Estudando para crescer
na Palavra de Deus

Introdução às Doutrinas básicas, conforme o Ensino Teológico da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (www.ielb.org.br)

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ÍNDICE

1 : A Bíblia, a Palavra de Deus

2 : O Nosso Deus Triúno

3 : Deus Pai, o Criador

4 : Deus Filho, o Salvador

5 : Deus Espírito Santo, o Santificador

6 : Os Dez Mandamentos (1 a 3)

7 : Os Dez Mandamentos (4 a 10)

8 : O pecado

9 : O Sacramento do Batismo

10: O Sacramento da Santa Ceia

11 : A Igreja de Cristo

12 : A vida devocional do cristão

13 : A vida dedicada a Deus

14 : A oração do Pai-Nosso — Mt 6.9-13

15 : Os Acontecimentos do fim do mundo

16 : O Credo Apostólico

17 : Mordomia Cristã (Oferta)


1 : Bíblia, a Palavra de Deus

1.1. O que é a Bíblia?

A palavra “bíblia” vem da língua grega e significa um conjunto de livros. Ela é um conjunto de 66 livros, escritos por vários escritores diferentes. No entanto, apesar de ela ter sido escrita por pessoas, Deus é o autor de toda a Escritura Sagrada.

A Bíblia foi inspirada por Deus, e por isso contém os ensinamentos verdadeiros sobre ele e sobre o mundo. Por causa disso, ela é a única fonte, regra e norma verdadeiras para todos os ensinos da Igreja. Na Bíblia deve se fundamentar tudo aquilo que nós cremos em nossa fé.

A Bíblia comprova a sua própria inspiração divina, em vários versículos. Confira abaixo.

2Pe 1.20-21; 2Tm 3.16; 1Co 2.13; Jo 5.39; 1Ts 2.13; Hb 4.12; Jo 10.35.

1.2. As divisões da Bíblia

A Bíblia possui duas grandes divisões: o Antigo e o Novo Testamento. A palavra “Testamento” significa “aliança” ou “acordo”.

O Antigo Testamento foi escrito (original hebraico/aramaico) por profetas, sacerdotes e reis do povo de Israel, o povo escolhido por Deus. Ele começou a ser escrito por volta de 1.500 anos antes do nascimento de Cristo e foi concluído cerca de 400 anos antes de nossa era cristã.

Ao todo o Antigo Testamento possui 39 livros. Ele inicia com a história da origem do Universo e do ser humano e depois passa a contar a história do povo de Deus. Em todos os livros há um assunto principal: a promessa de Deus em salvar a humanidade por meio de Jesus Cristo.

O NOVO TESTAMENTO foi escrito (original grego) por evangelistas e apóstolos da igreja cristã primitiva. Ele foi escrito durante o primeiro século após o nascimento de Cristo.

O Novo Testamento possui ao todo 27 livros. O assunto principal de todos eles é o cumprimento da promessa de Deus, isto é, a salvação realizada por Jesus Cristo.

1.3. O propósito da Bíblia

A Bíblia é a Palavra de Deus dirigida a nós, seres humanos. Ela é o testemunho do amor de Deus, revelado na pessoa e obra de Jesus Cristo. Somente através dela podemos saber que estamos salvos por meio da fé. Ela nos mostra a nossa realidade pecadora e a necessidade de crer em Jesus Cristo. Além disso, por meio da Bíblia podemos conhecer a vontade de Deus, isto é, aquilo que Deus deseja para a vida de todos nós. Desse modo, a Bíblia, além de nos mostrar onde está a salvação, ainda nos ensina como devemos viver neste mundo conforme a vontade de Deus.

1.4. Uso da Bíblia

A Bíblia é a luz que deve iluminar o caminho da igreja e a vida de cada cristão. Ela deve ocupar um lugar especial em nossas vidas, pois Deus nos está falando através dela. A Bíblia não deve ser guardada como se fosse um amuleto, pois isto não adianta nada. Pelo contrário, ela deve ser lida, estudada e refletida, para que o cristão possa viver em comunhão com Deus.

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2 : O nosso Deus Triúno

2.1. A existência de Deus.

Uma das principais características da humanidade é a adoração de deuses. Durante toda a história da humanidade, povos criaram e adoraram diversos tipos de deuses diferentes. Na verdade, todo ser humano tem o seu deus, apesar de muitos não seguirem nenhuma religião. O ser humano cria deuses e religiões porque no fundo sabe que existe algo superior a ele no universo. Este conhecimento natural é característico de todo ser humano. O ser humano sabe que existe um Deus por causa da existência do universo e do próprio ser humano. Quando apreciamos o universo e toda a sua beleza, o ser humano e todas as suas complexidades, chegamos à conclusão de que existe um Ser Superior que deve ter criado tudo isto. Está claro que, por detrás da criação, existe um Criador, responsável também pela nossa existência. Não é lógico afirmar que o universo surgiu do nada ou do acaso. Portanto, através das coisas que existem o ser humano sabe que existe um Deus.

Também pela consciência nós sabemos que Deus existe. A consciência é aquela voz interior que nos faz questionar a nossa origem e o nosso destino. Além disso, a nossa consciência nos diz que algum dia nós iremos prestar contas daquilo que fizemos em nossas vidas. Esta consciência nos alerta sobre a existência de Deus e nos faz procurar este Deus.

Este conhecimento natural de Deus, pela criação e pela consciência, entretanto, é imperfeito e incompleto. Não é possível conhecer a Deus perfeitamente através dele. Aqui está a origem de milhares de deuses que existem no mundo. O ser humano sabe que existe um Deus, mas não o conhece, e por isso cria o seu deus conforme as suas idéias e desejos.

2.2. O conhecimento revelado de Deus.

O ser humano não pode conhecer a Deus perfeitamente através de suas forças. Por isso, graciosamente, o próprio Deus se revelou a nós. Esta revelação se deu na pessoa e obra de Jesus Cristo. Jesus Cristo é o próprio Deus que se tornou homem e veio ao mundo para nos mostrar quem é Deus. Nós, que vivemos no século XX, não vemos Jesus frente à frente, mas temos a Bíblia, que é o testemunho sobre Jesus Cristo. Por meio deste testemunho escrito nós podemos conhecer o verdadeiro Deus. A Bíblia nos diz que há um só Deus (1Co 8.4); que ele é santo (Lv 19.2; Sl 5.4), que ele tudo sabe (1Jo 3.20); que ele tudo pode (Lc 1.37); que ele está em toda parte (Sl 139.7-10). Além disso, ela nos diz que Deus é sábio, justo, bondoso, gracioso, misericordioso e, na sua essência, é AMOR (1 Jo 4.8).

Também na Bíblia aprendemos que o Deus verdadeiro é o Deus Triúno, que, apesar de ser apenas UM Deus, se revela em três pessoas distintas e diferentes: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mt 28.19; 2Co 13.13). O Pai é verdadeiro Deus, o Filho é verdadeiro Deus e o Espírito Santo é verdadeiro Deus. As três pessoas são iguais em poder e majestade, mas são UM só Deus. O nosso Deus é um Deus muito maravilhoso para podermos entendê-lo com nossa inteligência. Não podemos entender a Trindade, mas a aceitamos e cremos pela fé. A este Deus nós queremos servir.

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3 : Deus Pai, o Criador

No mundo existem muitas hipóteses que tentam explicar a origem do universo e do ser humano. No entanto, todas estas são teorias humanas, e, portanto, falhas e imperfeitas. A Bíblia, porém, não traz nenhuma teoria sobre a origem das coisas. Ela apenas afirma que o Deus Todo-poderoso criou tudo o que existe e, desse modo, dá a resposta definitiva sobre a origem do universo e do ser humano.

3.1. Deus-Pai criou o universo

Ler Gênesis cap. 1 e cap. 2.

Antes do princípio não havia nada, nem tempo nem espaço, nem alguma matéria. Apenas Deus existia, pois ele é infinito e eterno. Deus, portanto, criou o universo do nada. Aquilo que não existia passou a ter existência a partir da criação divina (Hb 11.3).

Através da sua Palavra poderosa Deus criou o universo e este passou a existir (Sl 33.6,9). Deus criou o universo de um modo ordenado e perfeito. Ao concluir a criação Deus viu que “tudo era bom” (Gn 1.31), ou seja, tudo era perfeito assim como o Criador o é.

Por último, Deus criou o ser humano. Este foi criado de um modo especial, a fim de que fosse a “coroa da criação”. A Bíblia mostra que o ser humano foi a principal e a mais excelente de toda as criaturas. Deus criou o ser humano conforme a sua imagem e semelhança (Gn 1.26). Esta semelhança não é física, mas espiritual. O ser humano, diferentemente das outras criaturas, possui uma alma racional. Além disso, ele possui uma consciência moral que lhe diz que há um Deus e que este Deus possui uma lei. Ao homem também foi confiada a administração da criação como administrador das coisas de Deus.

Criado à semelhança de Deus, o homem não pode viver de modo feliz e verdadeiro longe do seu Criador. Por ser criatura, o ser humano só é completo quando está em comunhão com o seu Criador.

3.2. Deus-Pai preserva o universo

Deus não se retirou após a criação, senão tudo o que foi criado deixaria de existir. O universo está ligado e na dependência de Deus, existindo por causa da providência divina. Deus preserva o universo (Sl 36.6; Sl 145.15; Mt 5.45).

Deus sustenta o mundo e as criaturas através dos próprios meios que existem entre nós. Deus é quem nos dá o sustento, mas nós precisamos trabalhar, usar os meios que Deus nos dá, para consegui-lo. Nós fazemos uso do que encontramos na natureza. Deste modo, toda a criação “trabalha em conjunto”, uns suprindo as necessidades dos outros (Gn 1.29; Gn 9.3; Sl 104.14,15; Sl 145.15-16). Nada no mundo funciona independentemente de Deus. Todos os meios para o nosso sustento, todas as leis da natureza, tudo o que conserva a vida estão sob o poder e o governo de Deus, e dele dependem necessariamente.

Por isso nós cremos que Deus nos criou e que ele nos dá o sustento diariamente, para que possamos viver neste mundo. Esta fé nos ensina e nos mostra a nossa dependência total de Deus. Desse modo, devemos nos humilhar perante ele e sermos gratos pela sua bondade, pela qual nos sustenta e nos conserva em vida.

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4 : Deus Filho, o Salvador

A Palavra de Deus declara que o ser humano é completamente pecador, sem condições de sair deste estado. Além disto, ela declara que Deus é justo e não pode deixar de castigar o pecado (Rm 3.23; 1Jo 1.8; Ez 18.20). Diante disto, o próprio Deus assumiu a forma humana, na pessoa de seu Filho Jesus Cristo, para libertar a humanidade pecadora (Gl 4.4-5).

4.1. Jesus Cristo: Verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Jesus Cristo é verdadeiro Deus, igual em majestade e divindade ao Pai e ao Espírito Santo: Is 9.6; Lc 1.35; Mt 16.16; 1Jo 5.20; Hb 13.8; Jo 10.30. Jesus Cristo é também verdadeiro ser humano, verdadeiro homem. Ele é um ser humano como nós, com exceção de não ser pecador. Ele foi concebido milagrosamente pelo Espírito Santo: 1Tm 2.5; Mt 9.6; 1Pe 4.1; Mt 4.2; Lc 24.42-43; Jo 19.28.

Era necessário que Jesus fosse um ser humano para que pudesse pagar, em lugar da humanidade, os pecados de todos os seres humanos. Para satisfazer as exigências de santidade e justiça de Deus, Jesus tornou-se homem. Para redimir o nosso pecado era necessário que alguém santo, justo, sem pecado (Jesus) derramasse o seu sangue na morte (Hb 2.16-17; Hb 9.22; Gl 4.4; Rm 10.4).

No entanto, um simples ser humano não poderia realizar as exigências divinas. Por isso Jesus Cristo é também verdadeiro Deus. Somente o próprio Deus poderia realizar esta obra perfeitamente. A obra de Cristo foi suficiente porque “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.19).

A vida terrena de Jesus foi de contínuo sofrimento. Ele carregou todos os pecados da humanidade e a culpa destes pecados foi imputada a ele (Jo 1.29; 2Co 5.21). O seu sofrimento aumentou no momento da sua crucificação, quando ele sentiu toda a culpa, a agonia e os sofrimentos que estavam destinados à humanidade. A morte de Jesus foi voluntária, através da qual ele pagou toda a culpa dos nossos pecados.

A partir do sepultamento, Jesus deixou seu estado de humilhação e entrou em seu estado de exaltação. A exaltação de Jesus consiste no uso constante e total de sua majestade divina também em sua natureza humana. Após ter sido sepultado, Jesus desceu ao inferno (1Pe 3.18,20), ressuscitou da morte (Mt 28.1-7), permaneceu quarenta dias com seus discípulos, subiu ao céu (At 1.9) e agora está sentado à direita de Deus Pai (Mc 16.19) como o Senhor de todo o Universo. E, no dia do julgamento final, Jesus Cristo irá retornar com toda a sua glória para julgar a humanidade.

Cristo nos libertou da culpa de nossos pecados. Ele pagou em nosso lugar a nossa culpa diante de Deus (2Co 5.21; Is 53.4-6). Aqueles que, por meio da fé, crêem nesta verdade, podem ter a consciência livre da culpa dos seus pecados, pois Deus os aceita por causa de Cristo. Apesar de continuarmos pecadores e ainda sofrermos as conseqüências do pecado, temos o perdão garantido por Cristo (1Jo 1.7; 2Co 5.19; Jo 1.29).

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5 : Deus Espírito Santo, o Santificador

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Ele é verdadeiro Deus assim como o Pai e o Filho o são. Sendo verdadeiro Deus, o Espírito Santo é igual ao Pai e ao Filho em todos os atributos e todas as qualidades divinas (At 5.3-4; 1Co 3.16).

O Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, sendo uma pessoa das três que formam a Trindade Divina. Em Jo 14.16, Cristo faz clara distinção entre ele (o Filho), o Pai e o Consolador (o Espírito Santo).

A Bíblia nos ensina que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho desde a eternidade. Ele procede do Pai e é enviado pelo Filho (Jo 15.26). Tal verdade bíblica não pode ser entendida ou explicada pela nossa razão. Nós apenas cremos naquilo que a Palavra de Deus ensina.

É o Espírito Santo quem faz com que o ser humano pecador receba a salvação e o perdão dos seus pecados que Cristo obteve através da sua morte e ressurreição. Cristo obteve para todos nós o perdão e, agora, o Espírito Santo age para que todos nós recebamos este benefício. Em outras palavras, o Espírito Santo converte o ser humano, ou seja, faz com que ele se arrependa de seus pecados, confie em Cristo e busque nele o perdão.

O ser humano não pode crer em Cristo por sua própria razão ou força. O ser humano está completamente preso em sua condição de pecador e, por isso, não tem condições de arrepender-se de seus pecados e crer em Cristo por si próprio (1Co 2.14).

Somente o Espírito Santo pode fazer com que um ser humano pecador e decaído possa crer em Cristo e, assim, receber o perdão dos seus pecados e a vida eterna. Deus, movido pela sua graça e misericórdia, nos salvou por meio da morte e ressurreição de Cristo. Mas, também, movido por esta graça, Deus nos faz crer no Salvador e receber as bênçãos desta salvação (Rm 10.17; 1Co 12.3; Jo 6.44; Fp 1.29; 1Co 2.4-5).

O Espírito Santo age, efetua a sua obra, através dos Meios da Graça, que são: a Palavra (a Bíblia), a Santa Ceia e o Batismo.

Deus Espírito Santo não somente nos faz receber o perdão obtido por Cristo (justificação), como também nos capacita a viver o máximo possível de acordo com a vontade de Deus (santificação).

A santificação é a renovação do coração do pecador. Esta renovação traz mudanças em toda a vida do crente, pois a partir dela o crente inicia uma vida de luta contra o pecado e contra os maus desejos de sua natureza pecaminosa. A partir da fé em Cristo, o ser humano passa a ser filho de Deus e, por causa disto, é orientado para viver uma vida agradável aos olhos de Deus (1 Jo 4.19; Rm 8.5; 2Co 5.17; Gl 5.24; Ef 4.22; 1Pe 4.2).

Esta mudança no coração proporcionada pela fé em Jesus é manifestada através de atos de amor (boas obras) que surgem na vida do crente. As boas obras são conseqüência da fé em Jesus. Elas não salvam a pessoa de seus pecados. Elas são apenas amostras de que a pessoa já está salva, pois revelam a presença da fé em Jesus Cristo (Fp 2.13; Gl 5.22-23; Jo 15.5; Tg 2.26; Gl 2.19-20).

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6 : Os 10 Mandamentos (1 a 3)

Deus colocou uma consciência no ser humano. Por isso, todo ser humano tem uma vaga noção da lei moral de Deus, o seu Criador. No entanto, por causa do pecado, foi necessário que Deus revelasse a sua Lei de forma escrita para que a humanidade pecadora pudesse conhecer claramente qual a vontade de Deus. Em Êx 20.1-17 nós encontramos os Dez Mandamentos, que contêm as diretrizes divinas para a vida de todos nós.

6.1. 1º “Eu sou o Senhor, teu Deus, não terás outros deuses diante de mim”.

O único Deus verdadeiro é o Deus Triúno, Pai, Filho e Espírito Santo. Somente ele deve ser adorado pelos seres humanos, pois não existe outro Deus. Ele deve ocupar o primeiro lugar em nossas vidas, pois é o nosso Criador. Este Mandamento mostra que nós pecamos quando adoramos outro deus (falso) (Mt 4.10); quando amamos algo ou alguém mais do que a Deus (Mt 10.37) ou quando confiamos mais em nós mesmos ou em outras coisas ou pessoas mais do que em Deus (Sl 118.8; 1Tm 6.17; Jr 17.5). O primeiro Mandamento é o resumo dos demais. Se pudéssemos cumpri-lo perfeitamente, todos os outros estariam automaticamente sendo cumpridos. Ele nos ensina que o verdadeiro Deus deve ocupar o primeiro lugar em nossas vidas. Precisamos amá-lo, servi-lo e confiar nele de todo o coração (Mt 22.37).

6.2. 2º “Não tomarás em vão o nome do Senhor, teu Deus, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.

O nome de Deus é santo e precioso, pois o seu nome diz quem ele é, como é e o que fez por nós. Este mandamento quer proteger o nome de Deus do abuso, mas não proíbe o uso correto do nome de Deus. Tomamos o nome de Deus em vão quando o usamos em uma invocação impensada, quando o usamos para amaldiçoar, jurar falso, para praticar feitiçarias, para mentir ou enganar alguém (Lv 5.4; Jr 23.31; Mt 15.8). Também usamos o nome de Deus em vão quando nos dizemos cristãos mas não vivemos de acordo com a vontade dele. Usamos corretamente o nome de Deus quando o invocamos em nossas necessidades, quando o louvamos com nossos cantos e hinos, quando agradecemos a ele pelas bênçãos recebidas e quando procuramos viver de acordo com a sua Palavra (Sl 50.15; Sl 92; Sl 118.1; Mt 7.7).

6.3. 3º “Santificarás o Dia do Descanso”.

Deus quer estar em contato contínuo conosco. Por isso, ele quer que tenhamos um dia especialmente dedicado para ouvirmos a pregação da sua Palavra, para recebermos os seus Sacramentos e para rendermos culto em comunhão com os irmãos na fé. Portanto, este Mandamento se refere ao nosso dever de darmos culto a Deus, de ouvirmos e estudarmos a sua Palavra. Por outro lado, é pecado deixar de lado o estudo da Palavra de Deus e a participação nos cultos (Lc 11.28; Mt 12.8; Cl 2.16; At 2.42; Cl 2.16-17)

Estes três mandamentos são aqueles que se referem ao nosso relacionamento com Deus. O resumo deles é “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22.37).

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7 : Os 10 Mandamentos (4 a 10)

7.1: 4º. “Honrarás a teu pai e tua mãe, para que te vás bem e vivas muito tempo sobre a terra.”

Honrar significa respeitar e obedecer alguém por causa de sua posição e de sua responsabilidade. É da vontade de Deus, pois, que nós respeitemos os nossos pais e superiores, pois assim estaremos promovendo a paz na família e na sociedade. Para aqueles que procuram cumprir este Mandamento Deus promete bênçãos já nesta vida (Cl 3.20; Rm 13.1). Só podemos desobedecer aos nossos pais quando eles nos obrigarem a fazer algo contra a vontade de Deus (At 5.29).

7.2. 5º “Não Matarás.”

A vida é um presente de Deus. Somente ele tem o direito de tirá-la. Deus não apenas nos proíbe de matar alguém, como também nos ordena que façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar as pessoas a viver. Quando odiamos ou desprezamos alguém, já pecamos contra este mandamento (Mt 5.21). Quando não ajudamos quando os outros estão em dificuldades, também desobedecemos a este mandamento. É nosso dever como cristãos valorizar a vida de cada ser humano (1 Jo 3.15; Rm 12.20; Mt 5.43-48; Tg 2.14-17; Gl 6.10; Lc 10.25-37).

7.3. 6º “Não Adulterarás.” (Não cometerás pecados sexuais).

Deus criou o homem e a mulher para que casassem e vivessem em família. Também Deus criou o sexo para fazer parte do casamento. O sexo é algo bom, mas que Deus quer seja usado apenas dentro do casamento. Deus também quer que todos, casados e solteiros, vivam uma vida pura e decente, em pensamentos, palavras e atitudes (Mt 19.6; Mt 5.28; Ef 5.25; Cl 3.17; Hb 13.4).

7.4. 7º “Não furtarás.”

Através deste mandamento, Deus nos ensina a respeitar aquilo que pertence ao nosso próximo. Ele não apenas proíbe o roubo, mas toda e qualquer atitude desonesta que possa prejudicar alguém. Além disso, é nosso dever como cristãos, dentro de nossas possibilidades, ajudar aqueles que têm dificuldades (Mt 15.19; Ef 4.28; Rm 8.32; 1 Tm 6.6-8).

7.5. 8º “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”

Deus quer proteger as pessoas das acusações injustas e falsas. Este mandamento nos ensina a dizer sempre a verdade. Tudo o que é dito e pode causar danos a alguém está incluído neste mandamento, também a fofoca. Pelo contrário, é nosso dever falar bem das pessoas e interpretar tudo da melhor maneira.

7.6. 9º e 10º “Não cobiçarás...”

A cobiça é o desejo insaciável de possuir algo que pertence a uma outra pessoa. A vontade de Deus é que nos sintamos satisfeitos com aquilo que temos, contentando-nos com aquilo que bondosamente ele nos concede para a nossa sobrevivência material (1 Tm 6.10; Tg 1.15; Mt 16.26; Hb 13.5; 1 Co 10.24).

Estes sete mandamentos referem-se ao nosso relacionamento com as outras pessoas. Todos eles poderiam ser resumidos neste único: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mt 22.36-40).

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8 : O pecado

Ao observarmos o mundo em que vivemos, constatamos que ele está cheio de imperfeições, tristezas e males. A grande realidade do nosso mundo atual poderia ser resumida em guerras, miséria e fome, corrupção geral, destruição da natureza, doenças, violência social, crises nas instituições, etc. Apesar de todo o progresso e desenvolvimento tecnológico do ser humano, o nosso mundo continua infeliz e decadente.

Além de observar o mundo que nos rodeia, também observamos a nós mesmos e nossas vidas. Do mesmo modo, vemos que existe muita imperfeição e muitos erros em nós mesmos e em nossos atos. Egoísmo, ganância, imperfeição, coisas que entristecem, tudo isso são características marcantes em nossas vidas.

8.1. A Bíblia nos diz qual é a causa de todas estas coisas: o pecado.

O pecado é a tendência maligna que existe no ser humano de desobedecer a vontade de Deus (Gn 3). Esta desobediência acontece por meio de pensamentos, palavras e atitudes que vão contra a Lei de Deus. O pecado é a “quebra da Lei de Deus” (1 Jo 3.4). Dessa forma, pecar significa fazer o que Deus não quer ou deixar de fazer o que é da vontade dele, ou ainda não ser como ele quer que sejamos.

O pecado é algo tão enraizado dentro de nós que corrompe todo o nosso ser. Dessa forma, pecadores em nossa essência, somos inclinados a viver, pensar e agir sempre e constantemente contra a vontade de Deus (Mt 15.19; Rm 7.18; Rm 8.7-8; Ef 2.1). Desde a nossa concepção, isto é, já por natureza, nós somos pecadores e maus (Sl 51.5).

Os pecados que cometemos diariamente são consequências da pecaminosidade do nosso ser. Por natureza e nascimento somos maus e, portanto, fazemos inúmeras coisas que vão contra a vontade de Deus. Jesus, em Mt 15.19, nos diz que de nosso coração (nosso ser) procedem todos os tipos de pecado (adultério, cobiça, maus pensamentos, desejos maus, etc.). Também aquilo que nós deixamos de fazer é pecado (Tg 4.17).

O pecado é a causa de todos os males que existem no mundo. A maior conseqüência do pecado, entretanto, é a morte (Rm 6.23). Morte espiritual, morte terrena e morte eterna. A morte espiritual é a separação entre o ser humano e Deus nesta vida. Esta separação é a origem de toda a infelicidade humana. O pecador está “morto para Deus” (Ef 2.1). Morte terrena é o fim da vida neste mundo. Deus criou o ser humano para a vida, mas por causa do pecado acontecem todos os tipos de males físicos e, por fim, a morte ((Hb 9.27). Morte eterna é a eterna separação entre o ser humano e Deus. Por causa de seu pecado, o ser humano está condenado a viver para sempre longe de Deus, o que significa viver eternamente em infelicidade completa. Não é possível expressar em palavras esta horrível morte.

Na próxima lição veremos como Deus, movido pelo seu grande amor pelos seres humanos, resolveu este problema do pecado.

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9 : O sacramento do Batismo

O batismo, assim como a Santa Ceia, é um Sacramento. Sacramento é um ato sagrado, ordenado por Deus e no qual ele, mediante certos meios externos, ligados com a sua Palavra, oferece a nós a salvação obtida por Cristo.

O batismo foi instituído por Cristo para ser administrado na igreja até o fim dos tempos. Em Mt 28.18-20, vemos que Jesus ordenou aos seus discípulos que batizassem. O direito e o dever de batizar foram dados a toda a igreja, mas o batismo é administrado normalmente pelo pastor, que é o ministro público da congregação que o chamou. Ele faz isso em nome da congregação. Em casos urgentes, entretanto, qualquer cristão pode batizar.

A palavra “batizar” significa aplicar água em alguém, não importando como: aspersão, imersão, etc. O sacramento do batismo é a aplicação da água juntamente com as palavras de Jesus: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19). O batismo não é simplesmente água, mas é a água ligada à Palavra de Deus, conforme a ordem de Jesus. É a Palavra de Deus que faz com que o batismo seja eficaz (Ef 5.26).

Pelo batismo, Deus faz com que nós recebamos a salvação obtida por Cristo. Através dele Deus faz nascer em nós a fé em Cristo, nossos pecados são perdoados e Deus nos adota como filhos. O batismo, portanto, é a entrada para a família de Deus. É o restabelecimento da comunhão e da união com Deus que foram perdidos por causa do pecado (Gl 3.26,27; At 2.38; At 22.16; Mc 16.16).

O batismo é o nosso segundo nascimento. Quando somos batizados, nascemos para Deus e para o seu Reino. Em Jo 3.5 Jesus declara: “Eu afirmo que ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. O homem nasce fisicamente de pais humanos, mas nasce espiritualmente do Espírito de Deus”. Este novo nascimento de que fala Jesus é aquele que acontece através do batismo, quando o Espírito Santo coloca a fé no coração do ser humano. Este novo nascimento nos torna filhos de Deus e nos faz viver uma vida com Deus e para Deus (Gl 2.20; 2 Co 5.17).

A ordem de Jesus em Mt 28.19 inclui todas as pessoas, homens, mulheres e crianças. Os adultos que crêem em Jesus são primeiro instruídos e depois batizados. Para estes o batismo não significa conversão — pois já foram convertidos pela Palavra —; neste caso o batismo lhes confirma a graça de Deus e fortalece a sua fé.

As crianças, diferentemente, são transformadas em discípulos de Cristo por meio do batismo. Depois, à medida que vão crescendo, são instruídas na Palavra de Deus. Existem três motivos fortes para que as crianças sejam batizadas: 1) elas estão incluídas quando Jesus fala em “todas as nações” (Mt 28.19); 2) Cristo promete às crianças o Reino de Deus (Lc 18.15-17) e, para entrarem no Reino de Deus, é necessário que nasçam da água e do Espírito (Jo 3.5-6); 3) as crianças nascem em pecado e, portanto, necessitam deste maravilhoso meio pelo qual Deus coloca a fé em nossos corações e perdoa os pecados. Para o batizado continuar na família de Deus, é necessário que permaneça firme na fé através do uso dos meios da graça, Palavra e Santa Ceia.

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10 : O sacramento da Santa Ceia

A Santa Ceia foi instituída pelo próprio Senhor Jesus na noite em que foi traído (Mt 26.26-30; Lc 22.19-20; 1 Co 11.23-25). Outros nomes para a Santa Ceia são: Santa Comunhão, Sacramento do Altar, Partir do Pão, Eucaristia.

Jesus está presente no pão e no vinho. Quando ele instituiu a Sta Ceia, suas palavras foram claras e precisas: quando nós comemos o pão, recebemos verdadeiramente o seu corpo; quando tomamos o vinho, recebemos o seu sangue. É a presença real do corpo e do sangue de Cristo no Sacramento.

Para que haja a verdadeira Ceia do Senhor são necessários os dois elementos externos (pão e vinho), as palavras de Jesus (“isto é o meu corpo”, “isto é o meu sangue”, “dado e derramado em favor de vós para remissão dos pecados”) e o comer e o beber do pão e do vinho. Neste ato, recebemos de maneira sobrenatural o corpo e o sangue de Cristo.

A Sta Ceia é um dos meios da graça que o Espírito Santo usa na sua obra de santificação do crente. O propósito desta Ceia é nos dar maior certeza do perdão dos nossos pecados que recebemos pela fé em Cristo. Através dela somos fortalecidos para podermos viver uma vida dedicada a Deus e ao nosso próximo. Da mesma forma, somos fortalecidos para vivermos uma vida de comunhão com Deus e com os nossos irmãos na fé. Além disso, estamos testemunhando publicamente que cremos na morte e ressurreição de Cristo e nas bênçãos que dela recebemos (Lc 22.19,20; Mt 26.27,28; 1 Co 10.17).

Por natureza, ninguém é digno da Sta Ceia, exceto aquele que tem fé no Senhor Jesus. A dignidade exigida é um presente (dom) que Deus concede por meio da fé. Aqueles que não têm fé, que não confiam em Cristo, que não acreditam na presença real do corpo e do sangue de Cristo na Ceia, recebem o corpo e o sangue de Cristo para a sua condenação (1Co 11.27,29-30; Hb 11.6).

Por causa disso, não devem participar da Sta Ceia aqueles que não podem examinar-se por causa de sua ignorância espiritual ou falta de instrução ou compreensão a respeito da Sta Ceia. Da mesma forma, não devem participar aqueles que vivem em pecado voluntário e não querem se arrepender nem abandoná-lo (1Co 11.28-29; 1Co 10.21; Mt 5.23-24; Rm 16.17).

Antes de participarmos da Ceia do Senhor, nós devemos nos examinar com muito cuidado (ver hinário p. 109 — anexo). Está preparado para a Sta Ceia todo aquele que está arrependido de seus pecados e quer receber, nesta Ceia, o corpo e o sangue de Jesus através do pão e do vinho a fim de obter o perdão dos seus pecados e o fortalecimento da sua fé (Sl 51.17; Mc 1.15; Mc 9.23-26; Jo 6.37).

Precisamos participar da Sta Ceia com freqüência porque: 1) Jesus nos disse para que assim o fizéssemos; 2) renovamos a certeza de que todos os nosso pecados estão perdoados; 3) podemos obter paz e fortalecimento da fé; 4) a nossa comunhão com Cristo e com os irmãos na fé fica fortalecida; 5) assim testemunhamos continuamente a morte salvadora do Senhor, lembrando, desde já, com alegria, a grande CEIA CELESTIAL (1Co 11.25-26; Lc 22.19-20; Mt 11.28).

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11 : A Igreja de Cristo

A Igreja de Cristo é o resultado da ação do Espírito Santo neste mundo. Ele é quem converte o pecador, dando-lhe a fé e o perdão e tornando-o mais um membro da Igreja. O Espírito Santo faz esta obra através dos Meios da Graça (Palavra de Deus e Sacramentos). Por isso, onde a Palavra de Deus não é anunciada ou conhecida e nem os Sacramentos são administrados, não pode existir ali a Igreja de Cristo (Rm 10.17).

A Igreja de Cristo é: santa, porque todos os seus membros são santos, isto é, Deus lhes perdoou todos os pecados e os santifica (Ef 5.25-27); invisível, porque somente Deus sabe quem faz parte da Igreja, pois somente ele pode olhar no coração do ser humano e ver se ali existe fé (2 Tm 2.19; Lc 17.20,21); única e universal, porque há somente uma Igreja de Cristo, cujos membros estão espalhados por todo o mundo e onde a Palavra de Deus é pregada e anunciada. Dela fazem parte todos os crentes (Rm 12.5).

O fundamento da Igreja é o próprio Cristo, isto é, a Igreja está baseada na obra redentora que Cristo efetuou na cruz. A Igreja é de Cristo, sendo ele o seu protetor e orientador (Ef 2.19-21; 1Co 3.11).

A Igreja de Cristo se manifesta neste mundo através das Congregações, onde o Evangelho é pregado e os Sacramentos são administrados. Dessa forma, a Igreja se torna visível. A Igreja visível é a totalidade dos que professam a fé cristã e se reúnem em torno da Palavra de Deus. Na Igreja visível, além dos cristãos verdadeiros, há os hipócritas, isto é, aqueles que se dizem cristãos mas que na realidade não o são.

A Igreja recebeu de Cristo o poder e a autoridade para pregar a Palavra de Deus, batizar, administrar a Santa Ceia e perdoar ou não perdoar os pecados. O poder de perdoar pecados é conhecido como o Ofício das Chaves, porque, através do perdão, o céu está aberto para aquele que se arrepende e fechado para aquele que não se arrepende de seus pecados (Mt 16.19; Jo 20.22-23; Mt 18.17-20).

O perdão e o amor de Deus devem ser anunciados a todos os que se arrependem e que pretendem desistir de seus pecados e crêem em Cristo como seu salvador. No entanto, se a pessoa não se arrepende, a Igreja anuncia que seus pecados não estão perdoados (Mc 16.16; Sl 32.2-5; At 3.19). A Igreja tem esta autoridade dada por Cristo, no entanto, este poder deve ser usado de acordo com a Palavra de Deus e não de modo arbitrário e injusto.

Jesus deu a autoridade de pregar a Palavra, de administrar os Sacramentos e de perdoar ou não os pecados à Igreja, isto é, ao conjunto dos cristãos. A Igreja, entretanto, escolhe do seu meio pessoas capazes para exercer esses poderes em nome dela. É o ofício do ministério público. Tais pessoas, que na Igreja Luterana são conhecidos como pastores, são aqueles que estudam e se preparam para poder bem exercer estas atividades que a Igreja (no caso, a Congregação) lhe confia. Também outros podem ser escolhidos pela congregação para auxiliar o seu pastor em outros ministérios e serviços: professores de escola dominical, diáconos, membros da diretoria, etc. (1Pe 2.9-10).

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12 : A vida devocional do cristão

A partir da fé em Jesus Cristo, o ser humano pecador recebe a oportunidade de relacionar-se com Deus, o Criador. Graças unicamente à salvação obtida por Cristo, o ser humano pode novamente viver em comunhão com o seu Deus. A vida do cristão, portanto, possui esta importante dimensão: o relacionamento com Deus. Este relacionamento pode ser chamado de vida devocional, ou seja, o cristão procura cultivar uma vida de devoção (=dedicação, piedade) a Deus, o seu Criador, Redentor e Santificador. A vida devocional é algo que brota espontaneamente no viver diário do filho de Deus, através da qual ele fortalece a sua comunhão e expressa o seu louvor ao seu maravilhoso e misericordioso Pai Celestial.

12.1. O culto público

É um verdadeiro privilégio estar na presença de Deus para adoração. Deus nos encoraja a nos aproximarmos dele para ouvirmos a sua palavra e louvá-lo com palavras e cânticos. Culto é fé em ação. No culto nós estamos pessoalmente envolvidos com Deus, ao mesmo tempo em que fortalecemos a nossa comunhão com os outros irmãos na fé. No culto, por meio da sua Palavra e da Santa Ceia, Deus nos prepara para que possamos enfrentar a vida como seus filhos (Lc 10.39-42; Sl 27.4; Rm 10.17; Hb 10.25).

12.2. Os estudos bíblicos e as devoções particulares

Os primeiros cristãos gostavam muito de ouvir as Escrituras, a Palavra de seu Deus. Nós faríamos bem em imitá-los. O tempo gasto em estudos bíblicos nos departamentos da comunidade ou em grupos pequenos de estudo da Bíblia para crescimento espiritual, encorajamento mútuo e comunhão resulta em muitos benefícios para o crente.

Nós também fazemos bem se temos devoções em família. Isto traz inúmeras bênçãos para o lar. Coisa muito triste é “deixar” Deus apenas na igreja, esquecendo-se dele em casa. A devoção familiar é algo que liga o nosso lar terreno com o lar celestial.

O estudo bíblico e a devoção, seja em particular, em família ou em grupo, é uma importante oportunidade para conhecermos melhor o nosso Deus e a sua vontade. Conhecendo melhor a Deus, nossa fé será fortalecida e nossa comunhão com Deus será cada vez mais aperfeiçoada (At 2.42; Cl 3.16; Lc 11.18; At 17.11).

12.3. A oração

A oração é um conversar com Deus. Pode ser com o coração apenas ou com o coração e os lábios. Através dela nós podemos compartilhar com Deus os nossos pensamentos, alegrias e tristezas, esperanças e decepções, e assim por diante (Sl 19.14; Sl 10.17).

As nossa orações devem ser dirigidas ao único e verdadeiro Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Orações dirigidas a qualquer outro são falsas e não são ouvidas. Nós podemos nos aproximar de Deus somente através de Cristo, o nosso Mediador e Salvador. É necessário haver firme confiança no poder de Deus para que possamos ser atendidos em nossas orações. É da vontade de Deus conceder-nos todas as bênçãos espirituais. Ao orarmos por bênçãos materiais, entretanto, acrescentamos “se for da tua vontade”. Estas decisões nós confiamos à bondade de Deus (Mt 4.10; Jo 16.23,24; Tg 1.6,7; Mt 6.7,8; 1Jo 5.14).

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13 : A vida dedicada a Deus

O cristão, a partir da sua fé em Jesus Cristo, reconhece que tudo o que ele é e tudo o que possui foi dado por Deus. Vida, saúde, tempo, dons (habilidades), bens materiais, bens espirituais, enfim, tudo procede da bondosa mão de Deus. Nós, seres humanos, somos apenas os administradores de tais bens que nos são concedidos por Deus. Esta administração é chamada de mordomia. Nós somos mordomos do Senhor, isto é, nós somos administradores de tudo o que Deus nos tem concedido. Temos, portanto, a grande tarefa de administrar bem e corretamente tudo aquilo que Deus nos tem concedido. Mordomia iguala-se à fidelidade, isto é, o desejo de usar todos os nossos dons, vida, tempo e bens para a glória de Deus e a edificação da sua Igreja neste mundo.

Esta administração cristã da vida é um culto que o cristão presta ao seu Deus e Salvador. Todos nós, criaturas perdidas e condenadas, fomos redimidos e libertados pelo precioso sangue de nosso Senhor Jesus Cristo e recebemos da parte de Deus uma nova vida. Passamos a pertencer a Deus. Somos o seu povo. É dentro deste contexto que não vivemos mais para nós mesmos, mas para aquele que nos criou e redimiu (2Co 5.14-15). Por outro lado, é em relação ao nosso próximo que nós efetivamos na prática esta relação que temos com o nosso Deus (Mt 25.31-46).

Deus quer que nós usemos todas as habilidades que ele nos confiou para a sua glória, para o bem estar do nosso semelhante e para o nosso próprio bem. Qualquer profissão que visar o nosso sustento, contribuir para o bem estar das outras pessoas, não for prejudicial a ninguém, nem vá contra os preceitos divinos, é agradável a Deus. O nosso tempo nesta vida também é algo passageiro; por isso, precisamos aprender a usar e gastar bem o nosso tempo, de acordo com a vontade de Deus (Ef 5.15-17).

Com relação aos bens materiais, Deus é honrado pelo melhor que podemos oferecer-lhe. No Antigo Testamento, cada membro do povo de Israel contribuía com 10% (dízimo) de tudo o que possuía. Hoje não estamos mais debaixo desta lei: Deus nos deixa livres para ofertarmos o quanto quisermos. Ele deseja, entretanto, que nós ofertemos com amor e responsabilidade, de acordo com as nossas posses. O cristão sempre vai querer fazer o máximo e dar o melhor de si pela causa de Cristo e do Evangelho (2Co 9.7). A título de recomendação, muitas congregações sugerem que o membro estabeleça dentro da sua liberdade cristã uma porcentagem dos seus ganhos como oferta para o Reino de Deus e assim contribua ativamente para a obra da Igreja de Deus, celebrando o seu culto material a Deus.

A vontade de Deus é evangelizar o mundo. O seu desejo é que todos sejam salvos pelo ouvir do Evangelho de Cristo. Para que isso aconteça ele nos coloca como “pescadores de homens”, isto é, como testemunhas do Evangelho neste mundo em que vivemos. A evangelização é o principal trabalho de cada cristão e a razão de ser de toda congregação cristã.

Não devemos encarar os aspectos desta vida cristã como pesos e obrigações, mas como oportunidades que Deus nos dá para darmos sentido à nossa existência, servindo a ele, nosso Criador e Redentor e ao nosso próximo.

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14 : A oração do Pai-Nosso — Mt 6.9-13

14.1. Pai-nosso, que estás nos céus

Aqui, Jesus nos ensina a chamarmos a Deus de “Pai”. A palavra “Pai” deve inspirar a nossa completa confiança em Deus. Pela fé em Jesus, nós somos feitos filhos de Deus, podemos confiar nele e falar com ele em oração. A palavra “nosso” nos ensina a nos vermos todos como irmãos, nos ensina que Deus quer a nossa comunhão. Como filhos de Deus, somos todos iguais perante ele.

14.2. Santificado seja o teu nome

Santificar quer dizer “fazer santo”. O nome de Deus já é santo por si mesmo. Quando fazemos esta oração, entretanto, pedimos que o nome de Deus seja santo entre nós, por meio da honra e glória que devotamos a ele, de nosso amor e da confiança que depositamos nele todos os dias. Nossa ação como cristãos é que vai fazer com que o nome de Deus seja santificado entre nós. Por isso pedimos a Deus que ele nos dê a capacidade de procedermos de acordo com a sua vontade.

14.3. Venha o teu reino

Aqui nós pedimos para que o Reino de Deus cresça em nossos corações, em nosso lar, em nossa igreja, em nosso país e em todo o mundo. O Reino de Deus vem por si mesmo, mas aqui pedimos que o Reino de Deus atue entre nós e junto a nós, de modo que sejamos participantes deste Reino. Pedimos aqui que a obra de Cristo — seu sacrifício a nosso favor — tome efeito entre nós por meio de uma vida cristã conforme a vontade de Deus.

14.4. Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu

Pedimos aqui que Deus capacite a todos nós, por meio da fé, a que possamos cumprir a vontade de Deus em nossas vidas aqui na terra, assim como ela é cumprida perfeitamente no céu. A vontade de Deus em primeiro lugar é que todos os seres humanos sejam salvos por meio da fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

14.5. O pão nosso de cada dia nos dá hoje

O pão nosso inclui tudo aquilo de que precisamos para sustentar o nosso corpo e a nossa vida, tudo o que torna as nossas vidas felizes e frutíferas. Aqui aprendemos que tudo o que somos e temos provém de Deus, tudo é um presente de sua mão graciosa.

14.6. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores

Aqui nós estamos pedindo o perdão de todos os pecados que cometemos diariamente e também estamos nos comprometendo a perdoar a todos aqueles que pecam contra nós. Tendo recebido o perdão completo e gratuito de Deus, nós somos compelidos pelo amor a perdoar também a todas as pessoas. (Mt 18.23-35)

14.7. E não nos deixes cair em tentação

Aqui nós oramos para que Deus nos guarde e preserve, de modo que o diabo, o mundo e o nosso próprio pecado não nos enganem, ou nos levem à descrença ou ao pecado. Queremos também lembrar que não devemos nos expor despropositadamente ao pecado.

14.8. Mas livra-nos do mal

Vivemos em um mundo pecaminoso, por isso o mal está sempre ao nosso redor. Aqui pedimos que Deus nos dê forças para podermos suportar os sofrimentos desta vida e que ele nos proteja, levando-nos a salvo para o lar eterno.

14.9. Pois teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre

Este é um grande final para uma grande oração. Nosso Pai é Deus Todo-poderoso. Ele pode e fará tudo o que prometeu. Nós estamos completamente seguros em suas mãos. Amém — Assim, seja, Senhor.

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15 : Os acontecimentos do fim do mundo

A Bíblia nos ensina claramente que este mundo no qual nós vivemos é passageiro. Quando Cristo voltar para julgar todas as pessoas, este mundo e tudo o que nele existe irá desaparecer e Deus fará um novo céu e uma nova terra. Antes disso, porém, os mortos irão ressuscitar e Cristo irá julgar os vivos e os mortos.

Cristo voltará a este mundo em poder e muita glória, acompanhado de todos os seus anjos, e será visto por todas as pessoas (Ap 1.7). Naquele dia, todos terão que reconhecer a soberania e a majestade divina de Jesus Cristo. O dia da volta de Cristo será súbito e inesperado. Ninguém, além de Deus, sabe quando será este dia e esta hora. Por isso, nós cristãos devemos estar sempre preparados para a volta de Cristo a qualquer momento (At 1.11; At 17.31; 2Tm 3.1-4). Parece que antes da volta de Jesus acontecerão tempos difíceis, o que, entretanto, não nos autoriza a fazer quaisquer previsões.

Outra grande verdade ensinada pela Escritura é a futura ressurreição de todos os mortos. Esta ressurreição (volta à vida) acontecerá no dia da volta de Cristo, quando os mortos ouvirão a voz de Jesus e sairão dos seus túmulos. Todos ressuscitarão com corpos diferentes, corpos não mais sujeitos às limitações de tempo e espaço, corpos imortais. Serão corpos que permanecerão eternamente inalterados. Aqueles que creram em Jesus durante a sua vida, ressuscitarão para se encontrar com Jesus e viver junto com ele, para sempre, na glória e felicidade eternas. Aqueles que estiverem vivos quando Jesus voltar terão seus corpos transformados, para serem iguais àqueles que ressuscitarão (Jo 5.28-29; 1Ts 4.13-18).

Todos os seres humanos, então, vivos e mortos, estarão diante de Jesus para serem julgados por ele. Cristo irá julgar as pessoas de acordo com um só critério: a fé em Jesus como seu Salvador pessoal. Cristo irá analisar a fé de cada um e as boas obras que surgiram desta fé. A pessoa que, durante a sua vida terrena, aceitou a Jesus como o seu Salvador e que vivenciou esta fé, irá receber a confirmação daquilo que ela já sabia durante a sua vida: que estará eternamente salva e que receberá a “coroa da vida eterna”. No entanto, a pessoa que durante a sua vida terrena não confiou em Cristo como o seu Salvador, ou mesmo que o desprezou durante todo esse tempo, receberá a confirmação de sua eterna condenação, ou seja, irá sofrer eternamente, condenada a viver para sempre distante da graça de Deus (Mc 16.16).

Haverá um novo céu e uma nova terra, tão maravilhosos como os que Deus criou e antes que o pecado dos seres humanos estragasse tudo. Os crentes salvos estarão satisfeitos, perfeitamente felizes, livres de todo o pecado e de todas as tristezas deste mundo. Viveremos de um modo diferente, em alegria e glória que não podem ser descritas por palavras humanas. No céu, o crente verá a Deus face a face e poderá, eternamente, usufruir da sua presença maravilhosa (Ap 21.1-7).

Em vista destas realidades, nós precisamos estar certos de que cremos realmente em Jesus como nosso Salvador e precisamos colaborar para a evangelização do mundo, para que muito mais pessoas possam receber a salvação e não o sofrimento eterno. Feito isso, podemos aguardar com alegria a volta do nosso Senhor.

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16 : O credo apostólico

16.1. Primeiro Artigo: DA CRIAÇÃO

“Creio em Deus Pai Todo-poderoso, criador do céu e da terra”

O que significa isto?

Creio que Deus me criou a mim e a todas as criaturas. Ele me deu o corpo e a vida, a inteligência e todos os sentidos, e ainda os conserva. Além disso, Deus me dá roupas, calçado, comida, bebida, casa e lar, e todos os bens. Diariamente ele me dá o necessário para o corpo e a vida, protege-me contra todos os perigos e me guarda de todo o mal. E tudo isso Deus faz unicamente por sua paterna e divina bondade, sem eu merecer nada. Por tudo isso eu devo dar graças e louvor a Deus, servi-lo e obedecer-lhe.

16.2. Segundo Artigo: DA SALVAÇÃO

“Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.”

O que significa isto?

Creio que Jesus Cristo é verdadeiro Deus, gerado do Pai desde a eternidade, e também verdadeiro homem, nascido da virgem Maria. Ele é meu Senhor porque salvou a mim, pessoa perdida e condenada, me resgatou de todos os pecados, da morte e do poder do diabo. Ele não fez isso com ouro e prata, mas com seu santo e precioso sangue e seu inocente sofrimento e morte. E Jesus fez isso para que eu lhe pertença e o sirva em eterna justiça, inocência e bem-aventurança. E assim como ele ressuscitou dos mortos, ele vive e reina eternamente.

16.3. Terceiro Artigo: DA SANTIFICAÇÃO

“Creio no Espírito Santo, na santa igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém”

O que significa isto?

Creio que por minha própria razão ou força não posso crer em Jesus, meu Senhor, nem vir a ele. Mas creio que o Espírito Santo me chamou pelo Evangelho, me iluminou com os seus dons, me santificou e me conservou na verdadeira fé. Assim também congrega, ilumina e santifica toda a cristandade na terra, e em Jesus Cristo a conserva na verdadeira e única fé. Nesta cristandade ele perdoa a mim e a todos os crentes diária e abundantemente todos os pecados. E no último dia, ele me ressuscitará a mim e a todos os mortos e me dará a mim e todos os crentes em Cristo a vida eterna.

“Amém”: Assim seja, ó Senhor. Isto é certamente verdade

Observação: O Credo não é oração, mas confissão de fé.

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17 : Mordomia cristã

17.1. Introdução

“Mordomias”: vantagens fora da folha de pagamento.

“Mordomia Cristã”: administração da vida conforme a orientação do Deus Eterno.

17.2. O que é Mordomia Cristã

Mordomo é uma espécie de administrador de uma casa, com características de muito bom relacionamento com seu patrão. Exemplo: Gn 39.1-6a — José foi levado para o Egito, onde os ismaelitas o venderam a um egípcio chamado Potifar, um oficial que era o capital da guarda do palácio. O Deus Eterno estava com José. Ele morava na casa de seu dono e ia muito bem em tudo. O dono de José viu que o Deus Eterno estava com ele e o abençoava em tudo que fazia. Assim José ganhou a simpatia de seu dono, que o pôs como seu ajudante particular. Potifar de a José a responsabilidade de cuidar da sua casa e tomar conta de tudo o que era seu. Dali em diante, por causa de José, o Eterno abençoou o lar do egípcio e também tudo que ele tinha em casa e no campo. Potifar entregou nas mãos de José tudo oque tinha e não se preocupava com nada, a não ser com a comida que comia.

O bom mordomo procede com fidelidade em todos os detalhes. Exemplo: Gn 39.6b-9 — José era um belo tipo de homem e simpático. Algum tempo depois, a mulher do seu dono começou a cobiçar José. Um dia ela disse: — Venha, vamos para a cama. Ele recusou, dizendo assim: — Escute, o meu dono não precisa se preocupar com nada nesta casa, pois eu estou aqui. Ele me pôs como responsável por tudo o que tem. Nesta casa eu mando tanto quanto ele. Aqui eu posso ter tudo o que eu quiser, menos a senhora, pois é mulher dele. Sendo assim, como poderia eu fazer uma coisa tão imoral e pecar contra Deus?

Deus é o patrão e as pessoas são os mordomos.

Tudo é de Deus: Gn 1.1 — No começo Deus criou o céu e a terra.

Sl 24.1 - Ao Deus Eterno pertence o mundo e tudo oque nele existe; a terra e todos os que nela vivem.

Ag 2.8 — Toda a prata e todo o ouro do mundo são meus.

Deus criou e cria o ser humano, dando-lhe a tarefa de administrar o mundo com tudo o que nele está: Gn 1.26-28 — Aí ele disse: — “Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como nós, que se pare-cerão conosco. Eles terão poder sobre os peixes, sobre as aves, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre os animais que se arrastam pelo chão”. Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher e os abençoou, dizendo: — “Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem. E tenham poder sobre os peixes do mar, sobre as aves que voam no ar e sobre os animais que se arrastam pelo chão”.

No sentido geral, cada pessoa no mundo é um mordomo (administrador), porque lida com coisas que não são suas, mas de Deus; lida com estas coisas apenas por algum tempo; depois precisa prestar contas a Deus sobre sua administração, e estas coisas passam a ser administradas por outras pessoas.

Quando uma pessoa vive no mundo e lida com as coisas (sua vida, seus bens imóveis e móveis, seu dinheiro, seu tempo, seus dons), e com tudo, enfim, que Deus coloca à sua disposição no mundo — do jeito que bem lhe agrada, sem perguntar o que Deus tem a orientar quanto à sua administração, então dizemos que tal pessoa pratica uma mordomia não cristã.

Quando, por outro lado, uma pessoa valoriza o amor que Deus lhe dedica por meio de Jesus Cristo; quando pelo poder do Espírito Santo compreende que Deus tem toda a razão de mandá-la ao inferno para sempre — porque não cumpre 100% a sua lei — “Os que confiam na sua obediência à lei estão debaixo da maldição de Deus. Pois as Escrituras Sagradas dizem: Todos os que não obedecem sempre a tudo que está escrito no Livro da Lei estão debaixo da maldição de Deus!” (Gl 3.10); quando pelo poder do mesmo Espírito Santo, compreende que Deus quer evitar essa matança; quando compreende que Deus lhe oferece vida ao invés de morte, (Ez 33.11: “... juro pela minha vida que eu, o Senhor Eterno, não me alegro com a morte de um pecador. Eu gostaria que ele parasse de fazer o mal e vivesse”) por meio daquilo que Jesus fez (morte na cruz) e agora lhe oferece (perdão dos pecados); quando em tal pessoa é despertado o amor a Deus e ao semelhante, então esta pessoa vai querer saber o que é que Deus tem a dizer em sua Palavra (Bíblia) a respeito da maneira pela qual convém administrar tudo aqui no mundo. Quando isto acontece, e a pessoa passa a orientar todo o seu pensar, falar e fazer em concordância cada vez maior com a Palavra de Deus, então dizemos que tal pessoa pratica uma Mordomia Cristã.

A mordomia cristã compreende, portanto, todos os detalhes da vida da pessoa cristã no mundo: a sua vida de santificação; a sua resposta de amor a Deus e ao semelhante, motivado pelo amor que Deus lhe dedicou primeiro; a sua luta de cada dia para evitar o pecado e agradar a Deus por meio daquilo que pensa, fala e faz.

Para fins de estudo, pode-se fazer muitas divisões quanto aos mais variados assuntos que fazem parte da vida do cristão em relação a Deus, a si mesmo, à sua família, congregação e sociedade em que vive. Outras vezes se faz uma divisão em três grandes partes: mordomia do tempo, dos dons e dos bens; as possibilidades são muitas, mas a finalidade é uma só: levar as pessoas cristãs a viverem do modo sempre mais agradável e útil a Deus, para a honra e glória do Senhor e o bem de muitas pessoas (já aqui neste mundo e na eternidade).

17.3. A Mordomia Cristã da Oferta

A oferta para o reino de Deus num sentido amplo compreende muitas coisas:

— a oferta nos pratos durante o culto — ou na escola dominical das crianças, nos departamentos, etc;

— a oferta nos envelopes mensais; — as ofertas para fins “especiais” (construção, etc);

— ofertas em mantimento ou roupas para socorrer pessoas necessitadas; — ofertas em tempo e serviço — de acordo com as capacidades que Deus dá a cada um (para fins de progresso da congregação local, da igreja a qual pertencemos e do reino de Deus em geral).

Quem pode ofertar? Só quem primeiro recebe algo de Deus (1Crônicas 29-14: “... tudo vem de ti, e nós somente devolvemos o que era teu.” — Davi

Quem recebe algo de Deus? Cada pessoa (Deus torna possível sua concepção, seu nascimento, sua sobrevivência, dá-lhe alimento, abrigo ...).

Como funciona isto? Deus usa pessoas, para através delas conceder bênçãos às outras. Exemplos: pais providenciam que seus filhos sejam batizados, alimentados, vestidos, que tenham tratamento médico, etc; Deus usa o patrão para dar dinheiro ao pai de família e/ou mãe, para poderem atender as necessidades da família e de outros.

Quem tem o privilégio de ofertar? Cada pessoa — este é um privilégio que cada pessoa tem, desde a criancinha recém batizada até a pessoa mais idosa.

De onde vêm os recursos para a oferta no caso daquelas pessoas que não tem renda própria? Do mesmo lugar de onde vêm os recursos para alimento, roupa, etc. Deus cuida de cada pessoa. Cabe ao cristão estimular a cada pessoa a que agradeça a Deus por isso.

Quando apenas o chefe da família oferta ele:

— não está estimulando seus familiares a agradecer;

— não está educando seus familiares (especialmente filhos) a ofertar;

— normalmente, está perdendo uma grande oportunidade para reunir-se com a família e conversar sobre as finanças domésticas, as bênçãos de Deus e a distribuição de ofertas na família.

Quando ofertar? Em cada culto, depois de sermos instruídos na Palavra de Deus — através do sermão; quando sentimos alegria e gratidão pelo amor de Deus — mais uma vez lembrado nesta oportunidade.

De modo bem marcante, cada vez que recebemos nosso ordenado, ou que tivermos ganhos (nossas rendas) somos lembrados de que tudo isto vem de Deus. Ocorrendo isto, em geral, mensalmente, também a oferta do envelope é mensal.
Quanto ofertar?

Sempre vai ser um processo de decisão pessoal (movimentado pelo amor de Deus), levando em conta basicamente os seguintes pontos:

— o quanto eu considero importante poder passar a eternidade no céu na companhia de Deus, ao invés de no inferno, na companhia de Satanás;

— o quanto eu reconheço que Deus já está me abençoando cada dia aqui nesta vida;

— o quanto Deus está dando para mim (meus ganhos, saúde, capacidade, bom tempo, igreja, amigos, família, etc);

— quais são meus compromissos indispensáveis (impostos, alimentos, médicos, etc);

— quais são as necessidades de minha congregação, igreja e reino de Deus em geral (despesas regulares mensais, ocasionais, etc).

Depois de considerar estes e outros pontos, pede-se que Deus dê coração agradecido, mente aberta, confiança nas promessas de Deus e vontade renovada de servir.

Decide-se, então, a porcentagem que se quer dar mensalmente no envelope — e cumpre-se alegremente a decisão tomada.

Nota: a prática de escolher uma porcentagem dos ganhos para oferta, além de ser a orientação bíblica básica, faz também com que nossa oferta acompanhe automaticamente a variação de nossos ganhos ao longo do ano.

Que porcentagem ofertar?

Às vezes uma pessoa viveria muito bem com 12% de sua renda, e poderia ofertar 88% para as atividades do reino de Deus; outras vezes fica difícil uma pessoa viver com 88% de sua renda e ofertar 12% para o serviço do reino de Deus. A Bíblia fala de alguns casos:

— Abraão — Gn 14.20 — sem lei, voluntariamente ofertou 10%;

— Jacó — Gn 28.22 — sem lei, voluntariamente, comprometeu-se em ofertar 10% de suas rendas futuras;

— O povo de Israel — por lei ofertava 10% de tudo, e mais outras ofertas, perfazendo mais ou menos 32%;

— A viúva pobre — Mc 12.41-44 — voluntariamente deu tudo o que tinha;

— aos cristãos de Corinto foi orientado por ocasião da oferta a favor dos irmãos carentes da Judéia: “Que cada um dê conforme resolveu no coração, não com tristeza, nem por obrigação, porque Deus ama quem dá com alegria.” (2 Co 9.7).

17.4. Conclusão

Lembremos que quando Cristo nos libertou (pagando com seu santo e precioso sangue), ele nos libertou por inteiro — minha alma, meu corpo — tudo o que sou. Por isso, quando o aceito como meu Salvador, também o reconheço como meu Senhor e desejo estar à sua disposição como servo(a) — eu, com tudo que “tenho” (que recebo para administrar neste mundo). Isto representa um privilégio e uma responsabilidade muito grandes!

Somos livres do “senhor mal intencionado” — Satanás, não para escravizar-nos a nós próprios (idéias e ambições), mas para servimos ao nosso novo senhor, Jesus Cristo — “Vocês, irmãos, foram chamados para serem livres. Mas não deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para se deixarem dominar pelos desejos humanos. (Gl 5.13).

Para reflexão: Ml 3.10-12 — Eu, o Deus Todo-poderoso, ordeno que tragam todos os seus dízimos aos depósitos do Templo, para que haja bastante comida na minha casa. Ponham-me a prova e verão que eu abrirei as janelas do céu e farei cair sobre vocês as mais ricas bênçãos. Não deixarei que os gafanhotos destruam as suas plantações, e as suas parreiras darão muitas uvas. Todos os povos dirão que vocês são felizes, pois vocês vivem numa terra boa e rica. Eu, o Deus Todo-poderoso, falei.

Terminou? Parabéns.

Este é para seu conhecimento, mas avise a seu monitor que você terminou, mesmo que não haja tarefas.

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