Voltei com a Catarina a agarrar o Olhares, um texto que começamos em 2017 e que desde então tem aparecido e reaparecido nas nossas curiosidades;

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Próxima paragem:

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Um desenho da Marta, para celebrar os dias e o caminho para um novo livro!

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Durante muito tempo a imaginação não veio

Estava atrelada à recusa de um futuro

De uma expectativa de futuro

de uma certa anulação do desejo

de ser abrir estar conjurar

A imaginação tem vindo

A novos encontros com o futuro

tem entrado de rompante

Primeiro, soltando ideias de que já ouvimos

Em todos os cantos em que se fala

Por vezes, mais surpreendente deixa,

Na mesa anseios desejos futuros

Com suprema força

Da novidade do fulgor da tesão

Sabemos com a imaginação

Que o futuro ainda se pode desejar

Mesmo que estejamos por aqui,

Por agora, digo-te

*

Adiar, só mais um pouco

A vontade de futuro agora.

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Amiúde volto a este poema,

e ao mesmo sangue fervente

que ele provoca

[ Canto Nono - Nuno Moura

este é o excerto disponibilizado no blog da Douda Correria (: ]

ainda os carteiros andavam a pé

e a água com gás era no mar e o sangue grosso diluía estendia-se a roupa nos areais

e ainda conhecíamos as pessoas da nossa vida

ainda se entrava e saía deste país

com a ligeireza de um empregado de mesa

ainda ninguém abusava da sua posição

a não ser para lançar filhos ao ar

o homem do talho pendurava corações excelentes

há muito se tinha abandonado a ideia dos números oficiais procuravam-se ataques de fome deitando fogo a tocas

e daí nada surgia

a não ser um maior entendimento da terra

e dos seus camaleões sonolentos

farejadores de novas estradas

Em 2016 acendia em Barcelos com o André um fósforo já acendido em bancos de jardim por Lisboa

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INÍCIO:

Por aqui andaremos