Astrológica

 

 

Áries, touro, gêmeos, câncer

Leão, virgem, libra, escorpião

Sagitário, capricórnio, aquário e peixes

Na astrológica zodiacal dos astros.

 

Além dos nacos da personalidade

A energia da verdade

- inundando a nossa essência

E remetendo-nos à fundamental reminiscência

 

Conexão. Sincronicidade. Intuição. Globalidade.

Na cadência dos astros ébrios

A música que se ouve é védica

A língua que se fala é mais antiga que o próprio som

E nesse teatro atemporal e de frisson

A cada nascimento terrestre um deus cai do seu bailado celeste

Fundido ao neófito e bradando um destino

Por vezes agreste por vezes repentino.

 

Na explosão de luz das Galáxias

Os calendários mais sábios que os dos Maias

Mais ancestral que o ar

Mais primordial que o fogo

São pensados no oráculo dos astros.

E assim, tão antigo quanto atemporal,

Os cacos são postos no mosaico da Existência Universal.

 

A magia da astrologia

Perpassa a razão e a emoção

Toca-nos no silêncio descompassado que não se sabe dizer.

Como àquela dor que de tão lancinante somos compelidos a obedecer

Como àquela alegria que de tão palpitante somos tomados a agradecer.

De tal modo, como se uma Inteligência exata tal qual matemática e suave como um poema, se apressasse em traçar tortas e sagradas as nossas linhas.

 

O tempo que se passa se cruza com o vindouro

No eterno ciclo da criação

E tudo se funde no átomo éter do Criador.

E na sua astrologia de amor

Somos envolvidos e devolvidos

Aos ventos dos seus sopros.

 

Guardião de todas as tribos e nações.

Deus – Deusa – Pai – Mãe. Indefinido. Indizível nas limitações verbais.

Mestre que produz a Astrológica Mandala da Vida.

Que nos vem em arte florestal e indígena

Na energia mística das cores e químicas celestiais.

 

Rabisque minhas veias, para que o meu sangue também seja desígnio Seu.

E que a Mandala de ventre sagrado com a Floresta em seus meios, vislumbre nossos melhores caminhos, com o mais essencial firmamento.

E mesmo perante o lamento, que possamos ver a beleza que nos habita – e a mandala que nos edifica.

 

 

Mandala de Simone Bichara – Texto de Daniella Paula Oliveira