MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - CAMPUS SERRA

 ES-010, Km-6,5 - Manguinhos, Serra - ES, 29173-087, (27) 3348-9200

PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO

ESPECIALIZAÇÃO TÉCNICA EM DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS WEB COM METODOLOGIAS ÁGEIS 

SERRA - ES

2016


REITOR

Denio Rebello Arantes

PRÓ-REITORIAS

Ensino: Araceli Verónica Flores Nardy Ribeiro

Pesquisa e Pós-Graduação: Márcio Almeida Có

Extensão: Tannure Rotta de Almeida

Administração: Lezi José Ferreira

Desenvolvimento Institucional: Ademar Manoel Stange

CAMPUS SERRA

DIRETOR GERAL

Jose Geraldo das Neves Orlandi

DIRETOR DE ENSINO

Wagner Teixeira da Costa

COMISSÃO DE ELABORAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO

Edilson Luiz do Nascimento

Rodrigo Fernandes Calhau

Moises Savedra Omena

Paulo Sérgio dos Santos Júnior


DADOS DA INSTITUIÇÃO

CNPJ : 10.838.653/0017-65

Razão Social: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo

Nome de Fantasia: Ifes

Esfera Administrativa Federal

Endereço:  ES-010, Km-6,5 - Manguinhos

Cidade/UF/CEP: Serra– ES CEP: 29173-087

Telefone: (27) 3348-9200

E-mail de contato: edilson@ifes.edu.br

Site da unidade: serra.ifes.edu.br

Projeto de Curso para: Campus Serra

Habilitação: Especialização Técnica em Desenvolvimentos de Sistemas Web com Metodologias Ágeis

Carga horária: 300 horas


SUMÁRIO

1. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO        5

1.1 PRÉ-REQUISITO        6

1.2 QUANTIDADE DE VAGAS        6

1.3 TURNO/HORÁRIO        6

1.4 TIPO DE MATRÍCULA        6

2. APRESENTAÇÃO        7

3. JUSTIFICATIVA        8

4. OBJETIVOS DO CURSO        11

5. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO        12

6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR        13

6.1 MATRIZ CURRICULAR        13

6.2 EMENTAS E BIBLIOGRAFIA        13

7. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES        19

8. REQUISITOS E FORMAS DE ACESSO        20

9. ESTÁGIO SUPERVISIONADO        20

10. METODOLOGIA E AVALIAÇÃO        20

10.1. METODOLOGIA        23

10.2. AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO- APRENDIZAGEM        25

10.3. AVALIAÇÃO DO PPC        28

11. PERFIL DO PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO        28

12. ESTRUTURA FÍSICA LOCAL        29

12.1. LOCAL DE FUNCIONAMENTO E INSTALAÇÕES        29

12.1.1. ACESSO A PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E/OU MODALIDADE REDUZIDA        29

13. CERTIFICADOS E DIPLOMAS        31

15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS        33

ANEXO 1 - AGENDA DE EVENTOS DO CURSO        35


1. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO

CURSO

Especialização Técnica em Desenvolvimento de Sistemas Web com Metodologias Ágeis.

EIXO TECNOLÓGICO

Informática e Comunicação

NÍVEL

Especialização Técnica de Nível Médio.

HABILITAÇÃO

Especialista Técnico de Nível Médio em Desenvolvimento de Sistemas Web

MODALIDADE

Presencial

CARGA HORÁRIA DO CURSO (sem estágio)

4 meses (300 horas)

CARGA HORÁRIA DO ESTÁGIO (obrigatório)

0 horas

PERIODICIDADE DE OFERTA ANUAL

1º Semestre

(  ) 2º Semestre( X )

NÚMERO DE ALUNOS POR TURMA:

20 vagas

QUANTIDADE TOTAL DE VAGAS ANUAL:

20 vagas

TIPO DE MATRÍCULA

por módulo

TURNO

( ) Matutino

( ) Vespertino

(X) Noturno (18:30 às 22:00)

( ) Integral

LOCAL

Campus Serra

FORMA DE OFERTA

(  ) integrado

(  ) integrado integral

(  ) concomitante

(X) subsequente

MODALIDADE

(X) presencial idade regular

(   ) presencial Educação Jovens e Adultos (EJA)

(  ) a distância

1.1 PRÉ-REQUISITO

Os alunos serão admitidos no Curso de Especialização Técnica por Processo Seletivo, ou outra forma que o IFES venha a adotar, com Edital e regulamento próprios, de acordo com o Regulamento da Organização Didática da Educação Profissional de Nível Técnico do Ifes (ROD).


Para concorrer a uma vaga no Curso de Especialização Técnica em Desenvolvimento de Sistemas Web com Metodologias Ágeis o candidato deverá comprovar a conclusão de curso Técnico em Informática, em Informática para Internet ou em Desenvolvimento de Sistemas.

1.2 QUANTIDADE DE VAGAS

Serão ofertadas 20 (vinte) vagas distribuídas em uma única turma por semestre.

1.3 TURNO/HORÁRIO

O turno de funcionamento do curso será noturno, das 18:30H às 22:00H.

1.4 TIPO DE MATRÍCULA

A matrícula será realizada por módulo, no início do curso, e abrangerá todos os componentes curriculares pertencentes ao módulo.


2. APRESENTAÇÃO

A comissão do Projeto Pedagógico do Curso vem realizando discussões no sentido de propor um curso de especialização técnica de nível médio que atendesse às demandas atuais da sociedade, e que estivesse de acordo com a Resolução CNE/CEB N° 6, de 20 de setembro de 2012 que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio. O artigo 24 da resolução supracitada determina que podem ser organizados cursos de  Especialização   Técnica   de   Nível   Médio,   vinculados,   pelo   menos,   a   uma   habilitação  profissional do mesmo eixo tecnológico na  perspectiva  de  educação  continuada  para  o  desenvolvimento  pessoal  e  do itinerário  formativo  de  profissionais  técnicos  e  de  graduados  em  áreas  correlatas,  para  o  atendimento de demandas específicas do mundo do trabalho, sendo que a  instituição  ofertante  de  curso  de  Especialização  Técnica  de  Nível  Médio deve ter em sua oferta regular curso de Educação Profissional Técnica de Nível Médio  correspondente,  ou  no  respectivo  eixo  tecnológico  relacionado  estreitamente  com  o  perfil profissional de conclusão da especialização. É importante frisar que este projeto pedagógico de curso não é um documento definitivo, ao contrário, tem um caráter dinâmico que possibilita a otimização de recursos humanos e busca formar profissionais altamente qualificados, com sólida base conceitual e prática, visando atender às atuais necessidades sociais em consonância com as legislações educacionais e profissionais.


3. JUSTIFICATIVA

3.1  Mercado de Trabalho

Segundo o Sindicato das Empresas de Informática no Estado do Espírito Santo – SINDINFO, há um déficit de 115 mil profissionais na área de tecnologia da informação em todo o Brasil. Esses profissionais podem atuar em diversas empresas cuja atividade fim é a tecnologia da informação, como empresas de desenvolvimento de software, venda e manutenção de equipamentos e instalação de equipamentos de redes e telecomunicações. Há ainda empresas dos diversos setores onde a tecnologia da informação está inserida como atividade meio e que demandam também de profissionais especializados.

De acordo com a pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Software- ABES, a Indústria Brasileira de TI está posicionada em 7º lugar no ranking mundial, com um investimento de US$ 60 bilhões, em 2014. Se considerarmos somente o setor de Software e Serviços de TI, sem exportações, o montante somou US$ 25,2 bilhões no ano passado. O estudo aponta que o Brasil está posicionado em 1º lugar no ranking de investimentos no setor de TI na América Latina, com 46% desse mercado que, em 2014, somou US$ 128 bilhões. Ao considerar isoladamente o Mercado de Software, o faturamento atingiu no ano passado a marca de US$ 11,2 bilhões, sem exportações. Já o Mercado de Serviços registrou valor na ordem de US$ 14 bilhões em 2014.

Para Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação –BRASSCOM, ​a Internet das Coisas (IoT) está ganhando espaço e existem muitas oportunidades a serem exploradas no Brasil, obtendo ganho de eficiência e impacto direto na economia.

De acordo com a SINDINFO, os principais desafios no setor é: Formar e qualificar a mão de obra. Faltam recursos humanos na base da pirâmide do mercado de trabalho, mas faltam também engenheiros de software, dada a baixa interação Universidade x Empresa.

Segundo a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação, educação Profissional e Trabalho do Espírito Santo – SECTTI-ES, os investimentos anunciados até 2016 no estado são superiores a R$ 100 milhões e cerca de 50% desse valor está sendo investido no sul do estado. Pesquisas do Instituto Jones dos Santos Neves – IJSN apontam o crescimento da população urbana na região em contrapartida à diminuição da população rural e o Ifes Campus de Serra, tradicional referência no ensino técnico de qualidade, tem se mostrado sensível à essas mudanças e à necessidade de qualificação da mão de obra na área de tecnologia da informação a fim de atender a demanda regional.

Assim, para justificar a oferta do curso, o Ifes Campus Serra se apoia nos seguintes motivos:

3.2  Importância Socioeducacional

Segundo o Global Innovation Index 2016, o Brasil está na 69ª posição na lista de países inovadores (Dutta et al, 2016). Apesar disso, no Brasil muitos estudantes não são estimulados à inovação em suas carreiras. Para dirimir esse problema, foi criada a lei dos Institutos Federais (n°. 11.892/2008) que prevê um maior desenvolvimento em projetos de pesquisa aplicada e extensão para as comunidades, visando o estímulo à inovação. Nesse sentido, a criação de cursos técnicos com perfil prático seguindo a metodologia de projetos nesses Institutos Federais estariam em consonância com essas novas formas de pensar.

Em estudos com professores e pesquisadores (Perucchi e Mueller, 2015), observa-se que o estímulo à carreira acadêmica no Brasil é muito maior que o estímulo ao perfil inovador  que visa atender as necessidades das indústrias, comércios e serviços. Por outro lado, o nível de inovação da indústria brasileira é considerado muito baixo, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) em pesquisas com empresários do país. Assim, a criação de cursos técnicos que desenvolva projetos em parceria com a comunidade é um passo importante para o início de uma efetiva colaboração entre a indústria nacional e os institutos federais, de modo a ter o estímulo necessário para que ambos, indústria e estudantes participem ativamente da inovação, e por conseguinte, do crescimento do país.

Outros estudos mostram que as carreiras e escolas estão desconectados da prática, e o ensino tem objetivos diversos que não se alinham aos interesses dos empresários brasileiros e seus interesses. Uma consequências é o alto índice de evasão nos cursos que envolvem tecnologias (Gilioli, 2016). Em relação aos propósitos da educação e suas metodologias de ensino, em geral os processos de ensino aprendizagem nos institutos federais seguem métodos tradicionais e a cultura de trabalho em equipe ou não é explorada, ou é insuficiente. Nesse contexto, a criação de um curso técnico com envolvimento de metodologias ágeis, Aprendizado Baseado em Projetos (PBL) e o “Aprender Fazendo” (do inglês, Learning by doing), com integração entre os institutos, companhias e comunidade vêm de encontro às necessidades desses envolvidos.

Cabe salientar que o projeto pedagógico do curso de Especialização Técnica em Sistemas Web com Metodologias Ágeis não é um documento definitivo, ao contrário, tem um caráter dinâmico que possibilita a otimização de recursos humanos e busca formar profissionais altamente qualificados, com sólida base conceitual, visando atender às atuais necessidades sociais em consonância com as legislações educacionais e profissionais.


4. OBJETIVOS DO CURSO

4.1 GERAL

Formar profissionais capazes de desenvolver sistemas web com metodologias e boas práticas de gestão ágil.

4.2 ESPECÍFICOS


5. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO

O profissional de nível técnico com especialização em desenvolvimento de sistemas web com metodologias ágeis terá competência para:


6. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

6.1 MATRIZ CURRICULAR

COMPONENTES CURRICULARES

CARGA HORÁRIA (h)

Programação Front-End

90 h

Programação Back-End

90 h

Bancos de Dados para Web

30 h

Projeto de Sistemas Web

30 h

Gestão de Projetos Ágil e empreendedorismo

60 h

TOTAL

300 h

6.2 EMENTAS E BIBLIOGRAFIA

Componente Curricular: Programação Front-End

Módulo: 1

Carga horária: 90 horas

OBJETIVOS

  • Conhecer os fundamentos de lado cliente dos  sistemas web;
  • Conhecer, identificar e utilizar os principais padrões de desenvolvimento na construção de aplicações WEB estáticas;
  • Desenvolver páginas WEB estáticas;
  • Criar páginas Web com HTML, CSS e JavaScript.
  • Criar scripts para validação de formulários Web;
  • Desenvolvimento de páginas dinâmicas com frameworks Javascript Avançados;
  • Padrões de projetos em programação front-end.

EMENTA

Arquitetura de sistemas web. Introdução às aplicações WEB estáticas.  Linguagem HTML, CSS e introdução à JavaScript.

Bibliografia básica

SILVA, Maurício Samy Silva. JavaScript: Guia do Programador. São Paulo: Novatec, 2010.

HOGAN, Brian P. HTML 5 e CSS 3: Desenvolva hoje com o padrão de amanhã. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2012.

SESHADRI, Shyam. Desenvolvendo com Angular JS. São Paulo: Novatec, 2014.

Bibliografia complementar

SILVA, S. M. HTML 5: a linguagem de marcação que revolucionou a WEB. São Paulo, Novatec, 2011.

FREEMAN, Elisabeth; FREEMAN, Eric. Use a Cabeça! HTML com CSS e XHTML. 2 ed. Rio de Janeiro: Alta Books, 2008.

CROCKFOR, Douglas. Java Script: The Good Parts. O'Reilly, 2008.

Componente Curricular: Programação Back-End

Módulo: 1

Carga horária: 90 horas

OBJETIVOS

  • Compreender os conceitos de página dinâmica;
  • Desenvolver páginas dinâmicas com uma linguagem de servidor.
  • Implementar interfaces responsivas do lado cliente;
  • Desenvolver aplicações web com acesso a banco de dados;

EMENTA

Construção de páginas dinâmicas. Javascript. Aplicações Web com acesso a banco de dados. Sessões. Noções do Padrão MVC. Testes e depuração em aplicações Web.

Bibliografia básica

REIS ,Daniela Borges Dos. Javascript - Aprenda a Programar Utilizando a Linguagem Javascript. ed. Viena. 2015.

MELO, Alexandre Altair de Luckow; Heinzelmann, Décio. Programação Java para a Web. 2ª Ed. 2015. NOVATEC

ALMEIDA, Flavio. MeanFull stack JavaScript para aplicações web com MongoDB, Express, Angular e Node.Casa do Código. 2015.

WELLING, Luke,; THOMSON, Laura. PHP e MYSQL: Desenvolvimento WEB. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

Bibliografia complementar

DAVIS, Michele E.; PHILLIPS, Jon A. Aprendendo PHP e MySQL. Rio de Janeiro: Alta Books, 2008.

MILANI, André. Construindo aplicações web com PHP e MySQL. São Paulo: Novatec, 2010.

SANDERS, William. Aprendendo Padrões de Projeto em PHP. São Paulo: O’Reilly, 2013.

Componente Curricular: Projeto de Sistemas Web

Módulo: 1

Carga horária: 30 horas

OBJETIVOS

  • Projetar a arquitetura de sistemas Web;
  • Elaborar o projeto detalhado de Sistemas Web;
  • Conhecer padrões arquiteturais e de projeto para web;
  • Modelar arquitetura, estrutura e comportamento de sistemas Web;
  • Documentar o projeto de sistemas Web;

EMENTA

Projeto arquitetural e detalhado de Sistemas Web. Padrões Arquiteturais para Web. Padrões de Projetos. Projeto de Interface com Usuário. 

Bibliografia básica

WAZLAWICK, Raul Sidnei. Análise e Projeto de Sistemas de Informação Orientado a Objetos. 2 ed. São Paulo: Campus, 2011.

MEDEIROS, Ernani. Desenvolvendo software com UML definitivo. São Paulo: Pearson, 2006.

LARMAN, Craig. Utilizando UML e padrões.

Bibliografia complementar

BLAHA, Michael; RUMBAUGH, James. Modelagem e Projeto Baseado em Objetos com UML 2. 2 ed. São Paulo: Campus, 2006.

RUMBAUGH, James; JACOBSON, Ivar; BOOCH, Grady. UML: Guia do Usuário. São Paulo: Campus, 2005.

FOWLER, Martin; UML Essencial. 3a. Ed.Bookman, 2004

Componente Curricular: Banco de dados para Web

Módulo: 1

Carga horária: 30 horas

OBJETIVOS

  • Projetar banco de dados para sistemas web;
  • Criar infraestrutura de banco de dados para sistemas web;
  • Conectar banco de dados com sistemas web;
  • Analisar e monitorar banco de dados para sistemas web;

EMENTA

Projeto de banco em banco de dados, operações básicas de inserção, consulta, atualização e remoção de dados em banco de dados, conectar banco de dados com sistema em desenvolvimento, análise e monitoramento do banco de dados.

Bibliografia básica

ELMASRI, RAMEZ; NAVATHE. Sistemas de banco de dados. 6ª ed. São Paulo, Pearson Education, 2011.

KORTH, Henry F. SILBERSCHATZ, Abraham. Sistema de bancos de dados. 6 ed. São Paulo. Makron Books. 2012.

HOWS, David; Membrey, Peter; Plugge, Eelco. Introdução a Mongodb. 1 ed.Novatec. 2015

Bibliografia complementar

SADALAGE., Pramod J.; Flower, Martin. NoSQL Essencial. 1 d.Novatec. 2013.

BOAGLIO, Fernando. MongoDB: construa novas aplicações com novas tecnologias.  Casa do Código.

PANIZ, David. NoSQL: como armazernar dados de uma aplicação moderna. Casa do Código.

Componente Curricular: Gestão de Projetos Ágeis

Módulo: 1

Carga horária: 60 horas

OBJETIVOS

  • Planejar o desenvolvimento de um sistemas utilizando metodologias ágeis.
  • Executar o desenvolvimento de sistemas utilizando metodologias ágeis.
  • Controlar o desenvolvimento de sistemas utilizando metodologias ágeis.

EMENTA

Análise de viabilidade de projetos. Abertura e definição do escopo de um projeto. Planejamento de um projeto. Execução, acompanhamento e controle de um projeto. Revisão e avaliação de um projeto. Encerramento do projeto. Metodologias, técnicas e ferramentas da gerência de projetos com metodologias ágeis.

Bibliografia básica

CRUZ, Fabio. Scrum e PMBook unidos no Gerenciamento de Projetos. 1 ed. BRASPORT, 2013.

COHN, Mike. Desenvolvimento de software com Scrum: aplicando métodos ágeis com sucesso. 1 ed. Bookman, 2011.

COHN, Mike. User Stories applied: For Software development. 1 ed. Addison-Wesley Professional. 2004

JUNIOR, José Finocchio. Project Model Canvas: Gerenciamento de projetos sem burocracia.1 ed. Elsevier. 2013

COHN, Mike. Agile Estimating and Planning. 1 ed. Prentice Hall. 2005.

Bibliografia complementar

KNIBERG, Henrik. Scrum e XP direto das trincheiras. 2008. acessado em: <https://www.infoq.com/br/minibooks/scrum-xp-from-the-trenches>

AUDY, Jorge. Scrum 360: um guia completo e prática de agilidade. 1 ed. Casa do Código. 2015.


7. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES

Devido à proposta pedagógica do curso (disciplinas interconectadas e abordagem baseada em projetos) e a curta duração deste, não haverá aproveitamento de conhecimento e experiências de conteúdos que os alunos já tenham visto em outros cursos.


8. REQUISITOS E FORMAS DE ACESSO

Os alunos serão admitidos no Curso de Especialização Técnica em Desenvolvimento de Sistemas Web com Metodologias Ágeis por processo seletivo ou outra forma que o Ifes venha a adotar, com Edital e regulamentos próprios, de acordo com o ROD institucional vigente. Deverão comprovar a conclusão de Curso Técnico dos Eixos Tecnológicos: Informação e Comunicação.

9. ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Não há necessidade de estágio supervisionado.

10. METODOLOGIA E AVALIAÇÃO

Conforme descrito em  (21st Century Skills, 2016), há um crescente sentimento, entre os educadores,  que os alunos precisam entender mais do que o conteúdo da sala de aula para conseguirem o sucesso no mundo atual. Isso é devido ao fato que as novas necessidades do mundo exigem que as pessoas tenham habilidades multidisciplinares e que saibam trabalhar em equipe.

Para que os objetivos supracitados sejam alcançados, torna-se necessário que os alunos adquiram as seguintes habilidades para uma pessoa do século 21:

  1. Pensamento Crítico e Resolução de Problemas (do inglês, Critical Thinking and Problem Solving): habilidade que permite compartilhar pensamentos, questões, ideias e soluções sobre um aspecto do mundo;
  2. Comunicação efetiva (do inglês,  Effective Communication):  habilidade que tem como objetivo realizar trabalhos em conjunto para alcançar um objetivo, i.e., unir talento individual, experiência de vida e inteligência na proposta de soluções;
  3. Colaboração (do inglês, Collaboration): habilidade que permite olhar um problema de uma forma diferente e assim, unir diversas áreas e assuntos para resolver o problema;
  4. Criatividade e Inovação: habilidade que permite tentar criar novas abordagens para resolver problemas.

Sob o ponto de vista da aprendizagem do estudante, quando os 4Cs são integrados por uma abordagem de ensino que é direcionado a solução de problemas e trabalho de grupo, o sentimento de Colaboração é promovido de uma forma natural, o Pensamento Crítico é alcançado e a Criatividade e a Inovação são potencializados pelas interações, conhecimento e experiências dos membros do grupo. Afinal, conforme descrito por (Saito, 2015), estudantes trabalhando em pequenos grupos de forma colaborativa para alcançar um objetivo em de um projeto em comum é uma boa estratégia para alcançar objetivos curriculares e padrões de aprendizagem.

Dentre as diversas abordagens presentes na literatura, duas abordagens de Aprendizagem Experimental (do inglês, Experiential Learning) ganham destaque por promover as habilidades citadas por meio do desenvolvimento de trabalhos em grupo e por permitir integrar a sala de aula ao mundo: Learning by Doing e Project based Learning (PrBL). Ambas as abordagens utilizam os princípios da educação centrada no estudante (do inglês, student centered learning). É importante comentar que a Aprendizagem Experimental ocorre quando os aprendizes estão ativamente engajados em uma atividade ou em um experimento de aprendizagem.  O Learning By Doing é um exemplo de como aplicar A Aprendizagem Experimental.

Ainda sobre o prisma da Aprendizagem Experimental, DuFour et al. (2013) concluiu que os estudantes aprendem melhor quando esses estão ativamente engajados em uma atividade ou em um experimento presente no processo de aprendizado. Isso ocorre, pois conforme descrito por Kolb (2014), tal abordagem de aprendizagem possui as seguintes características:

  1. incentiva os estudantes a querer saber mais sobre o problema e elementos que o rodeiam;
  2. nunca se sabe qual é a solução do problema, assim, motiva a criatividade e inovação e
  3. com o aluno motivado ele irá aprender sobre o conteúdo. 

O Aprendizado Baseado em Projetos (do inglês, Project-based Learning - PrBL), é uma abordagem que coloca o estudante como centro do aprendizado e o professor com um facilitador (Chandrasekaran, 2013). Tal abordagem prover ao estudante a oportunidade de desenvolver habilidades de liderança, colaboração, cooperação, propriedade sobre a solução, apresentação em público, escrita e tecnologias. 

Segundo Larmer et al. (2015), há seis características que os professores ou designers instrucionais devem estar cientes para um projeto usando PrBL:

  1. o projeto deve ser o principal veículo para o ensino do conteúdo dentro da disciplina;
  2. a tarefa de como resolver o problema deve ser da responsabilidade do aluno;
  3. o projeto deve ser feito em time e colaborativamente;
  4. a tarefa deve ser feita sob a supervisão do professor, em horário de aula;
  5. o projeto envolver um processo de investigação e a criação de um produto e
  6. o produto gerado deve ser autêntico e útil para o mundo real ou para o estudante ou para os dois.  

No que tange os métodos ágeis, esses são técnicas e metodologias de gestão e desenvolvimento de projetos que possuem como características o encorajamento do trabalho de equipe, equipes pequenas, equipes multidisciplinares, o empoderamento da equipe e o desenvolvimento de habilidades sociais para encontrar e desenvolver a solução de um projeto. Entre os diversos métodos ágeis, as que merecem destaque são: Extreme Programming (XP),  Project Model Canvas (PMC) e Scrum.

O primeiro método é baseado nos seguintes valores: Simplicidade, Comunicação, Feedback, Respeito e Coragem. Através desses valores, torna-se possível ensinar sobre autogerenciamento, a importância de uma boa comunicação entre os membros de uma equipe, o valor de aprender com os erros do time e não ter medo de propor e fazer soluções não convencionais  quanto está tendo resolver um problema. Esse valores são importantes para o desenvolvimento das habilidades sociais necessárias para o estudantes do século 21, os 4Cs, e se encaixam nas caracteristicas necessárias para o desenvolvimento de projeto usando PrBL e Learning by Doing.  

O PMC é uma abordagem de planejamento de projetos que permite de forma colaborativa e visual o planejamento de um projeto. O PMC permite  ao estudante realizar questionamentos sobre diversos aspectos de um projeto como, por exemplo, o problema do projeto, os benefícios, os produtos e quem será afetado pelo produtos. Essas questões que o PMC promove são de grande importância para o desenvolvimento da solução que o estudante irá produzir no projeto.  

Em complemento ao XP e o PMC, o Scrum é uma técnica de gestão de execução de projetos. Essa metodologias permite que todos os membros da equipe trabalhem juntos na solução e aprendam durante o processo de desenvolvimento da solução. As equipe dos Scrum são formados por 4 a 7 pessoas. Esse tamanho da equipe favorece a comunicação, o trabalho de equipe, o autogereciamento e aprendizado coletivo de todos os membros. Além disso, os conceitos de Spring Planning de Retrospectiva permitem que os estudantes reflitam e aprendam com os próprios erros e, assim, melhorem o próprio aprendizado.

Para o desenvolvimento das competências necessárias para o desenvolvimento das habilidades do Século XXI, torna-se necessário o uso de abordagens que colocam o estudante como o principal protagonista do aprendizado e o professor como um facilitador do processo de aprendizado. Assim, abordagens como PrBL, Learning by doing, XP, PMC e Scrum são importantes ferramentas para o desenvolvimentos dos 4Cs. 

Por fim, sob o prisma da avaliação, a avaliação formativa é um modelo que permite mensurar o desenvolvimento dos 4Cs e do aprendizado dos estudantes. Black and Wiliam (2009), desenvolveu um framework que contextualiza a avaliação formativa nas seguintes estratégias:

  1. Clarificar e compartilhar as intenções de aprendizagem e os critérios de sucesso com os estudantes;
  2. Criar uma dinâmica efetiva de discussão na sala de aula ou outro método de aprendizado que evidencie o aprendizado do estudante.
  3. Prover feedbacks que façam os aprendizes caminharem para o sucesso;
  4. Transformar estudantes como instrumentos de ensino de outros estudantes;
  5. Tornar os estudantes responsáveis pelo próprio aprendizado.

10.1. METODOLOGIA

O Curso de Especialização técnica em desenvolvimento de sistemas web com metodologias ágeis está organizado em um semestre, com 300 horas no total. A organização curricular foi elaborada de forma que o discente adquira o conhecimento de forma objetiva, e que consiga entender a inter-relação entre os conteúdos apresentados.

Os componentes curriculares serão integrados por meio de um Projeto de Desenvolvimento, que será comum a todas as disciplinas. Todo conteúdo será apresentado no contexto do projeto. Cada projeto terá um cliente real e será coordenado por um dos professores da Especialização. Entretanto, cada professor fica responsável por auxiliar os alunos em sua área de atuação. O aprendizado se dará de modo que cerca de 75% aulas serão práticas, onde os alunos em grupo irão desenvolver o sistema sob orientação dos professores.

Os alunos deverão entregar resultados do projeto na forma de protótipos e executáveis periodicamente em sprints (período de entregas). Os sprints serão equivalentes período de duas semanas, sendo o primeiro sendo que o primeiro (Warm-Up - Aquecimento) e o último terão enfoques mais teóricos. Já o sprint 2 (Inception - Iniciação) e os sprints 3 a 7 (Build - Construção) serão focados no desenvolvimento, conforme a tabela abaixo.

MÊS 1

MÊS 2

MÊS 3

MÊS 4

Sprint 1

Sprint 2

Sprint 3

Sprint 4

Sprint 5

Sprint 6

Sprint 7

Sprint 8

Warm UP

Inception

Build

Build

Build

Build

Build

Post Mortem

Empreendedorismo

Gestão de Projetos

Gestão do Aprendizado

A atividade "Avaliação Formativa" será explicada adiante na seção Avaliação do Processo de Ensino e aprendizagem. A atividade de Gestão de Projetos é a responsável por ensinar os métodos de gestão ágil e também pelo acompanhamento do progresso dos projetos. O conteúdo da disciplina será fragmentada ao longo do curso nas diferentes etapas de desenvolvimento do curso (Warm up, Inception, Build e Post-Mortem)

A seguir, cada uma das atividades realizadas em cada etapa são detalhadas:

WARM-UP (AQUECIMENTO)

40 HORAS

  • Formação (32 horas);
  • Planejamento (2 horas)
  • Levantamento de demandas (4 horas);
  • Formação das equipes (2 horas);

INCEPTION (INICIAÇÃO)

40 HORAS

  • Formação (8 horas)
  • Imersão e Contato com o Cliente (8 horas);
  • Levantamento de Requisitos/Histórias de Usuário (8 horas);
  • Elaboração de Protótipos de Papel (16 horas);                

BUILD (CONSTRUÇÃO)

100 HORAS

  • Formação (20  horas)
  • Projeto do Sistema (8 horas)Construção do Front-End (32 horas)
  • Construção do Back-End (32 horas)
  • Construção do Banco de Dados (8 horas)

POST-MORTEN

(FINALIZAÇÃO)

40 HORAS

  • Formação (20 horas)
  • Finalizar a documentação (8 horas)
  • Melhorias (14 horas)
  • Apresentação (8 horas)

O Trabalho de Conclusão do Curso (TCC), realizado ao longo do semestre, poderá ser feito em grupo formado por no máximo quatro pessoas, e tem como objetivo principal agregar os conhecimentos adquiridos no curso com a prática profissional. Desta forma, o curso auxiliará estes profissionais a refletir sobre a práxis, bem como trazer para a academia a realidade do processo produtivo e inovativo das organizações. Ao final do curso, o TCC será apresentado em forma de seminário e/ou workshop com o objetivo de disseminar entres os discentes e a comunidade os conhecimentos adquiridos durante o curso.

10.2. AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO- APRENDIZAGEM

Avaliação é uma atividade permanente e indissociável da dinâmica do ensinar e aprender, o que permite acompanhar passo a passo o avanço dos educandos, detectar a tempo suas dificuldades, reajustar suas características aos diferentes contextos, corrigir e reforçar o processo de ensino. Assim, simultaneamente, contemplará o rendimento do aluno no seu percurso de formação como no processo ensino-aprendizagem.

Warm UP

Inception

Build

Post Morten

Empreendedorismo

Gestão de Projetos

Gestão do aprendizado:  avaliação Formativa

A avaliação formativa será feita nas seguintes etapas do curso: (i) ao fim de cada sprint, (ii) Avaliação do Diário de Bordo, (iii) Entrega de resultados e (iv) Avaliação Individual. No primeiro caso, no fim de um sprint os alunos devem apresentar os resultados (Sprint Review) e suas reflexões sobre o andamento do sprint (Sprint Retrospectiva).  

A avaliação do diário de bordo ocorre ao longo do projeto. Nesse diário de bordo os alunos registram suas reflexões, suas tarefas e seus desempenhos. O terceiro método de avaliação é a análise dos resultados entregues aos alunos. Por fim, o quarto método são as avaliações individuais de atividades de responsabilidade dos alunos (e.g., exames, testes, diários de aprendizagem)

Basicamente a avaliação ocorrerá com base nos seguintes critérios:

CRITÉRIO

DESCRIÇÃO

Resultados Gerados

Entregas realizadas do projeto que estejam conforme as especificações e requisitos do cliente

Diário de Bordo

Registro da equipe sobre tarefas realizadas, descrições das entregas, documentação e modelos.

Acompanhamento

Acompanhamento dos professores durante a realização do projeto, por meio da participação do aluno nas atividades, de dúvidas, questionamentos, entregas realizadas.

Avaliação Individual

Exames, testes, diário de aprendizagem/blog

A avaliação dos aspectos qualitativos compreende o diagnóstico, a orientação e a reorientação do processo de ensino-aprendizagem visando à construção dos conhecimentos. A avaliação da aprendizagem e a verificação do rendimento escolar devem obedecer ao disposto no Regulamento da Organização Didática (ROD-2016) vigente para os Curso Técnicos do IFES.

Dessa forma, o estudante estará aprovado com frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento), do total de horas ministradas do período letivo e apuração de nota final maior ou igual a 60 (sessenta) pontos em cada componente curricular.

Devido à especificidade do curso, não há reprovação por disciplina, e sim por módulo. Sendo assim, caso o aluno fique reprovado, deverá participar de novo processo seletivo.


10.3. AVALIAÇÃO DO PPC

No final de cada módulo terminado efetivamente haverá uma avaliação dos resultados alcançados, sendo que isso permitirá uma dinâmica de evolução e mudanças, caso haja necessidade.

11. PERFIL DO PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO

Os docentes que atuam no campus Serra fazem parte da comunidade acadêmica em conformidade com a LDBEN (BRASIL, 1996), com a Lei 8.112/90, com o Regulamento da Organização Didática (ROD), vigente para os Cursos Técnicos e de Graduação do Ifes, com a Resolução N0 32/2008 (INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO, 2008) e outros documentos institucionais. Além disso, os docentes possuem direitos e deveres assegurados, conforme:

Nome

Titulação

Regime de trabalho

Registro no Conselho

Profissional relativo à

área do curso

Disciplina

Carlos Lins Borges de Azevedo

Mestre em Ciência da Computação

DE

Não há registro.

Programação Front-End

Felipe Frechiani de Oliveira

Mestre em Ciência da Computação

DE

Não há registro.

Programação Back-End

Moises Savedra Omena 

Mestre em Produção Vegetal

DE

Não há registro.

Bancos de Dados para Web

Rodrigo Fernandes Calhau

Mestre em Ciência da Computação

DE

Não há registro.

Projeto de Sistemas Web

Paulo Sérgio dos Santos Júnior

Mestre em Ciência da Computação

DE

Não há registro.

Gestão de Projetos Ágil

12. ESTRUTURA FÍSICA LOCAL

12.1. LOCAL DE FUNCIONAMENTO E INSTALAÇÕES

O curso funcionará no campus Serra localizado no endereço abaixo:

ES-010, Km-6,5 - Manguinhos,

Cidade/UF: Serra - ES,

CEP: 29173-087

Os alunos poderão fazer uso de todas as instalações físicas do Campus, que além de salas de aula, possui miniauditório, instalações administrativas, laboratórios de informática e biblioteca. As atividades práticas serão realizadas no Leds (Laboratório de Extensão em Desenvolvimento de Sistemas).

12.1.1. ACESSO A PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E/OU MODALIDADE REDUZIDA

O campus Serra possibilita o acesso de pessoas com deficiência e/ou modalidade reduzida, de acordo com o Decreto 5.296/2004, segundo os aspectos arquitetônicos e educativos.

Quanto aos aspectos arquitetônicos o campus conta com rampas de acesso. No prédio todos os banheiros possuem cabines especiais para cadeirantes, e as salas de aula são amplas e de fácil circulação.

As dependências dos laboratórios contam com bancadas de altura especial, atendendo às normas regulamentares de rebaixamento para cadeirantes e os equipamentos de proteção coletiva (EPC ́s) também estão configurados conforme normas estabelecidas de acessibilidade.

12.2 ESPAÇO FÍSICO EXISTENTE DESTINADO AO CURSO

Ambiente

Características

Quantidade

Área (m²)

Laboratórios de Informática

1

30

12.3 LABORATÓRIOS

Laboratório

Área (m²)

m² por estação

m² por aluno

Laboratório de Educação em Desenvolvimento de Soluções

30

3

1.5

Equipamentos

Quantidade

Especificação

Computadores

10

Core i5, 4GB de RAM e 500GB de HD.

12.3. ESPAÇO FÍSICO A SER CONSTRUÍDO

Não há necessidade de construir um espaço físico para o curso.


13. CERTIFICADOS E DIPLOMAS

O curso de Especialização Técnica em Desenvolvimento de Sistemas Web com Metodologias Ágeis, eixo tecnológico – Informação e Comunicação, conferirá a seguinte certificação:

Concedido ao aluno que tiver concluído plenamente todas as disciplinas do Curso de Especialização técnica em desenvolvimento de sistemas web com metodologias ágeis.

A entrega do diploma de Especialização técnica em desenvolvimento de sistemas web com metodologias ágeis está condicionada a apresentação do Diploma de Curso Técnico dos Eixos Tecnológicos: Informação e Comunicação.


14. PLANEJAMENTO ECONÔMICO-FINANCEIRO

Com base nas descrições dos itens 11 e 12 do PPC, indique o número de contratações de docentes e/ou técnicos administrativos e os custos aproximados dos demais itens:

Contratação de Docentes (número)

Não há necessidade de contratação

Contratação de Técnicos Administrativos (número)

Não há necessidade de contratação

Custo aproximado da Obra

Nenhum custo

Custo aproximado de Capital

Nenhum custo

Custo aproximado de Custeio

Nenhum custo

Material bibliográfico

Nenhum custo

Custo total:

Nenhum custo

 


15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (Brasil). Resolução CNE/CEB no 6, de 20 de setembro de 2012. Define Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio. Diário Oficial da União, Brasília, 21 set. 2012.

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESPÍRITO SANTO (Brasil). Projeto Pedagógico Institucional 2014-2018. Disponível em: <http://www.ifes.edu.br/images/stories/files/noticias/2014/02_Fevereiro/ppi_janeiro_2014.pdf>

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESPÍRITO SANTO (Brasil). Planejamento Estratégico Integrado ao PDI. 2015. Disponível em: <http://prodi.ifes.edu.br/Ler.aspx?t=PaginaPagina&Pag=278>

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESPÍRITO SANTO (Brasil).Regulamentação da Organização Didática da Educação Profissional Técnica de Nível Médio do IFES. Vitória, 2011. Disponível em: <http://www.ifes.edu.br/images/stories/files/Institucional/regulamentacao_organizacao_didatica/Portaria_1316-2011-Homologa_ROD_Cursos_Tecnicos_Revisada.pdf>

GILIOLI, Renato de Sousa Porto. Evasão em instituições federais de ensino superior no brasil: expansão da rede, sisu e desafios. Brasília: Câmara dos Deputados, 2016. 55 p.

DUTTA, Soumitra; LANVIN, Bruno; WUNSCH-VINCENT, Sacha (Ed.). The Global Innovation Index Report 2016: Winning with Global Innovation. 9. ed. Ithaca, Fontainebleau And Geneva: World Intellectual Property Organization (wipo), 2016. 451 p.

PERUCCHI, Valmira; MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Características das atividades de pesquisa dos professores dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da informação, Florianópolis, v. 20, n. 44, p. 73-88, nov. 2015. ISSN 1518-2924.

GILIOLI, Renato de Sousa Porto. Evasão em instituições federais de ensino superior no brasil: expansão da rede, sisu e desafios. Brasília: Câmara dos Deputados, 2016. 55 p.

Kolb, D. A. Experiential learning: Experience as the source of learning and development. FT press. 2014.

Larmer, J., Mergendoller, J., & Boss, S.. Setting the standard for project based learning. ASCD. 2015.

21st Century Skills (2016, June 8). In S. Abbott (Ed.), The glossary of education reform.

Saito, Nagayuki. "Development of a Collaborative Skills Training Program Utilizing ICT for 21th-Century Students." E-Learn: World Conference on E-Learning in Corporate, Government, Healthcare, and Higher Education. Vol. 2015. No. 1. 2015.

Chandrasekaran, S., Stojcevski, A., Littlefair, G. and Joordens, M.. "Project-oriented design-based learning: aligning students’ views with industry needs." International journal of engineering education 29, no. 5, 1109-1118, 2013.


ANEXO 1 - AGENDA DE EVENTOS DO CURSO

A agenda de eventos do curso é composto por 5 meses. Sendo que o primeiro mês (Mês 0) é destinado a organização do curso e o restantes dos 4 meses é destinado a execução do curso.

Eventos do Mês 0: 

  1. Chamada pública de projeto (CPP): o coordenador envia uma chamada pública para a captação de projetos.
  2. Seleção dos projetos da chamada pública de projetos (SPCPP): os professores avaliação e selecionam um conjunto de projetos que estão adequados ao escopo do curso.
  3. Desenvolvimento dos planos de ensino das disciplinas (DPED): o professor de cada disciplina desenvolve o plano de ensino da sua disciplina.
  4. Sincronização dos planos de ensino das disciplinas (SPED): os professores, em reunião, realizam uma reunião para sincronizar e organizar o cronograma de ensino das disciplinas do curso. O cronograma do curso possui os seguintes itens: data das aulas, feriados, datas das avaliações, conteúdo a ser ministrado, link para o material de estudo e outros elementos que ajudem na melhoria da organização do aluno e curso.  

MÊS 0

Semana

1

2.

3

4

CPP

x

x

SPCPP

x

x

DPED

x

x

x

SPED

x

Eventos do Mês 1: 

  1. Evento de abertura do curso (EAC): os professores realizam um evento de abertura explicando o curso.
  2. Apresentação dos projetos (AP): o coordenador publica a lista de projetos selecionados.
  3. Escolha dos projetos (EP): os alunos apresentam os projetos selecionados aos professores.
  4. Formação de grupo (FG): os professores formam os grupos de trabalho.
  5. Pesquisa sobre conhecimento (PC): o coordenador realiza uma pesquisa entre os alunos para saber o nível de conhecimento técnico desses. Após a pesquisa, os dados dos alunos são apresentados aos professores.
  6. Reunião inicial do cliente (RC): os alunos realizam a primeira reunião com o cliente.
  7. Reunião de planejamento dos professores (RPP): os professores realizam uma reunião para verificar se precisam ajustar o cronograma de aulas.

MÊS 1

Semana

1

2.

3

4

EAC

x

AP

x

EP

x

FG

x

PC

x

RC

x

x

x

RPP

x

x

Eventos do Mês 2: 

  1. Reunião com cliente (RC): os alunos realizam a primeira reunião com o cliente.
  2. Reunião de planejamento dos professores (RPP): os professores realizam uma reunião para verificar se precisam ajustar o cronograma de aulas.
  3. Avaliações parciais (AP): os professores executam avaliações parciais quinzenalmente.
  4. Avaliação Geral (AG): os professores executam uma avaliação geral dos trabalhos.

MÊS 2

Semana

1

2.

3

4

RC

x

x

RPP

x

x

AP

x

x

AG

x

Eventos do Mês 3: 

  1. Reunião com cliente (RC): os alunos realizam a primeira reunião com o cliente.
  2. Avaliações parciais (AP): os professores executam avaliações parciais quinzenalmente.
  3. Reunião de planejamento dos professores (RPP): os professores realizam uma reunião para verificar se precisam ajustar o cronograma de aulas.

MÊS 3

Semana

1

2.

3

4

RC

x

x

AP

x

x

RPP

x

x

Eventos do Mês 4: 

  1. Reunião com cliente (RC): os alunos realizam a primeira reunião com o cliente.
  2. Reunião de planejamento dos professores (RPP): os professores realizam uma reunião para verificar se precisam ajustar o cronograma de aulas.
  3. Convocação da banca de avaliação (CBA): o coordenador do curso convoca uma banca para a avaliação dos trabalhos dos alunos.
  4. Pesquisa sobre aprendizagem do curso (PAC): o coordenador envia um formulário solicitando avaliação do curso e do aprendizado para os alunos.
  5. Apresentação final dos trabalhos (AFT): os alunos apresentam para uma banca externas os trabalhos desenvolvidos.

MÊS 4

Semana

1

2.

3

4

RC

x

x

RPP

x

x

CBA

x

PAC

x

AFT

x