Audiência Geral

Quarta-feira, 22 de Agosto de 1979

Aos Coroinhas de Malta

Um obrigado paternal a vós, Coroinhas da Arquidiocese de Malta, que há vários anos começastes a vir passar o período do verão em Roma a fim de prestar o louvável serviço litúrgico na Basílica Vaticana. São férias bem merecidas as vossas e, ao mesmo tempo em que dão glória a Deus, constituem prova de fé e bondade. Voltando à vossa bela ilha, sirva-vos de incitamento para progredir sem descanso no bem, o amor do Papa que abrange todos os vossos compatriotas. Com a minha Bênção Apostólica.


 
A Um Grupo De Meninos De Coro 
Da Cidade De Vicenza (Itália)

Castel Gandolfo, 05 de Setembro de 1979

 

Caríssimos Coroinhas,

Devo dizer-vos abertamente que me sinto contente em vos receber hoje todos juntas nesta casa, tão numerosos e buliçosos. E o motivo da minha alegria é duplo.

Primeiro que tudo vejo em vós rapazes cheios de vida e entusiasmo. Esperais tudo do futuro. Faz parte da natureza mesma da vossa jovem idade projetar-se para frente com todas as forças, de tal modo que sois a esperança, a reserva, quero dizer, a certeza de uma sociedade humana mais justa e melhor. Uma coisa vos recomendo: embora vejais à vossa volta muitas coisas que não estão certas, deveis considerar todas estas realidades como outros tantos motivos para vos comprometerdes ainda mais a construirdes vós, com as vossas mãos e com o vosso coração, um novo mundo, em que seja verdadeiramente possível viver em serenidade, segurança e completa confiança recíproca.

Mas existe também outro motivo pelo qual a vossa presença me dá alegria. E o motivo é que vós viveis de perto, ou melhor, desde dentro, a vida mesma da Santa Igreja de Deus. Prestando o vosso serviço à Mesa Eucarística e nas várias Celebrações Litúrgicas, vós hauris diretamente das fontes da salvação (Is 12, 3) o vigor já necessário para viver bem hoje e depois também para enfrentar com maior entusiasmo o vosso futuro. Certamente muitos de vós, se não todos, já se interrogaram sobre o próprio amanhã, sobre o que farão em adultos. Pois bem, eu estou convencido que não poucos de vós consideraram mesmo a perspectiva de servir a Deus e a Igreja como Sacerdotes, isto é, como anunciadores do Evangelho a quem o não conhece, e como Pastores amorosamente disponíveis para ajudar os outros cristãos a viverem em profundidade a sua fé e a sua união com o Senhor. Por conseguinte, digo a todos aqueles que já sentiram tal chamamento no seu coração: cultivai esta semente, confiai-vos a alguém que vos possa orientar, e, sobretudo sede generosos. A Igreja tem necessidade de vós; o próprio Senhor precisa de vós, como quando se serviu dos poucos pães de um rapazinho para saciar uma multidão de gente (Cfr. Jo 6, 9-11).

Quanto ao resto, digo-vos com as palavras de São Paulo: Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos (Flp. 4,4); de fato, como escreve a Bíblia, o sinal de um coração feliz é um rosto satisfeito (Sir 13, 32.).

Deus ama-vos e espera muito de vós. E asseguro-vos que também o Papa vos quer bem e com todo o coração vos abençoa, juntamente com os vossos Responsáveis e todos os vossos Entes queridos.


Audiência Geral
Domingo 17 fevereiro de 1980

 

O que posso dizer em uma circunstância tão familiar? E sobre os pais que vieram hoje para ver os seus filhos e também para ver o Papa? Quero dizer primeiro que tudo ama seus filhos, que enviou a Roma para serem acólitos de São Pedro. Eu já chamei de "Monsenhor" a estes miúdos...

Devo dizer que a primeira coisa que eu acho que eu sentia por eles, e estou muito contente quando tenho oportunidade de encontrá-los em circunstâncias diferentes, pois ajudam a Missa não só os sacerdotes, mas também para o Papa. Estes às vezes eu gosto muito, porque essas caras nos dão alegria e nos dá esperança, quando vemos sua devoção e piedade e seriedade com que cumprem o seu serviço, seu ministério litúrgico. Nós confiamos que esta é uma bênção não só para si, para o seu futuro, mas também para suas famílias, seus pais, irmãos e irmãs que eu vejo aqui hoje, nas paróquias, a partir do qual toda a Igreja na Itália, Diocese de origem diferente. Mais uma vez o meu agradecimento e dizer a todos, não só estes acólitos, mas todos os presentes, todas as famílias, que eu amo e os abençôo com todo meu coração.

Santa Missa da Peregrinação Internacional De Acólitos
Quarta-feira, 09 de Abril de 1980

Caros Amigos,

Sinto-me feliz em celebrar a Eucaristia, rodeado por todos vós, crianças, jovens, adultos. Habitualmente, nos diversos países da Europa que são os vossos, exerceis este ofício ao redor dos vossos sacerdotes, ou dos vossos Bispos que são os sucessores dos Apóstolos. E, esta tarde, ao redor do Bispo de Roma, que é o sucessor de Pedro, o Pastor dado pelo Cristo ao conjunto dos seus discípulos.

1. Viestes aqui para participar nas alegrias pascais da Igreja que celebra a Ressurreição do Senhor com cristãos de todos os Países. Mas vós, vós trazeis em vós esta alegria de Páscoa. Não só credes em Jesus vivo —  recebestes em vós a sua graça — mas estais disponíveis, de modo todo especial, a servir a Cristo, no desempenho do vosso serviço litúrgico; reviveis quase continuamente esta proximidade à qual o Senhor Jesus, principalmente neste período pascal, convida e admite os seus discípulos, encontrando-os e revelando-lhes a Sua Ressurreição.

Vós sabei-lo, trata-se em primeiro lugar das mulheres que foram ao seu túmulo na manhã da Páscoa; Jesus saúda-as e utiliza, pedindo-lhes que levem a Nova aos Apóstolos. É Maria Madalena que procura o seu corpo e que gostaria de reter Jesus, quando Ele a chama pelo seu nome. São os discípulos de Emaús que caminham com Ele, pedem-Lhe que fique com eles, e reconhecem-n'O na fração do pão. São os Apóstolos e, em particular, Tomé, aos quais Jesus ressuscitado mostra as suas mãos e os seus pés e confia o Evangelho para o mundo inteiro. E Pedro e Tiago. São ainda os Apóstolos que O reconhecem no curso da sua pesca laboriosa e que Jesus convida para a sua refeição à beira do lago. São quinhentos discípulos aos quais Ele aparece, como diz São Paulo, o convertido. Jesus fê-los entrar uns e outros na fé plena, a ponto de eles poderem dizer como Tomé: "Meu Senhor e meu Deus". Preparou-os para viverem continuamente na Sua presença invisível, na paz e na alegria. Deu-lhes o Seu Espírito. Fê-los suas testemunhas aos olhos dos outros. Em resumo, introduziu-os na Sua vida intima e gloriosa.

Hoje, o mesmo Senhor Jesus, elevado ao céu, está presente e age nos sacramentos da Igreja, principalmente na Eucaristia. E vós, associados ao serviço litúrgico do altar, tendes a honra e a felicidade de vos aproximardes intimamente deste Cristo.

2. Certamente a liturgia não esgota toda a atividade da Igreja. Há uma grande parte de anúncio, de catequese, de pregação, para despertar a fé, nutri-la, educá-la. E vós próprios, vós sois os beneficiários desta ação. Há a oração pessoal, em que cada um deve falar ao Senhor em segredo, ou com os seus amigos. Há todas as obras de apostolado e de caridade: o amor é o sinal pelo qual se reconhecem os discípulos de Cristo. Mas a liturgia é o clímax para o qual tende toda a ação da Igreja, e a fonte donde brota toda a sua força (cfr. Constituição Sacrosanctum Concilium, 9-10).

É nela que se estabelece a Aliança com Deus, que o povo é santificado, presta glória a Deus; estreita os seus laços com a Igreja e fortalece a sua caridade. Durante e desde o grande Concílio Vaticano II, a Igreja quis restaurar a liturgia, para que exprima com mais clareza estas realidades santas e  a fim de que o povo cristão possa participar nela mediante uma celebração plena, ativa e comunitária (cfr. ibid, 21). É preciso que esta celebração, embora na sua simplicidade, seja sempre bela e digna, e conduza os participantes a entrarem na ação santa de Jesus, que nos fez entender a sua palavra, se oferece em sacrifício e nos une ao seu Corpo. Eu próprio, por ocasião da Quinta-Feira Santa, escrevi uma carta a todos os Bispos e, por eles, a todos os sacerdotes, sobre o sentido da Eucaristia, e sobre a maneira de celebrá-la.

Vós, ao lado do sacerdote, o único que age em nome de Cristo, exerceis uma função destinada a realçar a grandeza do mistério eucarístico. Ouvi o que disseram todos os Bispos reunidos em Concílio: "Nas celebrações litúrgicas, limite-se cada um, ministro ou simples fiel, exercendo o seu oficio, a fazer tudo e só o que é de sua competência, segundo a natureza do rito e as leis litúrgicas. Os que servem ao altar — é este precisamente o vosso papel de ministrantes — os leitores, comentadores e elementos do grupo coral desempenham também um autêntico ministério litúrgico. Exerçam, pois, o seu múnus com piedade autêntica e do modo que convém a tão grande ministério e que o Povo de Deus tem o direito de exigir" (ibid, 28-29).

E acrescentei recentemente na minha carta: "As possibilidades criadas pela renovação litúrgica pós-conciliar, são muitas vezes utilizadas de molde a tornar-nos testemunhas e participantes da autêntica celebração da Palavra de Deus. Vai aumentando também o número das pessoas que tomam parte ativa numa tal celebração" (n. 10).

Isto vale em primeiro lugar para os jovens que são "servidores", "ministrantes" — ou como se diz segundo os Países, "chierichetti", "meninos de coro", "grands cleres", "Messdiener", que acompanham o sacerdote no altar, rezam junto dele, apresentam-lhe tudo o que lhe é necessário para o santo sacrifício, em resumo, exercem quase a função de acólitos, embora não tenham recebido este ministério. Há também outras funções necessárias à digna celebração. Penso na função de "leitores", pelo menos para os maiores; na de "cantores", principalmente no âmbito das "scholae cantorum", para as crianças, os jovens e os adultos. Esta responsabilidade tornou-se, de fato, própria de toda a comunidade e, portanto, dos leigos, homens e mulheres: se ela é bem exercida, é toda a celebração que se torna mais significativa e mais fervorosa. Poderíamos citar ainda, por exemplo, os que participam na procissão das ofertas: estas ofertas simbolizam tudo o que a assembléia eucarística traz de si mesma como oferenda a Deus, e oferece em espírito, e entre elas o pão e o vinho que se tornarão o corpo e o sangue do Senhor.

Mas, caros amigos, tudo isto se deve preparar. Precisais compreender a liturgia, prender-vos ainda mais ao Cristo e à Igreja, de muitas maneiras. É o papel educativo das vossas equipes de reflexão e de apostolado.

É preciso, em particular, que aqueles que são encarregados de ler ou de cantar os textos bíblicos, conheçam bem o sentido desta palavra de Deus, se apliquem a meditá-la, aprendam a proclamá-la com respeito e clareza, para que seja bem entendida, compreendida e sirva para a edificação de todos.

Ao dizer isto, insisto muito em que os padres e os educadores consagrem a esta preparação todo o cuidado e o tempo necessários.

Ah, como gostaria de ver em todos os lugares a liturgia restaurada na sua dignidade, e realizada verdadeiramente como a ação sagrada por excelência, já que ela nos põe em comunicação com o Cristo três vezes santo! Como desejaria que os fiéis participassem ativamente nela, com a fé, o respeito, a devoção, o recolhimento, e também com o entusiasmo que convêm. Ora, vós tendes a possibilidade de poder contribuir para isto em grande medida. Sei que já muitos o fazem nos vossos países, se bem que, infelizmente, em certos sítios, se negligencie este serviço e se caia, sob pretexto de simplicidade, em celebrações sem vigor, em que o caráter sagrado e festivo corre o perigo de desaparecer. Pela minha parte, tive na Polônia, em particular na minha diocese de Cracóvia, experiências inesquecíveis, em que os jovens contribuíam em parte considerável para a beleza e vitalidade da missa.

3. Retornemos agora ao Evangelho deste dia. É, de certo modo, o ponto central de cada uma das nossas Missas. Tal como os discípulos de Emaús, também nós ouvimos o Senhor que nos fala do sentido da sua morte, da sua ressurreição, do que Ele espera de nós. E o celebrante, tal como Jesus, vo-lo explica. Mas isto não basta. O Senhor, na pessoa do seu ministro, abençoa e parte o pão. E sob a aparência do pão, os vossos olhos, educados pela fé, estão certos de reconhecê-lo. Este reconhecimento, esta proximidade de Jesus e, mais ainda, o fato que vós mesmos recebeis, depois de uma digna preparação este ‘Pão de vida que é. O Seu Corpo enchem-vos de uma alegria indizível, porque amais o Senhor, Faço votos por que esta experiência, que renovais freqüentemente ao lado do celebrante; deixe marcas duradouras na vossa vida. Certamente não estais dispensados dos esforços, porque há o perigo de vos "habituardes" a estes gestos que vedes tão de perto e tão freqüentemente, e de não reconhecerdes suficientemente o Amor do vosso Salvador, que se aproxima e vos acena: É preciso que o vosso coração esteja vigilante, é preciso que a oração mantenha em vós o desejo do Seu encontro, e é preciso também que, depois da Missa, compartilheis com os outros o amor recebido.

O vosso serviço, caros amigos, associa-vos, portanto, ao sagrado ministério do sacerdote que celebra a Eucaristia e os outros Sacramentos, em nome do próprio Cristo. Mas tereis sempre entre vós, os sacerdotes que desejais e dos quais o povo de Deus não pode prescindir? Vós sabeis quanto é grande a necessidade que os vossos Países têm de vocações sacerdotais. Dirigindo-me às crianças e aos jovens aqui presentes, digo-lhes: E tu nunca pensaste que o Senhor Jesus talvez te convide para uma intimidade maior com Ele? Para um serviço mais elevado, para uma doação radical, precisamente como Seu sacerdote, seu ministro? Que imensa graça seria para ti, para a tua família, para a tua paróquia, para as comunidades cristãs que esperam sacerdotes! Certamente esta graça não é coativa... "Se tu quiseres", dizia Jesus. Mas muitos jovens —  também hoje — têm ainda o gosto do risco! Estou certo que muitos deles são capazes de deixar tudo para seguirem Jesus e continuar a Sua Missão. Em todo o caso, deveis pôr-vos lealmente a pergunta. O modo como realizais desde agora o vosso serviço, prepara-vos para responder ao chamamento do Senhor.

E ao terminar o meu colóquio convosco, expresso a minha esperança de que toda a comunidade vos ajudará a apreciar as vossas funções litúrgicas e a realizá-las do modo mais perfeito possível, para permitir aos participantes em toda a celebração uma renovação de fé e de caridade em Cristo.

Quero que vós saibais que o Papa vos ama e conta muito convosco. Abençôo com todo o meu coração e deixo-vos com estas palavras: "Servi o Senhor com alegria!".

Aos coroinhas do pré- Seminário de São Pio X

Sábado, 28 fevereiro de 1987

 

Queridos alunos de São Pio Pré- seminário São Pio X!

Estou muito contente em recebê-lo para este público especial dado a você, e com grande afeto que vos saúdo, seus pais e parentes, que vieram de longe para visitá-lo, e seus sacerdotes, que, com dedicação e cuidado para a sua formação cultural espiritual.

Sua presença, de forma alegre e devoto, um grande conforto para mim, porque mostra o seu amor à Igreja e ao Papa, e também o seu compromisso de testemunho e experiência da fé cristã.

Seu serviço na Basílica de São Pedro é não só útil, mas também edificante. Na verdade, vindo de Roma e os sacerdotes de todo o mundo, ansiosos para celebrar o Santo Sacrifício da Missa no maior templo da cristandade. E você, pontual, atencioso e dedicado, que esteja pronto ao seu serviço todos os dias. Sua colaboração é certamente bem e impressionar os fiéis presentes, e, por conseguinte, exorto-vos a ser sempre diligentes e fervorosos em sua tarefa: sentir-se honrado em servir como ministros de Deus, na Basílica de São Pedro! Seja especialmente feliz por servir a Jesus presente no altar!

Este compromisso generoso de seus acólitos, muitas vezes também implica e exige grandes sacrifícios. Bem contente aceitá-las, participando com profundo espírito de devoção ao missas servido, oferecendo para muitos jovens que, infelizmente, não freqüentam a igreja. Você será, portanto, dos apóstolos pouco, você tem tantas almas pela graça do Senhor e de preparar um grande tesouro e preciosas para o céu!

E vós, pais e parentes, que às vezes sofrem como resultado do desprendimento e da distância, acompanhado de oração para os seus filhos e os sacerdotes que estão confiadas à permanência no Pré- seminário para a sua escola de formação eficaz para a vida com a esperança de que muitos deles se sentem chamados ao sacerdócio e que estão dispostos a ir até um dia depois do altar do Senhor para celebrar a missa tão freqüentemente servido.

Caro altar Pré - seminário de São Pio X, que estão tão perto do Papa, de acordo com os desejos do reverenciado fundador Don Giovanni Folci ore por mim e para todas as necessidades da Igreja. Ele, que sempre teve uma profunda devoção à Eucaristia, para comemorar, por vezes reduzida a lágrimas, Deus ajude você e seus amados sacerdotes! Lemos em sua biografia que, em Outubro de 1962, já tão perto de sua partida, visitar um famoso templo dedicado à Virgem Maria ", interrompeu a quem explicou as qualidades maravilhosas, dizendo pré - seminaristas presente:" Meninos, Maria foi o santuário mais artistas hospedado Jesus, por isso deve a sua alma. “A devoção à Mãe do Céu e da confiança filial em seu amor vai ajudar-vos a perseverar na fé, na inocência e bondade para que você também sejam amigos íntimos do Senhor Jesus, a quem você serve!

E lá acompanhado por minhas bênçãos, agora com todo o coração vos concedo a você.

Audiência Geral
Quarta-feira 29 de setembro de 1993

(Leitura: Capítulo 4 da Carta de Paulo aos Efésios, versículos 7,11-13)

"Não foram vocês que me escolheram, mas eu vos escolhi a vós” (Jo 15, 16).

Na freguesia está cada vez mais claro que o crescimento das vocações, o trabalho de amor, fazer contribuições especiais movimentos e associações. Um dos movimentos, ou melhor, das associações, o que é típico da freguesia, é o da acólitos, auxiliando nas cerimônias.

Isso é muito útil para futuras vocações. Isso aconteceu no passado. Muitos padres foram antes de acólitos. Hoje também ajuda, mas temos de buscar caminhos diferentes, dizemos, metodologias diferentes: como colaborar com o chamado divino para a escolha de Deus, como enfrentar, como contribuir para o cumprimento das palavras de Jesus: "A messe é grande, os operários são poucos "(Lc 10, 2).

Audiência Geral

Quarta-feira 1° de agosto de 2001

“Segui o caminho que os jovens do mundo começaram no Ano do grande Jubileu!”

Prezados Irmãos e Irmãs, 
Queridos Jovens

1. Hoje a Praça de São Pedro é a praça da juventude. Há cerca de um ano, no centro do Grande Jubileu do Ano 2000, encontraram aqui um afetuoso acolhimento os jovens provenientes de todo o mundo para a celebração da Jornada Mundial da Juventude. Hoje esta Praça, que hospeda a milésima Audiência geral desde quando a Providência divina me chamou para ser Sucessor do Apóstolo Pedro, abre-se aos milhares de jovens, vindos de toda a Europa em peregrinação ao túmulo do Príncipe dos Apóstolos.

Caríssimos Acólitos! Ontem atravessastes em longa procissão a Praça de São Pedro para vos aproximardes do altar da Confissão da Basílica. Prolongaste assim, de certa forma, o caminho que os jovens do mundo iniciaram no Ano Santo. O lema da vossa peregrinação à Cidade Eterna: "Rumo ao mundo novo" é um sinal da vossa vontade de tomar a sério a vocação cristã.

2. Saúdo-vos com afeto, a vós amados jovens, e sinto-me feliz por este encontro ter sido realizado. Agradeço em particular ao Bispo Auxiliar de Basiléia, D. Martin Gächter, Presidente do Coetus Internationalis Ministrantium que, em vosso nome, me dirigiu palavras muito cordiais.

Dirijo-me com particular alegria aos Acólitos de língua alemã, que compõem o grupo mais numeroso. É bom que tantos jovens cristãos tenham vindo da Alemanha!

O vosso compromisso no altar não é só um dever, mas uma grande honra, um autêntico serviço santo. A propósito deste serviço, desejo propor-vos algumas reflexões.

A veste de Acólito é particular. Ela recorda um hábito que cada qual veste quando é acolhido em Jesus Cristo na comunidade. Refiro-me à veste batismal, de que São Paulo esclarece o significado profundo:  "Todos os que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo" (Gl 3, 27).

Embora vós, queridos Acólitos, já não tenhais as vestes batismais, vestistes a dos Acólitos. Sim, o batismo é o ponto de partida do vosso "autêntico serviço litúrgico", que vos coloca ao lado dos vossos Bispos, sacerdotes e diáconos (cf. Sacrosanctum concilium, 29).

3. O Acólito ocupa um lugar privilegiado nas celebrações litúrgicas. Quem serve na Missa, apresenta-se a uma comunidade. Experimenta de perto que em cada ato litúrgico Jesus Cristo está presente e operante. Jesus está presente quando a comunidade se reúne para rezar e louvar a Deus. Jesus está presente na Palavra das Sagradas Escrituras. Jesus está presente, sobretudo na Eucaristia nas espécies do pão e do vinho. Ele age por meio do sacerdote que in persona Christi celebra a Santa Missa e administra os Sacramentos.

Desta forma, na liturgia, sois muito mais do que simples "ajudantes do pároco". Sois, sobretudo, servidores de Jesus Cristo, do eterno Sumo Sacerdote. Assim vós, ministrantes, sois chamados em particular a ser jovens amigos de Jesus. Empenhai-vos em aprofundar e cultivar esta amizade com Ele. Descobrireis que encontrastes em Jesus um verdadeiro amigo para a vida.

4. Muitas vezes o Acólito tem na mão uma vela. Não podemos deixar de pensar no que disse Jesus no Sermão da Montanha:  "Vós sois a luz do mundo" (Mt 5, 14). O vosso serviço não se pode limitar ao interior de uma igreja. Ele deve irradiar-se na vida de todos os dias:  na escola, na família e nos vários âmbitos da sociedade. Pois quem deseja servir Jesus Cristo dentro de uma igreja deve ser sua testemunha em toda a parte.

Queridos jovens! Os vossos contemporâneos esperam a verdadeira "luz do mundo" (cf. Jo 1, 9).

Não tenhais o vosso castiçal só dentro da igreja, mas levai a chama do Evangelho a quantos se encontram nas trevas e vivem um momento difícil da sua existência.

5. Falei da amizade com Jesus. Como ficaria contente se desta amizade brotasse algo mais! Como seria bom se alguns de vós pudésseis descobrir a vocação para o sacerdócio! Jesus Cristo tem urgente necessidade de jovens que se ponham à sua disposição com generosidade e sem reservas.

Além disso, não poderia o Senhor chamar também algumas de vós, moças, a abraçar a vida consagrada para servir a Igreja e os irmãos? Também para quantos desejam unir-se em matrimônio, o serviço de ministrante ensina que uma autêntica união deve incluir sempre a disponibilidade ao serviço recíproco e gratuito.

Saúdo ao Presidente da União Internacional de Acólitos e a todos os coroinhas aqui presentes. Faço votos de que todos possam, através da posição privilegiada nas celebrações litúrgicas, servir a Eucaristia com humildade e devoção e colaborar com generosidade pela dignidade do culto. A todos dou minha Bênção que de bom grado estendo aos peregrinos portugueses aqui presentes de Viseu e da Paróquia de Tires de Lisboa.

Aos Peregrinos de vários grupos da Itália

Quinta-feira, 25 abril de 2002

2. Meu pensamento afetuoso vai para todos vocês, queridos e muitos acólitos da Diocese de Nápoles. Saudação, especialmente, o seu arcebispo, o cardeal Michele Giordano, a quem agradeço as amáveis ​​palavras que me dirigiu. Saúdo os Bispos Auxiliares que a acompanham. Estou contente por este encontro, que me dá a oportunidade de expressar meu profundo reconhecimento pelo importante serviço que prestais litúrgica nas suas respectivas comunidades paroquiais.

07 de abril de 2004

Quinta-feira Santa  

6. Precisamente por isso, queridos Irmãos sacerdotes, junto com outras iniciativas, cuidados especiais para coroinhas, que são como um "viveiro" de vocações sacerdotais. O grupo de acólitos, sob sua orientação, como parte da comunidade paroquial, pode ser dado uma valiosa experiência de educação cristã e se tornar uma espécie de pré-seminário. Educar a família paroquial das famílias, a olhar para os acólitos a seus filhos”, como brotos de oliveira" à volta da mesa de Cristo, o Pão da vida (cf. Sl 127,3).

"O grupo de acólitos, bem acompanhado por vós no âmbito da comunidade paroquial, pode percorrer um válido caminho de crescimento cristão, formando quase uma espécie de pré-seminário".

"Recorrendo à cooperação de famílias mais sensíveis e dos catequistas segui, com solícita atenção, o grupo dos acólitos para que, através do serviço do altar, cada um deles aprenda a amar cada vez mais o Senhor Jesus, reconheça-O realmente presente na Eucaristia e saboreie a beleza da liturgia".
"Todas as iniciativas para os acólitos, organizadas a nível diocesano e por zonas pastorais, devem ser promovidas e estimuladas, tendo sempre em conta as diversas faixas etárias".

 "Quão proveitoso é dedicar-se à sua formação humana, espiritual e litúrgica".

“Quando crianças e adolescentes realizam o serviço do altar com alegria e entusiasmo, oferecem aos da sua idade um testemunho eloqüente da importância e da beleza da Eucaristia", declara.

Audiência Geral

Quarta-feira 03 de novembro de 2004

Saúdo todos os peregrinos da Polônia. Especial maneira, Eu saúdo os peregrinos da Arquidiocese de Gdansk, liderados pelo Arcebispo Tadeusz Goclowski, e da diocese de Tarnow. Congratulo-me com a presença de representantes dos coroinhas de toda a Polônia, acompanhada pelo delegado da Conferência Episcopal Polaca para a Pastoral dos acólitos, o bispo Grzegorz Balcerek.Agradeço a todos os acólitos da Polônia para o seu serviço ao altar e exortá-los durante o Ano da Eucaristia, tentar ajudar com mais zelo aos sacerdotes e às comunidades paroquiais para viver este grande mistério que se realiza durante a Santa Missa . Eu dou meus sinceros agradecimentos a você, aqui, e todos esses dias que eu tenho expressado a sua benevolência de maneiras diferentes.Que Deus vos recompense com suas graças. A todos vocês abençôo de coração.

Bibliografia

DE: PAPA JOÃO PAULO II /PARA: TODOS OS ACÓLITOS E COROINHAS DO MUNDO


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