Agrupamento de Escolas Bento Carqueja | Equipa de Bibliotecas Escolares


e-Book - «Há vida no Oceano»

A. Objetivos

B. Linhas orientadoras

1. A produção escrita será desenvolvida por ciclos de quinze dias por alunos de turmas seleccionadas de cada uma das Escolas do Primeiro Ciclo. Cada turma deverá desenvolver uma parte do conto, sendo que a sua contribuição não poderá exceder as 200 palavras.

 

2.  As ilustrações ficarão a cargo dos discentes do Ensino Pré-escolar. Estes ilustrarão a produção escrita desenvolvida na quinzena anterior pelos alunos da EB1 indicada no cronograma.

 

3. O Gestor do Projeto assegurará o cumprimento do cronograma e apoiará tecnicamente o acesso à informação. Este deverá fazer, periodicamente, cópias de segurança do trabalho desenvolvido ao longo do tempo.

Responsabilidade da atividade: Equipa das Bibliotecas Escolares

Gestor do projeto: Evandro Morgado (evandro.morgado@gmail.com)


C. Cronograma da Atvididade

 

1º Ciclo (4.º ano)

Produção de Texto 1.º Ciclo

Pré-escolar

lustração do texto elaborado pela EB1 da quinzena anterior

Data

Escola

Jardim de Infância

10 a 21 de Outubro

EB1 Nº 1 (concluído)

______

24 Out. a 4 de Novembro

EB1 Nº 2 (Lações) (concluído)

JI Nº 1 (concluído)

7 a 18 Novembro

EB1 Nº 4 (Fonte Joana) (concluído)

JI Nº 2 (Lações) (concluído)

21 Nov. a 2 de Dezembro

EB1 de Outeiro (concluído)

JI Abelheira (concluído)

16 de Dezembro a 6 de Janeiro

EB1 Ossela (concluído)

JI Vermoim (concluído)

6 Jan. a 13 de Janeiro

EB1 Cruzeiro n.º 1 (concluído)

JI Outeiro  (concluído)

16 a 27 Janeiro

EB1 Ul  (concluído)

JI Madail

30 Jan. a 14 de Fevereiro

EB1 Ponte (concluído)

JI Cavalar (Ul)

 

15 Fev. a 6 de Março

EB1 Madail

JI Cruzeiro (Santiago de Riba-UL)

7 a 16 de Março

_____

JI Igreja (Santiago de Riba-UL)

3.º Período

Compilação e execução do e-Book :: 2.º e 3.º Ciclos

EB 1/JI OAZ N.º 1

(10 a 21 de Outubro)

 

        No tempo em que a Humanidade andava muito ocupada e bastante distraída, um grupo de jovens cientistas e investigadores ocupava-se com a proteção da Natureza.

      Esse grupo tinha o nome de “CPN” (Clube dos Protetores da Natureza). Nesse grupo estavam o João, o Ricardo, a Marta e a Carolina. Estes quatro amigos interessavam-se, particularmente, pelo oceano. Saíam várias vezes no seu barco a motor para seguir algumas espécies marinhas, principalmente aquelas que estavam ameaçadas pela poluição dos mares.

       Numa dessas missões, chegados a alto mar, o barco dos quatro amigos parou inexplicadamente. Intrigados com o sucedido, pois o computador de bordo não indicava qualquer avaria, tentaram comunicar com os colegas que ficaram em terra. Mas, nenhum sinal!

      Marta e Carolina vieram ao convés e nem queriam acreditar no que viam… Ao redor do barco estavam cardumes de peixes, a perder de vista, liderados por um golfinho e por uma baleia branca.

       A baleia branca e o golfinho falavam, e disseram à Marta e à Carolina que, devido a uma fuga num petroleiro, o mar estava a ser poluído.

       - Já estamos fartos disto! – disse o golfinho com ar de quem não estava satisfeito.

      - Vocês humanos deviam ter mais cuidado! – acrescentou a baleia.

      Como estavam em alto mar, as meninas não podiam fazer coisas muito arriscadas que as pusessem em perigo. Pensaram, pensaram até que surgiu uma ideia vinda da Marta.

      - Vamos mergulhar no mar, assim pode ser que os peixes nos sigam.

      A Marta e a Carolina chamaram os seus amigos e contaram o que se estava a passar.

   Todos juntos vestiram os seus fatos de mergulho e mergulharam pelas profundezas daquele oceano. De imediato os peixes, o golfinho e a baleia branca começaram a segui-los.


EB 1/JI OAZ N.º 2 (Lações)

(24 de Outubro a 4 de Novembro)

Os jovens preocupados, levaram todos para bem longe do local poluído, para que não fossem mais prejudicados por toda aquela poluição.

Enquanto mergulhavam cada um destes jovens começaram a recordar a razão de tanto gostarem do oceano. O Ricardo por sua vez recordou todas as aventuras que outrora o seu avô viveu no mar, na terra da Lenda das Sete Cidades. A Marta e a Carolina, além de serem grandes amigas, são irmãs e partilham o gosto dos seus pais, que também são biólogos. O João desde pequeno tem a curiosidade pelas espécies marítimas e gostava de explorar mais as existentes no oceano.

Satisfeitos por terem conseguido salvar estas espécies que podiam ter morrido, decidiram fazer alguma mais por elas.

Ao regressarem ao seu barco, passava perto deles um barco da polícia marítima, aos quais informaram o sucedido e estes por sua vez comunicaram à capitania, para que tais situações não se repetissem e pudessem ser resolvidas.

No entanto, quando regressaram a terra reuniram-se todos (CPN, a polícia Marítima e o Ministério do Ambiente) para pensarem no que podiam fazer por todas as espécies marinhas ameaçadas e pelo Homem.

- Talvez consigamos desenvolver uma bactéria que se alimente do crude? – disse a Carolina.

- É isso e assim limpe todo o oceano e praias! – acrescentou a Marta.

- O melhor seria desenvolverem outra forma dos humanos deixarem de utilizar estes combustíveis fósseis que poluem o planeta e com estes desastres ecológicos destruirão o planeta Terra! – retorquiu o João.

- Embora a poluição da água possa ser acidental, a maior parte das vezes tanto a poluição no mar como em terra depende de todos nós! – comentou o Dr. Pedro (pai da Carolina e da Marta)


EB 1/JI OAZ N.º 4 (Fonte Joana)

(7 a 18 de Novembro)

O Dr. Fagundes, chefe da Polícia Marítima, interrompeu:

          - Muito bem, meus senhores, muito bonito o discurso mas eu penso que a menina Carolina é que tem razão. Vamos desenvolver essa tal bactéria!

- A bactéria podia ter um produto que ajudasse todos os animais marinhos. - exclamou a Drª Helena, mãe da Marta e da Carolina.

O Sr. Francisco, pai do João, do Ministério do Ambiente, achou boa ideia. Dr. Pedro anuiu.

Então, o CPN (Clube dos Protetores da Natureza), a PM  (Polícia Marítima) e o MA (Ministério do Ambiente), assinaram um protocolo onde se comprometiam a colaborar para resolver este problema tão grave.

O pai do João, que trabalhava para o Ministério do Ambiente, avisou:

- Com a crise económica não sei se iremos conseguir comprar o material necessário para criar a bactéria.

- Não podia contactar o Primeiro Ministro? - questionou o Dr. Fagundes.

- Talvez... - respondeu o Sr. Francisco, renitente.

A Drª Helena adiantou:

- Marca uma reunião! Tenho a certeza que ele vai ser sensível ao problema.

-Talvez pudéssemos também falar com algumas empresas petrolíferas. Certamente se mostrarão interessadas em desenvolver a bactéria.- disse o Sr. Francisco com ar pensativo.

- Sim…Sim- concordou o Dr. Fagundes- Sempre que há derrame de crude, as multas aplicadas às empresas não são nada suaves.

Entusiasmada com a ideia que de repente ganhava forma a Dr. Helena acrescentou:

- Entretanto vou falar com alguns colegas, que trabalham em laboratórios….talvez possam ajudar-nos!

Depois de distribuídas as tarefas, colocaram mãos à obra com empenho e entusiasmo.

Após alguns dias de espera, devido à agenda preenchida do Primeiro Ministro, foram recebidos por ele no Palácio de Belém. Este, ficou bastante impressionado com a ideia dos elementos do Clube dos Protetores da Natureza, resolvendo ajudá-los, começando por uma campanha de sensibilização “Para os animais ajudar…. nesta campanha deveremos participar”.

EB 1 de Outeiro

(21 de Novembro a 2 de Dezembro)

  A ideia foi genial! Marta, elemento do CPN, sugeriu que a campanha tivesse outro slogan ”Para o mar salvar… a poluição deve acabar”.

Porém, Ricardo pediu uma explicação à Marta. Ela explicou que devemos preocuparmo-nos, não só com os animais marinhos, mas sim com o mar, pois se ele desaparecer não há vida nele e, alem disso, as pessoas ficam tristes por não poderem nadar, mergulhar,…

                A Marta foi convincente e todos concordaram com a publicação dos slogans.

                O João lembrou-se que o tema do projeto Eco escolas é o mar e podiam fazer um concurso intitulado ”Recicla resíduos do mar em material escolar”. A informação circulará por e-mail para todas as escolas.

                Organizar o concurso nas férias de Natal era a prioridade dos jovens. Encontraram-se numa tarde em casa de Marta e Carolina e, bem dispostos, iniciaram o seu trabalho. Definiram objectivos: “Salvar o mar”, ”Utilizar resíduos” e ” Ser criativo”.

                O júri constituído por um biólogo, primeiro ministro e ministra do ambiente, fará a avaliação dos trabalhos elegendo os melhores.

                Em janeiro o concurso decorrerá. O primeiro ministro apoiará a comercialização da nova coleção de materiais escolares e os fundos angariados servirão para criar a bactéria.          


EB 1/JI de Ossela

(16 de dezembro a 6 de janeiro)

As escolas ficaram todas muito entusiasmadas e aderiram com muito interessa ao projecto. Contudo, surgiu um problema que tinha a ver com a forma como é que os resíduos chegariam às escolas. Os professores das várias escolas fizeram uma reunião para tentar resolver o problema e decidiram ir falar com a CPN. Este clube teve a ideia de pedir a colaboração dos pescadores. No dia seguinte marcaram uma reunião com eles e fizeram-lhes a proposta. Os pescadores ficaram muito felizes pelo convite e por participarem em tão grandioso projeto. Na realidade o mar é o seu único meio de subsistência.

Durante uma semana os pescadores fizeram essa recolha de resíduos e ficaram muito assustados porque, quando deram conta, já tinham um armazém enorme, cheio desses mesmos resíduos. O representante dos pescadores foi de imediato falar com a Marta a contar-lhe o que tinha sucedido. A Marta reunião com todos os elementos do CPN e resolveram falar com o júri do concurso sobre o que estava a acontecer e propor que o concurso passasse a ser a nível nacional.

O primeiro ministro ficou entusiasmadíssimo, mandou alterar o concurso e fazer uma divulgação em todos os telejornais, para que todas as escolas do país concorressem. Nesse mesmo dia as empresas de transportes telefonaram para as várias cadeias de televisão a oferecerem-se para levar os resíduos às escolas. Estava lançado um desafio de uma dimensão inimaginável.


EB 1 do Cruzeiro N.º 1

(6 a 13 de Janeiro)

Houve uma grande adesão por parte das escolas, a nível nacional. A todas elas foi enviado o regulamento do concurso. Constava no mesmo, que todos os trabalhos seriam expostos num espaço público (a dar conhecimento posteriormente) no dia cinco de junho, por ocasião do Dia Mundial do Ambiente e que o trabalho vencedor iria registar a patente.

Foram-se realizando debates e palestras pelas escolas, a fim de alertar para uma alteração do comportamento em relação ao ambiente e proteção da natureza. Desses debates surgiram também sugestões muito interessantes de como cada escola iria reciclar os resíduos recebidos.

Nas aulas de expressão plástica, os alunos começaram por fazer protótipos de mesas, cadeiras, contentores, papeleiras e porta lápis com um design inovador e funcional. O Fradique, aluno do Agrupamento Bento Carqueja, sugeriu que da reciclagem do plástico poder-se-ia fazer blocos lógicos, barrinhas cuisenaire, dominós, geoplanos, sólidos geométricos e outro material para trabalhar a Matemática. Com os bocados de madeira seriam construídas as maletas para este material. Como esta, surgiram outras ideias muito criativas para serem concretizadas.


EB 1 de Ul

(16 a 27 de Janeiro)

E enquanto este trabalho decorria, os elementos do CPN elaboraram vários cartazes, que espalharam por locais públicos, a lembrar a importância do mar para todos os seres vivos e para a vida do planeta, alertando para a sua preservação.

Todos trabalhavam arduamente e os elementos do CPN não eram exceção. E foi numa das reuniões em que estavam a preparar o dia da exposição que a Marta teve uma ideia:

- Como todos sabemos, esta campanha está a ser um sucesso, e a publicidade nos meios de comunicação social teve um grande papel na sua divulgação, por isso lembrei-me de fazermos um hino da campanha para que possa “andar na boca de todos” e passar assim a mensagem, de uma forma descontraída e divertida.

- Bem visto - concordou a Carolina - as músicas transmitem muitos ensinamentos e além disso ficará no ouvido de todos, mesmo após a campanha terminar.

Deitaram mãos à obra e puderam contar com a ajuda das professoras de Educação Musical que fizeram uma música bem alegre para acompanhar a letra:

“Há vida no oceano”   

O oceano procura

Uma forma de sobreviver

Mas se não colaborarmos

Isso não irá acontecer

 

O mar não pode ser poluído

Como muita gente faz

Ele está a ser destruído

- Deixem as várias espécies em paz!

 

Com as ondas ele vai cantar

E acompanhar as algas a dançar

Os peixes ele quer aconchegar

Se o Homem não o incomodar

 

O dinheiro e a riqueza

Nunca vão poder comprar

O que temos de mais belo

Mas que pode acabar

 

Todos ficaram contentes com o resultado e estavam ansiosos pelo dia da exposição.

Até que finalmente chegou o grande dia…


EB 1 da Ponte

(30 de Janeiro a 10 de Fevereiro)

No dia cinco de junho, dia anteriormente agendado para a exposição, havia uma grande azáfama junto ao Parque das Nações na cidade de Lisboa, local escolhido por todos os participantes para a realização da mesma.

                Esta exposição andava a ser noticiada em todas as redes sociais o que deixava Marta, Carolina, Ricardo e João verdadeiramente entusiasmados e expectantes sobre o resultado do concurso.

                Na porta do local do evento estava afixado o programa sobre as atividades que iam decorrer durante o dia, como forma de atrair pessoas a participar e de mostrar a importância de uma água isenta de poluição para a prática de desportos náuticos.

                Marta, Carolina, Ricardo e João, eufóricos com todas as atividades foram os primeiros a inscrever-se na canoagem. Até o ministro do ambiente quis participar na canoagem mostrando os seus dotes desportistas.

                Ao local do evento afluíam centenas de pessoas no intuito de observarem os trabalhos expostos, participarem nas atividades propostas e votarem no potencial vencedor.

                À medida que o dia avançava, os quatro amigos, mostravam-se mais excitados com a possibilidade da sua escola poder ser a vencedora. Todos se tinham empenhado bastante na execução de um eco-trabalho.

                E eis chegado o momento mais solene do dia. O primeiro-ministro, o ministro do ambiente e um biólogo sobem ao palco para anunciar o vencedor. Neste momento, todas as pessoas implicadas neste projecto cantam o hino como forma de relembrar a importância de preservar o ambiente marinho.

O momento tão ansiosamente esperado chega. O Primeiro ministro retira do saco o bilhete com o nome da escola vencedora e diz:

                - A escola vencedora é ….


EB 1 de Madail

(13 de Fevereiro a 2 de Março)

Então uma salva de palmas entoou pelo recinto, enquanto era possível ver nos rostos das crianças um misto de alegria e de tristeza. Alegria, porque todas as escolas tinham uma relação de amizade e reconheciam o trabalho demonstrado por todos, mas uma tristeza momentânea porque todos aspiravam ao prémio. Enquanto se vivia este turbilhão de emoções o Primeiro Ministro chamou ao palco o representante da escola para receber o prémio e discursar.

Então o representante da escola agradeceu o prémio e disse:

- O segredo do nosso trabalho passou pelo empenho de todos e também pela simplicidade das nossas ideias e ações. Se queremos proteger o meio ambiente devemos começar pelo que está ao nosso alcance e só depois então pensar em chegar mais longe.

Foi a vez do biólogo fazer o seu discurso:

- Antes de mais queria agradecer a presença de todos pois sem vocês esta exposição não teria sido um sucesso. Aproveito também para comunicar que conseguimos juntar o dinheiro necessário para construir a bactéria.

Os membros do CPN gritaram de alegria:

- E isto é só o princípio da luta contra a poluição!