1) Arte, Cultura, Patrimônio e Memórias
COORDENAÇÃO: Nelma Cristina Barbosa de Mattos (IFBAIANO), Fábia Holanda de Britto (IFMA) e Cleomar Felipe Cabral Job de Andrade (IFBAIANO)
Reúne estudos em que dialoguem os campos de conhecimento Arte, Cultura, Patrimônio e Memórias. Pretendemos experimentar o diálogo entre trabalhos que privilegiem temas relativos aos modos de vida ameríndios e afro-brasileiros e suas subjetividades, refletidas em práticas festivas e lugares de sociabilidade, histórias de sujeitos (artistas ou mestres), memórias, processos de criação, formação e circulação de bens e patrimônios culturais. Consideramos também que as expressões artísticas incluem manifestações cênicas, plásticas e musicais, bem como perspectivas de bens culturais e memória.


2) África, Brasil e Bahia:
Historiografia e Ensino de História

COORDENAÇÃO: Helyom Rogério Reis Viana da Silva Teles (IFBAIANO) e Roberto Carlos Oliveira dos Santos (IFBAIANO)
Está sessão possui caráter multidisciplinar e configura-se como uma possibilidade de reunir historiadores, pesquisadores e professores ampliando o intercâmbio de conhecimento e a troca de experiências sobre a Historiografia da África, o ensino de História da África e suas inter-relações com a pesquisa e o ensino de História da Bahia. Apesar dos esforços realizados nos últimos anos para expansão dos estudos sobre África e afrodescendentes, ainda há pouca definição acerca dos pontos centrais de uma nova perspectiva historiográfica sobre a África. Também é possível indagar sobre quais os elementos históricos concorreram para a emergência de uma nova historiografia africana ou sobre a desconstrução da Historiografia da África por parte dos africanos.  Propõe-se a acolher também discussões sobre experiências de ensino que dialoguem com essas temáticas.


3) Culturas afro-brasileiras e indígenas
na formação de identidade brasileira

COORDENAÇÃO: João Batista Cardoso Botelho (IFMA) e Josinelma Ferreira Rolande Bogéa (IFMA)
Procurar-se-á nessa sessão, dialogar acerca dos aspectos identitários presentes em nossa formação cultural, oportunizando a apresentação de trabalhos com diferentes abordagens dos elementos culturais, históricos e sociais que compõem o Brasil. É sabido que nossa constituição é multiétnica, haja vista a variedade de povos que para cá imigraram ou foram arrancados de seus lugares de origem, entretanto, durante muito tempo a visão do colonizador se fez dominante nessa “mistura” nada harmoniosa. É nesse sentido, que aqui, far-se-á o recorte étnico na perspectiva de se compreender as influências indígenas e africanas para a constituição da nossa diversidade histórico-cultural e, consequentemente, das nossas identidades.


4) Combate ao preconceito contra
as religiões de matriz africanas

COORDENAÇÃO: Herlinton Rodrigues (IFMA) e Haudrey Germiniani (IFBAIANO)
Os estudos clássicos sobre religiões afro-brasileiras remetem à África, mostrando que a existência de várias religiões e religiosidades naquele continente é um elemento inicialmente importante para que possamos compreender a diversidade das religiões afro-brasileiras na atualidade. A intolerância que atinge os adeptos e às suas práticas se manifestam ainda no Brasil, tentando inibir manifestações públicas e direito à igualdade religiosa. As causas históricas e sociológicas da intolerância são muitas, com destaque para o imaginário negativo associado às religiões afro-brasileiras, fundado no preconceito de raça/cor em relação às práticas culturais negras no país. Enfim, essa sessão temática visa discutir pesquisas e relatos que abordem a necessidade e importância de ações que valorizem a diversidade cultural, que promovam a visibilidade das comunidades de terreiros, fazendo com que estes saberes tenham incentivo à sua manutenção e reprodução dentro das comunidades. Os preconceitos e a intolerância devem ser rompidos também dentro das instituições de ensino Objetiva-se as trocas de saberes, o diálogo com pesquisadores que abordem as religiões de matriz afro-brasileiras (terreiros, congo/jongo), historicamente discriminados e segregados. .


5) Educação e Relações Étnico Raciais e o ensino de
História e  Cultura  Afro- brasileira e Indígena

COORDENAÇÃO: Ana Beatriz Sousa Gomes (UFPI/ABPN)

A Grupo de Trabalho Educação e Relações Étnico Raciais e o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena objetiva promover debates sobre a Educação e Relações étnico-raciais, sobre o ensino da História e Cultura Africana e Afro-brasileira, legislação antirracista, formação de professores(as) e o currículo na perspectiva da descolonialidade da existência,   do   conhecimento   e   do   poder,   propondo-se a visibilizar   as   lutas   contra   a colonialidade, a partir das pessoas, das suas práticas sociais, epistêmicas e políticas. Pretende ainda envolver trabalhos que compreendam a escola como espaço para o convívio da diversidade cultural, que promovam reflexões críticas sobre o racismo, o preconceito e a discriminação racial e suas manifestações no currículo da escola. Analisar as alterações da Lei Nº 9.394/1996 por intermédio das Leis Nº 10.639/2003 e Nº. 11645/2008 e do documento das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Propõe também discussões sobre a luta antirracista promovida por movimentos sociais negros que considere o direito à diversidade étnico-racial como um dos pilares pedagógicos do país. Intenciona levantar questões a respeito  da Lei nº 10.639/2003 como contribuição para inserir a questão racial, os direitos humanos no cerne da política curricular no Brasil, sendo um dos mecanismos para contestar a ausência da história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos da Educação Básica e do Ensino Superior.

6) Educação inclusiva  para negros e indígenas:
reflexões (NAPNE e outros órgãos)

COORDENAÇÃO: Marise de Santana (UESB), Andréia Rêgo da Silva Reis (IFBAIANO) e Augusto Marcos Fagundes Oliveira (UESC)

Busca-se refletir a educação inclusiva tanto nos espaços escolares, quanto para além destes espaços, como articulação que envolve sujeitos vários, e neste conjunto, possa fomentar coletivos acadêmicos e não acadêmicos que têm atuado em formação educacional, seja em nível do que se convencionou nomear por educação escolar, seja como educação popular, que comportem entidades indígenas, negras, e movimentos sociais do campo e da cidade, cuja meta é construir caminhos de protagonismo e empoderamento, de sociedade e educação participativas tendo como eixo  reconhecer o direito à diferença e a luta contra desigualdades, discriminações e opressões. Propõe-se congregar reflexões que abranjam a inclusão encruzilhando nos processos educacionais eixos catalisadores que ultrapassem o conceito de raça, que fomentem a  mobilização popular, que reconheçam conflitos e busquem estratégias dialógicas de enfrentamento.

7) Educação profissional e os povos tradicionais
COORDENAÇÃO: Francis Mary Soares Correia da Rosa (IFBAIANO) e Roberto Remígio Florêncio (IF SERTÃO-PE)
A presente sessão temática objetiva reunir estudos acerca dos aspectos teóricos e legais que envolvem a formalização do acesso e garantia  de cursos de educação profissional integrada à educação escolar dos povos tradicionais. Busca-se por meio dos princípios legais e do repertório teórico que discutem interculturalidade, gestão territorial, auto-gestão, dentre outros conceitos,  reunir discussões teóricas e abordagens práticas da implementação dessa oferta no território nacional. Dessa forma, esperamos trabalhos que tematizam à necessidade do respeito aos saberes tradicionais, às suas especificidades linguísticas e  sua atuação conjunta na construção dos processos formativos e pedagógicos, assim como os aspectos condizentes com o respeito à diversidade dos sujeitos, garantindo o direito ao auto gerenciamento territorial, sustentabilidade econômica e promoção da saúde.

8) Institucionalização dos NEABI na Rede Federal
COORDENAÇÃO: Jonas Defante Terra (IFF), Camila França Barros (IFF) e Rosemeire Oliveira Nascimento (IFBAIANO)
Promover o intercâmbio de informações sobre as realidades de cada NEABI na Rede Federal, como são as conjunturas políticas institucionais de cada IF. As experiências institucionais de cada NEABI contribuirão para o fortalecimento daqueles que se encontram em diversos estágios de consolidação. A partir deste GT é possível traçar algumas diretrizes para serem apresentadas na Plenária dos NEABs, NEABI e Grupos Correlatos.

9) Literatura negra e literatura indígena
COORDENAÇÃO: Ivo Ferreira de Jesus (IFBAIANO), Cecília Nunes da Silva (IFBAIANO) e Ademario Ribeiro (Povo Payayá)
Tem como objetivo compartilhar, refletir e debater obras ou textos das literaturas negra e indígena, incluindo a literatura infanto-juvenil, bem como práticas e experiências pedagógicas acerca do trabalho com essas literaturas, rompendo com aspectos impostos pela lógica etnocêntrica, enfatizando as aportações de autorias indígenas para a aplicabilidade das leis 10.639 e 11.645.

10) Movimentos sociais, Direitos humanos e interAÇÕES
COORDENAÇÃO: Marcelo Cucco (IFF) e Rafael Alves Santana (IFF)
Tem como objetivo discutir o papel dos movimentos sociais, sob uma perspectiva dos direitos humanos, nas ações desenvolvidas pelos Neabis. Busca-se tensionar os mecanismos de construção do racismo epistêmico, trazendo para o debate a importância da horizontalização das relações de poder e a descolonização das práticas institucionais. Serão temas dessa sessão trabalhos que reflitam sobre o diálogo com agentes da sociedade civil organizada e grupos minoritários e/ou marginalizados, trazendo para o foco do debate o protagonismo político desses agentes/grupos e suas interAÇÕES no campo institucional da Rede Federal de Ensino.  

11) Saúde das populações Negras e Indígenas
e seus impactos na educação

COORDENAÇÃO: Altair Lira (UFBA) e cacique Juvenal (Tribo Payayá)

Tem como objetivos de ser para além de um espaço construtivo e privilegiado de troca de conhecimentos entre estudantes, pesquisadores, profissionais de saúde, movimentos sociais e gestores, também se constituir como uma oportunidade de ação e realização de atividades inter e intraculturais, de forma a ampliar o conhecimento sobre as temáticas da saúde da população negra e indígena e de que forma a discriminação e as exclusões impactam tanta na formação universitária, quanto na prática docente, bem como os conteúdos para discentes, especialmente quando estamos falando das áreas de saúde e da educação. Enfrentar o racismo, as desigualdades étnico-raciais, da apropriação cultural e extermínio dos povos indígenas e das comunidades tradicionais afro-brasileiras, apresenta-se como importante elemento de articulação do nosso GT.