Conversa entre Aidar e Ataíde
Participantes:

P: Ataíde
R: Aidar
Legenda:
… – micropausa ou interrupção ou alongamento vocálico.
(…) – demonstração de corte em trechos não relevantes.
(inint) – palavra ou trecho que não conseguimos entender.
(palavra 1 / palavra 2) – hipótese de palavra e/ou hipótese fonográfica.
((palavra)) – comentários da transcrição ou onomatopeias.
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((início))

P: E esse negócio do Gustavo, quando é que a gente pode fazer?

R: Ah, amanhã.

P: Mas não é outra… batom na cueca? – pôrra.

R: Ele me paga honorários. Ele paga honorários para mim. Só isso. Mas depois repasso para você em dinheiro. Não é nem cheque, sem rastro nenhum; nem para você, nem para mim.

P: Ô, Carlos Miguel. Eu não quero esse dinheiro também, não. O que eu não quero é que você vá mexer no futebol. Deixa eu te contar uma coisa que (inint) [00:00:27] é difícil, ninguém sabe.

(…) ((corte na gravação))

P:    … quebra de quinhentos, a última termina em julho de 2019. Eu não (abro) isso para ninguém, não vou falar para ninguém, mas eu quero que você me deixa mexer com o futebol, eu quero seriedade no futebol, eu não quero dinheiro de nada. Eu sou um duro, mas nunca fiz nada de errado. E eu fiquei triste quando você me ofereceu dinheiro, que você achou que eu topava essas coisas. Eu não topo nada. E, outra coisa, esse da Cirina, da mesma maneira que eu tenho, qualquer dia alguém pega.

R: A Cirina tentou fazer um negócio com o (inint) [00:00:56] e não conseguiu, Ataíde. Ela não tem contato a (inint) [00:01:01].

P: O cara falou que tinha.

R: Não tem contato com o (inint) [00:01:03] ((sobreposição de vozes))

P: Te (inint) ((sobreposição de vozes)) para você. Deixa eu te falar uma coisa…

R: Quem tem contrato com aquele lado é o tal do Jack, que é o Douglas (…) ((ruído))

P: E como é que o Douglas faz reunião lá?

R: Ué, eu não sei que… faz reunião, aonde?

P: Na casa dele para… ir contra você.

R: A Cirina não fez nenhum contrato com aquele lado.

P: (inint) [00:01:21]

R: É isso.

P: Mas chegou quase a fazer, né?

R: Isso é verdade. Ela negociou.

P: Mas, naquela época que eu estou. Mas não quero (que sai) de mais nada aqui.

F: E se eu (inint) [00:01:31] ((sobreposição de vozes))

P: Eu não quero nada.

R: Eu não quero ser exposto.

P: Mas eu não quero nada. Eu só quero…

R: (inint) [00:01:34] de lá. Eh… o negócio da Under Armour estava perdido.

(…) ((corte no áudio))

R: Vieram uns caras para cá que falam inglês, nós fizemos uma reunião no meu escritório. Almoçamos e desfizemos o negócio e eles foram embora. Não teve negócio nenhum. Nem um e nem outro. Depois eles voltaram via Jack. Agora, como é que o Jack ficou, eu também não sei, Ataíde. Mas chegou porque eu conheci o cara aqui. A… (inint) ((sobreposição de vozes))

P: Mas… o Júlio (falou) aquele dia para nós sobre isso.

R: Veio conhecer o cara.

(…) ((corte no áudio))

R: Isso é verdade, o cara esteve aqui. O cara assinou o contrato. Agora, se tem rolo aqui – viu? – juro por Deus que eu não sei e também não quero saber. Eu não puxo. ((ruído)) [00:02:14]

P: Agora… agora… ((sobreposição de vozes)) Agora tem outra coisa. Sabe o negócio de hamburgueria, aí?

R: Hm?

P: Tem um negócio de hamburgueria, quem fez contrato com o Palmeiras, fez contato com o Corinthians e fez contrato com o Grêmio, tá? E o advogado do Palmeiras falou que está fazendo contrato com o São Paulo, mas o que atrapalhava é que o Douglas pediu 15 por cento…

R: O Douglas está (inint) [00:02:37] comissão em tudo. Ele veio aqui, descaradamente. E falei, viu?

P: Então acaba com isso, pô. Vamos acabar com isso.

R: Ataíde, eu estou com o seguinte problema, ô, Ataíde…

(…) ((corte no áudio))

R: … então, das (Inint) [00:02:49] embora, vai o Dedé junto. (…) ((ruído)) Se ver já com a lupa mais funda, o (inint) ((ruído)) que tem. Eu estou (inint) ((ruído)) que eu estou a (inint) [00:02:55]? Não é plenamente atuar?

(…) ((corte na gravação))

R: Eu tenho medo de largar isso aqui, para qualquer hora. Saco cheio. Eu não preciso disso. Se eu voltar para o escritório, para mim é algo muito melhor. Me (processe) (…) ((ruído)) ((sobreposição de vozes))

P: Ah, eu estou tão nervoso com essas coisas tola. Rapaz está tão nervoso… pá. Esse negócio de ágio também foi uma merda, né?

R: Ah, porra, o que é que você diria também? (inint) ((ruído)) ((sobreposição de vozes)) me largou, que nem um dia, né?

P: E por que é que você fez essa confusão toda?

R: Porque, Ataíde…

(…) ((corte no áudio))

R: … (inint) [00:03:25] queria um jogador? Queria, ou não queria?

P: Ah, não queria assim. Para pagar, não. Ele vinha de graça.

R: Um cara nunca vem de graça. O cara… não. O cara…

P: Não, o cara não veio.

R: Aí, ele apareceu – o porra lá, vai e corta. Está aí a Cinira, pergunta para ela.

P: Dois FDP, aqueles dois dois, né, o Valter e o… e o Raul.

R: Mas (inint) [00:03:41] estava acabando, o (inint) [00:03:42] teve uma operação de crédito, de novo, para o exterior. O Ralph (inint) [00:03:46] e o (inint) estavam lá. Eu, esse Raul, eu conheci dentro do Centro de Treinamento como se fosse amigo do (inint) [00:03:51].

P: (inint) e você (inint) ((ruído)) de vez em quando.

R: Ó. E você vem com o Antônio.

P: Nossa… Eu não sei merda nenhuma, e o (inint) [00:03:54] precisa (inint) quem era (inint) fala “presidente, não é um empréstimo, não. É deles”. Os caras também. “Tá, então fecha”.. “Espera um pouco. Osvaldo”, “tá. O que?”, “dá para pagar.” “Então, tá bom. Então, fecha.” Foi isso, não (foi orçar / forçar)

(…) ((corte do áudio))

P: O cara falou, “olha, você é  a carro  do cas… ”

((fim da gravação))


Ana Hickmann sofre atentado
Participantes:

P: Rodrigo
R: Ana Hickmann
M: Gustavo
F: Giovanna
M2: Pai de Gustavo
Legenda:
… – micropausa ou interrupção ou alongamento vocálico.
(…) – demonstração de corte em trechos não relevantes.
(inint) – palavra ou trecho que não conseguimos entender.
(palavra 1 / palavra 2) – hipótese de palavra e/ou hipótese fonográfica.
((palavra)) – comentários da transcrição ou onomatopeias.
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((início))

P: Não vou te matar agora. (inint) o negócio, não vou matar ninguém.

F: (inint) então, por que?

P: Vamos lá. Presta atenção, eu quero que senta os três de costas. Senta os três de costas. Senta os três de costas.

M: E se eu não quero?

P: Senta os três de costas aí. Um…

F: Mas, você ouviu isso?

P: … Dois… ((ruído))

M: Vira de costas.

P: Então, senta de costas.

M2: Você vai atirar na gente? Que (inint).

P: Ó, eu não vou atirar em você, meu.

R: Ô, moço…

M: É o seguinte, (inint).

P: Eu não vou atirar em você agora.

R: … se eu fiz alguma coisa, ele…

P: Eu quero que você sente.

M: (inint)

P: Eu não vou atirar em você, cara, você nunca me fez nada.

M: Então.

P: Não (inint), ela fez.

R: Como é que eu (posso/faço) para você parar?

P: Eu não vou matar ninguém.

R: Se eu fiz alguma coisa na (inint)…

P: Eu não sou assassino. Eu quero que você sente.

M: “Vira de costas”? E isso não é…?

P: Você senta de costas.

R: O meu marido de costas?

M: Mas, vou lá.

P: (Senta/se errar). Eu não vou…

M: Eu não viro.

P: … Eu não vou matar ninguém. Eu quero conversar, mas eu não quero olhar para a cara dele.

M: Ah, é esse o conversar?

P: É sim.

M: Então, fica de costas.

R: Ah, não. Moço. Moço, se eu te fiz…

M: Não, não falou.

P: Nos três.

M2: Eu não vou estragar a minha vida (inint)…

P: Que eu sou noivo.

R: Se eu tenho alguma coisa que eu fiz para você…

P: Você é o filho da p***.

R: … o que é que eu posso fazer para consertar isso?

P: Senta aí, de costas.

R: Me fala o que eu faço para eu consertar.

P: Eu estou te dizendo “por favor”. Então, senta aí. Senta. Te dou (inint).

M: De novo eu posso falar…

P: Não (inint)

F: (inint).

P: Isso. Devagar.

((tuim))

P: Senta de novo.

R: Ô, moço.

P: Por favor, Joana.

F: (inint)

P: Giovana. Você é Giovana.

R: Se eu fiz alguma coisa de errado…

P: Você, aí.

M2: Não, não. Com o Alexandre.

M: Eu sou o filho dele.

F: Eles vão se trocar.

P: Você acha que você (inint), por que? Você acha que eu sou doido?

M: Espera um pouquinho, eu não (inint), você está (inint)…

P: Não. Você acha que eu sou malandro?

M: … (inint) fazer (inint).

P: Você acha que eu sou maluco, Alexandre?

M: Então, por que é que… ahn?

P: (inint).

M: Porra, eu fiz (inint). Porra…

R: Moço, se eu fiz alguma coisa de errado, você me diga.

P: Olha, você.

R: Me diga como que eu conserto isso?

P: Ó. Como você conserta? Primeiro, deixa de ser (vagabunda) e fala da verdade, porque eu sou ser humano, cretina. Eu sou um ser humano.

R: Eu sei que você é ser humano.

P: Eu. Eu tenho coração. Eu te falei um milhão de vezes.

R: Eu, jamais… Eu jamais partiria o seu coração.

P: Eu te falei, filha da p***. Sua mentirosa, que não vem com palhaçada para cima de mim, não. Você sabe.

R: Se eu te magoei, me perdoa.

P: E você tem o dom. Não, “me perdoa”, o cacete. Deus é tão bom comigo… é tão bom que eu vim numa cidade de 3 milhões de habitantes e Ele me mostrou aonde você estaria. Aonde você estaria. Ele me mostrou em que hotel que você estaria, e que horas você chegaria, aonde, que showroom que você… você iria, de… de tão bom que aqui… E eu não sou assassino, (inint).

M: Posso colocar o celular lá numa mesa?

P: Não.

R: Não, mas assim, ó.

M: Posso passar na mesa?

P: Não. Você vai lá fora.

R: Mas se você não é assassino, por que você está com essa arma na mão?

P: Porque você é cretina.

R: Porque a gente pode conversar.

P: Você é filha da p***, (duvidou) do amor que eu tinha, sua vagabunda. Todo o amor que eu tinha.

R: Mas por que é que a gente não tenta, (inint)?

((paf))

P: O cacete.

((celular))

F: Que é isso? Tem onde colocar, moço?

R: É o meu celular.

F: Deixa eu atender o telefone…

P: Não. Não vai atender.

R: … (inint) para as pessoas da minha família…

P: Não vai atender, não.

((celular))

M: As pessoas que estão (inint)…

P: Não quero saber, (Vera). Não quero saber, cara.

F: O Du (inint) no (inint) aí…

P: Você entendeu? Você… se estou com a arma na minha cabeça, mas eu sou noivo por causa dessa mulher aqui…