EEEFM “CONDE DE LINHARES”

Aluno(a): __________________________ Data: __/__/2013 Professora: Marina Thebaldi  

Disciplina: História      Turma : 3º ano    Trimestre: Segundo

As condições de trabalho ao longo da História

1.Trabalho primitivo

As formas de trabalho variam conforme o momento histórico. As primeiras sociedades primitivas, por exemplo, baseavam seu trabalho na coleta, na caça, na pesca e, geralmente, as atividades eram dividas por gênero. Com a descoberta, primeiro do fogo e depois da agricultura e da domesticação de animais, uma grande mudança ocorreu em seus hábitos. Gradativamente os grupos humanos foram tornando-se sedentários (ou seja, fixaram-se num só local) e começaram a manter uma maior organização. Deixaram de morar em cavernas e barracas e passaram a morar em casas, aprenderam a usar a tração animal e descobriram a utilização dos metais.

No começo dos tempos, o trabalho era a luta constante para sobreviver. Por exemplo, a necessidade de comer, de se abrigar, etc., era que determinava a necessidade de trabalhar. O avanço da agricultura, de seus instrumentos e ferramentas trouxe progressos ao trabalho. O advento do arado representou uma da primeiras revoluções no mundo do trabalho.

2.Antiguidade Oriental (Modo de Produção Asiático) e Antiguidade Ocidental (Modo de Produção Escravista)

 Aos poucos essas comunidades foram crescendo em número de habitantes, transformando-se em aldeias e, posteriormente em cidades que, ao se juntar formaram as primeiras civilizações. Os excedentes agrícolas produzidos passaram a ser trocados (escambo) entre as comunidades e surgiram as primeiras técnicas artesanais. Surge o patriarcalismo, onde a figura masculina passa a sobressair sobre a figura feminina. As sociedades da antiguidade eram organizadas, uma maioria contava com um poder político centralizado, um Estado forte, que cobrava impostos e controlava as principais decisões políticas e econômicas. Surgem também as divisões do trabalho e novas profissões: soldados, sacerdotes, escribas, dentre outros. Surgem os grupos privilegiados e os grupos desprivilegiados. Vale lembrar que havia trabalhadores livres e trabalhadores escravos, mas esse último grupo, em pequeno número.

Nas sociedades em que a agricultura era a principal atividade econômica, os camponeses eram a mão de obra mais importante. Ex.: Egito e Mesopotâmia. Ao conjunto dessas características alguns chamam de Modo de Produção Asiático.

Os artesãos poderiam ser comparados aos profissionais liberais de hoje. Eles trabalhavam nas terras do governante e pagavam seus impostos (em forma de trabalho e parte de sua produção), mas não conheciam a noção de patrões/empregados (nos padrões atuais).

Com o passar dos anos, surgiram sociedades que, além da agricultura, também desenvolveram um forte comércio marítimo. Eram sociedades organizadas, onde surgiram muitas ideias usadas até a atualidade: moeda, democracia, república, teatro, dentre outras. Algumas dessas sociedades usaram como principal mão-de-obra, o trabalho escravo. Ex.: Grécia e Roma. Ao conjunto dessas características alguns chamam de Modo de Produção Escravista. O trabalho braçal não era considerado adequado para pessoas nobres, de posses.

3.Modo de Produção Feudal

Na Idade Média encontramos o sistema feudal como predominante, onde o trabalho fundamentava-se no cultivo da terra. Nesse período também não havia noção de emprego. A relação trabalhista da época era a relação senhor-servo.  A servidão é diferente, pois os servos, embora durante muito tempo tenham sido presos à terra, não eram considerados mercadoria e recebiam parte do fruto de seu trabalho agrícola. Nesse caso o servo não trabalhava para receber remuneração, mas para ter o direito de morar nas terras do seu senhor. Também não existe qualquer vínculo contratual entre os dois, mesmo porque o servo era analfabeto e na maioria das vezes o senhor também.

4.Surgimento do Capitalismo Comercial

        Na passagem da Idade Média para a Idade Moderna as coisas começaram a mudar, com o renascimento comercial, cultural e urbano. Surge no cenário ocidental uma nova classe social, a burguesia, que aos poucos foi crescendo e ganhando importância econômica. As atividades comercias voltaram a acontecer e isso proporcionou considerável êxodo rural. Primeiramente essas atividades comerciais eram realizadas nas feiras, depois nas antigas cidades e nos burgos (novas cidades). Vale destacar o crescimento das atividades artesanais com intensão de comercialização. Nessa época surgiram pequenas empresas familiares que vendiam uma pequena produção artesanal, todos os membros da família trabalhavam juntos para vender produtos nos mercados. Nesse caso, ainda não considero correto chamar os trabalhadores de empregados (no sentido atual da palavra). Além destas, havia oficinas com muitos aprendizes que recebiam moradia e alimentação em troca e, ocasionalmente, alguns trocados.  É nessa época que começa a se esboçar o conceito de emprego.

5.Surgimento do Capitalismo Industrial

Mas o principal marco na história do trabalho certamente é a Revolução Industrial. Foi ela que transformou a sociedade rural e agrícola do mundo ocidental em uma sociedade basicamente urbana e industrial.

A Revolução Industrial provocou grandes transformações no mundo: a economia transformou-se, pois a atividade industrial passou a ocupar o centro da vida econômica; formaram-se grandes empresas industriais e o trabalho assalariado passou a predominar em toda parte; em outras palavras, impôs-se o capitalismo industrial. A sociedade foi profundamente afetada pelo êxodo rural e pelo crescimento da vida urbana; começaram a formar-se as cidades industriais; ocorreu também um aumento da população mundial; a burguesia industrial se fortaleceu, e começou a ganhar cada vez mais destaque a classe operária. Na política, houve a queda do Estado Absolutista, disputa entre países europeus pelo domínio das colônias na África e na Ásia com o objetivo de obter matérias-primas para a indústria e consumidores para os produtos manufaturados; começaram a aparecer ideias políticas, sociais e econômicas tentando explicar a nova situação e solucionar os novos problemas.

A Revolução Industrial enriqueceu muitos capitalistas, mas a grande maioria dos operários vivia em péssimas condições.

AS CONDIÇÕES DE TRABALHO NA ÉPOCA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

        A industrialização trouxe muitos benefícios materiais, mas gerou também um grande número de problemas que ainda afligem o mundo moderno, como os danos ao meio ambiente. Além disso, a modernização tecnológica tornou obsoletas diversas formas de trabalho, gerando um desemprego crescente. Segundo o historiador Mario Schmidt, “antes da Revolução Industrial, menos de 10% da população europeia vivia nas cidades" (2005, p. 112). Isso era ainda um reflexo do feudalismo, pois havia poucas indústrias em toda a Europa Ocidental e a maioria dos produtos manufaturados era feita em casas situadas nas zonas rurais. Comerciantes da burguesia distribuíam as matérias-primas aos trabalhadores e recolhiam os produtos acabados. Os burgueses eram donos das matérias-primas, pagavam pelo trabalho realizado e procuravam mercado para seus produtos. O modo de vida variava pouco de uma geração para outra, e a maioria dos filhos seguia o ofício dos pais. Os trabalhadores e lavradores não tinham voz ativa no governo. Em muitos países, não havia nem mesmo eleições.
A situação nas pequenas e novas indústrias que surgiam não era fácil para os operários. Conforme Schmidt relata, “
os salários eram baixíssimos, a jornada de trabalho podia alcançar 14 ou 16 horas por dia e não havia direito a férias. As fábricas eram imundas e barulhentas. Os patrões, muito autoritários, humilhavam os empregados”.

Com todas essas condições precárias, é evidente que a consequência seria a pobreza. Grandes cidades, como Londres e Paris, encheram-se de favelas e cortiços. O mesmo autor citado ainda diz que “os pobres se amontoavam em bairros onde o esgoto e os ratos disputavam as ruas com os pedestres”. A máquina a vapor dispensava a força física. Por causa disso vários patrões preferiam o trabalho das mulheres e, principalmente, das crianças, que recebiam pagamento menor pelo mesmo serviço de um homem adulto. Quase todas as fábricas do começo do século XX empregavam crianças. Enquanto isso, os burgueses continuavam enriquecendo.

Os trabalhadores logo perceberam a necessidade de se unir e lutar por seus direitos. Assim, o começo da Revolução Industrial representou também o início das lutas operárias. Por meio dessas lutas, os operários formavam a consciência de que pertenciam a uma mesma classe social: o proletariado.


O LUDISMO, O CARTISMO E OS SINDICATOS

O Ludismo foi uma das primeiras formas de luta dos trabalhadores. Eles formavam grupos que invadiam as fábricas e destruíam as máquinas. Para os artesãos, o Ludismo era uma maneira de preservar seu trabalho contra a concorrência da indústria moderna. Para os camponeses, era um recurso para salvar seu emprego contra as máquinas que substituíam o trabalho humano. Para os operários, constituía uma forma de pressionar o patrão a aumentar os salários.

O movimento ludita conseguiu algumas vitórias. Por exemplo, muitos patrões acabavam desistindo de reduzir os salários com medo de uma rebelião operária que destruiria a fábrica. O governo inglês criou leis rigorosas contra as revoltas luditas e enviou milhares de soldados para defender as propriedades dos burgueses.

Ao longo do século XIX, surgiram outras organizações operárias. Como nos conta Mario Schmidt, Certos grupos de trabalhadores formavam associações de ajuda mútua. Pagavam pequenas mensalidades e, quando um deles ficava doente, recebia auxílio da associação. Aos poucos, os trabalhadores sentiram a força de sua organização. As associações de ajuda mútua se tornaram sindicatos.

Os sindicatos da época, semelhantes aos de hoje, procuravam atrair outros trabalhadores e organizar as lutas econômicas contra a burguesia e a mais influente forma de luta era a greve. “A maioria dos trabalhadores de fábrica cruzava os braços e se recusava a trabalhar enquanto os patrões não atendessem às suas reivindicações”. As principais exigências dos trabalhadores eram aumento de salário, diminuição da jornada de trabalho e a proibição do trabalho infantil.
Os governos europeus do século XIX em geral ficavam do lado dos capitalistas contra o proletariado. As leis, os tribunais e a polícia eram acionados contra os sindicatos e as greves. Muitos trabalhadores foram presos e até mortos pela polícia.

A partir de 1830 formou-se na Inglaterra o movimento cartista. O Cartismo juntava operários, artesãos e até gente da pequena burguesia. Os cartistas redigiram um documento chamado Carta do Povo e o enviaram ao Parlamento inglês. A principal reivindicação do documento era o sufrágio (poder votar e se candidatar) universal masculino.

O Cartismo organizou gigantescos comícios em Londres. Mas o Parlamento permaneceu insensível. Somente em 1867, os operários especializados e a pequena burguesia conquistariam o direito de voto. Apesar disso, o Cartismo foi importante para que o proletariado inglês adquirisse consciência política.


AS CONDIÇÕES DE TRABALHO DA ATUALIDADE

Hoje, todos os funcionários de qualquer fábrica que seja, bem como qualquer trabalhador de outro setor, desfrutam de benefícios e leis trabalhistas que definem os direitos e deveres dos empregados. Existem os sindicatos que ainda defendem a classe dos trabalhadores, e mais do que isto, existe uma legislação específica em que, conforme consta na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), são alguns direitos dos trabalhadores: Carteira de trabalho assinada desde o primeiro dia de serviço; Exames médicos de admissão e demissão; Repouso Semanal Remunerado (1 folga por semana); Salário pago até o 5º dia útil do mês; Primeira parcela do 13º salário paga até 30 de novembro. Segunda parcela até 20 de dezembro; Férias de 30 dias com acréscimos de 1/3 do salário; Vale-Transporte com desconto máximo de 6% do salário; Licença Maternidade de 120 dias; Licença Paternidade de 5 dias corridos; FGTS: depósito de 8% do salário em conta bancária a favor do empregado; Garantia de 12 meses em casos de acidente; Adicional noturno de 20% para quem trabalha de 22:00 às 05:00 horas; Faltas ao trabalho nos casos de casamento (3 dias), doação de sangue (1 dia/ano), alistamento eleitoral (2 dias), morte de parente próximo (2 dias), testemunho na Justiça do Trabalho (no dia), doença comprovada por atestado médico; Aviso prévio de 30 dias, em caso de demissão; Seguro-Desemprego (Os direitos do trabalhador, 2009).

É bom ressaltar que estes são alguns dos direitos válidos no Brasil e que as leis trabalhistas podem variar conforme cada país. Outro aspecto a ser destacado é que existem muitas empresas que atuam de maneira clandestina ou até mesmo que sonegam impostos, prejudicando assim a situação dos trabalhadores. Além do mais, em pleno século XXI ainda existem trabalhadores escravos no mundo todo, isto é o que afirmam os dados da Organização Internacional do Trabalho. Segundo a pesquisa, “pelo menos 12,3 milhões de pessoas estão submetidas ao trabalho forçado em todo o mundo, e quase a metade é de meninos e meninas, [...] disse a Organização Internacional do Trabalho"

Portanto, mesmo com todos esses direitos garantidos e conquistados através de muita luta por parte dos trabalhadores, podemos perceber que a situação de alguns trabalhadores não evoluiu, alguns ainda são tratados com desigualdade, de forma humilhante e desumana, não recebendo nenhum direito garantido por Lei. Muitas vezes, quem se rende a essa forma de trabalho (escravo) são pessoas leigas, de classe baixa, sendo esta forma sua única opção de renda.

1.No contexto do trabalho ao longo da história, crie (sem qualquer tipo de cópia) um breve texto USANDO, EXPLICANDO E DESTACANDO as seguintes expressões:  

TRABALHO NA PRÉ-HISTÓRIA –  TRABALHO NAS PRIMEIRA CIDADES  -  MODO DE PRODUÇÃO FEUDAL -  SURGIMENTO DO CAPITALISMO COMERCIAL

Como começar? Exemplo: Durante a Pré-história os homens tinham um contato muito próximo à natureza. Havia muita dificuldade para conseguir comida e outras coisas básicas como se aquecer. Com a evolução, descobriram, dominaram o fogo e foram descobrindo novas ferramentas. O ...

2.Compare (em 5 itens) o trabalho no início da Revolução Industrial e na atualidade.