Disciplina:

Educação Física

Série/Ano: 5ª série/6º ano

Vol 2 /4º Bim

CADERNO DO ALUNO / PROFESSOR

Situação de Aprendizagem (Número/título)

Sequência Didática

Recursos audiovisuais e/ou de TIs  sugeridos no caderno

Recursos audiovisuais e/ou de TIs sugeridos pelo PCOP

Interfaces interdisciplinares / Temas transversais

TEMA: Esporte - Modalidade coletiva: handebol

5- Familiarização com o handebol

Competências e habilidades: identificar o objetivo do handebol e sua dinâmica básica; compreender suas principais regras, reconhecendo-as na dinâmica do jogo; conhecer a origem do handebol e seu processo de difusão pelo mundo.

 

Sequência Didática

Etapa 1 – Familiarização com o Handebol

 Forme equipes de sete alunos e coloque-as em situação de jogo.

Dê algumas explicações gerais sobre a dinâmica do handebol e deixe os alunos à vontade para jogar da forma como entenderam o jogo.

Nessa primeira etapa, pode ser útil a observação de uma partida de handebol ou de um jogo oficial previamente gravado, para que os alunos comecem a se familiarizar com a nova modalidade.

 

Etapa 2 – Compreendendo o Handebol

 Explique o processo histórico do handebol, a dinâmica que orienta o jogo e suas principais regras, destacando as infrações, as reposições de bola em jogo, as cobranças de tiro livre, os espaços e seus limites, as regras de movimentação etc.

Problematize com o grupo a movimentação individual e coletiva, a intenção em cada jogada, a circulação de bola, a ocupação dos espaços na quadra, a comunicação entre os jogadores, as movimentações de ataque e defesa etc.

Procure fazer os alunos perceberem essa modalidade esportiva como um conhecimento a ser elaborado, enfatizando que todos poderão jogar melhor se compreenderem a dinâmica tática do jogo.

Faça uma reflexão com os alunos sobre as considerações apresentadas na seção “Para Começo de Conversa”, no Caderno do Aluno, nas páginas 26, 27 e 28.

 

Etapa 3 – Iniciando a Sistematização

 Após a análise tática dos jogos praticados pelos alunos, proponha novas situações

de jogos.

Observe se eles tentam seguir as recomendações feitas na etapa anterior quanto à movimentação individual e coletiva, à circulação de bola, à ocupação dos espaços etc. Procure interromper a partida sempre que necessário, a fim de mostrar seu posicionamento e o da equipe adversária, além de pontuar as principais regras da

modalidade.

Coordene a pesquisa com os alunos sobre o significado dos gestos da arbitragem e solicite que completem a atividade na seção “Pesquisa individual”, na página 29 e, depois, chame a atenção para a seção “Curiosidade”, no Caderno do Aluno, na página 32, ambas do Caderno do Aluno.

BAYER, Claude. O ensino dos desportos colectivos. Lisboa: Dinalivros, 1994. O autor discute o processo de ensino dos espor tes coletivos, apresentando os princípios operacionais comuns às modalidades esportivas.

 

BORSARI, José Roberto. Handebol. In: BORSARI, José Roberto; FACCA, Flávio Berthola. Manual de educação física. São Paulo: EPU, 1977. v. 1. O autor aborda o processo de ensino e aprendizagem do handebol, enfatizando aspectos técnicos dos fundamentos do esporte.

 

GARGANTA, Júlio. Para uma teoria dos jogos desportivos colectivos. In: OLIVEIRA, José; GRAÇA, Amândio (ed.). O ensino dos jogos desportivos. 2. ed. Porto: Universidade do Porto, 1995. p. 11-25. O autor propõe uma discussão sobre o processo de ensino e aprendizagem das modalidades esportivas coletivas.

 

GRECO, Pablo Juan. Iniciação esportiva universal: metodologia da iniciação esportiva na escola e no clube. 1. reimpr. Belo Horizonte: UFMG, 2007. v. 2. O autor trata da iniciação esportiva na escola e no clube, mostrando as particularidades técnicas e os métodos de treinamento para o esporte coletivo.

 

KNIJNIK, Jorge Dorfman. Handebol. São Paulo: Odysseus, 2009. O autor valoriza a dinâmica criativa presente na modalidade esportiva, ressalta aspectos como a autonomia e propostas inovadoras.

 

KUNZ, Elenor (Org.). Didática da Educação Física 2. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2005. O livro traz diferentes possibilidades para pensar a transformação do tratamento de alguns temas e conteúdos. Destaque para a Unidade 6, que aborda o handebol.

 

SANTOS, Ana Lúcia Padrão dos. Manual de minihandebol. Rio de Janeiro: Sprint, 2003. O livro apresenta sugestões à iniciação esportiva no handebol, com adaptações nas condições oficiais da modalidade esportiva para a realização de jogos reduzidos.

 

COSTA, Luciene C. A.; NASCIMENTO, Juarez Vieira do. O ensino da técnica e da tática: novas abordagens metodo ló gicas. Revista da Educação Física, UEM, Maringá, v. 15, n. 2, p. 49-56, jul./dez. 2004. Dis ponível em: <http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/3421/2445>. Acesso em: 11 nov. 2013. Os autores fazem uma análise bibliográfica sobre as metodologias de ensino dos esportes coletivos, apresentando algumas abordagens a respeito da técnica e da tática.

 

Confederação Brasileira de Handebol. Disponível em: <http://www.brasilhandebol.com.br/>. Acesso em: 11 nov. 2013. Traz informações sobre a história do esporte, o espaço para a arbitragem e informações gerais sobre campeonatos pelo país; também disponibiliza artigos científicos sobre o handebol em sua biblioteca digital.

 

Federação Paulista de Handebol. Disponível em: <http://www.fphand.com.br>. Acesso em: 11 nov. 2013. Disponibiliza informações sobre a história do esporte no Brasil, suas regras, informações sobre campeonatos, galeria de fotos, áudios e vídeos.

História

TEMA: Esporte - Modalidade Coletiva: handebol

6- Qualificando o jogo de handebol

Competências e habilidades: compreender e realizar os princípios operacionais do esporte coletivo aplicados a situações específicas do handebol; elaborar pensamento tático individual e coletivo; praticar situações reduzidas do handebol.

 

Sequência Didática

Etapa 1 – Conservação e circulação da bola no ataque

 

Divida a turma em grupos de seis alunos.

Peça aos grupos que escolham diferentes lugares para se posicionar na quadra. Com um giz, eles deverão desenhar um círculo de aproximadamente 1 m de raio, onde colocarão um cone (ou garrafa PET), que será o alvo a ser defendido.

Peça que iniciem jogos rápidos de 3 x 3, trocando passes com as mãos, tentando acertar o alvo.

Posteriormente, pode-se repetir a atividade realizando jogos com equipes maiores (4 x 4, 5 x 5 e 6 x 6), tomando o cuidado de aumentar o círculo em torno do alvo.

Durante a realização da atividade, explique o movimento de progressão, enfatizando

que é uma forma de deslocamento típica do handebol.

Apresente as diferentes formas de passe utilizadas no handebol, mostrando-as sempre associadas à sua utilização no jogo, para que as exigências técnicas

e táticas não se dissociem.

 

Etapa 2 – Progressão da bola e da equipe

 

Organize os alunos em grupos de seis, posicionando-os nas extremidades da quadra (metade de cada lado).

Um primeiro grupo partirá de uma das extremidades em direção à outra conduzindo a bola, enquanto o outro se posicionará para defender.

Deixe o jogo acontecer até a conclusão do ataque.

 Após a finalização do lance, a equipe que defendeu deve se deslocar em direção à extremidade oposta, com o objetivo de atacar outro grupo de alunos, posicionado para defender.

 

Etapa 3 – Organizando a defesa

 

Utilize a mesma organização da etapa anterior, enfatizando, porém, o posicionamento

dos jogadores na defesa.

Inicialmente, solicite aos alunos que realizem marcação individual, em que cada jogador da defesa se responsabiliza por um atacante.

Posteriormente, explique o posicionamento dos jogadores na defesa por zona 6:0, na

qual todos os defensores se localizam em torno da área de 6 m. Explique também as

organizações defensivas 5:1 e 4:2, em que um ou dois alunos avançam em relação

aos colegas e marcam a equipe atacante um pouco mais à frente, como forma de forçar o distanciamento da equipe que ataca em relação à baliza.

Explique que, no caso da defesa por zona, o deslocamento dos defensores ocorre em

bloco, de acordo com a posição da bola no espaço. Proponha que o grupo que defende, ora se desloque somente pela lateral, ora se desloque para a frente, aproximando-se dos atacantes, para que os alunos assimilem a importância de se intercalar essas formas de deslocamento defensivo.

Após a recuperação da bola, a equipe defensora pode construir o contra-ataque, aproveitando as diferentes situações que a atividade em si potencializa.

 

Etapa 4 – O Handebol completo

 

Inicialmente, o jogo pode ocorrer em meia-quadra, com quatro equipes jogando

simultaneamente, aproveitando assim o espaço; e, posteriormente, na quadra toda, para que os alunos coloquem em prática as experiências desenvolvidas nas aulas anteriores, como a transição da defesa para o ataque, a conservação e a circulação da bola no ataque e a organização defensiva.

Divida os alunos em equipes e sugira que escolham a melhor forma de organização

defensiva, com marcação individual ou por zona (6:0, 5:1 ou 4:2).

Sugira também que eles alterem os sistemas defensivos em função da organização da equipe adversária.

É importante interromper o jogo sempre que necessário, para corrigir o posicionamento dos alunos, explicar os sistemas de jogo, problematizar com eles as possibilidades de cada jogada, além de enfatizar as regras do handebol.

Em seguida, solicite que os alunos respondam as questões da seção “Você Aprendeu”, no Caderno do Aluno, páginas 32, 33 e 34.

BAYER, Claude. O ensino dos desportos colectivos. Lisboa: Dinalivros, 1994. O autor discute o processo de ensino dos espor tes coletivos, apresentando os princípios operacionais comuns às modalidades esportivas.

 

BORSARI, José Roberto. Handebol. In: BORSARI, José Roberto; FACCA, Flávio Berthola. Manual de educação física. São Paulo: EPU, 1977. v. 1. O autor aborda o processo de ensino e aprendizagem do handebol, enfatizando aspectos técnicos dos fundamentos do esporte.

 

GARGANTA, Júlio. Para uma teoria dos jogos desportivos colectivos. In: OLIVEIRA, José; GRAÇA, Amândio (ed.). O ensino dos jogos desportivos. 2. ed. Porto: Universidade do Porto, 1995. p. 11-25. O autor propõe uma discussão sobre o processo de ensino e aprendizagem das modalidades esportivas coletivas.

 

GRECO, Pablo Juan. Iniciação esportiva universal: metodologia da iniciação esportiva na escola e no clube. 1. reimpr. Belo Horizonte: UFMG, 2007. v. 2. O autor trata da iniciação esportiva na escola e no clube, mostrando as particularidades técnicas e os métodos de treinamento para o esporte coletivo.

 

KNIJNIK, Jorge Dorfman. Handebol. São Paulo: Odysseus, 2009. O autor valoriza a dinâmica criativa presente na modalidade esportiva, ressalta aspectos como a autonomia e propostas inovadoras.

 

KUNZ, Elenor (Org.). Didática da Educação Física 2. 3. ed. Ijuí: Unijuí, 2005. O livro traz diferentes possibilidades para pensar a transformação do tratamento de alguns temas e conteúdos. Destaque para a Unidade 6, que aborda o handebol.

 

SANTOS, Ana Lúcia Padrão dos. Manual de minihandebol. Rio de Janeiro: Sprint, 2003. O livro apresenta sugestões à iniciação esportiva no handebol, com adaptações nas condições oficiais da modalidade esportiva para a realização de jogos reduzidos.

 

COSTA, Luciene C. A.; NASCIMENTO, Juarez Vieira do. O ensino da técnica e da tática: novas abordagens metodo ló gicas. Revista da Educação Física, UEM, Maringá, v. 15, n. 2, p. 49-56, jul./dez. 2004. Dis ponível em: <http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/3421/2445>. Acesso em: 11 nov. 2013. Os autores fazem uma análise bibliográfica sobre as metodologias de ensino dos esportes coletivos, apresentando algumas abordagens a respeito da técnica e da tática.

 

Confederação Brasileira de Handebol. Disponível em: <http://www.brasilhandebol.com.br/>. Acesso em: 11 nov. 2013. Traz informações sobre a história do esporte, o espaço para a arbitragem e informações gerais sobre campeonatos pelo país; também disponibiliza artigos científicos sobre o handebol em sua biblioteca digital.

 

Federação Paulista de Handebol. Disponível em: <http://www.fphand.com.br>. Acesso em: 11 nov. 2013. Disponibiliza informações sobre a história do esporte no Brasil, suas regras, informações sobre campeonatos, galeria de fotos, áudios e vídeos.

Atividade Avaliadora

Observe os alunos durante o desenvolvimento das Situações de Aprendizagem,

avaliando suas ações e seu entendimento a respeito das atividades propostas.

Analise as decisões tomadas pelo grupo ao longo das atividades e suas ações em relação à dinâmica do handebol, ou seja, a forma com que demonstram ter apreendido os princípios operacionais do jogo.

Observe e analise também as decisões tomadas pelo grupo durante os jogos, para verificar se compreenderam as regras no que se refere às funções dos jogadores

e às ações de ataque/defesa.

No percurso de aprendizagem, sugira a redação de textos-síntese sobre aquilo que foi

trabalhado e vivenciado na quadra, ou faça questionamentos orais, individualmente ou

em grupo, como forma de avaliar o que compreenderam.

Ao longo das aulas podem ser apresentadas algumas questões, como:

- De que forma uma equipe de handebol deveria se comportar em situação de defesa?

- De que forma uma equipe de handebol deveria se comportar em situação de ataque?

- Quais poderiam ser as estratégias escolhidas para a equipe defensora?

- Quais poderiam ser as estratégias escolhidas para a equipe atacante?

Procure, ao longo de cada Situação de Aprendizagem, estimular os alunos a realizarem discussões, problematizações e sínteses que os auxiliem a assimilar a dinâmica tática do handebol.

Discuta as possibilidades de ações defensivas e ofensivas vivenciadas em cada Situação de Aprendizagem.

É importante garantir o entendimento da necessidade de organização coletiva

em detrimento de ações individuais no jogo.

Proposta de Situações de Recuperação

- Pesquisas sobre o esporte em sites ou em outras fontes, para posterior apresentação;

- Resolução de outras situações-problema não contempladas na Atividade Avaliadora,

referentes aos processos técnico-táticos do handebol.

TEMA: Atividade rítmica: noções gerais sobre ritmo e jogos rítmicos

7- Apresentação ritmada

Competências e habilidades: perceber o ritmo do próprio corpo, a partir da apropriação de informações pelos órgãos dos sentidos e da expressão corporal..

 

Sequência Didática

Etapa 1 – Ritmo da Respiração

 Solicite aos alunos que se deitem no chão ou sobre o material disponível (colchonete, lençol etc.), fechem os olhos e se concentrem, sem conversar.

Com voz suave e pausada, peça aos alunos que atentem para sua própria respiração:

para o momento da inspiração e para o da expiração.

Para tanto, o aluno poderá colocar uma das mãos sobre o abdome para perceber

que este sobe no momento da inspiração, e desce no da expiração.

Oriente-os para que procurem diminuir, cada vez mais, a velocidade da respiração. Conte dois tempos para a inspiração e dois para a expiração; repita dez vezes, aproximadamente.

Depois, passe a contar quatro tempos para a inspiração e quatro para a expiração, pedindo que atentem à dosagem/controle da quantidade de ar que entra e sai de seus pulmões.

Dependendo do controle respiratório, é possível realizar os exercícios contando oito tempos para a inspiração e oito para a expiração.

Tal contagem de tempos pode ser utilizada também em exercícios com emissão de sons vocais. Ou seja, contar dois, quatro e/ou oito tempos para a inspiração e oito para a expiração emitindo “xi”, ou “tsi”, vogais etc. (dez vezes, aproximadamente).

Os mesmos exercícios deverão ser propostos para os alunos em postura ereta (coluna reta). Nesse momento, eles deverão se sentar distribuindo o peso do corpo equilibradamente sobre os ísquios (ossos do quadril), e atentar à diferença do movimento de respiração quando estão deitados ou sentados.

A seguir, solicite que fiquem por algum tempo com a mão direita sobre o coração, sentindo seus batimentos, a aceleração e/ou desaceleração.

Outra possibilidade é perceber a pulsação apoiando os dedos da mão, indicador e médio, sobre o punho (artéria radial) ou sobre o pescoço (artéria carótida).

Os dois últimos exercícios também poderão ser realizados em dupla, de modo que

um aluno perceba a pulsação e a respiração do outro, faça comparações entre velocidades etc.

Em seguida, peça que os alunos respondam as questões da seção “Para Começo de Conversa”, no Caderno do Aluno, nas páginas 35 e 36, e faça uma reflexão com os mesmos sobre as considerações apresentadas nas questões.

 

Etapa 2 – Câmera Lenta

 Em atividades que envolvam locomoção, proponha aos alunos que brinquem de “câmera lenta”, ou seja, que executem os movimentos corporais da maneira mais lenta possível. Assim, o aspecto cíclico do andar, por exemplo, poderá ser percebido.

Sugira que andem lentamente sobre uma linha reta imaginária ou desenhada no chão com giz.

Eles devem atentar para o momento de início da ação, ou da saída da inércia, quando avançam a perna direita à frente, apoiando primeiro apenas o calcanhar, seguindo para a planta dos pés, transferindo o peso corporal para esse membro inferior, enquanto o outro é deslocado para a frente. Quando o calcanhar do outro membro inferior tocar o solo, inicia-se a transferência do peso do corpo, momento em

que o calcanhar já perdeu contato e os artelhos (dedos dos pés) estão prestes a entrar em fase aérea. Nesse momento, empurra-se o chão para trás, para terminar a transferência do peso do corpo e iniciar o deslocamento do membro inferior para a frente, em fase aérea, e assim sucessivamente.Depois de atentar aos movimentos das

passadas, peça que observem a movimentação de pêndulo dos braços, percebendo que, quando a perna direita vai à frente, o braço direito está atrás, e vice-versa. O mesmo processo pode ser repetido engatinhando, rastejando etc.

Se possível, filme a atividade e, depois, passe as imagens para os alunos perceberem os detalhes e o aspecto cíclico de sua movimentação.

Outra possibilidade é explorar o andar para trás e para os lados, destacando (numa sequência de quatro tempos) que o início da ação, o tempo 1 (o primeiro movimento da perna), é o mais forte, pois é o que provoca a saída da inércia.

Solicite que os alunos preencham a tabela na seção “Pesquisa Individual”, no Caderno do Aluno, na página 37.

 

Etapa 3 – No ritmo do funk

 Disponha os alunos em círculo e convide-os a realizar a seguinte sequência:

1. bater palmas;

2. estalar os dedos da mão direita;

3. bater outra palma;

4. bater a mão direita, seguida da esquerda, sobre o peito.

Repita a sequência com os alunos até que eles desenvolvam a coordenação dos movimentos das mãos e dos braços.

Execute-a também andando e contando mentalmente quatro tempos.

Para aumentar o grau de dificuldade, peça aos alunos que digam uma palavra exatamente no momento em que estalam os dedos.

Pode-se acelerar gradativamente a velocidade de execução da sequência, aumentando seu grau de dificuldade e trazendo elementos que permitam

estabelecer comparações rítmicas (mais lento ou mais rápido, mais fraco ou mais forte).

Outro aspecto a destacar é que a diferença de timbres, ou seja, a diferença dos sons extraídos ao tocar diversas partes do corpo (dedo com dedo no estalo, mão com mão na palma, mão no peito) auxilia no desenvolvimento da percepção rítmica dos sons ouvidos na realização dos movimentos.

Quando os alunos adquirirem maior habilidade na execução da sequência, destaque que esse é o ritmo do funk (compasso quaternário).

Em seguida, solicite que os alunos assinalem as alternativas corretas das questões na seção “Você Aprendeu”, nas páginas 41 e 42 do Caderno do Aluno, e depois que preencham os campos vazios na seção “Desafio!”, nas páginas 44 e 45 do Caderno do Aluno.

IDLA, Ernst. Movimiento y ritmo: juego y recreación. Buenos Aires: Paidós, 1972.

Com base em uma visão integral do corpo humano, o autor demonstra como o ritmo é uma questão central para a educação do, para e pelo movimento, apresentando exercícios que podem ser aplicados em jogos, modalidades esportivas etc.

 

LABAN, Rudolf von. Domínio do movimento. 3. ed. São Paulo: Summus, 1978. Compreendendo o movimento humano como força de vida, o autor discorre sobre os fatores do movimento (peso, espaço, tempo e fluência), oferecendo subsídios para despertar as várias dimensões de um trabalho de consciên cia corporal e destacando

aspectos relacionados à noção de ritmo.

 

SIMÕES, Rosa Maria Araújo. Artes cênicas e música: expressões do lúdico no folclore brasileiro. In: SCHWARTZ, Gisele Maria (Org.). Dinâmica lúdica: novos olhares. Barueri: Manole, 2004. p. 33-54. Situa a questão do folclore e sua relação com o lúdico, expressa em manifestações rítmicas das culturas populares brasileiras, tais como o cacuriá maranhense e a capoeira angola baiana. Inclui descrições coreográficas, letras e partituras das músicas.

 

LIMA, Sonia A. de; RÜGER, Alexandre C. L. O trabalho corporal nos processos de sensibilização musical. OPUS: Revista da ANPPOM, Goiânia, v. 13, n. 1, p. 97-118, jun. 2007. Disponível em: <http://www.anppom.com.br/opus/data/issues/archive/13.1/files/OPUS_13_1_full.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2013. Os autores dialogam com importantes educadores que enfatizaram a importância da prática corporal vivenciada, com destaque para Émile J. Dalcroze, criador da euritmia, uma pedagogia fundamentada no movimento corporal, na percepção auditiva e no improviso. Nesse artigo, estabelecem também relação com o trabalho desenvolvido pelo grupo brasileiro de percussão corporal Barbatuques.

 

STOROLLI, Wânia. Performance e criação: considerações sobre a aplicação da respiração vivenciada. OPUS: Revista da ANPPOM, Goiânia, v. 13, n. 1, p. 119-132, jun. 2007. Disponível em: <http://www.anppom.com.br/opus/data/issues/archive/13.1/files/OPUS_13_1_full.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2013. A autora apresenta a prática de respiração que envolve movimento e voz, denominada “respiração vivenciada”, com base na qual é possível evidenciar as relações entre movimento, respiração e canto.

 

Barbatuques. Disponível em: <http://www.barbatuques.com.br>. Acesso em: 11 nov. 2013. Site do grupo de percussão corporal Barbatuques, disponibiliza vídeos de shows e oficinas.

 

Tom Zé. Jogos de armar – CD auxiliar (cartilha de parceiros). Rio de Janeiro: Trama, 2000. 1 CD. Explora a diversidade de ritmos brasileiros, as descontinuidades no fluir, a comparação.

 

Palavra Cantada. Canções do Brasil. São Paulo: MCD World Music, 2006. 1 CD.CD-livro que destaca a diversidade de ritmos brasileiros. Apresenta músicas interpretadas por crianças e adolescentes de diferentes estados do Brasil, incluindo ritmos, como do Olodum da Bahia, o maracatu de Pernambuco, o samba do Rio de Janeiro, o bumba meu boi do Maranhão e o rap de São Paulo.

Arte

TEMA: Atividade rítmica: noções gerais sobre ritmo e jogos rítmicos

8- No passo do compasso

Competências e habilidades: identificar o ritmo dos movimentos baseados em compassos binários, ternários e quaternários; relacionar os diferentes compassos ao ritmo de algumas músicas e danças.

 

Sequência Didática

Etapa 1 – Compasso 4 / 4

 Para trabalhar em compasso quatro por quatro, peça aos alunos que:

1. deem um passo à frente com a perna direita (percebendo nessa ação o tempo 1,

mais forte);

2. em seguida, um passo à frente com a perna esquerda (tempo 2);

3. depois, um passo com a perna direita para trás (retornando à posição inicial, tempo 3);

4. por fim, um passo para trás com a perna esquerda (também retornando à posição

inicial, tempo 4).

Repita a sequência várias vezes: um, dois, andando para frente; três, quatro, andando

para trás, até que ela seja assimilada.

Mantenha a marcação de quatro tempos com as passadas e solicite aos alunos que batam palmas no tempo 1.

Pode-se começar a atividade num andamento (velocidade de execução) de 60

batidas por minuto (uma batida por segundo) e depois acelerar.

Quando adquirirem maior habilidade na execução, destaque as manifestações rítmicas brasileiras que têm como base o compasso quaternário, como marchinhas de

carnaval, marcha-rancho etc.

 

Etapa 2 – Tique-taque

 Disponha os alunos em círculo e proponha uma exercitação do compasso binário: conte os tempos “um, dois”, “um, dois”, sucessivamente, como se fossem as batidas do tique-taque do relógio.

Pode-se também vocalizar tique-taque (sendo o tique o primeiro tempo, e o taque o segundo), batendo duas palmas, ao dizer tique, e batendo uma vez as mãos abertas sobre as coxas, ao dizer taque.

Depois de coordenada a sequência, solicite aos alunos, ainda dispostos em círculo, que deem passadas para a lateral direita, afastando a perna direita no tempo 1 e unindo a perna esquerda à direita no tempo 2, e assim sucessivamente.

Aumente a velocidade de execução gradativamente.

Eles perceberão que, quanto

mais rápido for o ritmo, mais curtas deverão ser as passadas, e que, quanto mais lento, mais amplas elas se tornam.

O mesmo pode ser feito explorando o deslocamento no espaço, propondo que caminhem livremente em diferentes direções.

Quando eles adquirirem maior habilidade na execução, destaque as manifestações rítmicas brasileiras que têm como base o compasso binário, como samba, maculelê, frevo etc.

 

Etapa 3 – Estátua 1: ao som das batidas

 Para trabalhar o compasso ternário, marque uma sequência de três tempos, percutindo um pandeiro ou atabaque (lata, balde etc.).

Repita seguidamente a sequência, sendo o tempo 1 mais forte, o 2 de força intermediária e o 3 fraco.

Peça então aos alunos que se desloquem pelo espaço, respeitando o ritmo ditado e a seguinte regra: na ausência de som, eles deverão permanecer imóveis, voltando a se mover quando o som for reiniciado.

Varie a aceleração dos toques.  

Quando eles adquirirem maior habilidade na execução da sequência, destaque a valsa como manifestação rítmica que tem como base o compasso ternário.

Nesse momento, aproveite para retomar o compasso quaternário e trabalhar o saltito

(num andamento de 120 batidas por minuto).

Repita uma sequência de quatro tempos.

Os alunos deverão saltitar para frente nos quatro primeiros tempos, para trás nos quatro tempos seguintes, e assim sucessivamente.

Eles poderão emitir sons fortes, acentuados no primeiro tempo (a vogal “a”, a sílaba “rá”, “pá”, “que” etc.), que coincidirão com a saída da inércia (quando estão em equilíbrio estático, “estátua”) e/ou com a mudança de direção dos saltitos.

 

Etapa 4 – Estátua 2: ao som da música

 Com base nos compassos binário, ternário e quaternário, proponha a exploração dos

passos básicos de danças como:

- Xote, frevo, baião, samba, entre outros ritmos brasileiros, para o binário;

- Marcha-rancho para o quaternário;

- Valsa para o ternário.

Selecione músicas de diferentes ritmos e estilos para serem reproduzidas em aparelho de som.

A seleção musical deve destacar os momentos de pausa, a acentuação, a frequência,

as diferentes maneiras de exploração do espaço, a forma, o movimento e o repouso, a tensão e o relaxamento, as descontinuidades no fluir, a comparação e a medida.

Peça aos alunos que se movam livremente e dancem conforme sintam a música que estão ouvindo.

Pause o som a cada troca de música/ritmo, para que eles se tornem “estátuas”, parando na posição em que estiverem.

Aos poucos, sugira passos básicos das danças e/ou destaque a movimentação realizada por algum aluno, para que todos a realizem também.

Em seguida, solicite que os alunos realizem as atividades da seção “Lição de Casa” e experimente as considerações apresentadas nesta seção e também na seção “Curiosidades”, do Caderno do Aluno, nas páginas 37 a 40.

IDLA, Ernst. Movimiento y ritmo: juego y recreación. Buenos Aires: Paidós, 1972.

Com base em uma visão integral do corpo humano, o autor demonstra como o ritmo é uma questão central para a educação do, para e pelo movimento, apresentando exercícios que podem ser aplicados em jogos, modalidades esportivas etc.

 

LABAN, Rudolf von. Domínio do movimento. 3. ed. São Paulo: Summus, 1978. Compreendendo o movimento humano como força de vida, o autor discorre sobre os fatores do movimento (peso, espaço, tempo e fluência), oferecendo subsídios para despertar as várias dimensões de um trabalho de consciên cia corporal e destacando

aspectos relacionados à noção de ritmo.

 

SIMÕES, Rosa Maria Araújo. Artes cênicas e música: expressões do lúdico no folclore brasileiro. In: SCHWARTZ, Gisele Maria (Org.). Dinâmica lúdica: novos olhares. Barueri: Manole, 2004. p. 33-54. Situa a questão do folclore e sua relação com o lúdico, expressa em manifestações rítmicas das culturas populares brasileiras, tais como o cacuriá maranhense e a capoeira angola baiana. Inclui descrições coreográficas, letras e partituras das músicas.

 

LIMA, Sonia A. de; RÜGER, Alexandre C. L. O trabalho corporal nos processos de sensibilização musical. OPUS: Revista da ANPPOM, Goiânia, v. 13, n. 1, p. 97-118, jun. 2007. Disponível em: <http://www.anppom.com.br/opus/data/issues/archive/13.1/files/OPUS_13_1_full.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2013. Os autores dialogam com importantes educadores que enfatizaram a importância da prática corporal vivenciada, com destaque para Émile J. Dalcroze, criador da euritmia, uma pedagogia fundamentada no movimento corporal, na percepção auditiva e no improviso. Nesse artigo, estabelecem também relação com o trabalho desenvolvido pelo grupo brasileiro de percussão corporal Barbatuques.

 

STOROLLI, Wânia. Performance e criação: considerações sobre a aplicação da respiração vivenciada. OPUS: Revista da ANPPOM, Goiânia, v. 13, n. 1, p. 119-132, jun. 2007. Disponível em: <http://www.anppom.com.br/opus/data/issues/archive/13.1/files/OPUS_13_1_full.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2013. A autora apresenta a prática de respiração que envolve movimento e voz, denominada “respiração vivenciada”, com base na qual é possível evidenciar as relações entre movimento, respiração e canto.

 

Barbatuques. Disponível em: <http://www.barbatuques.com.br>. Acesso em: 11 nov. 2013. Site do grupo de percussão corporal Barbatuques, disponibiliza vídeos de shows e oficinas.

 

Tom Zé. Jogos de armar – CD auxiliar (cartilha de parceiros). Rio de Janeiro: Trama, 2000. 1 CD. Explora a diversidade de ritmos brasileiros, as descontinuidades no fluir, a comparação.

 

Palavra Cantada. Canções do Brasil. São Paulo: MCD World Music, 2006. 1 CD. CD-livro que destaca a diversidade de ritmos brasileiros. Apresenta músicas interpretadas por crianças e adolescentes de diferentes estados do Brasil, incluindo ritmos, como do Olodum da Bahia, o maracatu de Pernambuco, o samba do Rio de Janeiro, o bumba meu boi do Maranhão e o rap de São Paulo.

Arte

Atividade Avaliadora

Em roda, peça aos alunos que relatem do modo mais detalhado possível suas sensações na realização das atividades.

Procure avaliar suas manifestações a respeito das próprias percepções rítmicas, tanto da percepção do ritmo do próprio corpo (batimentos cardíacos, respiração) como do ritmo presente nos movimentos realizados.

Para avaliar a compreensão dos alunos sobre o ritmo dos movimentos baseados nos compassos binário, ternário e quaternário, solicite que, divididos em grupos, elaborem e apresentem pequenas sequências de movimentos em diferentes compassos: combinando deslocamentos, movimentos de braços, palmas, percussão no próprio corpo etc.

Se possível, filme as apresentações, para que sejam posteriormente assistidas e analisadas pelos próprios alunos, sob sua orientação.

Proposta de Situações de Recuperação

- Em duplas, trocar e comparar impressões e sensações na realização das diversas atividades rítmicas, registrando-as por escrito; ou

- Solicitar aos alunos que apresentaram maior facilidade na realização das atividades que auxiliem os colegas com dificuldades a elaborar e apresentar pequenas sequências rítmicas.

- Faça uma reflexão com os alunos sobre as considerações apresentadas na seção “Aprendendo a Aprender, no Caderno do Aluno, nas páginas 42, 43 e 44.

EM DESENVOLVIMENTO POR ALESSANDRA HOURNEAUX DE MENDONÇA DA COSTA RODRIGUES

Atualizado em 03/12/2014

 

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