Disciplina: Sociologia

Série/Ano: 1 ª

Vol/Bim: IV

CADERNO DO ALUNO

Situação de Aprendizagem (Número/título)

Sequência Didática.

Recursos audiovisuais e/ou de TIs  sugeridos no caderno

Recursos audiovisuais e/ou de TIs sugeridos pelo PCOP

Interfaces interdisciplinares / Temas trasnsversais

SA - 1

Desigualdade de Classes

Objetivo: Introduzir o aluno na problemática da desigualdade, tomando como ponto de partida a desigualdade social e econômica no Brasil. Com base em alguns indicadores sociais que evidenciam a desigualdade de renda;  estabelecer uma reflexão crítica sobre o significado do termo estratificação; como a Sociologia analisa as diferenças nas posições ocupadas pelos diversos segmentos de uma população em relação à posse e ao controle de recursos materiais;  introdução de teorias clássicas sobre estratificação, tendo como objetivo contribuir para a compreensão das desigualdades de classe observadas na sociedade brasileira contemporânea.

Levantamento de conhecimentos prévios: trabalho com imagens sobre desigualdade e diferença, mostrando que a mobilidade social,  refere-se ao movimento de indivíduos e grupos entre diferentes posições econômicas. Ela pode ser vertical, ou seja, quando os indivíduos sobem ou descem na escala socioeconômica, ou horizontal, quando se mudam de bairro, cidade, Estado ou país. Análise de gráfico: Percentual de pessoas de 10 anos ou mais, segundo a classe de rendimento.

Distinguir Classe e Estratificação: Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2008 mostrou que, até pouco antes da crise financeira global chegar ao Brasil, o crescimento econômico do país vinha tendo efeitos positivos nas diferentes camadas da população, em especial na chamada classe média, também denominada classe “C”. Segundo a pesquisa, o número de brasileiros que ascenderam socialmente e passaram a integrar esse segmento aumentou 22,8% entre abril de 2004 e abril de 2008. Já as classes mais altas, (A e B), cresceram 33,6% no mesmo período.

Leitura de Texto: NERI, Marcelo C. (Coord.). A nova classe média. Rio de Janeiro: FGV/IBRE, CPS, 2008.

Após a leitura, pergunte aos alunos o que eles entenderam do texto e esclareça os pontos mais obscuros. Ao final, você pode atribuir como tarefa para casa que os alunos reflitam sobre as seguintes questões:

a) De acordo com o texto, quais são as características da classe C?

b) Para pertencer à classe C, é preciso ter todos os elementos relacionados no texto?

Justifique sua resposta.

c) Qual foi o principal fator associado ao aumento da classe C?

Pesquisa: Biografia de Karl Heinrich Marx (1818-1883) e Max Weber (1864-1920).

Leitura e análise de Texto: GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 235 e BRYM, R.; LIE, J. et al. Sociologia: sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Cengage Learning, 2008. p. 192.

Após a leitura, pergunte aos alunos o que eles entenderam dos textos. Em seguida, discuta as diferenças entre as teorias de Marx e Weber sobre a estratificação social.

Avaliação: Com base nas contribuições de Marx e Weber para a compreensão da desigualdade social na sociedade capitalista moderna, solicite aos alunos que releiam o texto retirado de A nova classe média, de Marcelo Neri, e respondam as questões:

1. De acordo com Karl Marx, o que é classe?

Quais são as duas principais classes nas sociedades industriais modernas?

2. Segundo Max Weber, o que determina a “posição de classe”? Quais seriam as principais classes segundo sua teoria?

3. De acordo com Weber, as sociedades não são estratificadas apenas com base na classe, mas também segundo grupos de status e partidos. Explique o que significa o termo status, do ponto de vista de Weber, nas sociedades complexas modernas.

4. Relacione os elementos que você aprendeu sobre estratificação, classe e status na teoria de Weber ao texto A nova classe média, de Marcelo Neri. Que elementos da “classe C” se referem à posição de mercado?

Que elementos podem ser associados ao status?

www.ibge.gov.br

www.fgv.br

Solicite aos alunos que realizem um pequeno levantamento junto ao IBGE, à Fundação Seade e outros órgãos do governo, inclusive do seu município, que produzem estatísticas sobre indicadores sociais e condições de vida

da população que evidenciem a desigualdade social no Brasil ou no Estado de São Paulo.

As fontes utilizadas poderão ser: publicações, artigos de revistas e jornais que façam referência ou utilizem dados produzidos por esses órgãos ou a internet.

Filosofia, Geografia e História.

SA - 2

Desigualdade Racial

Objetivo: introduzir em linhas gerais a noção de raça e distingui-la da noção de etnia ou grupo étnico, construindo uma reflexão crítica a respeito das origens da sua concepção; discutir o significado de racismo e como esse fenômeno social ocorre no Brasil, desenvolvendo a noção de raça, preconceito e discriminação a partir do termo “cor”, seus usos e acepções; analisar como a desigualdade entre brancos e negros se efetiva em números para homens e mulheres, procurando estabelecer uma reflexão crítica.

Levantamento de conhecimentos prévios: trabalho com imagens – “Raça ou Etnia”

Leitura e análise de texto: GUIMARÃES, A. S. A. Racismo e anti-racismo no Brasil. São Paulo:

Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo/Editora 34, 1999. p. 47.

Análise de gráfico: Indicadores de Desigualdade Racial, realizado pela Fundação Seade em 2004, cujo objetivo foi reunir informações básicas que permitissem traçar um perfil da população negra do Estado de São Paulo e medir o tamanho da desigualdade racial, analisou dados relativos ao acesso a serviços essenciais, famílias por domicílio, habitação, mercado de trabalho, mortalidade, pobreza, população, saúde e segurança.

Segundo os resultados da pesquisa, em 2004, havia 39,3 milhões de habitantes no Estado de São Paulo. Destes, segundo a PNAD, 28,3% eram negros, o que correspondia à parcela da população que se autoidentificava como parda ou preta, segundo a classificação de cor do

IBGE. Um indicador importante de desigualdade racial é o acesso à educação. Esse indicador pode ser medido observando o número de anos de estudo alcançado pela população.

Avaliação: pesquisa utilizando jornais, revistas ou internet, procurando reportagens, matérias e casos noticiados de uma situação de racismo. O objetivo desta pesquisa é elaborar um trabalho analisando o caso, em que estejam contemplados os seguintes aspectos:

a) título da reportagem, fonte e data do evento e da coleta;

b) breve resumo dos eventos noticiados;

c) descrição do contexto em que eles ocorreram;

d) análise do caso, determinando se houve preconceito ou discriminação por parte dos envolvidos;

e) conclusão.

www.seade.gov.br

 

Filosofia, Geografia e História.

SA – 3

Gênero e Desigualdade

Objetivo: discutir a questão da desigualdade.

Levantamento dos conhecimentos prévios: sensibilização sobre o caráter socialmente construído dos estereótipos de gêneros. Os alunos devem aprender a diferenciação entre sexo e gênero; devem analisar duas tabelas que mostram dados sobre desemprego segundo sexo, idade, cor e nível de instrução.

Leitura e análise de texto: GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 107. – conceito de gênero.

Atividades: discriminação de gênero / responsabilidades domésticas desiguais reduzem os rendimentos das mulheres / os empregos e ocupações que elas tendem a assumir são mal remunerados / o trabalho desempenhado por mulheres é mais desvalorizado do que aquele que é desempenhado por homens.

Lição de Casa: verificar junto ao site da Fundação Seade, outros dados sobre a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, que podem ser copiados em arquivos em formato PDF, e escrevam trabalhos sobre esse tema. Depois, discuta com a sala o resultado dos trabalhos.

Avaliação: texto dissertativo que reflita sobre o caráter socialmente construído das relações de gênero e que aponte alguns dos fatores que contribuem para que os salários médios das mulheres sejam menores do que os dos homens.

www.seade.gov.sp.br

Domésticas – O Filme. Direção: Fernando

Meireles e Nando Olival. Brasil, 2001. 90min.

12 anos. Comédia.

Filosofia, Geografia e História.

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