EN 232

Nas curvas da estrada da vida,

O tempo, rio veloz, corre.

A velha ponte separa distritos,

Aproxima margens

E o aconchego da casa ali tão perto!

O autocarro cheio de risos jovens

Naquele tempo de ingénuas alegrias,

Deixou de passar ali,

E resta agora o silêncio da paragem deserta.

Há traços contínuos que limitam a estrada

Onde outrora as mimosas bordejavam em flor.

As curvas são ainda requebros na paisagem,

Mas os coelhos já não atravessam a estrada,

Assustados pelos faróis solitários na noite.

Os pés que tanto pisaram a 232

Envelheceram,

Partiram.

Só resta o negro do asfalto …

Autora: Drª. Judite Lima