Ana Hickmann sofre atentado
Participantes:

P: Rodrigo
R: Ana Hickmann
M: Gustavo
F: Giovanna
M2: Pai de Gustavo
Legenda:
… – micropausa ou interrupção ou alongamento vocálico.
(…) – demonstração de corte em trechos não relevantes.
(inint) – palavra ou trecho que não conseguimos entender.
(palavra 1 / palavra 2) – hipótese de palavra e/ou hipótese fonográfica.
((palavra)) – comentários da transcrição ou onomatopeias.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
((início))

P: Não vou te matar agora. (inint) o negócio, não vou matar ninguém.

F: (inint) então, por que?

P: Vamos lá. Presta atenção, eu quero que senta os três de costas. Senta os três de costas. Senta os três de costas.

M: E se eu não quero?

P: Senta os três de costas aí. Um…

F: Mas, você ouviu isso?

P: … Dois… ((ruído))

M: Vira de costas.

P: Então, senta de costas.

M2: Você vai atirar na gente? Que (inint).

P: Ó, eu não vou atirar em você, meu.

R: Ô, moço…

M: É o seguinte, (inint).

P: Eu não vou atirar em você agora.

R: … se eu fiz alguma coisa, ele…

P: Eu quero que você sente.

M: (inint)

P: Eu não vou atirar em você, cara, você nunca me fez nada.

M: Então.

P: Não (inint), ela fez.

R: Como é que eu (posso/faço) para você parar?

P: Eu não vou matar ninguém.

R: Se eu fiz alguma coisa na (inint)…

P: Eu não sou assassino. Eu quero que você sente.

M: “Vira de costas”? E isso não é…?

P: Você senta de costas.

R: O meu marido de costas?

M: Mas, vou lá.

P: (Senta/se errar). Eu não vou…

M: Eu não viro.

P: … Eu não vou matar ninguém. Eu quero conversar, mas eu não quero olhar para a cara dele.

M: Ah, é esse o conversar?

P: É sim.

M: Então, fica de costas.

R: Ah, não. Moço. Moço, se eu te fiz…

M: Não, não falou.

P: Nos três.

M2: Eu não vou estragar a minha vida (inint)…

P: Que eu sou noivo.

R: Se eu tenho alguma coisa que eu fiz para você…

P: Você é o filho da p***.

R: … o que é que eu posso fazer para consertar isso?

P: Senta aí, de costas.

R: Me fala o que eu faço para eu consertar.

P: Eu estou te dizendo “por favor”. Então, senta aí. Senta. Te dou (inint).

M: De novo eu posso falar…

P: Não (inint)

F: (inint).

P: Isso. Devagar.

((tuim))

P: Senta de novo.

R: Ô, moço.

P: Por favor, Joana.

F: (inint)

P: Giovana. Você é Giovana.

R: Se eu fiz alguma coisa de errado…

P: Você, aí.

M2: Não, não. Com o Alexandre.

M: Eu sou o filho dele.

F: Eles vão se trocar.

P: Você acha que você (inint), por que? Você acha que eu sou doido?

M: Espera um pouquinho, eu não (inint), você está (inint)…

P: Não. Você acha que eu sou malandro?

M: … (inint) fazer (inint).

P: Você acha que eu sou maluco, Alexandre?

M: Então, por que é que… ahn?

P: (inint).

M: Porra, eu fiz (inint). Porra…

R: Moço, se eu fiz alguma coisa de errado, você me diga.

P: Olha, você.

R: Me diga como que eu conserto isso?

P: Ó. Como você conserta? Primeiro, deixa de ser (vagabunda) e fala da verdade, porque eu sou ser humano, cretina. Eu sou um ser humano.

R: Eu sei que você é ser humano.

P: Eu. Eu tenho coração. Eu te falei um milhão de vezes.

R: Eu, jamais… Eu jamais partiria o seu coração.

P: Eu te falei, filha da p***. Sua mentirosa, que não vem com palhaçada para cima de mim, não. Você sabe.

R: Se eu te magoei, me perdoa.

P: E você tem o dom. Não, “me perdoa”, o cacete. Deus é tão bom comigo… é tão bom que eu vim numa cidade de 3 milhões de habitantes e Ele me mostrou aonde você estaria. Aonde você estaria. Ele me mostrou em que hotel que você estaria, e que horas você chegaria, aonde, que showroom que você… você iria, de… de tão bom que aqui… E eu não sou assassino, (inint).

M: Posso colocar o celular lá numa mesa?

P: Não.

R: Não, mas assim, ó.

M: Posso passar na mesa?

P: Não. Você vai lá fora.

R: Mas se você não é assassino, por que você está com essa arma na mão?

P: Porque você é cretina.

R: Porque a gente pode conversar.

P: Você é filha da p***, (duvidou) do amor que eu tinha, sua vagabunda. Todo o amor que eu tinha.

R: Mas por que é que a gente não tenta, (inint)?

((paf))

P: O cacete.

((celular))

F: Que é isso? Tem onde colocar, moço?

R: É o meu celular.

F: Deixa eu atender o telefone…

P: Não. Não vai atender.

R: … (inint) para as pessoas da minha família…

P: Não vai atender, não.

((celular))

M: As pessoas que estão (inint)…

P: Não quero saber, (Vera). Não quero saber, cara.

F: O Du (inint) no (inint) aí…

P: Você entendeu? Você… se estou com a arma na minha cabeça, mas eu sou noivo por causa dessa mulher aqui…