Blog Didático: Integração na Prática Pedagógica

 

Didactic Blog: Integration in Teaching Practice

 

Josete Maria Zimmer[1]

Universidade de São Paulo - São Paulo

Lúcia da Graça Cruz Domingues Amante[2]

Universidade Aberta de Portugal - Lisboa

Stela C Bertholo Piconez[3]

Universidade de São Paulo – São Paulo

 

 

Resumo

Neste artigo é abordado o estado de conhecimento da produção de blogs em escolas brasileiras com o intuito de compreender as suas contribuições para a educação escolar. A pesquisa foi realizada a partir da abordagem “netnográfica”, mediada por ferramentas da web 2.0 (Google Docs), e pelo mapeamento de teses e dissertações hospedadas no Portal do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Além disso, foi realizado o acompanhamento de grupos virtuais e práticas construídas no ciberespaço, que permitiram a descrição e o estudo de 36 blogs de professores que participam de uma comunidade de “Blogs Educativos”. A pesquisa de campo foi feita por meio de questionários e entrevistas, que trouxeram  respostas em relação ao uso pedagógico do blog. A metodologia adotada teve caráter qualitativo/quantitativo. Através da pesquisa pôde-se observar o paradoxo das dificuldades dos professores diante do uso de tecnologias em suas práticas educacionais, ao mesmo tempo em que estas se tornaram instrumentos de motivação e reflexão pedagógica. Observou-se também, a necessidade de infraestrutura tecnológica e de formação didático-pedagógica aos professores, além de planejamento adequado e o desenvolvimento de uma cultura que os auxilie a repensar sua prática. Cuidar da formação permanente dos professores e transformar velhas rotinas escolares em novas organizações curriculares mais flexíveis são medidas que precisam ser tomadas nos sistemas de ensino como um todo. O weblog, com certeza, faz parte dessa transformação no ensino como uma ferramenta útil para o ensino-aprendizagem.

Palavras Chave: Weblog, Blogs, Informática Educativa, Redes, Prática Pedagógica.

 

Abstract

This paper addresses the state of knowledge in the production of blogs in brazilian’s schools in order to understand their contributions to education. The survey was conducted from the approach "netnografic" mediated by Web 2.0 tools (Google Docs), and the mapping of theses and dissertations hosted on the Brazilian Institute of Information in Science and Technology (IBICT). Moreover, we performed the monitoring of virtual groups and practices constructed in cyberspace, allowing the description and study of 36 blogs of teachers who participate in a community of "Educational Blogs." The field research was conducted through questionnaires and interviews, which brought responses to the pedagogical use of the blog. The methodology was qualitative/quantitative. Through research we observed the paradox of the difficulties facing teachers in the use of educational technologies in their practices, while they became instruments of motivation and pedagogical reflection. There was also the need for technology infrastructure and pedagogical-didactic training to teachers, and proper planning and development of a culture that assists them to rethink their practice. Caring for the training of teachers and school routines transform old into new curricular organizations are more flexible measures that need to be taken in the education systems as a whole. The weblog surely part of that transformation in education as a tool for teaching and learning.

Key words: Weblog Blogs Computers in Education, Networking, Teaching Practice

 

1. Introdução

O presente artigo trata de um relato sobre a pesquisa de Mestrado de uma das autoras que teve como foco estudar e compreender os desafios relacionados à inserção das TDIC (tecnologias digitais de informação e comunicação), por meio do weblog, como instrumentos de apoio na prática pedagógica dos professores. O weblog (em Portugal – blogue, e no Brasil blog) é uma ferramenta da Web 2.0, que se caracterizou inicialmente como um diário virtual, podendo ser editado e publicado por seus autores, em qualquer espaço e tempo.

Na época em que o uso das TDIC foi inserido na rede pública as escolas careciam de trabalho cooperativo, interclasses; as salas de aula não se comunicavam normalmente durante o ano letivo, em termos de projetos interdisciplinares e, além disso, não havia uma cultura de trabalho coletivo. Nessa perspectiva, estudar a inserção das TDIC na atuação docente, sob a forma de criação de blogs, encontrou desafios metodológicos para seu conhecimento e compreensão, pois os blogs não são espaços de estrutura fixa, visível e localizável no tempo e no espaço. Antes, são relações sociais em formato de rede virtual, delineadas pelas interações favorecidas pelas tecnologias.

Presenciar a inserção das TDIC e enfrentar a necessidade de autoformação para desenvolvimento de novas práticas, as experiências foram tornando-se aspectos relevantes para a compreensão do fenômeno estudado. A realidade observada teve de ser compreendida como algo natural, mas também como resultado das condições sócio-históricas dos professores da educação básica, na qual o conhecimento dialético é um processo...

[...] de concretização que procede do todo para as partes e das partes para o todo, dos fenômenos para a essência e da essência para os fenômenos, da totalidade para as contradições e das contradições para a totalidade; e, justamente neste processo de correlações em espiral, no qual todos os conceitos entram em movimento recíproco e se elucidam mutuamente, atinge a concreticidade (KOSIK, 1976, p. 41-42).

Qualquer iniciativa de interpretação levou em consideração a inexistência de neutralidade, pois nenhuma tecnologia, por si mesma, pode transformar os fundamentos sociais, os valores e os objetivos das instituições escolares. Elas são fruto das determinações educacionais do momento histórico em que foram pesquisadas. A rede vai à escola e a escola é uma rede. Intensifica-se a complexidade de sua análise; entretanto, era preciso compreendê-la nos processos educativos, pois o que é publicado em um blog pode ser replicado, agregado a outros conteúdos, formas e leitores.

A vivência profissional de uma das autoras em escolas, desde a chegada dos computadores, permitiu a percepção de que o uso do computador nas escolas brasileiras começou na administração, depois nas secretarias, nas salas dos professores e, por fim nos laboratórios de informática. Estes, quase sempre fechados, e, quando eram abertos, geralmente era para o aprimoramento de uma técnica ou aula de computação. Esse panorama na visão de pesquisadores da área de Informática Educativa (Valente, 1999; Oliveira, 1999; Moraes, 2010) demonstra uma metodologia inadequada do uso das TDIC, porque, desse modo, a tecnologia apenas reforçará a ideia de transmissão e reprodução de conhecimento do mesmo modo como foi transmitido.

Muitos foram os questionamentos surgidos durante essa trajetória de trabalho com as TDIC, tais como: Quais as implicações provocadas no ensino e na aprendizagem pelo acesso a um blog pessoal? Os blogs podem ser espaços de interação que favorecem a articulação e construção de alternativas transformadoras da atuação docente? Os blogs podem ser investigados? Os blogs dos professores da educação básica podem trazer contribuições para a formação dos alunos? São úteis para ampliar as habilidades de colaboração e/ou de cooperação? Quando envolvem a comunidade, podem acarretar transformações nas posturas de cidadania da Região ou Estado a que pertencem? Os blogs podem ser utilizados como espaços de avaliação das disciplinas curriculares?

O objetivo geral da pesquisa foi conhecer descrever e compreender os blogs e suas contribuições para a prática pedagógica. E os objetivos específicos foram os seguintes: (1) Analisar o papel dos blogs e suas contribuições, seguindo fundamentação teórica inspirada nas ideias de Piaget, Vygotsky, Paulo Freire e Ausubel; (2) Mapear estudos anteriores sobre os blogs na educação brasileira; (3) Descrever e apresentar os blogs pesquisados e inferir sobre seu uso pedagógico; (4) Compreender as contribuições de uma nova relação com o saber, propiciado pelos novos formatos de informação e comunicação, a partir da ótica dos entrevistados.

Tendo em vista todos esses questionamentos e os aspectos apontados anteriormente, a pesquisa justificou-se em função da relevância das TDIC e pelo fato de que, no Brasil, a investigação científica sobre o uso pedagógico das novas tecnologias não acompanhou, a princípio, as demandas existentes. As prioridades estavam relacionadas apenas à falta de preparo dos agentes educacionais, à ausência de infraestrutura tecnológica, e à inexistência de computadores nas escolas públicas.

2. A opção metodológica pela “netnografia”[4]

Como pesquisar tal complexidade da realidade dos professores e possibilidades de transformação, intermediada pelas tecnologias? Essa atividade exigiu esforço metodológico na compreensão da multiplicidade de relações sociais envolvidas. A busca de caminhos interpretativos envolveu trabalho descritivo proveniente de diversas fontes, teóricas e práticas: Mapeamento de Teses e Dissertações, análise do questionário disponibilizado do Google Docs, e entrevista aos professores blogueiros.

Para tal empreendimento, optou-se por uma abordagem “netnográfica”, conceito de Robert Kosinets (1998), para pesquisa qualitativa on-line. Encontramos na pesquisa “netnográfica” o auxilio para a elaboração do estudo das comunidades e culturas na internet sob três formas alternativas: como metodologia no estudo de comunidades virtuais; como instrumento em estudos de comunidades virtuais/presenciais, e como ferramenta exploratória para estudo de tópicos mais gerais. O pesquisador “netnógrafo” se transforma num experimentador de campo, “engajado na utilização do objeto pesquisado enquanto o pesquisa”. Portanto, entende-se que esta pesquisa se enquadra na metodologia “netnográfica”, por compreender que além da investigação na comunidade de professores blogueiros utilizou-se de questionários e entrevistas on-line.

Há estudos (Amaral, 2008; Efimova, 2005 a, b, c, e 2009; Gutierrez, 2010; Hine, 2000; Máximo, 2006; Montardo e Passerino, 2006; Ward, 2006;) que propõem a “netnografia” como alternativa metodológica para estudo de ambientes on-line. Esses autores investigaram redes de blogs e indicaram que estas, além de constituírem artefatos culturais a serem pesquisadas, são também ferramentas etnográficas, utilizadas como diário de campo, sendo reveladoras de diversos aspectos culturais, nos quais seus autores se inserem.

Para Christine Hine (2000), a etnografia virtual e a netnografia têm o mesmo significado, por serem usadas para desenvolver a percepção do sentido da tecnologia nas culturas que são por ela estudadas.  Segundo essa autora, a netnografia modifica a relação do espaço temporal e apresenta um contexto mediado por ferramentas ambientes, virtuais e práticas, construídas no ciberespaço.

A pesquisa de Máximo (2006) compreende os blogs como um fenômeno social que potencializa a apresentação do eu, evidenciado na exposição de um cotidiano inventado, encenado e construído, de modo a tornar possível seu compartilhamento nas redes que os blogueiros integram.

O projeto de Ward (2006) visa criar uma comunidade de doutorandos que estejam preparados para manter seus próprios blogs e para ler e comentar outros blogs mantidos pelos outros membros do grupo. Dessa forma, propõe o uso de blog, pelos doutorandos, como forma de compartilhar experiências e interagir em torno de seus interesses acadêmicos, como, por exemplo, o da formação para pesquisa.  Através desses blogs, o autor espera "abrir uma janela" para uma experiência que tem sido caracterizada como misteriosa e até mesmo inerentemente angustiante, uma vez que questões têm sido levantadas sobre os estudos e educação realizados em meios on-line, como por exemplo, se a internet é uma cultura ou um artefato cultural e como essa tecnologia é entendida e visualizada por seus usuários.

Amaral (2008) introduz o conceito de “autonetnografia”, ao referir-se aos níveis de indicação da proximidade na relação entre pesquisador e os sujeitos observados nas comunidades digitais. A partir dessas considerações sobre horizontes interpretativos, utilizados como elemento de reflexão na etnografia virtual, observa-se a figura do pesquisador-insider e seu papel para uma problematização de sua inserção no espaço on-line. Esse aspecto foi bastante percebido pela pesquisadora nesta investigação sobre blogs educativos. A coleta de mais dados puderam conferir maior substância às inferências realizadas nas análises de seus conteúdos e metodologias.

Por intermédio da observação participante dos processos comunicacionais e de sociabilidade dos integrantes da subcultura “electro-industrial”, outro estudo sobre metodologia de pesquisa “netnográfica” de Amaral aponta alguns usos, apropriações e consumo das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), no contexto dos sites de redes sociais. Além de discutir o conceito de “autonetnografia”, revisa os procedimentos metodológicos da análise netnográfica e apresenta algumas de suas aplicações, além de propor um exercício de narrativa de cunho subjetivo como possibilidade de escrita adequada à análise das práticas de comunicação na web.

Segundo Montardo e Passarino (2006), o número de blogs dobra a cada seis meses e meio. Isso, aliado ao crescimento de serviços disponíveis na internet e o número de internautas, chama a atenção para a internet e, especificamente, sobre o objeto deste estudo, os blogs, como um inegável espaço de socialização. Desde seu surgimento, a internet tem chamado a atenção de pesquisadores de diversos países, porém nos estudos e pesquisas realizados, pouco se aborda a respeito do viés metodológico empregado para tais investigações.

Esses autores preocuparam-se em analisar a pertinência de uma metodologia de pesquisa qualitativa como a “netnografia” para o estudo de espaços de socialização mediados por computador como os blogs. A partir de uma análise das articulações e dos distanciamentos entre a “etnografia” e a “netnografia” estabelecem-se possibilidades e limitações para o estudo dos blogs. A “netnografia”, aplicada ao estudo dos blogs, apresenta como possibilidades a exploração da comunicação multimídia, permitindo, contar com dados coletados em texto, áudio e vídeo, recursos que podem enriquecer a observação dos estudos etnográficos tradicionais.

Efimova (2007) apresenta um estudo de práticas emergentes de blog em um ambiente corporativo; para isso participou de reuniões, fez leituras de e-mails, documentos e blogs, e entrevistou 38 madeireiros, administradores de infraestrutura, advogados, especialistas em relações públicas e executivos. Portanto, compôs sua coleta de dados com maior diversificação do que simplesmente observação de blogs. Dessa forma, editores, e-mail e mensagens instantâneas foram, pela primeira vez, amplamente utilizados por estudantes que, mais tarde, trouxeram o conhecimento de seus usos e práticas efetivas em locais de trabalho. Constatou-se que os blogs podem fazer essa transição de forma mais rápida e, assim, a pesquisa encontrou um terreno experimental de rápida evolução, marcado pela sofisticação crescente, sobre o equilíbrio pessoal, da equipe e dos incentivos proporcionados pelas empresas.

Um estudo de Gutierrez (2010) confere aos blogs um lugar e uma face para a presença on-line dos professores com a finalidade de socialização de suas práticas, dificuldades e anseios. Dessa forma, os blogs são pontos de partida e de chegada para muitos processos que envolvem o professor, a educação, a tecnologia e o trabalho. Este estudo teve por objetivo “buscar conhecer, descrever, interpretar, compreender e explicar as contradições no trabalho de professores brasileiros da educação básica, no contexto da formação de redes sociais e da constituição de uma presença on-line marcada pelo blog pessoal”.

3. Etapas da coleta de dados

As etapas da investigação constituíram-se da Fase 1, que consistiu na aplicação de um questionário com professores de duas escolas da rede pública de São Paulo, e da Fase 2, seleção da amostra final e realização de entrevistas on-line e descrição dos blogs educacionais escolhidos.

Na Fase 1, todos os professores foram convidados a responder um Questionário Informativo com 20 itens semiabertos e elaborados seguindo modelo de escala Likert[5], e compartilhado em formulário no Google Docs que ficou disponível na web por meio de dois blogs de autoria de uma das pesquisadoras.

O questionário foi composto de duas partes, a primeira parte foi para caracterização da população, e a segunda, foram feitas perguntas sobre quais ferramentas os professores utilizam na vida pessoal e qual a frequência de uso (Diariamente, Semanalmente, Às Vezes, Frequentemente, Não Uso). Ao final do questionário os professores foram convidados a disponibilizarem, caso possuíssem, o endereço (URL) de seu blog.

Na fase 2 da coleta de dados, todos os professores que aceitaram disponibilizar seus blogs foram convidados a responder uma entrevista on-line realizada por e-mail. As entrevistas aos professores tiveram como objetivo apresentar exemplos de práticas educativas com o uso do blog e foi composta de 5 questões, listadas abaixo:

Questão 1 – Como nasceu o seu blog?

Questão 2 – Identificar até três objetivos de seu blog.

Questão 3 – Qual a razão da escolha do nome do blog?

Questão 4 – Você considera o blog um recurso de avaliação da aprendizagem dos alunos? Justificar.

Questão 5 – Quais as dificuldades de atualização e manutenção do seu blog?

Considerou-se que as respostas poderiam fornecer dados relevantes que, associados aos demais dados coletados, poderiam conferir maior aproximação da compreensão do uso dos blogs.

Em relação à descrição dos blogs, foi preenchida uma Ficha de Análise na qual foram identificados o nome do blog, o endereço (URL), seu(s) autor (es), formação do(s) autor(es), área de concentração, público-alvo e temática geral do blog (ver Figura 1)

 

 

Figura 1. Endereços dos Blogs Analisados

Nome do Blog/Endereço

Assunto

Autor

Formação

Público

Blog Aperta Qual?

http://apertaqual.wordpress.com/

Educomunicação e Tecnologia

Marcelo Augusto

Pedagogia

Educação Infantil

Blog Ufa, bloguei!

http://www.ufabloguei.blogspot.com/

L. Portuguesa e Literatura

Suely Aymone

Letras

Educadores

Blog Palavra Aberta

http://palavraaberta.blogspot.com/

Intercâmbio de ideias

Gládis Leal

Letras

Todas as idades

Blog Inf. Educativa e Meio Ambiente

http://miriamsalles.info/wp/

Educação

Miriam Sales

C. Biológicas

Educadores

Blogosfera da Marli

http://blogosferamarli.blogspot.com/

Letras, Português e Literatura

Marli Fiorentin

Letras

Educadores

Blog Este Blog é Minha Rua

http://esteblogminharua.blogspot.com/

Tecnologia Educacional

Franz Kreuther

Letras

Educadores

Blog Informática na Prática Pedagógica

http://infoprofe2010.blogspot.com/

Tecnologia educacional

Niuza Eugênia

Educação

Blog  Além da sala de aula

http://cmrj6ano.blogspot.com/

Tecnologia Educacional

Tatiane Martins

Letras

Educadores

Blog da EMEF Fernando Graciosa

http://radiograciosa.multiply.com/

Tecnologia Educacional

Fábio R.  Nepomuceno

Letras

Educadores

Blog Tecnologias na Educação

http://internetnaeducacao.blogspot.com

Internet na Educação

Fátima Franco

Letras

Educadores

Blog Aprendendo Física

http://aprendendofisica.net/rede/

Educação

Sergio Lima

Física

Educadores

Blog Blogando ComCiência

http://professora-elayne.blogspot.com/

Educação

Elayne Stelmastchuk

Biologia

Educadores

Blog CrisArte

http://crisarteduca.blogspot.com/

Educação

Mª Cris Francisco

Arte e Pedagogia

Educadores

Blog Tec em Espaço Compartilhado

http://criarecompartilharcomtic.blogspot.com

Tecnologia Educacional

Ivone Nonato

Letras e Pedagogia

Educadores

Blog Educacional

http://blog1.educacional.com.br/tecnajuda

Tecnologia Educacional

Betina Von Staa

Letras e Pedagogia

Educadores

Blog da Suzana Gutierrez

http://www.gutierrez.pro.br/

 

Blogs

Suzana Gutierrez

Engenharia e Ed. Física

Educadores

Blog Caldeirão de Ideias

http://nteitaperuna.blogspot.com.br/

Educ. de Jovens Adultos (EJA)

Robson Freire

Pedagogia

Educadores

Blog História Digital

http://www.historiadigital.org/

Tecnologia Educacional

Michel Goulart

História

Educadores

 

 

4.  Resultados e considerações

Investigar o estado de conhecimento da produção de blogs em escolas brasileiras inaugurou novas perspectivas para utilização de blogs não mais apenas dentro da sala de aula, mas como parte do ensino como um todo, fazendo parte do dia a dia dos alunos.

Já há uma rica rede de blogs educativos nos quais é possível encontrar muitos exemplos de práticas pedagógicas realizadas por meio desse instrumento. Observou-se que a relevância das contribuições dos blogs pessoais está na troca de informações, entre autores e leitores.

Os resultados das entrevistas com os professores blogueiros confirmam a ideia de que professores brasileiros da educação básica são capazes de construir blogs e projetos, a fim de enfrentar as contradições da inserção das TDIC em seu trabalho docente. Esses professores ensinam, e ao mesmo tempo em que ensinam, também aprendem, e, enquanto aprendem, também compartilham seu aprendizado de modo a não estarem sozinhos (Freire, 1996).

A descrição de 18 blogs dos autores que aceitaram participar da entrevista on-line confirmou que as questões de infraestrutura das escolas e a ausência de mais tempo para planejamento dos projetos com blogs precisam ser resolvidas pelas políticas educacionais. Por um lado, cuidando da formação permanente dos professores, por outro, transformando as velhas rotinas escolares em formação continuada com maior flexibilização nas organizações curriculares.

Os blogs podem e devem ser investigados porque a web oferece um mundo de possibilidades para tal fim. No entanto, essa mesma rede que oferece um mundo de oportunidades, oferece “perigosos e indesejados” espaços que estão livres e abertos para quem quiser acessá-los. Essa preocupação pôde ser notada em uma das entrevistadas, que nos lembra da atenção que os professores precisam ter juntado aos seus alunos, dando-lhes orientações sobre os cuidados necessários ao ingressar no mundo da internet.

Se na escola os alunos tiverem a devida “supervisão dos professores”, momentos para discussão e reflexão a respeito de tais problemas, conforme afirma Amante (2011, p.48), “a escola é o local onde estes riscos devem ser vistos como dilemas a serem resolvidos, mas não como razões para as crianças não acessarem a internet”.

Lembra-se sobre o que Will Richardson (2010) recomenda aos professores: ao iniciarem um trabalho utilizando a web, solicitem a permissão dos pais e responsáveis pelo estudante, a fim de que a escola tenha o devido respaldo e apoio na orientação dos estudantes sobre questões de segurança, exposição inadequada de suas imagens e outros riscos que a internet pode trazer. Entre estes riscos, ainda estão postos os acessos indevidos, a divulgação de dados, a comunicação com desconhecidos, as publicações de conteúdos inapropriados e, ainda, o cyberbulying,[6] normalmente praticado entre os adolescentes que se utilizam das redes sociais para difamar seus colegas.

Com a preocupação de como essas TDIC sejam integradas na escola, estudiosos, como Stela Piconez (2011), em entrevista para o Instituto Ayrton Senna, Escola Conectada , faz referência aos projetos de aprendizagem com o uso das TDIC e propõe lembrarmo-nos de aspectos importantes. Primeiro, ela diz que as TDIC sejam vistas como instrumento pedagógico, buscando a qualidade de ensino. Segundo, também afirma que as TDIC sejam vistas como objeto de estudo, integrando as novas linguagens digitais para a facilitação do uso potencialmente pedagógico dos aplicativos, da web e do computador. Terceiro, aponta para o papel do educador, que, em suas intervenções, deve ser o de estimular, observar e mediar, criando situações de aprendizagem significativa.

Concordando com Piconez, insisto que é fundamental que o educador saiba produzir perguntas pertinentes, que façam os estudantes pensarem a respeito do conhecimento que se espera construir, pois uma das tarefas do educador é não só fazer o estudante pensar, mas, acima de tudo, ensiná-lo a pensar certo. Sabemos que há uma infinidade de novos procedimentos que permitem aos alunos utilizarem as TDIC na integração da sala de aula. Para tanto, sugere-se não apenas os blogs, mas outras atividades como portfólios digitais, produções em vídeo e áudio, animações, postagens de apresentações de seus projetos em ambientes virtuais de aprendizagem e outros.

No que se refere à formação docente, ao mesmo tempo em que a escola exige professores preparados para atender os alunos com utilização das TDIC, ainda há poucas iniciativas de formação de professores para o uso adequado das mesmas, esse fato foi encontrado no discurso de diversos professores entrevistados, a exemplo da fala da professora (i)

                “Tive, e ainda tenho dificuldades para inserir os objetos que quero no blog. A ferramenta que uso não tem ajuda e não há a quem recorrer para compreender os recursos”.

E da professora (j):

                “Sem essa oficina (oficina de Blogs na Escola) creio que dificilmente teria tido conhecimento de como funciona um blog, e não teria despertado o interesse em construir o meu.”

Neste contexto, reconhece-se que a capacitação de recursos humanos ainda é questão fundamental e urgente, e, sem dúvida, um dos principais fatores para a preparação da sociedade brasileira para conviver com a era das TDIC.

Será preciso desenvolver uma metodologia e uma proposta pedagógica que tenha sentido e significado às mudanças dos papéis dos professores e estudantes e não que seu aparato tecnológico se transforme em um sofisticado e-book na lousa digital, ainda descontextualizado do cotidiano da escola. Nesse sentido remete-se a fala de Moran (2007), ao afirmar que é preciso criar conexões com o cotidiano dos estudantes, de modo a conviver com o inesperado. Podemos concordar com esse autor que é possível transformar a sala de aula em uma “comunidade de investigação”, estimulando e valorizando as contribuições de cada um, num clima de apoio, flexibilidade e confiança.

As TDIC, como qualquer outra ferramenta, se utilizadas adequadamente, podem ser adaptadas para atender às necessidades educacionais de estudantes e professores de qualquer área do conhecimento (Valente 2011).

É fato que alguns exemplos não atendem às expectativas sobre o uso adequado de tecnologias, especificamente com relação aos blogs, mas como objeto de reflexão da desse artigo, os blogs pesquisados contribuíram para compreender a realidade social em sua dialética entre abstrato e concreto, teoria e prática, sujeito e objeto. Os blogs possuem um potencial que favorece a compreensão dessas relações e fluxos de comunicação.

Ter presenciado a inserção das TDIC e enfrentado a necessidade de autoformação para desenvolver novas práticas foram aspectos relevantes nesta pesquisa. Para a compreensão do fenômeno estudado, observar a realidade dos blogs não foi tudo. A realidade favoreceu a compreensão de forma natural de como os processos acontecem e são resultado das condições sócio-históricas dos professores da educação básica brasileira.

Enquanto recurso tecnológico, o blog é exuberante diante de uma arquitetura comunicacional complexa e, ao mesmo tempo, revela a carência, em nossas escolas, de infraestrutura, de espaços de compartilhamento e de planejamento coletivo e colaborativo. Se utilizados pedagogicamente, incentivam e enriquecem projetos interdisciplinares; potencializam a comunicação em rede e o compartilhamento das ideias e conhecimentos.

Pode-se considerar que os blogs pesquisados representaram um fenômeno social que potencializa de forma específica a apresentação do eu, evidenciado na exposição de um cotidiano inventado, encenado e construído de modo a tornar possível seu compartilhamento nas redes que os blogueiros integram. Também o estudo revelou, por outro lado, campo fértil como espaço de compartilhamento de experiências e de interação em torno de interesses e demandas escolares e da sociedade como um todo.

5. Considerações finais

Os professores estudados ainda não utilizam os blogs de forma plena como ambiente virtual de ensino e de aprendizagem. Necessitam de formação didático-pedagógica para um suporte técnico ao trabalho nos blogs, planejamento adequado e desenvolvimento de uma cultura que os auxilie a repensar sua prática.

Por outro lado, a pesquisa observou que o uso do blog traz motivação e reflexão pedagógica para aqueles professores estudados. Dentre eles, não foram muitos os que foram capazes de ajustar suas práticas educativas virtuais e presenciais às questões de avaliação de suas práticas e da aprendizagem dos alunos.

A pesquisa constatou, pela ótica dos professores participantes, que os recursos não são adequadamente explorados nas práticas pedagógicas e nem há espaço garantido de trocas presenciais nas reuniões pedagógicas em que projetos interdisciplinares poderiam estar sendo cunhados. Convém destacar, como já dito, que a formação inicial ou continuada dos professores, assim como um ambiente escolar rico em tecnologia são importantes, mas não determinantes no uso educativo do blog.

Por outro lado, ainda não há consenso de que uma aprendizagem mediada pela promoção intencional, comunicacional, de situações de ensino-aprendizagem, em que coletivamente os alunos e professores possam interagir, depende grandemente de um projeto pedagógico que agregue as potencialidades da hipertextualidade de conteúdos com aprendizagem colaborativa, a partir do uso das interfaces da web. Depende também do entendimento de que a reflexão partilhada sobre a prática docente e sobre a aprendizagem dos alunos tem, no uso dos blogs, potencial formativo para a educação on-line como campo fecundo para novas e significativas possibilidades de promoção da aprendizagem e da formação de docentes e pesquisadores.

Todos os elementos indicados pelos participantes da pesquisa apontaram para a existência de um movimento de inquietação entre alguns professores, o que os levou a procurar no ciberespaço um ambiente fecundo para refletir com seus pares e buscar mais alternativas para a construção de novas ferramentas, mais próximas e adequadas aos nossos alunos em suas aprendizagens.

Muitas inquietações existentes em relação ao uso do blog foram respondidas. As entrevistas e o contato com diversos trabalhos acrescentaram à experiência pessoal um grande aparato de ideias e resultados alcançados. No entanto, na área das tecnologias digitais de informação e comunicação, ainda há muito a se investigar. Essa é uma área em constante mutação. Há muitas áreas a explorar e, certamente, ainda outras virão.

A descrição dos blogs realizada não teria sido suficiente para a plenitude de compreensão da natureza e do objeto da pesquisa. A experiência de uma das pesquisadoras frente ao desafio de criar e acompanhar processualmente a elaboração de um blog completou o trabalho ajudando-a a desenvolver a percepção do sentido da tecnologia e das relações envolvidas em seu uso nas escolas.

6. Referências

ALMEIDA, M. E. B., e Valente, J. A. (2011). Tecnologias e currículo: trajetórias convergentes ou divergentes? São Paulo: Editora Paulus.

AMANTE, L. (2010). As Tecnologias Digitais na Escola e na Educação Infantil. Pinhais, PR: Editora Melo.

AMARAL, A.; Natal, G.; Viana L.; et al. (2008), Netnografia como aporte Metodológico da Pesquisa em Comunicação Digital. Recuperado em 20 de janeiro de 2012 de http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/famecos/article/viewFile/4829/3687.

AMORIM, C. C. (2008). Compartilhando e construindo conhecimento: ação mediada entre crianças e adolescentes no desenvolvimento de blog pedagógico-literário em uma biblioteca pública da cidade de São Paulo. Dissertação de Mestrado da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, USP.

AUSUBEL, D.P. (2003). Aquisição e Retenção de Conhecimentos: Uma Perspectiva Cognitiva. Lisboa: Plátano Edições Técnicas.

BANKS, A. M. (2009). Blogging Heroes: Entrevistas com 30 dos principais blogiros do Mundo. São Paulo: Universo dos Livros Editora Ltda.

BARDIN, L. (2009). Análise de Conteúdo (L. A. Reto e A. Pinheiro, Trad.). Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).

BLOOD, R. (2000). Blogs: A History and Perspective. Rebecca’s Pocket. (07 September 2000; 17 February 2005). Recuperado em 10/02/2011, de http://www.rebeccablood.net/essays/weblog_history.html.

ESCALA Likert. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_Likert e http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=21&texto=1304.

FAZENDA, I. C. A. (2001). Interdisciplinaridade: História, teoria e pesquisa (7ª. ed.). (Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico). Campinas: Papirus.

FRANCO, F. Tecnologias na Educação. Blog da Comunidade de Blogs Educativos. Recuperado em 20/06/2010, de http://internetnaeducacao.blogspot.com/.

FREIRE, P. (1996). Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa (19ª ed.). São Paulo: Paz e Terra.

GUTIERREZ, S (2010) Professores Conectados: trabalho e educação nos espaços públicos em rede. Doutorado do Programa de Pós-graduação Em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

GUTIERREZ, S. (2003). O Fenômeno dos Blogs: Possibilidades Trazidas por uma Tecnologia de Publicação na Internet. Recuperado em 21/06/2010, de http://www.seer.ufrgs.br/index.php/InfEducTeoriaPratica/article/viewFile/4958/2933.

HINE, C. (2007) Etnografia Virtual. Colección Nuevas Tecnologías y Sociedad. Recuperado em 11/10/2011, de http://www.uoc.edu/dt/esp/hine0604/hine0604.pdf

IBCT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Recuperado em 04/05/2011, de http://www.ibict.br.

KENSKI, V. M. (2007). Educação e Tecnologias: O novo ritmo da informação. Campinas: Papirus.

KOSIK, K. (1976). Dialética do Concreto. (4ª ed.) Rio de Janeiro: Paz e Terra.

KOSLOSKY, M. A. N. (1999). O pensamento lógico e as Teorias de Aprendizagem. In Aprendizagem baseada em Casos: Um Ambiente para Ensino de Lógica de Programação (Cap. 3). Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC. Recuperado em 04/05/2011, de   www.eps.ufsc.br/disserta99/koslosky/cap3.html.

KOZINETS, R. V. (1997) On Netnography: Inicial Reflections on Consumer Research Investigations of Cyberculture. Recuperado em 19/11/2011 de: http://research.bus.wisc.edu/rkozinets/printouts/kozinetsOnNetnography.pdf

KOZINETS, R. V. (2010). Netnografia. A arma secreta dos profissionais de Marketing: como o conhecimento das mídias sociais gera inovação. Recuperado em 19/11/2011 de: http://kozinets.net/__oneclick_uploads/2010/11/netnografia_portugues.pdf

LEMOS, M. (2010). Blogar: O processo de criação de Blogs (188 pp.). Divinópolis: Edição digital independente.

LÉVY, P. (1994). A Inteligência Coletiva: Por uma antropologia no ciberespaço (5ª ed.). (L. P. Rouanet, Trad.). São Paulo: Edições Loyola.

LÉVY, P. (2000). Cibercultura (2ª. Ed.). (C. I. da Costa, Trad.). São Paulo: Editora 34.

MARINHO, S. P. (2007). Blog na Educação: Manual Básico do Blogger. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Instituto de Ciências Humanas. Programa de Pós-graduação em Educação. Belo Horizonte, MG.

MAXIMO, M. E. (2006). Blogs: o eu encena, o eu em rede. Cotidiano, performance e reciprocidade nas redes sócio-técnicas. Tese de Doutorado em Antropologia Social. Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC. Artigo recuperado em 20/01/20012 de http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/civitas/article/viewFile/3523/2753

MONTARDO, Sandra Portela; Passerino, Maria Liliana. (2006). Estudo dos blogs a partir da netnografia: possibilidades e limitações. Porto Alegre, RENOTE: revista novas tecnologias na educação: UFRGS, Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação, v. 4, n. 2. Recuperado de: http://penta3.ufrgs.br/midiasedu/modulo8/etapa1/ leituras/estudo_dos_blogs.pdf, em 20/01/2011.

MORAES, M. C. (1993). Informática Educativa no Brasil: um pouco de história... Aberto, Brasília, ano 12, n.57, jan./mar.

MORAN, J. M. (2007). A Educação Que Desejamos: Novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus.

MORAN, J. M. (2009). Mudar a forma de ensinar e de aprender com tecnologias. Recuperado em 29/04/2010, de http://www.eca.usp.br/prof/moran/uber.htm#diferentes.

OLIVEIRA, M. K. (2001). Vygotsky – Aprendizado e Desenvolvimento: um processo sócio-histórico (4ª ed., 5ª impressão). São Paulo: Editora Scipione.

PIAGET, J. & Inhelder, B. (1974). A Psicologia da Criança (3ª ed.). S. Paulo: Difel-saber atual.

PICONEZ, S. C. B. & Filatro, A. C. (2009). O desenvolvimento profissional da docência na formação de professores face a utilização das tecnologias. ETD - Educação Temática Digital - ISSN 1676-2592, Vol. 10, No 2. Disponível em: http://www.fe.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/view/2032.

PRESNSKY, M. (2001). Digital Natives, Digital Immigrants. In On the Horizon. NCB University Press, Vol.9 nº 5. Recuperado em 29/04/2010, de  http://www.marcprensky.com/writing/Prensky%20-%20Digital%20Natives,%20 Digital%20Immigrants% 20-%20Part1.pdf.

RAMAL, A. C. (2000). Ler e Escrever na Cultura Digital. In Revista Pátio (Ano 4, no. 14, agosto-outubro 2000, pp. 21-24, Porto Alegre). Disponível em: http: //www.idprojetoseducacionais.com.br/artigos/Ler_e_escrever_na_cultura_digital.pdf.

REGO, T. C. Vygotski. (2004) Uma perspectiva histórico-cultural da educação (16ª ed.). Petrópolis: Vozes.

RICHARDSON, W. (2010). Blogs, wikis, podcasts, and other powerful tools for classrooms (3rd ed.). London: Corwin Press, a SAGE Company.

RONCA, A. C. C. (1980). O modelo de ensino de David Ausubel. In Psicologia e Ensino (1ª Ed.). Penteado, W. M. A. (Org.). São Paulo: Papelivros.

SÁ, S. M. A. P. (2002). Netnografias nas redes digitais. In: José Luiz Aidar Prado. (Org.). Crítica das práticas midiáticas - da sociedade de massa às ciberculturas. São Paulo: Hacker, v. 1, p. 147-164.

STAA, B. V. (2011). Tecnologia na Educação: Reflexão sobre docência, aprendizagem e interação entre jovens e adultos (pp. 17-21). Pinhais, PR: Editora Melo.

VALENTE, J. A. (Org.). (1999). O Computador na Sociedade do Conhecimento. Campinas, SP: UNICAMP/NIED.

VYGOTSKY, L. S. (1989). Pensamento e Linguagem (2ª ed. brasileira). (J. L. Camargo, Trad.). São Paulo: Martins Fontes.

WARD, M-H. Reflexões sobre os blogs como uma ferramenta etnográfica. Faculdade de Educação e Assistência Social Universidade de Sydney. Disponível em: http://www.ascilite.org.au/conferences/sydney06/proceeding/pdf_papers/p164.pdf Acessado em 20/02/2013.

ZAWILINSKI, Lisa (2007). HOT Blogging: A Framework for Blogging to Promote Higher Order Thinking (citado com permissão da autora). University of Connecticut. Disponível em: http://www.newliteracies.uconn.edu/pub_files/HOTBlogRevsingle.pdf.

ZIMMER, J. M. (2002). Superação das barreiras para o uso da informática por educadores. Monografia de curso de Pós-Graduação em Informática Aplicada à Educação, Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, SP.

 

 


[1] jmzimmer@uol.com.br

[2] lamante@uab.pt

[3] stela.piconez@gmail.com

[4] Conceito de Robert Kosinets (1998)

 

 

[5] A escala Likert é a mais usada em pesquisas de opinião. Ao responderem a um questionário baseado nessa escala, os perguntados especificam seu nível de concordância com uma afirmação. Cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/ Rensis_Likert.

[6] É uma prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar outrem (Bill Belsey). < http://www.cyberbullying.org/>