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Processo Seletivo PRH bolsas de Graduação 08_2024.docx
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PROCESSO SELETIVO DE BOLSA DE GRADUAÇÃO

Programa de Formação de Recursos Humanos em Produção e Processamento de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

Ênfase em Petróleo e Gás Natural

PRH 24.1

1. Do objetivo

Este documento torna público aos interessados que estão abertas as inscrições no processo seletivo para distribuição de até nove bolsas de Graduação (GR) do Programa de Formação de Recursos Humanos em Produção e Processamento de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – Ênfase em Petróleo e Gás Natural – PRH 24.1, vinculado ao Programa de Recursos Humanos da Agência Nacional do Petróleo (PRH-ANP) em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Esta bolsa visa complementar a formação de graduando em Engenharia Química do IQ/UERJ para atender às necessidades de mão-de-obra do setor.

2. Do público-alvo

Poderão se inscrever no processo seletivo alunos que atendam os seguintes requisitos:

3. Das bolsas disponíveis

Estão disponíveis até 4 (quatro) bolsas de Graduação (GR) no valor de R$780,00 (setecentos e oitenta reais) mensais, limitada a um período máximo de 24 (vinte e quatro) meses. A indicação das(os) novas(os) bolsistas será na ordem de classificação, e a efetivação da outorga depende de tramitação junto à FAPESP.

4. Dos direitos dos alunos participantes

São direitos dos alunos participantes:

5. Dos deveres dos alunos participantes

Os alunos participantes do Programa PRH deverão:

6. Do procedimento de inscrição

Para participar do processo seletivo os candidatos deverão preencher o formulário de inscrição disponível em https://forms.gle/sUqAK5xeue9bhHLz9, anexando toda a documentação solicitada (histórico escolar e documentação comprobatória das publicações científicas, prêmios, certificados e experiência profissional/acadêmica).

7. Da seleção e da avaliação

A primeira etapa da avaliação, levando em conta a análise curricular referente aos documentos apresentados no item 6, será realizada por comitê designado pela Comissão Gestora do PRH. Após a divulgação dos resultados, os candidatos selecionados deverão escolher o tema da sua pesquisa entre as opções disponibilizadas no Anexo 3. Caso o aluno já tenha orientador e tenha escolhido tema na Ênfase em Petróleo e Gás Natural já homologado pela Comissão Gestora, aluno e orientador deverão indicar este tema acordado entre ambos à Comissão Gestora. Nos casos em que o aluno tiver um tema de trabalho compatível com as linhas de pesquisa do PRH e tal tema não estiver disponível no Anexo 3, o aluno poderá contactar algum membro do Corpo Docente para avaliar a possibilidade de um novo tema ser apresentado à Comissão Gestora durante o Processo Seletivo. Se tal tema for homologado, ele poderá ser indicado nesse mesmo Processo.

8. Complementação da inscrição

Os candidatos selecionados na primeira etapa do processo seletivo deverão ter a seguinte documentação disponível para ser enviada quando requisitado pela Coordenação do PRH:

  1. Cópia do documento de identidade e do CPF;
  2. Curriculum Vitae, de acordo com o padrão Lattes do CNPq (http://lattes.cnpq.br), incluindo e-mail e telefone;
  3. Carta de anuência ou e-mail do orientador indicando o tema que o candidato irá desenvolver.
  4. Demais documentos que solicitados posteriormente pelo sistema SAGe da FAPESP

9. Cronograma

ETAPA

DATA

INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR

Divulgação do Edital

28/8

Inscrição dos alunos

28/8
a
3/9 (18:00 horas)

O envio do pedido de inscrição e da documentação solicitada no item 6 do presente documento deverão ser encaminhados pelo formulário disponível em: https://forms.gle/sUqAK5xeue9bhHLz9

Seleção

3/9

Divulgação do resultado (ordem de seleção dos bolsistas):

3/9

Candidatos entram em contato com orientadores para escolha do tema

até 9/9

Candidatos e orientadores enviam email confirmando a orientação

até 9/9

Email para prh241@uerj.br

10. Informações adicionais

O Processo Seletivo de Bolsa de Graduação tem prazo de validade até a divulgação de um novo Processo Seletivo.

Em caso de desistência ou de desligamento de um ou mais dos candidatos selecionados e classificados, será chamado o candidato na colocação imediatamente posterior.

Informações adicionais sobre os tipos de bolsas em cada nível, valores, e regras gerais do programa estão disponíveis no Manual do Usuário PRH-ANP disponível na página: Manual do usuário e documentos

Informações adicionais estão disponíveis na página www.prh241.uerj.br

Em caso de dúvidas encaminhar mensagem para o e-mail de contato do PRH: prh241@uerj.br

Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Gestora do PRH.


Anexo 1

        Para participar do PRH, o aluno terá que já ter cursado, com aprovação, 67 (sessenta e sete) créditos do total de 84 (oitenta e quatro) créditos das disciplinas a seguir:

IME01-04827        Cálculo I

IME02-03577        Álgebra Linear VIII

QUI08-09537        Introdução a Engenharia Química I

QUI01-00290        Química Geral

QUI01-09498        Introdução Laboratório Química Geral

IME03-09505        Desenho Técnico p/ Eng Química

QUI04-09501        Introdução Laboratório Química Analítica

IME01-06766        Cálculo II

FIS01-09496        Física I

QUI08-09534        Fundamentos da Engenharia Química I

QUI01-00636        Química Inorgânica Teórica I

QUI01-10685        Química Inorgânica Experimental I

QUI03-10658        Química Orgânica I

QUI04-09387        Introdução à Quimiometria

IME01-06767        Cálculo III

FIS03-09497        Física III

QUI05-09558        Físico-Química I

QUI03-10686        Química Orgânica II

QUI04-09503        Química Analítica

QUI04-09504        Química Analítica Experimental

E01-04985        Equações Diferenciais Ordinárias

FIS04-01909        Física IV

QUI05-09556        Eletroquímica e Fenômenos de Superfície

QUI03-09377        Química Orgânica III

QUI03-09499        Química Orgânica Experimental IV


Anexo 2

        O aluno de graduação participante do Programa terá que cursar um total de seis disciplinas escolhidas na lista abaixo, sendo que três destas necessariamente devem ser: Características da Indústria de Petróleo, Cálculos Fundamentais de Refino I e Tópicos Especiais em Engenharia Química.

        QUI08-09549 - Características da Indústria de Petróleo

QUI08-07329 - Cálculos Fundamentais de Refino I

QUI08-09554 - Tópicos Especiais em Engenharia Química

QUI08-07331 - Equipamentos de Processos de Refino I

QUI07-09527 - Tópicos Especiais em Processos Químicos

QUI08-07863 - Introdução de Projeto Básico de Indústrias Químicas

QUI08-07330 - Cálculos Fundamentais de Refino II

QUI08-07332 - Equipamentos de Processos de Refino II

QUI07-00629 - Lubrificantes

QUI08-09551 - Otimização de Processos

QUI08-09547 - Aplicações Computacionais em Engenharia de Processos

Anexo 3

Projetos oferecidos pelo Corpo Docente e informações complementares.

Projeto

Orientadores

Resumo

Informações complementares

Seleção de Líquido Iônico ou Solvente Eutético Profundo Ótimo na Remoção de Cloreto de Amônio de Colunas de Destilação de Petróleo

Márcio Luis Lyra Paredes

O petróleo é o recurso energético e a matéria-prima que impulsionou o desenvolvimento do

mundo moderno economicamente no século passado (ALMEIDA et al., 2016; SILVA et al., 2014).

Seu processamento ocorre dentro de refinarias, sendo a unidade de destilação atmosférica um

dos mais importantes equipamentos em uma refinaria (CHIMIN, 2013). Essa coluna,

principalmente o seu topo, geralmente apresenta problemas de incrustação causados pela

formação de sais de cloreto de amônio, o que contribui para sua corrosão, e se não for tratada

podem-se gerar gastos como troca de equipamentos e a parada na produção (AFFONSO, 2017).

Devido a isso, se faz necessária a prevenção das incrustações (NAIDU, JEONG e VIGNESWARAN,

2015).

Para evitar esta corrosão, neutralizantes à base de amina tem sido uma prática comum nas

refinarias e que vem sendo desenvolvida nas últimas décadas, devido às características desses

componentes, como baixa volatilidade e solubilidade em hidrocarbonetos, o que evita a

decomposição ao longo dos equipamentos, porém sob determinadas condições operacionais ou

até mesmo com a variação da composição do petróleo, esses neutralizantes não se mostram

eficientes para tal fim (SAXENA et al., 2010).

Dentro deste contexto, surge o estudo de outros aditivos químicos capazes de impedir a

deposição de sais na unidade de destilação, uns desses aditivos químicos são os líquidos iônicos

(LI’s) e os solventes eutéticos profundos (SEP’s) que têm sido avaliados frente às suas

propriedades como baixa volatilidade, estabilidade térmica e química, além de serem poucos

miscíveis na nafta produzida no topo da coluna (MAI et al., 2014; SMITH et al., 2014). Os LI's e

SEP's podem conter uma variedade de espécies aniônicas e/ou catiônicas na sua estrutura; dessa

forma, podem ter suas propriedades ajustadas às necessidades do processo. Portanto, neste

trabalho serão estudados os efeitos desses dois aditivos, visando otimizar o solvente de extração

desse sal em colunas de destilação.

https://docs.google.com/document/d/1sK0ktdQZ5CYG8h1KJjOcfcbgkmJWTowc/edit?usp=sharing&ouid=114377994609484342089&rtpof=true&sd=true

Caracterização de petróleo aplicada a petróleo do pré-sal em parceria com LRAP/UFRJ e petroleiras nacional e multinacionais

Márcio Luis Lyra Paredes

A caracterização de petróleos a partir de ensaios físico-químicos é uma rotina em empresas

petroleiras visando caracterizar o petróleo, o que consiste em descrever a composição desse

sistema complexo por um número de substâncias reais e pseudocomponentes que permite o

cálculo das propriedades termofísicas e separação de fases do petróleo na produção, transporte,

armazenamento e processamento do óleo. Entre os ensaios experimentais usuais, destacam-se a

razão gás/óleo (GOR), expansão em composição constante (CCE), pressão mínima de

miscibilidade (MMP), tensão interfacial (IFT) com água salina e densidade em função da

temperatura e pressão (PVT), além de densidade nessas condições.

A rotina de execução desses experimentos requer mão-de-obra especializada, sendo importante

as Universidades formarem mão-de-obra capaz de realizar adequadamente essas rotinas, assim

como é importante formar mão-de-obra na descrição da composição equivalente da mistura.

Além disso, a execução desses experimentos para petróleos do pré-sal é importante não apenas

para as petroleiras multinacionais e nacional que estão produzindo aquele óleo, mas também

para compor um banco de dados que permitirá prever propriedades de novos óleos produzidos

no pré-sal a partir da similaridade de comportamento com outro já produzidos.

https://docs.google.com/document/d/17POWT5-fPjL9A8p4BbktGaQBj0LSbc-O/edit?usp=sharing&ouid=114377994609484342089&rtpof=true&sd=true

Revestimentos de filmes de TiO2 por sol-gel em dip coating sobre aços microligados para aplicação anti-incrustante em estruturas e componentes offshore

Lilian Ferreira de Senna

A degradação dos materiais metálicos, sob o efeito da corrosão eletroquímica, é um problema de elevado custo confrontado por quase todas as indústrias. Sabe-se que os processos corrosivos são responsáveis por inúmeros casos de falhas e acidentes, envolvendo danos ao meio ambiente e paradas de produção, com elevadas perdas econômicas. Os custos decorrentes do processo corrosivo são da ordem de 1% a 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Contudo, a redução dos processos de corrosão e a prevenção dos futuros problemas requerem um conhecimento detalhado destes processos e de maneiras para evitá-los. Nesse contexto, o uso de metodologias que venham a prevenir o desgaste eletroquímico dos materiais, assim como monitorar seu desempenho em ambientes agressivos, torna-se indispensável. Entre estas, é possível citar o uso de revestimentos funcionais cerâmicos (óxidos, hidróxidos, entre outros), produzidos in situ sobre diferentes superfícies por metodologia sol-gel. Os filmes originados são muito finos e homogêneos a nível molecular, com pouca porosidade.

A bioincrustação marinha (biofouling), é um processo natural de colonização e crescimento de micro/macrorganismos sobre superfícies submersas em água do mar, ocasionando um problema global na gestão de sistemas aquosos em várias atividades industriais, tais como aqueles vivenciados pela indústria offshore. Este processo está associado a danos ambientais e econômicos, com consequências que podem atingir patamares bastante elevados[6]. Atualmente, há um grande esforço no desenvolvimento de esforços que conduzam a soluções para este problema, buscando a mínima agressão ambiental. Filmes cerâmicos de dióxido de titânio (TiO2) podem ser uma alternativa, devido ao seu desempenho antimicrobiano e atóxico. Considerando a relevância do problema a nível global e a busca por uma solução ecologicamente correta, este projeto propõe a avaliação do potencial anti-incrustante de filmes finos de TiO2 produzidos por sol-gel em dip coating.

https://drive.google.com/open?id=1aQOipGTnokUcQQbhrEpFyvRvl4Geso-7 

Oligomerização de olefinas catalisada por zeólitas com diferentes topologias

Cristiane Assumpção Henriques

"O projeto tem por objetivo estudar a oligomerização catalisada por zeólitas com diferentes características ácidas, texturais e topológicas como um processo para a conversão de frações olefínicas em combustíveis sintéticos limpos, de qualidade e com menor impacto ambiental.

As zeólitas selecionadas como mais promissoras passarão por processos de modificação pós-síntese para a geração de mesoporos e alteração das propriedades ácidas. Estas mesmas zeólitas serão sintetizadas por meio de procedimentos específicos para a obtenção da forma nanocristalina. Deste modo, pretende-se avaliar os efeitos da hierarquização do material, da modificação nas propriedades ácidas e da redução do tamanho dos cristais na atividade, na vida útil do catalisador e na seletividade aos produtos de interesse”

https://drive.google.com/open?id=194_TkTheEnl5rYzZAX3aSwmE0GBe2pzT 

Produção biológica de metano e hidrogênio

Marta Antunes Pereira Langone

O projeto visa estudar a produção biológica de metano e hidrogênio e será desenvolvido em parceria com o INT. Através da fermentação e da digestão anaeróbia da biomassa residual da agroindústria, tais como os resíduos orgânicos da indústria de óleo de palma, é possível gerar hidrogênio e metano. A matéria orgânica presente na biomassa residual pode ser metabolizada por bactérias presentes em lodos anaeróbios, gerando hidrogênio via fermentação anaeróbia, um processo que ocorre na ausência de oxigênio e de luz. O efluente deste processo, ainda com elevada concentração de carga orgânica, pode ser empregado em uma etapa subsequente de digestão anaeróbia, para produção de metano. O processo em dois estágios para produção sequencial de H2 e CH4 tem uma maior redução do teor de matéria orgânica do efluente e a produção de dois vetores energéticos de interesse comercial. Para aumentar a biodisponibilidade, pode ser investigado o uso de lipases em uma etapa de pré-tratamento enzimático de forma a hidrolisar o material lipídico presente na biomassa residual e, desta forma, aumentar a produção biológica de hidrogênio.

https://drive.google.com/open?id=1X7TqIyEz5KkMVvHsCzbv20gd4X6ZPUlM 

Biogás e Biometano: Potencial Energético e Desafios de Transporte

Marcos José Moraes da Silva

O biogás é uma fonte renovável de energia obtida pela decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos, com grande potencial para substituir combustíveis fósseis e diversificar o mercado energético no Brasil.

Sua produção vem se consolidando como um nicho crescente no setor global de energias renováveis desde o século XX. No Brasil, o biogás está ganhando relevância, especialmente em aplicações como geração de energia elétrica, produção de biometano, produtos químicos e combustíveis líquidos.

No entanto, o transporte do biogás enfrenta desafios devido à sua produção dispersa, geralmente distante dos principais consumidores. As opções de transporte incluem gasodutos, que são eficientes e confiáveis, mas exigem altos investimentos iniciais, GNL (Gás Natural Liquefeito), que oferece flexibilidade logística mas requer alto teor de metano além da complexidade do processo criogênico de liquefação, e CNG (Gás Natural Comprimido), transportado por caminhões-tanque, ideal para abastecimento de veículos, mas limitado pela capacidade de armazenamento.

https://drive.google.com/open?id=1DX9413dvxrRWj_WVIkSqVM3B7pKmYjfl

Scale-up do preparo de carbeto de silício de alta pureza e área específica para aplicação em síntese de Fischer-Tropsch

Cristiane Assumpção Henriques

O carbeto de silício (SiC) vem se destacando como um suporte eficiente para catalisadores empregados na síntese de FT por apresentar elevada condutividade térmica, evitando assim a formação de pontos quentes no interior do reator de leito fixo, contribuindo para o aumento da seletividade a C5+. Todavia, suas principais desvantagens estão associadas ao grau de pureza e à baixa área específica (Sg ~ 40 m2 g-1), limitando sua aplicação em catálise. Dentre as metodologias de síntese do SiC, destaca-se a reação de redução magnesiotérmica (MRR) entre SiO2 e uma fonte de carbono, onde o magnésio atua como redutor da temperatura de síntese favorecendo o aumento da área específica do SiC sintetizado. Outra vantagem da MRR reportada na literatura é a preservação da morfologia do SiO2 na formação do SiC atribuída à baixa temperatura de redução e da camada de carbono formada sobre o SiO2, diminuindo a aglomeração das partículas. Não há relatos na literatura sobre a produção em grande escala bem como com alta pureza de SiC via MRR.

https://drive.google.com/open?id=1GS6lbXKrHWHsPls2ZgPzV4ZZwOWRS9eF