O anticristo no sentido Bíblico da palavra

O nome Anticristo é colocado em maiúsculo apenas para designar uma pessoa.

Jesus já começa avisando em João 5, 43: "Vim em nome de meu Pai, mas não me recebeis. Se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebê-lo..." O Outro que vem em seu próprio nome é o anticristo: "... A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudomessianismo em que o homem se glorifica a si mesmo em lugar de Deus e do seu Messias que veio na carne" (CIC 675).

A palavra Anticristo ocorre somente nas Epístolas Joaninas; mas existem assim chamados paralelismos a estas ocorrências no Apocalipse, nas Epístolas Paulinas, e outros menos explícitos nos Evangelhos e no Livro de Daniel.

Nas Epístolas Joaninas embora o Apóstolo João fale de vários Anticristos, ele distingue entre os muitos e o agente único e principal: "O Anticristo virá. Já agora há muitos Anticristos." (1Jo 2,18). Mostra que os anticristos saíram do "nosso meio" (1Jo 2,19). Estavam então infiltrados já entre os da comunidade de cristãos, provavelmente eram judeus perversos que queriam atrapalhar e destruir. Diz também que ele já está no mundo: "mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo." (1Jo 4,3) Ele agora falou em o "espírito do anticristo" que já está no mundo e que vai de encontro ao que disse São Paulo de que o mistério de iniqüidade já está em ação: "Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém." (2Tes 2,7).

Nos três parágrafos seguintes é citado trecho da Enciclopédia Católica sobre o que os livros do Novo Testamento falam sobre o Anticristo:

Praticamente todos os comentaristas encontram o Anticristo mencionado no Apocalipse, mas eles não concordam quanto ao capítulo específico do Livro no qual a menção ocorre. Alguns apontam para a "besta" de 11,7; outros para o "dragão vermelho" de 12; outros ainda para a besta "com sete cabeças e dez chifres" de 13; enquanto muitos escolásticos identificam o Anticristo com a besta que tinha "dois chifres, como um cordeiro" e falava "como um dragão" (13,11); ou com a besta vermelha "com sete cabeças e dez chifres" (17); ou, finalmente, com Satanás "libertado de sua prisão" e seduzindo as nações (20,7). Uma discussão detalhada das razões pró e contra cada uma destas opiniões estaria fora de lugar aqui.

O Apóstolo Paulo dá três estágios da evolução do mal: a fermentação da iniqüidade, a grande apostasia, e o homem da iniqüidade. Mas ele adiciona uma cláusula calculada para determinar o tempo do evento principal mais precisamente; ele descreve algo primeiro como uma coisa (to datechon), e depois como uma pessoa (ho katechon), evitando a ocorrência do evento principal: "algo o detém" e "aquele que o detém" , citando 2 Tessalonicenses capítulo 2, onde em tal capítulo dos mais importantes sobre esse tema faz uma descrição de como será e agirá e de como terá um certo poder o Anticristo.

Em 2Tes 2,4 mostra como o anticristo nega a cristo se achando o próprio Cristo (Messias): " e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus." É um trabalho então daqueles que estão infiltrados e que estão desde a época dos apóstolos em ação (seria a misteriosa Sinagoga de Satanás em Ap 2,9 ? veremos isso mais tarde) pronto para tomar a atenção o enganar o povo realmente cristão.

Depois de estudar a figura do Anticristo na Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses, alguém facilmente reconhece o "homem da iniqüidade" em Dn 7,8.11.20.21, aonde o Profeta descreve o "pequeno chifre". O Padre Emmanuel (O Drama do Fim dos Tempos, Pe Emmanuel-André) exemplifica Daniel: "o chifrezinho era um rei que acabaria por dominar sobre toda a terra com inaudito poder. Vomitará, lhe foi dito, blasfêmias contra Deus, esmagará debaixo dos pés os santos do Altíssimo; ele pensará que pode mudar os tempos e as leis; e tudo lhe será entregue durante um tempo, dois tempos, e a metade de um tempo". (Daniel 7). Por este rei todos os intérpretes entendem o Anticristo.

Ratzinger no Congresso dos Catequistas em Dezembro de 2000: "Vim em nome de Meu Pai e não Me recebestes, mas se vier outro, em seu próprio nome, recebê-lo-eis (Jo 5, 43). O sinal distintivo do Anticristo é falar em seu nome."

Fonte: Sinais dos Tempos

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