Disciplina: Sociologia

Série/Ano: 2 ª

Vol/Bim: IV

CADERNO DO ALUNO

Situação de Aprendizagem (Número/título)

Sequência Didática.

Recursos audiovisuais e/ou de TIs  sugeridos no caderno

Recursos audiovisuais e/ou de TIs sugeridos pelo PCNP

Interfaces interdisciplinares / Temas trasnsversais

SA – 1

O Que é Violência?

Objetivo: conceituar violência, suas principais formas e dimensões. Discutir também seus desdobramentos sociais e jurídicos, de modo a se chegar a um consenso sobre em que consiste a violação de direitos e o que efetivamente acarreta sanções do ponto de vista da lei. O objetivo é propiciar um olhar de estranhamento em relação à violência enquanto prática e ação social humana tipificá la e compreendê-la em seus diferentes âmbitos, de modo a produzir uma reflexão ampla e crítica sobre o problema.

Levantamento dos conhecimentos prévios: utilizar como referência a atenção dada pelos meios de comunicação à violência nos noticiários.

Leitura e interpretação dos textos: Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.

Explicitar que os atos violentos não necessariamente são realizados por indivíduos de forma isolada, mas podem ser desempenhados por grupos organizados ou não (como milícias e exércitos) e Estados, por exemplo.

Pesquisa: revistas, jornais e na internet, reportagens e matérias que relatem episódios de violência variados. O objetivo da pesquisa é obter um caso de violência física, outro de violência psicológica e uma situação que possa ser analisada do ponto de vista da concepção de violência simbólica. Ao final, os alunos deverão apresentar um trabalho em que estejam explicitados os seguintes pontos:

a) assunto da reportagem;

b) breve descrição dos fatos ocorridos;

c) identificação das vítimas e dos agressores;

d) identificação do(s) tipo(s) de violência abordado(s) na reportagem;

e) justificativa da resposta anterior.

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Filosofia, Geografia e História.

SA – 2

Violência Contra o Jovem

Objetivo: Discutir os fenômenos sociais da violência que atingem especificamente adolescentes e jovens de 15 a 24 anos.

Levantamento dos conhecimentos prévios:

Como sensibilização inicial, sugerir uma atividade de reflexão sobre a mortalidade entre os jovens, suas causas e possíveis explicações, com base em um conjunto de imagens sugestivas, disponível no Caderno do Aluno.

a) O que essas imagens retratam?

b) O que elas têm em comum?

c) Que idade tinha a pessoa mais nova quando faleceu? E a mais velha?

d) Qual a média de idade desses jovens quando faleceram?

Ler o Texto WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da violência 2006 – Os jovens do Brasil. Brasília: Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, 2006. Disponível em: <http://www.oei.org.br/mapaviolencia.pdf>. Acesso em: 12 ago. 2009.

Tabela 1 – Estrutura da mortalidade por região, população jovem (15 a 24 anos) e não jovem (0 a 14 anos e 25 anos ou mais), 2004.

Para casa: Comparar os percentuais observados entre a população jovem e a população não jovem, analisando as diferenças entre os percentuais por causas naturais e externas entre as populações e entre as regiões de maneira mais detalhada.

Gráfico 1 – Taxas de óbitos por homicídios por faixas etárias – Brasil (1994 e 2004).

Gráfico 2 – Taxas de óbitos por acidentes de transporte por faixas etárias – Brasil (1994 e 2004).

Tabela 2 – Taxas de óbitos (por 100 mil habitantes) por homicídios e acidentes de transporte, por regiões – População jovem: Brasil, 2004.

Tabela 3 – Taxas de óbitos (por 100 mil habitantes), por regiões, segundo o sexo – População jovem: Brasil, 2004.

Tabela 4 – mortalidade por arma de fogo, segundo a causa básica, por regiões. População jovem: Brasil, 2004.

Destaque a participação dos homicídios por armas de fogo nas mortes por causas externas entre jovens de 15 a 24 anos, em comparação com as demais causas envolvendo armas e discuta as diferenças entre as regiões.

Textos: ADORNO, S. [Trecho citado] In.: PERES, M. F.; CARDIA, N.; SANTOS, P. C. Homicídios de crianças e jovens no Brasil:

1980-2002. São Paulo: Núcleo de Estudos da Violência/Universidade de São Paulo, 2006. p. 31.

FERREIRA, P. M. Comportamentos de risco dos jovens. In: PAIS, J. M. et al. Condutas de risco, práticas culturais e atitudes

perante o corpo: resultados de um inquérito aos jovens portugueses, Oeiras: Celta Editora, 2003. p. 166.

Avaliação: dissertação sobre: Que fatores contribuem para as altas taxas de mortalidade por causas externas entre jovens? Justifique sua resposta.

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Filosofia, Geografia e História.

SA – 3

Violência Contra a Mulher

Objetivo: abordar, em linhas gerais, a problemática da violência contra a mulher, tomando-se por base o conceito de violência de gênero.

Levantamento dos conhecimentos prévios: Texto: BRYM, R. J. et al. Sexualidade e gênero. In: BRYM , R. J. et al. Sociologia, sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Cengage Learning, 2008. p. 272.

O objetivo dessa sensibilização inicial é chamar a atenção dos alunos para a realidade vivida por mulheres brasileiras reais e levantar alguns questionamentos com base em seus relatos, por meio dos quais será desenvolvida a Situação de Aprendizagem.

Leitura e análise de texto: SCHRAIBER, L. B. et al. Violência dói e não é direito: a violência contra a mulher, a saúde e os direitos humanos. São Paulo: Editora da UNESP, 2005. p. 24-27.

Após a leitura, as seguintes questões, apresentadas no Caderno do Aluno, devem ser discutidas:

a) O que você entendeu do texto?

b) Que tipo de violência a narradora sofria quando era criança?

c) Que tipos de violência ela sofreu em seu primeiro relacionamento? Quais foram as consequências?

d) Que tipos de violência ela passou a sofrer depois que se casou?

e) O que levou a narradora a viver esse tipo de situação?

O objetivo dessas questões é propiciar uma primeira reflexão sobre os tipos de violência contra a mulher que podem ser identificados no texto, o contexto no interior do qual se originaram e as possíveis causas para sua ocorrência. A reflexão deverá reunir as impressões levantadas na leitura e interpretação do texto, bem como as experiências dos próprios alunos.

Texto: BRYM, R. J. et al. Sexualidade e gênero. In: BRYM, R. J. et al. Sociologia, sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Cengage Learning, 2008. p. 250.

 Análise de Lei nº 11 340 de 7 de agosto de 2006, também conhecida como Lei Maria da Penha. Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola. Lei nº 11 340, de 7 de agosto de 2006, denominada Maria da Penha.

Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm>. Acesso em: 7 ago. 2009.

Após a leitura, peça à turma que respondam, no Caderno do Aluno, à pergunta: Como a Lei Maria da Penha ajuda a proteger os direitos das mulheres e de que maneira ela garante isso?

Avaliação: Com base na interpretação da Lei Maria da Penha, retome o relato da sensibilização inicial e identifique que tipos de violência a narradora sofreu.

Falcão – Meninos do tráfico. Direção: MV Bill. Brasil, 2006. 125min.

Estamira. Direção: Marcos Prado. Brasil, 2005. 115min.

Pelos meus olhos (Te Doy Mis Ojos). Direção: Icíar Bollaín. Espanha, 2005. 109min.

Pro dia nascer feliz. Direção: João Jardim. Brasil, 2006. 88min.

www.mariadapenha.org.

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SA – 4

Violência Escolar

Sondagem: levantamento dos conflitos vivenciados no espaço da sua escola. Solicite aos alunos que respondam individualmente as questões, que constam do Caderno do Aluno.

Ler Texto MARRA, C. A. dos S. Violência escolar – A percepção dos atores escolares e a repercussão no cotidiano da escola. São Paulo: Annablume, 2007. p. 25.

Um problema mais sério, que surge no relacionamento entre os alunos, é quando os apelidos, as brincadeiras, as agressões, as fofocas passam do limite e se tornam uma atitude deliberada no sentido de “zoar”, “sacanear” e humilhar colegas, que são discriminados por uma série de razões, como as exemplificadas na questão 3 da atividade de sensibilização.Esse fenômeno, denominado bullying, pode levar crianças, adolescentes e jovens a um grande sofrimento. Geralmente, as vítimas de bullying sentem-se isoladas, por se sentirem discriminadas, sofrem de baixa autoestima e chegam a ter o rendimento escolar prejudicado por causa do medo que os colegas que praticam o bullying lhes provocam.

Avaliação: divida a turma em grupos de até quatro alunos e solicite a elaboração de um projeto de solução de conflitos, contendo os seguintes itens: na primeira parte, o grupo deverá desenvolver um texto explicitando quais são os principais problemas vivenciados na escola e procurar desenvolver algumas explicações para eles; na segunda parte, deverá identificar claramente quais são as principais práticas relacionadas à violência escolar e de que modo elas interferem no seu cotidiano, no processo de aprendizagem e crescimento; na terceira parte, deverá apresentar suas propostas de como esses conflitos poderiam ser solucionados, e qual seu papel, como alunos, ao contribuir para diminuir a violência na escola.

Entre os muros da escola (Entre Les Murs) Direção: Laurent Cantet. França, 2008. 128min.

Pro dia nascer feliz. Direção: João Jardim. Brasil, 2006. 88min.

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Filosofia, Geografia e História.

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