Eu sou uma apaixonada por livros, sobretudo, por romances.
Poderia apresentar-vos uma proposta de leitura de um autor conceituado, bastante conhecido do mundo da literatura, mas optei por não o fazer, pois uma das coisas que gosto é descobrir escritores jovens e talentosos, pois também os temos e são muito bons, praticamente desconhecidos do público e que merecem ver reconhecido o seu talento.
Neste sentido, entre algumas obras de jovens autores que tenho lido, optei por vos apresentar o escritor Raul Minh’Alma, nascido em 1992, em Marco de Canaveses. É formado em Engenharia Mecânica pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Aos vinte e quatro anos, em 2016, escreveu «Larga Quem Não Te Agarra», um dos livros de ficção mais vendidos em Portugal e que chegou ao Brasil em 2017. No mesmo ano, lançou «Todos os Dias São para Sempre», confirmando-o como um autor bestseller que conquistou o coração dos portugueses.
«Foi sem querer que te quis», é o mais recente livro do autor, lançado em novembro de 2018, o seu primeiro livro na categoria de romance. Apresenta-nos uma história arrebatadora, surpreendente e encantadora, que nos prende desde o início até ao final. Segundo o autor, “NÃO SENTIMOS AMOR, SOMOS AMOR... E AMAR É UMA ETERNA VIAGEM INTERIOR.”
Beatriz é uma jovem apaixonada pela sua profissão, mas desiludida com o amor. Como tal, tem como objetivo conseguir uma receita para alcançar o verdadeiro amor. Todavia, a vida prega-nos partidas e quando a jovem resolve que não quer apaixonar-se a vida troca-lhe as voltas. O avô de Leonardo, um homem sábio, experiente e bondoso apresenta-lhe uma proposta: dar-lhe-ia a receita de como ser feliz no amor, se ela prometesse ajudar Leonardo, um jovem que, amargurado pelas arbitrariedades da vida, se tornou numa pessoa insolente, mal educada e mimada. A sua missão seria ajudá-lo a fazer as pazes com o seu passado e a tornar-se uma pessoa melhor. Beatriz, renitente, aceitou o desafio e por ironia do destino, apaixonou-se por Leonardo, uma pessoa que reunia em si todas as caraterísticas que ela mais desprezava.
Confesso que vibrei com cada palavra deste fabuloso romance, com a força demonstrada por Beatriz e com o modo como o relacionamento dela com Leonardo se desenrolou até ao final. O final?!!! Nem tenho palavras para descrever a intensidade com que vivi cada palavra, o arrepio na pele como se sentisse e estivesse a viver cada momento daquele verdadeiro e intenso amor. Não fosse eu uma eterna romântica!
Quando leio, por norma, tento sempre ir adivinhando o que se sucederá a seguir. Confesso que, por norma, vou desvendando o romance sem grandes dificuldades. Neste livro, contrariamente, Raul Minh’Alma, com a sua capacidade e imaginação de encadear tão bem o desenvolvimento das suas ideias, não me facilitou a tarefa. Resultado: cinco da manhã ainda estava a ler o final, ou melhor, a reler porque é um final tão surpreendente que jamais me passaria pela cabeça o que, efetivamente, aconteceu.
Como se consegue transmitir por palavras sentimentos tão reais e arrepiantes? Como se consegue perceber que o amor que estamos a acompanhar ultrapassa qualquer espaço, qualquer barreira?
Junto com a Beatriz, nós leitores, fazemos a travessia da VIDA para o outro lado da VIDA, sem nos apercebermos! Reli algumas vezes aqueles dias passados em Paris e questionei-me como foi possível “viajar” com Beatriz e Leonardo e só mesmo no final perceber que, nós leitores, "vamos" a Paris, satisfazer o sonho do Leonardo, mas apenas só com a Beatriz???!!! Parece confuso? É! Descubra você também! É de facto, fabuloso e recomendo vivamente a leitura. Poderia andar para aqui a divagar porque me perco com as palavras, mas não vale a pena, pois só lendo o livro se consegue ser personagem de uma história tão maravilhosa e, simultaneamente, imensamente inacreditável... Surpreendi-me com o final e com as emoções que me despertou… até dói no fundo da alma!
Se me permitem o conselho: se não têm por hábito ler, mas gostam de se emocionar, experimentem ler esta obra. O autor tem uma escrita simples, acessível, que nos toca no coração. Este livro desperta-nos um misto de emoções e faz-nos parecer que vivemos o que está a acontecer. Cada palavra escrita nos ensina a ver as coisas de uma maneira diferente. É isto que se quer de um livro, histórias que nos inspirem, que nos emocionem, que nos ensinem e nos façam refletir. Uma coisa este livro nos ensina, nada que eu já não tivesse descoberto, é que nunca devemos deixar nada para depois. O que vivemos já passou, o futuro ninguém sabe se o viverá. O amanhã pode ser tarde para muita coisa. Nós vivemos o momento, o AGORA.
Fica a mensagem e votos de boas leituras!