PÓVOA DA RAINHA

A Póvoa, linda aldeia, jóia rara,

garbosa, vai mirar-se no Mondego.

Provinda de Trancoso, onde casara,

aqui, Santa Isabel teve aconchego.

Mas, antes de seguir p’ra Santa Clara,

benzeu a terra, quase em segredo.

E fez daquela drupa verde e amara,

frutos-brincos, p’rós olhos, um enlevo.

Por isso, entre olivais, pomares e vinha,

n’acolhedora Póvoa da Rainha,

em Maio e Junho a festa é da cereja …

Com seus modos gentis, francos e parcos,

o Povo, na capela, ora a S. Marcos

e à Santa vai rezar na bela igreja.

Autor: Tacílio Cardoso de Loureiro