho, com suas pedaladas, são craques do futebol de campo.

4. O que faz que esses jogadores sejam craques? (Espera-se que o aluno consiga perceber que esses jogadores têm uma ampla e diversificada experiência com os elementos que compõem a Cultura de Movimento, mas que apesar disso são individualistas e precisam aprender a atribuir importância aos outros jogadores).

Eles têm muita facilidade no domínio da bola. Quando os vemos jogar, parece que nasceram com a bola grudada nos pés. Eles “dançam”, gingam, brincam com a bola. Em uma modalidade coletiva, os talentos individuais são importantes, mas você já ouviu a frase: “Fulano é fominha, não passa a bola pra ninguém!”? O que significa essa expressão? Será que a reclamação é, justamente, porque em uma modalidade coletiva os jogadores devem confiar nos seus companheiros, devem passar a bola para o companheiro de equipe que está mais bem posicionado para finalizar a jogada? Será que um único craque é suficiente para ganhar um jogo? As atitudes, conhecidas como “jogadas individuais”, devem ocorrer o tempo todo durante o jogo? Sabemos que não. Nos esportes coletivos, além da relação jogador-bola (habilidade pessoal), é importante a relação jogador-bola-colega. Sem os demais jogadores da equipe, não daríamos conta do jogo, não é? Portanto, tocar a bola para um companheiro pode ser a grande sacada do jogo.

5. Você é capaz de descrever alguma situação vivenciada por você, ou que tenha visto na TV ou assistido no local da competição, em que o jogador tenha deixado de considerar os companheiros de equipe? Qual foi a reação dos companheiros? (Espera-se que o aluno mencione os jogadores individualistas, que não passam a bola a seus companheiros de equipe, comprometendo, muitas vezes, o resultado do jogo; que os companheiros reclamam quando o jogador não passa a bola, especialmente quando o resultado é negativo).

ASSIS, Sávio. Reinventando o esporte: possibilidades da prática pedagógica. Campinas: Autores Associados, 2001. Aborda as possibilidades de inserção do esporte no contexto escolar sem perder os condicionantes sociais e históricos que caracterizam esse conteúdo.

 

BAYER, Claude. O ensino dos desportos colectivos. Lisboa: Dinalivros, 1994. Apresenta o esporte coletivo como uma categoria, partindo das semelhanças estruturais das modalidades, além de possibilidades pedagógicas.

 

GARGANTA, Júlio. Para uma teoria dos jogos desportivos colectivos. In: OLIVEIRA, Júlio; GRAÇA, Amândio. O ensino dos jogos desportivos.

2. ed. Porto: Universidade do Porto, 1995. O capítulo apresenta possibilidades de intervenção pedagógica na prática das modalidades esportivas coletivas.

 

 

GRECO, Pablo J. (Org.). Iniciação esportiva universal: metodologia da iniciação esportiva na escola e no clube. Belo Horizonte: UFMG, 2007. v. 2. Reimpressão. O livro apresenta estratégias para a iniciação esportiva das modalidades coletivas.

 

OLIVEIRA, Júlio; GRAÇA, Amândio. O ensino dos jogos desportivos. 2. ed. Porto: Universidade do Porto, 1995. Propõe uma discussão sobre o processo de ensino-aprendizagem das modalidades esportivas coletivas.

 

PIRES, Giovani L.; NEVES, Annabel N. O trato com o conhecimento esporte na formação em Educação Física: possibilidades para sua transformação didático-metodológica.

 

In: KUNZ, Elenor (Org.). Didática da Educação Física, 2. ed. Ijuí: Editora Unijuí,

2004. v. 2. p. 53-97. Os autores discutem as implicações de uma possível transformação do esporte no âmbito da Educação Física. Propõem ações pedagógicas na perspectiva da totalidade técnica, interativa e comunicativa,

consideradas necessárias para que os alunos aprendam o esporte com autonomia e competência.

 

SANTANA, Wilton C. Futsal: apontamentos pedagógicos na iniciação e na especialização. Campinas: Autores Associados, 2004. Apresenta proposta metodológica para o ensino do futsal, seja no ambiente de ensino formal ou

não, para criança, pré-adolescente e adolescente em qualquer ambiente.

 

DAOLIO, Jocimar. Jogos esportivos coletivos: dos princípios operacionais aos gestos técnicos – modelo pendular a partir das ideias de Claude Bayer. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 10, n. 4, p. 99-103, 2002. Disponível em: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/478/503

Acesso em: 22 maio 2013. Apresenta um modelo pendular para o ensino dos esportes coletivos, partindo dos princípios operacionais até os gestos técnicos.

 

SILVA, Thatiana A. F.; ROSE JUNIOR, Dante de. Iniciação nas modalidades esportivas coletivas: a importância da dimensão tática. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, v. 4, n. 4, p. 71-93, 2005. Disponível em: <http://

editorarevistas.mackenzie.br/index.php/remef/article/view/1310/1020>. Acesso em: 22 maio 2013. Apresenta discussão sobre a importância da dimensão tática na iniciação das modalidades esportivas coletivas.

Sites:

Confederação Brasileira de Futebol de Salão.Disponível em: <http://www.futsaldobrasil.com.br/2009/cbfs/index.php>. Acesso em:

22 maio 2013.

 

Federação Paulista de Futsal. Disponível em: <http://www.cnfsfutsal.com.br>. Acesso em: 22 maio 2013.

 

Jornal do Futsal. Disponível em: <http://www.jornaldofutsal.com.br/>. Acesso em: 22 maio 2013.

 

Pedagogia do Futsal. Disponível em: <http://www.pedagogiadofutsal.com.br/historia.aspx>. Acesso em: 22 maio 2013.

TEMA:Esporte e modalidade coletiva Futsal

7-A Desconstrução e a reconstrução do futsal

Competências e habilidades: identificar e aplicar em situações-problema os princípios técnico-táticos do futsal; valorizar o conhecimento dos sistemas de jogo e de táticas como fator importante para a prática do futsal.

 

Sequência Didática

Etapa 1 – Eu – bola

Nesta etapa, procure familiarizar o aluno com a bola de futsal. Inicialmente, podem ser utilizadas bolas de diferentes tamanhos e pesos.

Em seguida, as atividades devem ser com bolas de futsal.

Realize atividades de condução, recepção, rebatidas e controle com várias partes do corpo. O importante é que os alunos percebam a necessidade de dominar a bola realizando várias ações. Não imponha apenas

uma forma de recepção ou de chute. Procure criar situações para que os alunos utilizem os dois pés, recebam a bola com várias partes do corpo, enfim, consigam relacionar-se de diferentes maneiras com a bola. Essas atividades

de domínio de bola podem ser realizadas no início de várias aulas, servindo também como aquecimento para outras atividades.

 

Etapa 2 – Eu – bola – colega(s)

Neste momento, a intenção é o controle coletivo de bola com um colega (duplas) e com grupos maiores (trios, quartetos, quintetos).

A preocupação ainda não deve ser a consecução de gol ou a marcação dos jogadores adversários, mas a movimentação coletiva do grupo com a bola. Várias atividades podem ser feitas com esse objetivo:

- Trocas de passes em duplas ou trios;

- Trocas de passes sem deixar a bola tocar o solo;

- Trocas de passes explorando várias partes do corpo;

- Deslocamento em duplas ou trios trocando passes; lançamentos para o companheiro, com distâncias variadas;

- Pega-pega com a bola sendo tocada com os pés;

- Pega-pega em trios ou quartetos em que cada equipe possui uma bola e deve pegar jogadores de outras equipes.

 

Etapa 3 – Eu – bola – alvo

Neste momento, a intenção é levar a bola individualmente em direção ao alvo – no caso, a meta do futsal.

Várias atividades de controle de bola podem ser utilizadas agora, juntando-se à finalização em direção à meta.

Exemplos:

- Chutes com a bola parada;

- Atividades de condução de bola com finalização em direção à meta;

- Chutes à meta com bola em movimento, com ou sem domínio;

- Chutes com diferentes partes do pé;

- Chutes com o pé esquerdo e o pé direito.

 

Etapa 4 – Eu – bola – colega(s) – alvo

- Dois, três ou mais alunos em deslocamento, trocando passes e finalizando;

- Mesma atividade descrita no item anterior, agora com limites de toques na

bola ( Exemplo: cada aluno pode tocar a bola duas vezes (receber e passar) ou tocar de primeira);

- A mesma atividade descrita no primeiro item, agora com um número de passes predefinido para o grupo, antes de finalizar (Exemplo: a equipe deve trocar apenas três passes antes de finalizar);

- Dois alunos em deslocamento servindo um pivô, que distribui a bola para um dos dois finalizar;

- As mesmas atividades anteriores, porém, finalizando com o outro pé.

 

Etapa 5 – Eu – bola – colega(s) – adversário(s)

Neste nível de relação, de forma proposital não será enfatizada a presença de

alvo, a fim de estimular os alunos a vivenciar situações de domínio de bola (individual e coletivamente) com confronto, sem necessariamente finalizar.

O importante é que os alunos, quando na defesa, desenvolvam ações cooperativas de cobertura para otimizar a marcação e, quando no ataque, criem linhas de passe para gerar mais opções de jogo.

Pode ser variada a composição dos grupos, desde a formação em duplas até grupos maiores.

Também pode haver desequilíbrio entre o número de atacantes e defensores, ora priorizando o ataque (situação de 2 × 1 ou de 3 × 2), ora priorizando a defesa (situação de 1 × 2 ou 2 × 3).

Alguns exemplos:

- Dois alunos devem conduzir a bola ao longo da quadra, sendo marcados por

outros dois alunos. Cada vez que a bola chegar à linha de fundo, a dupla marca um ponto. Pode ser feito também em trios ou quartetos. Pode haver desequilíbrio entre atacantes e defensores – por exemplo, dois alunos conduzem a bola e apenas um marca;

- Duas equipes de quatro alunos cada, em um espaço delimitado, disputando uma bola, com o objetivo de trocarem passes. Cada vez que uma equipe alcançar cinco passes consecutivos, marca-se um ponto para a equipe. É possível dificultar as ações impedindo o retorno do passe ao jogador que passou por último.

 

Etapa 6 – Eu – bola – colega(s) – adversário(s) – alvo

Esse nível de relação reproduz o jogo completo, com ações coletivas de ataque e defesa. Contudo, pode-se desencadear situações com alvos diferentes da meta tradicional, a fim de estimular as ações de ataque e defesa fora da situação normal, e fazer que os alunos atentem para as ações cooperativas necessárias nos dois casos.

Pode-se ainda delimitar alguns espaços de circulação tanto para o ataque quanto para a defesa.

Pode-se também impedir que os alunos chutem de longa distância nesse momento, a fim de estimular as ações de todos.

Outra sugestão é que as tentativas de marcação de gol só possam

ser executadas de dentro da área.

Alguns exemplos:

- Ataque ao cone (ou a uma garrafa PET cheia de areia): os alunos são divididos em trios, sendo um trio na situação de defesa e outro na de ataque. Há um círculo em torno do alvo, no qual nenhum aluno poderá adentrar. O trio de ataque tentará atingir o alvo, enquanto o de defesa tentará impedir, ao mesmo tempo em que tentará roubar a bola do trio atacante, momento que as situações serão invertidas. Esta mesma atividade pode ser feita com diferentes composições;

- Situação de ataque e defesa próxima à meia quadra de futsal, com finalização à meta e diferentes composições de alunos (2 × 1, 2 × 2, 3 × 2, 2 × 3).

Gora, retorne às atividades escritas, solicitando aos alunos que façam os exercícios das páginas 23, 24 e 25 do Caderno do Aluno.

 

Etapa 7 – Jogos reduzidos

 

Nesta etapa são realizados jogos reduzidos de futsal em meia quadra, partindo da composição 3 × 3, 4 × 3, 3 × 4 e 4 × 4.

Os jogos reduzidos são excelentes oportunidades para os alunos compreenderem as demandas táticas e as exigências técnicas do jogo, uma vez que ocorrem em situações simplificadas, porém muito próximas da situação real de jogo.

Procure interromper o jogo sempre que necessário, alertando os alunos sobre seu posicionamento e também o dos companheiros e adversários, sem deixar de enfatizar as regras do futsal.

Após a realização de várias situações reduzidas, realize alguns jogos com equipes completas, utilizando a quadra toda.

Se possível, filme alguns jogos dos alunos e, posteriormente, veja e comente com eles algumas situações vivenciadas.

Em seguida, proponha aos alunos as atividades descritas a seguir:

Você sabe dizer se há diferença entre futsal e futebol de salão?

Faça uma pesquisa rápida entre as pessoas que você conhece e que jogam futsal e registre as respostas no quadro contendo:

- Nome / Sim / Não / Não Sei

Pergunta: Para você, futsal e futebol de salão são o mesmo esporte?

Faça a mesma pergunta também a amigos e colegas da escola, da 6a série/7o ano, 7a série/8o ano ou 8a série/9o ano, e veja quais serão as respostas deles. Coloque as respostas no próximo quadro, contendo:

- Nome / Sim / Não / Não Sei

 Agora, compare os dois quadros de respostas e veja quantas respostas de cada tipo você obteve.

Sim:

Não:

Não sei:

(Espera-se que o aluno identifique que a maioria das pessoas não sabe a diferença entre futsal e futebol de salão; que, talvez, apenas os praticantes das modalidades saibam a diferença

entre elas)

Lembrando-se das relações estudadas (jogador-bola, jogador-bola-alvo, jogador-bola-colega etc.), cite um exercício para cada uma dessas situações que você tenha vivenciado em aula.

(Resposta pessoal que tem relação com as experiências vivenciadas nas aulas de Educação Física).

ASSIS, Sávio. Reinventando o esporte: possibilidades da prática pedagógica. Campinas: Autores Associados, 2001. Aborda as possibilidades de inserção do esporte no contexto escolar sem perder os condicionantes sociais e históricos que caracterizam esse conteúdo.

 

BAYER, Claude. O ensino dos desportos colectivos. Lisboa: Dinalivros, 1994. Apresenta o esporte coletivo como uma categoria, partindo das semelhanças estruturais das modalidades, além de possibilidades pedagógicas.

 

GARGANTA, Júlio. Para uma teoria dos jogos desportivos colectivos. In: OLIVEIRA, Júlio; GRAÇA, Amândio. O ensino dos jogos desportivos.

2. ed. Porto: Universidade do Porto, 1995. O capítulo apresenta possibilidades de intervenção pedagógica na prática das modalidades esportivas coletivas.

 

 

GRECO, Pablo J. (Org.). Iniciação esportiva universal: metodologia da iniciação esportiva na escola e no clube. Belo Horizonte: UFMG, 2007. v. 2. Reimpressão. O livro apresenta estratégias para a iniciação esportiva das modalidades coletivas.

 

OLIVEIRA, Júlio; GRAÇA, Amândio. O ensino dos jogos desportivos. 2. ed. Porto: Universidade do Porto, 1995. Propõe uma discussão sobre o processo de ensino-aprendizagem das modalidades esportivas coletivas.

 

PIRES, Giovani L.; NEVES, Annabel N. O trato com o conhecimento esporte na formação em Educação Física: possibilidades para sua transformação didático-metodológica.

 

In: KUNZ, Elenor (Org.). Didática da Educação Física, 2. ed. Ijuí: Editora Unijuí,

2004. v. 2. p. 53-97. Os autores discutem as implicações de uma possível transformação do esporte no âmbito da Educação Física. Propõem ações pedagógicas na perspectiva da totalidade técnica, interativa e comunicativa,

consideradas necessárias para que os alunos aprendam o esporte com autonomia e competência.

 

SANTANA, Wilton C. Futsal: apontamentos pedagógicos na iniciação e na especialização. Campinas: Autores Associados, 2004. Apresenta proposta metodológica para o ensino do futsal, seja no ambiente de ensino formal ou

não, para criança, pré-adolescente e adolescente em qualquer ambiente.

 

DAOLIO, Jocimar. Jogos esportivos coletivos: dos princípios operacionais aos gestos técnicos – modelo pendular a partir das ideias de Claude Bayer. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 10, n. 4, p. 99-103, 2002. Disponível em: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/478/503

Acesso em: 22 maio 2013. Apresenta um modelo pendular para o ensino dos esportes coletivos, partindo dos princípios operacionais até os gestos técnicos.

 

SILVA, Thatiana A. F.; ROSE JUNIOR, Dante de. Iniciação nas modalidades esportivas coletivas: a importância da dimensão tática. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, v. 4, n. 4, p. 71-93, 2005. Disponível em: <http://

editorarevistas.mackenzie.br/index.php/remef/article/view/1310/1020>. Acesso em: 22 maio 2013. Apresenta discussão sobre a importância da dimensão tática na iniciação das modalidades esportivas coletivas.

Sites:

Confederação Brasileira de Futebol de Salão.Disponível em: <http://www.futsaldobrasil.com.br/2009/cbfs/index.php>. Acesso em:

22 maio 2013.

 

Federação Paulista de Futsal. Disponível em: <http://www.cnfsfutsal.com.br>. Acesso em: 22 maio 2013.

 

Jornal do Futsal. Disponível em: <http://www.jornaldofutsal.com.br/>. Acesso em: 22 maio 2013.

 

Pedagogia do Futsal. Disponível em: <http://www.pedagogiadofutsal.com.br/historia.aspx>. Acesso em: 22 maio 2013.

Atividade Avaliadora

Proponha situações encontradas nos jogos de futsal, apresentadas como problemas a serem discutidos, vivenciados e solucionados pelos alunos (divididos em grupos de cinco), por escrito ou mediante demonstração na quadra. Com isso, será possível avaliar, a princípio, a capacidade dos alunos de pensar taticamente o jogo de futsal e, em seguida, realizar na quadra as ações pensadas.

Não valorize a realização em termos de execução perfeita das ações específicas do jogo ou se a ação proposta culminou na consecução de ponto. Avalie a compreensão por parte dos alunos da situação de jogo proposta e das iniciativas para solucioná-la.

Alguns exemplos:

- Como uma equipe de futsal deveria se comportar se estivesse perdendo o jogo e faltasse pouco tempo para o término da partida?

- Qual a melhor estratégia para uma equipe de futsal realizar uma situação de ataque caso dispusesse de superioridade numérica de jogadores?

- Qual a melhor estratégia para uma equipe de futsal realizar uma situação de defesa caso estivesse em desvantagem numérica de jogadores?

Ao final de cada situação de jogo proposta, discuta com os alunos as alternativas apresentadas por equipe e realize as correções necessárias.

É importante garantir que os alunos atentem para a organização tática coletiva em vez de recorrerem às iniciativas individuais para a solução das situações

propostas.

Proposta de Situações de Recuperação

- Roteiro de estudos com perguntas norteadoras elaboradas por você, professor, para posterior apresentação em registro escrito;

- Resolução de outras situações-problema, não contempladas na Atividade Avaliadora, referentes aos processos técnico-táticos do futsal;

- Atividade-síntese de determinado conteúdo, em que as várias atividades serão refeitas em apenas uma aula e discutidas posteriormente. Por exemplo: circuito que contemple diferentes preceitos e sistemas táticos da modalidade em questão.

Em seguida, os alunos deverão responder verdadeiro ou falso nas afirmações a seguir:

1. Esportes coletivos são modalidades em que há a necessidade de ações cooperativas dos membros da equipe para impedir e superar as ações da outra equipe.

2. Quando sua equipe está jogando futsal e vocês conseguem o domínio de bola, partindo para o contra-ataque, com um adversário contra dois atacantes, a desvantagem é do ataque.

3. Quando treinamos a condução de bola com finalização em chute a gol, estamos melhorando a relação jogador-bola-alvo, o que é muito importante nos momentos de contra-ataque, por exemplo.

4. Em esportes coletivos, não basta ser habilidoso. O jogador deve ter bem desenvolvida a capacidade de jogar com os companheiros, nas diferentes ações dos adversários, e ser capaz de finalizar com precisão a sua ação de chute a gol.

5. Futsal é uma forma abreviada de denominar o futebol de salão.

 

Desafio

Preencher o diagrama com palavras relacionadas à prática do futsal, escrevendo as palavras em destaque, respeitando os cruzamentos.

TEMA: Organismo Humano, Movimento e Saúde

8-Fazendo Força

Competências e habilidades: discriminar as diferentes formas de manifestação da força e da resistência muscular, bem como seus fatores determinantes; identificar a capacidade física de força presente nas atividades do cotidiano e em algumas manifestações da Cultura de Movimento.

 

Sequência Didática

Etapa 1 – Cabo de Guerra

Um ou dois dias antes da aula, solicite que cada aluno registre seu peso corporal, medido em balanças de farmácia ou na própria escola, caso esta disponha de uma balança antropométrica.

Oriente os alunos para que, de preferência, se pesem com as roupas que normalmente usam nas aulas de Educação Física.

Durante a aula, distribua os alunos em grupos, sob diferentes critérios

de formação: mesmo número de integrantes em cada equipe; equipes com somatório de peso corporal equivalente, compostas do mesmo número de integrantes ou não; meninos versus meninas; mais velhos versus mais novos.

Após a formação dos grupos, esses se posicionarão em colunas, distantes entre si cerca de dois a quatro metros.

Os integrantes de cada coluna serão divididos em duas equipes, colocados frente a frente, segurando uma corda, em cujo centro foi colocada uma faixa (ou fita), posicionada sobre a linha que demarca o centro da área de dois a quatro metros e separa as equipes.

Os grupos, segurando a corda e mantendo-a estendida, ao sinal tentarão puxar a equipe adversária até que a faixa (ou fita) no centro da corda ultrapasse o limite da área de dois a quatro metros, ficando mais próxima de seu grupo. Serão realizadas três tentativas, registrando-se como vitoriosas as equipes com melhores resultados. Não é permitido aos integrantes das equipes enrolar

a corda nas mãos (risco de machucar-se).

Para facilitar a empunhadura da corda, proponha que sejam dados nós, distantes aproximadamente um metro, ao longo dela.

O número de integrantes nas equipes também dependerá do comprimento total da corda disponível para a realização desta etapa, de acordo com a descrição sugerida.

O cabo de guerra é um exemplo, entre outros, que solicita a capacidade física força.

Várias outras atividades de tracionar, empurrar, transportar, levantar, frear etc. podem ser desenvolvidas com o mesmo objetivo.

De posse dos resultados obtidos, discuta com os alunos quais fatores tiveram maior importância na determinação do nível de força e de resistência muscular apresentado pelos grupos, procurando garantir que os alunos compreendam as relações entre o desempenho de cada grupo com as variáveis envolvidas: peso corporal, sexo e idade.

Estimule os alunos a relatarem situações do cotidiano que exigem desempenho de força similar ao solicitado nesta etapa, como empurrar ou puxar um móvel pesado, relacionando-as com as características do conceito de força.

 

Etapa 2 – Em que empregamos força?

Peça que os alunos reúnam-se em grupos e pesquisem (em revistas, jornais, livros e sites) pelo menos três imagens de pessoas realizando atividades cotidianas que exigem força, como arrastar ou levantar objetos pesados; carregar sacolas de supermercado; levantar-se da posição deitada; realizar tarefas domésticas (lavar louça ou varrer o chão) etc., e mais três imagens de

manifestações da Cultura de Movimento (dança, esporte etc.) nas quais também se evidencie a exigência da capacidade física de força.

Em aula, os grupos apresentarão as imagens selecionadas, justificando-as com

base nas características do conceito de força, como proposto no Caderno do Aluno.

Recortem, de revistas ou jornais, imagens de pessoas realizando a capacidade física força em tarefas diárias: carregando compras, arrastando ou levantando objetos etc.; ou imagens de manifestações da Cultura de Movimento: luta, esporte, ginástica etc. Caso seja solicitado, levem essas imagens para a escola e justifiquem a classificação da capacidade física. (Espera-se que os alunos tenham compreendido a capacidade trabalhada e selecionem as imagens corretamente).

ALLSEN, Philip; HARRISON, Joyce; VANCE, Barbara. Exercício e qualidade de vida: uma abordagem personalizada. 6. ed. São Paulo: Manole, 2001. Apresenta informações de como elaborar e avaliar um programa de condicionamento físico.

 

BARBANTI, Valdir J. Dicionário de educação física e esporte. 2. ed. São Paulo:

Manole, 2003. Apresenta definições e conceitos usuais a respeito das capacidades físicas na área de Educação Física e esporte.

 

GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condicionamento físico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Aborda as diversas capacidades físicas, caracterizando sua relação com a condição de saúde e seu desenvolvimento ao longo da vida, destacando aspectos relacionados à infância, à adolescência e ao envelhecimento. Traz

ainda propostas de avaliação para indivíduos em diferentes idades, bem como referências a parâmetros gerais e específicos que devem ser levados em consideração ao elaborar programas de condicionamento físico destinados ao desenvolvimento das várias capacidades físicas.

 

LEHMKUHL, L. Don; SMITH, Laura K.; WEISS, Elizabeth L. Cinesiologia clínica. São Paulo: Manole, 1989. Apresenta ampla análise da atividade muscular, com ênfase na anatomia e em observações clínicas.

 

McARCLE, Willian D.; KATCH, Frank; KATCH, Victor L. Fundamentos de fisiologia do exercício. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. Situa os recursos ergogênicos como um dos fatores que afetam a função

fisiológica, a transferência de energia e o desempenho nos exercícios.

 

NAHAS, Marcus V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e

sugestões para um estilo de vida ativo. 4. ed. Londrina: Midiograf, 2006. Apresenta conceitos e orientações relativos à elaboração e ao desenvolvimento de um programa de exercícios aeróbios.

 

ULASOWICZ, Carla; LOMÔNACO, José Fernando B. Educação Física escolar e motivação: a influência de um programa de ensino sobre a prática de atividades físicas. Curitiba: CRV, 2011. O livro trata da influência de

um programa de ensino na motivação para a prática de atividades físicas e verifica se as informações sobre os benefícios da atividade física e os malefícios do sedentarismo seriam capazes de motivar os alunos a praticar atividades físicas, aderindo a elas não apenas na escola, mas, principalmente, na vida diária.

 

WEINECK, Jürgen. Biologia do esporte. São Paulo: Manole, 2000. A obra traz informações a respeito dos efeitos da atividade física e do treinamento esportivo sobre o corpo humano. Problemas cotidianos, como dor muscular, cãibras musculares, “dor de lado”, ponto morto, entre outros, são tão amplamente discutidos quanto os fenômenos de adaptação dos diferentes sistemas orgânicos ao treinamento esportivo.

Ciências

TEMA: Organismo Humano, Movimento e Saúde

9-Aguenta Coração

Competências e habilidades: discriminar as diferentes formas de manifestação metabólica da resistência (aeróbia e anaeróbia), com destaque para o futsal; avaliar o nível de condicionamento quanto à resistência, por meio da frequência cardíaca.

 

Etapa 1 – Quanto eu resisto?

Solicite aos alunos que avaliem seu nível de desenvolvimento quanto às diferentes formas de manifestação de resistência, conforme os testes propostos a seguir:

Resistência aeróbia

O teste para avaliar a potência aeróbia proposto por Tanaka (1986) pode ser aplicado a crianças e adolescentes. Ao longo do local escolhido para o teste (quadra, pátio ou outro local), devem ser colocadas marcações (a cada 50 metros ou distâncias menores), a partir da linha de largada, para servir de referência. Após um sinal de partida (apito), os alunos devem percorrer a máxima distância possível durante cinco minutos. Essa distância será registrada com o auxílio de uma trena, contando-se o número de voltas completas mais a distância adicional. Os corredores devem ser orientados a manter um ritmo de corrida que permita realizar o teste de forma contínua (sem parar), pois, quanto maior a distância percorrida, melhor será o resultado do teste.

Resistência anaeróbia

O teste para avaliar a capacidade anaeróbia proposto por Tanaka (1986) pode ser aplicado a crianças, adolescentes e adultos. Ao longo do local escolhido para o teste (quadra, pátio ou outro local), devem ser colocadas marcações a cada 10 metros, a partir da linha de largada. Após um sinal de partida (apito), os alunos realizarão uma corrida de 40 segundos na máxima velocidade possível, sendo registrada a distância percorrida em metros. Essa distância será registrada com o auxílio de uma trena, e os pontos marcados servirão de referência para a realização da medida. Os corredores devem ser orientados a manter a mais alta velocidade que conseguirem durante o teste, pois, quanto maior a distância percorrida, melhor será o resultado.

Fonte: GOBBI; VILLAR; ZAGO, 2005.

 

Alunos com sérias limitações para correr poderão realizar os testes caminhando o mais rápido que conseguirem.

Após a realização dos testes, auxilie os alunos na interpretação dos resultados,

enfatizando que o principal objetivo dessa atividade está em cada aluno perceber o nível de condicionamento físico em que se encontra, para poder analisar a importância e a necessidade de aprimorar ou manter apurada a condição da capacidade física de resistência. Solicite que os alunos anotem

os resultados utilizando a ficha proposta no Caderno do Aluno, no item “Pesquisa Individual” na página 33.

 

Etapa 2 – Correndo e resistindo

Nos minutos iniciais da aula, proponha aos alunos que avaliem e registrem sua FC por meio da verificação de pulsação arterial durante 20 segundos (o resultado deve ser multiplicado por 3 para fornecer a FC em batimentos por

minuto).

Esses dados serão comparados com as FC observadas ao final da atividade.

A seguir, organize os alunos em grupos, utilizando como referência os resultados dos testes de resistência aeróbia e anaeróbia previamente realizados, de modo que as equipes apresentem níveis equivalentes de resistência. Diante de cada equipe (cujos integrantes se dispõem em coluna), são posicionados cones ou outros objetos semelhantes, distantes 10 a 20 metros do primeiro integrante da equipe. Este, após sinal do professor, deverá correr até o cone, contorná-lo e retornar até o próximo componente de sua equipe, posicionado no início da coluna. Ao chegar à sua coluna, o corredor

deverá segurar seu companheiro com uma das mãos, e ambos correrão até contornar o cone e retornar novamente ao início de sua coluna. A cada retorno à sua coluna, um novo componente deverá se juntar ao grupo que corre para contornar o cone, até que todos os membros de uma mesma coluna, de mãos dadas, tenham realizado a corrida e retornado à posição de saída.

Solicite aos alunos que não soltem as mãos durante a corrida e que todos os integrantes contornem o cone a cada volta.

Registra-se o tempo de cada equipe. Essa etapa pode ser realizada simultaneamente pelas equipes, ou com uma equipe de cada vez, seguindo

a orientação de finalizá-la no menor tempo possível. Imediatamente ao final da corrida, e após cinco minutos de recuperação, solicite aos alunos que avaliem sua FC durante 20 segundos (o resultado, multiplicado por 3, informa a FC em batimentos por minuto).

Utilizando como referência os tempos para realização das atividades e a diferença entre as FC registradas antes e após a corrida (FC final menos a FC inicial), além daquela verificada após cinco minutos de recuperação, discuta

com os alunos sobre os níveis de resistência apresentados pelos grupos ou individualmente.

Identifique as necessidades individuais quanto à melhoria ou manutenção dos níveis alcançados, procurando evidenciar a dinâmica de variação sofrida pela FC à medida que as condições de repouso, atividade física e recuperação se sucedem.

Uma variação possível é que as equipes posicionem seus integrantes conforme o nível de resistência destes, de modo que os mais resistentes se coloquem diante dos menos resistentes, tendo em vista que serão exigidos por mais tempo durante a atividade.

ALLSEN, Philip; HARRISON, Joyce; VANCE, Barbara. Exercício e qualidade de vida: uma abordagem personalizada. 6. ed. São Paulo: Manole, 2001. Apresenta informações de como elaborar e avaliar um programa de condicionamento físico.

 

BARBANTI, Valdir J. Dicionário de educação física e esporte. 2. ed. São Paulo:

Manole, 2003. Apresenta definições e conceitos usuais a respeito das capacidades físicas na área de Educação Física e esporte.

 

GOBBI, Sebastião; VILLAR, Rodrigo; ZAGO, Anderson S. Bases teórico-práticas do condicionamento físico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. Aborda as diversas capacidades físicas, caracterizando sua relação com a condição de saúde e seu desenvolvimento ao longo da vida, destacando aspectos relacionados à infância, à adolescência e ao envelhecimento. Traz

ainda propostas de avaliação para indivíduos em diferentes idades, bem como referências a parâmetros gerais e específicos que devem ser levados em consideração ao elaborar programas de condicionamento físico destinados ao desenvolvimento das várias capacidades físicas.

 

LEHMKUHL, L. Don; SMITH, Laura K.; WEISS, Elizabeth L. Cinesiologia clínica. São Paulo: Manole, 1989. Apresenta ampla análise da atividade muscular, com ênfase na anatomia e em observações clínicas.

 

McARCLE, Willian D.; KATCH, Frank; KATCH, Victor L. Fundamentos de fisiologia do exercício. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. Situa os recursos ergogênicos como um dos fatores que afetam a função

fisiológica, a transferência de energia e o desempenho nos exercícios.

 

NAHAS, Marcus V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e

sugestões para um estilo de vida ativo. 4. ed. Londrina: Midiograf, 2006. Apresenta conceitos e orientações relativos à elaboração e ao desenvolvimento de um programa de exercícios aeróbios.

 

ULASOWICZ, Carla; LOMÔNACO, José Fernando B. Educação Física escolar e motivação: a influência de um programa de ensino sobre a prática de atividades físicas. Curitiba: CRV, 2011. O livro trata da influência de

um programa de ensino na motivação para a prática de atividades físicas e verifica se as informações sobre os benefícios da atividade física e os malefícios do sedentarismo seriam capazes de motivar os alunos a praticar atividades físicas, aderindo a elas não apenas na escola, mas, principalmente, na vida diária.

 

WEINECK, Jürgen. Biologia do esporte. São Paulo: Manole, 2000. A obra traz informações a respeito dos efeitos da atividade física e do treinamento esportivo sobre o corpo humano. Problemas cotidianos, como dor muscular, cãibras musculares, “dor de lado”, ponto morto, entre outros, são tão amplamente discutidos quanto os fenômenos de adaptação dos diferentes sistemas orgânicos ao treinamento esportivo.

Ciências

TEMA: Organismo Humano, Movimento e Saúde

10-Atenção à postura

Competências e habilidades: identificar as capacidades físicas de força e resistência presentes na manutenção de posturas; reconhecer a importância da aquisição e manutenção de uma boa postura estática e dinâmica; compreender as consequências dos hábitos posturais cotidianos inadequados à saúde.

 

Etapa 1 – Estátuas humanas

Organize os alunos em grupos de cinco a seis, formados preferencialmente por meninos e meninas, para a realização desta etapa.

Cada grupo receberá uma ficha com figuras humanas em várias posições (apoio em um dos pés, posição do avião, elevação dos membros superiores etc.).

Os alunos deverão realizar a posição da figura de sua ficha durante um minuto.

A seguir, cada grupo identificará, na mesma ficha, a musculatura utilizada em cada uma das posições e as partes do corpo sobrecarregadas.

Selecione também imagens de animais e desafie os alunos a permanecer o maior tempo

possível em cada posição. Diferentes tipos de materiais podem ser utilizados como sobrepeso para a manutenção de posturas (segurar garrafas ou sacolas

cheias de areia, mochilas etc.).

 

Etapa 2 – Imitando atividades cotidianas

Elabore um circuito em que cada estação solicite um movimento do cotidiano. Exemplos: apanhar caixas de papelão do solo e colocá-las em um ponto mais alto; transportar uma caixa (ou outro elemento que contenha um peso suportável) de um ponto para outro no espaço; carregar duas sacolas de supermercado (preenchidas com algo que dê volume); deitar e levantar do colchão.

Em grupos, os alunos passarão por todas as estações simultaneamente, fazendo um rodízio a cada dois minutos.

Após o rodízio por todas as estações, cada grupo deverá descrever aos outros grupos a postura que considera adequada em cada estação (posicionamento das principais articulações do corpo).

Ao final, reúna os alunos e aponte o posicionamento correto do corpo em cada estação, explicando os aspectos biomecânicos envolvidos, como a influência

da distância do objeto ao tronco no peso (torque), a sobrecarga articular ao flexionar a coluna para pegar o objeto no chão etc.

Ao término desta etapa, solicite aos alunos realizem a atividade “Lição de Casa”, na página 34 do Caderno do Aluno; e a atividade “Desafio”, na página 35.

Atividade Avaliadora

Após as Situações de Aprendizagem vivenciadas, é importante que os alunos consigam perceber os conceitos envolvidos (força, resistência, postura, frequência cardíaca), tanto nas etapas desenvolvidas especificamente para esse fim quanto na prática da modalidade esportiva futsal, além de conseguirem ampliar esses conceitos para as situações cotidianas.

Nesse sentido, divida os alunos em grupos e proponha uma pergunta a cada grupo.

Dê um tempo para reflexão e discussão no interior de cada grupo antes da apresentação aos demais alunos.

Após a exposição dos grupos, faça as correções necessárias ou destaque algum aspecto importante relatado.

Alguns exemplos de questões:

- Quem tem mais força e/ou resistência: meninos ou meninas? Pessoas mais velhas ou mais novas? Mais pesadas ou mais leves?

- Por que algumas pessoas são mais fortes ou resistentes que outras?

- Em um jogo de futsal, em quais situações necessitamos de força e resistência?

- Quais as variações de frequência cardíaca que ocorrem durante um jogo de futsal?

- Em quais situações do cotidiano utilizamos a força e a resistência?

- Qual o nível de cansaço percebido em tarefas que exigem força ou resistência?

- Como a frequência cardíaca se comporta sob diferentes níveis de exigência física e o que isso representa?

- Quais cuidados em relação à postura devem ser tomados nas situações cotidianas?

- As situações de postura exigem força e resistência?

- Qual a relação da postura com a manutenção da saúde?

Proposta de Situações de Recuperação

- Roteiro de estudos com perguntas norteadoras referentes aos conceitos de força e resistência  e posterior apresentação em registro escrito;

- Roteiro de estudos com questões referentes à postura e posterior apresentação em registro escrito;

- Atividade-síntese de determinado conteúdo, em que as várias atividades serão refeitas em uma única aula e discutidas posteriormente. Por exemplo: circuito com exercícios que exijam força e resistência em várias posturas.

Após a Atividade Avaliadora, proponha aos alunos que realizem as atividades

“Você Aprendeu” no Caderno do Aluno, páginas 36 e 37 , tirando as dúvidas

que ainda restam sobre o tema.

Em seguida, leia agora com a classe a seção “Aprendendo a aprender” do Caderno do Aluno, páginas 37 e 38. Procure mostrar à turma que se trata de um texto com informações extras e que não está diretamente ligado às Situações de Aprendizagem. Caso haja necessidade, você pode contextualizar a informação utilizando-se de seus próprios conhecimentos.

DESENVOLVIDO POR ALESSANDRA HOURNEAUX DE MENDONÇA DA COSTA RODRIGUES

atualizado dia 03/12/2014

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