EMENTAS OFICINAS PROJETO CULTURAL 2022.2

ARTES VISUAIS | 2022.2

  1. Exercícios do olhar: Oficina de desenho ao ar livre 

(presencial)

      Professor: Rafa Éis

Segundas-feiras:  9h às 11h30 

19 setembro a 21 novembro de 2022

Público: aberta a todos os perfis de público

Espaços diversos da UERJ (campus Maracanã)

25h total/ 10 encontros

Limite: 20 participantes

Ementa

Oficina de desenho com foco em desenho de observação. Nos encontros serão realizados diversos exercícios de desenho ao ar livre. Alternando entre práticas de desenho e conversas coletivas sobre os processos e resultados, em nosso percurso passaremos por desenho de arquitetura, de vegetação e de figura humana. Na fase final, cada participante desenvolverá uma série de desenhos sob orientação do ministrante da oficina.

Bio

Rafa Éis (Porto Alegre, 1985 / Rio de Janeiro) é artista-correria, educador, curador e tatuador. Licenciado em artes visuais pela UFRGS e mestre em processos artísticos contemporâneos pela UERJ, trabalha com desenho, objeto, tatuagem, ações relacionais e performáticas como gestos de invenção de si. Desde 2007 colabora com projetos pedagógicos de diversas instituições dedicadas às artes visuais, projetos independentes e com publicações voltadas para arte e educação. Atualmente é responsável pela área de artes visuais das oficinas artísticas da Coordenadoria de Artes e Oficinas de Criação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Coart-Uerj), onde desenvolve o ‘Racializando as artes visuais’, projeto experimental de formação anti-racista.

Materiais oficina: folhas papel A3 (em torno de 50 fls.), grafite 6B, carvão vegetal, nanquim.

Materiais dia 1: 5 folhas papel A3 e grafite 6B

  1. Arte e educação: Racializando o ensino de Artes visuais no Brasil

(encontros remotos e presenciais)

     Professor: Rafa Éis

Sextas-feiras, 8h às 10h30

19 setembro a 21 novembro de 2022

Público:

Total 25h

Limite: 20 participantes

Ementa

Oficina voltada para pessoas das diversas áreas da educação, estudantes de artes visuais, licenciaturas diversas e pessoas interessadas em geral. Não é necessário qualquer pré-requisito além de interesse e participação. Os encontros propõem um olhar crítico e racializado sobre as artes visuais partindo de algumas imagens da história da arte no Brasil, problematizando os efeitos destas obras em nosso imaginário e em nossa formação. Os encontros de dinâmica expositiva serão realizados de forma remota, mas também realizaremos encontros presenciais em exposições de artes visuais dentro e fora da UERJ. Ainda, exercitaremos coletivamente a criação e experimentação de atividades de ensino a partir das discussões realizadas. 


Bio

Rafa Éis (Porto Alegre, 1985 / Rio de Janeiro) é artista-correria, educador, curador e tatuador. Licenciado em artes visuais pela UFRGS e mestre em processos artísticos contemporâneos pela UERJ, trabalha com desenho, objeto, tatuagem, ações relacionais e performáticas como gestos de invenção de si. Desde 2007 colabora com projetos pedagógicos de diversas instituições dedicadas às artes visuais, projetos independentes e com publicações voltadas para arte e educação. Atualmente é responsável pela área de artes visuais das oficinas artísticas da Coordenadoria de Artes e Oficinas de Criação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Coart-Uerj), onde desenvolve o ‘Racializando as artes visuais’, projeto experimental de formação anti-racista.


MÚSICA | 2022.2

  1. Iniciação Musical 

      Professor: Rafael Camacho

terças-feiras, 16h30 às 19h

Público: participantes com idade acima de 16 anos

Limite: 15 participantes

Material que o participante deve trazer: caderno e caneta ou lápis

Ementa

A oficina tem como objetivo desenvolver o conhecimento e a vivência de elementos fundamentais da linguagem musical. A partir de atividades de escuta, criação e experimentação, propõe-se abordar aspectos rítmicos, melódicos e formais, noções elementares de escrita musical, a prática musical coletiva e o breve conhecimento dos instrumentos musicais disponíveis.   

        

Bio

Bacharel em guitarra e licenciado em música pelo Conservatório Brasileiro de Música, onde também cursou a pós graduação em Música para Cinema e TV. Desde 2008 desenvolve trabalhos tanto na área de educação musical quanto como músico em projetos diversos. Atualmente é Orientador de Oficinas Artísticas de Música na Coart e mestrando em educação musical pela UFRJ. 

  1. Violão - módulo I 

Professor: Rafael Camacho

Quintas-feiras, 16h30 às 19h

Público: idade acima de 16 anos

Limite: 12 participantes

Material que o participante deve trazer: Violão

Ementa

No módulo I da oficina de violão serão abordados conhecimentos práticos e teóricos iniciais, como: acordes, ritmos, leitura de tablatura, exercícios técnicos e a disposição das notas musicais no instrumento. 

  A partir de arranjos criados para a turma, propõe-se a aplicação dos conteúdos abordados através da prática musical coletiva. 

Bio

Bacharel em guitarra e licenciado em música pelo Conservatório Brasileiro de Música, onde também cursou a pós graduação em Música para Cinema e TV. Desde 2008 desenvolve trabalhos tanto na área de educação musical quanto como músico em projetos diversos. Atualmente é Orientador de Oficinas Artísticas de Música na Coart e mestrando em educação musical pela UFRJ. 

CINEMA | 2022.2

  1. Cinema e arte contemporânea

      Professor: Caio Neves

Terças-feiras, 10h30 às 13h

Público:

Total 25h

Limite: 15 participantes (presencial) ou 30 participantes (online)

Ementa 

Essa oficina tem como objetivo apresentar algumas das possíveis interlocuções entre o cinema e a arte contemporânea.  Através do trabalho de artistas que circulam tanto em galerias de arte quanto em salas de cinema, discutiremos como a imagem em movimento pode ser trabalhada dentro do contexto da arte contemporânea.

Bio

Artista e professor. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM/UFF) na linha de Estudos de Cinema e Audiovisual. Coordena a área de cinema do Centro Cultural da UERJ, onde ministra cursos, organiza cineclubes e outras atividades ligadas ao audiovisual. Se interessa pelas interfaces entre cinema e arte contemporânea.

 Cronograma de atividades:

1) Apresentação da oficina

2) Marcel Duchamp, a vanguarda de um homem só

3) Um urinol, uma bomba, a arte após Duchamp

4) As vanguardas no cinema, as vanguardas do cinema

5) Cinema expandido para arte

6) Cinema experimental

7) Aspectos da fotografia contemporânea

8) Leitura e discussão de texto escrito por artista/cineasta escolhido pelo grupo

9) Visita a alguma exposição no RJ 

10) Apresentação dos trabalhos finais 

  1. Tópicos sobre cinema e século XXI

    Professor: Caio Neves

Terças-feiras, 14h30 às 17h

Público:

Total 25h

Limite: 15 participantes (presencial) ou 30 participantes (online)

Ementa 

Já se passaram quase 130 anos da primeira exibição cinematográfica e muitas coisas já foram inventadas, esgarçadas, diluídas e reinventadas dentro do campo da linguagem audiovisual. Nesse sentido, a oficina irá propor a discussão de alguns aspectos estéticos e políticos do cinema que atravessou as duas primeiras décadas do século XXI. Ao longo do percurso, abordaremos: o modelo de negócios das salas de cinema, a produção de filmes independentes no Brasil, o impacto das redes de streaming e video-on-demand no mercado audiovisual, o impacto dos vídeomemes na cultura contemporânea e mais alguns temas que serão escolhidos pelo grupo que se formar. É importante informar que essa oficina funcionará como uma espécie de grupo de estudos e a cada encontro discutiremos em conjunto algum texto selecionado na semana anterior.  Por isso é fundamental a leitura dos mesmos e a participação nas conversas.

Bio

Artista e professor. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM/UFF) na linha de Estudos de Cinema e Audiovisual. Coordena a área de cinema do Centro Cultural da UERJ, onde ministra cursos, organiza cineclubes e outras atividades ligadas ao audiovisual. Interessa-se pelas interfaces entre cinema e arte contemporânea.

 

Cronograma de atividades:

1) Apresentação da oficina

2) Quando a pipoca se transforma em modelo econômico leitura de trechos do livro Mainstream de Frederic Martel

3) O ‘novíssimo’ cinema brasileiro leitura da carta/abaixo assinado redigida no Festival de Tiradentes e trechos do livro Cinema de Garagem, organizado por Marcelo Ikeda e Dellani Lima

4) Videomemes e a crônica de costumes no séc. XXI leitura de ensaios publicados pelo Museu de Memes (organizado pela UFF) e da revista Adbusters

5) Cinema expandido para o campo da arte contemporânea leitura de trechos do livro Extremidades do vídeo de Christine Mello

6) A Netflix e o cinema conversa a partir do episódio de podcast (com o mesmo título do encontro) organizado pela revista Cinética

7) Conversa com convidado

Do oitavo ao décimo encontro, os temas e seus respectivos textos a serem debatidos serão escolhidos em grupo

LITERATURA

  1. Loucura e Literatura De Urgência: Oficina de Leitura e Escrita

      Professores: Marcelo Reis de Mello e Bianca Monteiro Garcia

Terças-feiras, das 14h às 16h30

20 de setembro a 22 de novembro

Presencial / Coart UERJ

Limite: 20 participantes

25h total / 10 encontros

Ementa

Nessa oficina partiremos de textos essenciais para entender melhor as relações entre loucura

e literatura, no Brasil. Três vozes vinculadas pela especificidade da urgência: 1. Diário do

Hospício, de Lima Barreto; 2. Hospício é Deus e O sofredor do ver, de Maura Lopes Cançado; 3. Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, de Stela do Patrocínio. Além disso, os participantes serão convidados a escrever seus próprios textos e a discutir as produções autorais. Ao final, será produzido um livreto em PDF com os textos do grupo.

Encontro I – Apresentação dos professores e da turma. Contextualização do tema literatura de urgência. Introdução ao livro Diário do Hospício, de Lima Barreto. (Parte da leitura do livro para casa).

Encontro II – Discussão do livro Diário do Hospício, de Lima Barreto. Proposta de escrita.

Encontro III – Leitura crítica dos trabalhos autorais.

Encontro IV – Leitura conjunta do conto “No quadrado de Joana”, de Maura Lopes Cançado, seguida de debate. Introdução ao livro Hospício é Deus, da mesma autora. (Parte da leitura do livro para casa).

Encontro VI – Discussão do livro Hospício é Deus, de Maura Lopes Cançado. Proposta de escrita.

Encontro VII - Leitura crítica dos trabalhos autorais.

Encontro VIII – Leitura e discussão do livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, de

Stela do Patrocínio. Proposta de escrita.

Encontro IX – Leitura crítica dos trabalhos autorais.

Encontro X – Balanço do curso e encerramento das atividades. Produção do livreto em PDF com os textos produzidos na oficina.

Bibliografia básica

BARRETO, Lima. Diário do hospício e O cemitério dos vivos. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

CANÇADO, Maura Lopes. Hospício é Deus – Diário I. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015.

__________. “No quadrado de Joana” (conto). In: O sofredor do ver. Belo Horizonte: Autêntica

Editora, 2015.

PATROCÍNIO, Stela do. Reino dos bichos e dos animais é o meu nome. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2009.

Bio

Marcelo Reis de Mello (Curitiba, 1984 – Rio de Janeiro) é poeta, crítico e professor de literatura. Doutor em literatura comparada pela UFF, é o orientador efetivo da área de literatura da Coart UERJ. Publicou, entre outros, José mergulha para sempre na piscina azul

(Garupa, 2020. Finalista do Prêmio Jabuti).

Bianca Monteiro Garcia é diretora e editora da Macabéa Edições, formada em Letras e especialista em Literatura Brasileira pela UERJ. Seus poemas estão publicados em plataformas digitais, como a revista Toró e a zine Felisberta. Participou de mesas de conversa de poesia e edição propostas pelo Sesc, Núcleo Mulheres da Edição (CEFET-MG), PET Letras Ufal (Na gira da poesia), e do podcast “Falando em poesia”. Seu primeiro livro, breve ato de descascar laranjas, está no prelo.

  1. Oficina de Escrita Sem Caráter: Pilhagem, Vandalismo e Perversão

Professor: Marcelo Reis de Mello

Quintas-feiras, das 14h às 16h30

22 de setembro a 24 de novembro

Presencial / Coart UERJ

Limite: 20 participantes

25h total / 10 encontros

Ementa

Uma oficina de escrita sem caráter (salve, Macunaíma!), em que utilizaremos livremente estratégias textuais de: 1. Pilhagem como prática de restituição de linguagem (copyleft); 2.

Vandalização e badernização de monumentos da literatura canônica; 3. Perversão de sentidos socialmente consagrados, tomando a escrita literária como modalidade criminosa. Será mantida a alternância entre os encontros de criação e os de leitura/ crítica dos trabalhos autorais. Ao final, será produzido um livreto em PDF com os textos do grupo.

Encontro I – Apresentação do professor e da turma. Contextualização do tema. Proposta de atividade de escrita e leitura crítica das produções autorais.

Encontro II – Proposta de atividade de escrita e leitura crítica das produções autorais.

Encontro III – Proposta de atividade de escrita e leitura crítica das produções autorais.

Encontro IV – Proposta de atividade de escrita e leitura crítica das produções autorais.

Encontro V – Proposta de atividade de escrita e leitura crítica das produções autorais

Encontro VI – Proposta de atividade de escrita e leitura crítica das produções autorais.

Encontro VII – Proposta de atividade de escrita e leitura crítica das produções autorais.

Encontro VIII – Proposta de atividade de escrita e leitura crítica das produções autorais

Encontro IX – Proposta de atividade de escrita e leitura crítica das produções autorais

Encontro X – Balanço do processo, preparação do PDF e encerramento da oficina.

Bibliografia sugerida

BELISARIO, Adriano. Copyfight. Pirataria e Cultura Livre. Rio de Janeiro: Azougue, 2013.

BERRY, David. Copy, Rip, Burn: The Politics of Copyleft and Open Source. London: Pluto Press,

2008.

BEY, Hakim. TAZ – Zona Autônoma Temporária. Trad. Patricia Decia e Renato Rezende. São

Paulo: Editora Conrad, 2011.

__________. Caos: Terrorismo poético e outros crimes exemplares. Trad. Patricia Decia e

Renato Rezende. São Paulo: Editora Conrad, 2003.

MOREIRA, Maria Elisa Rodrigues. “Homenagear o autor, roubar o texto” (artigo). Colóquio

Internacional Crimes, Delitos e Transgressões, 2012.

WILSON, Peter Lamborn. Utopias piratas: mouros, hereges e renegados. Trad. Miguel

Mendonça. Porto Alegre: Deriva. 2009. 

Bio

Marcelo Reis de Mello (Curitiba, 1984 – Rio de Janeiro) é poeta, crítico e professor de

literatura. Doutor em literatura comparada pela UFF, é o orientador efetivo da área de

literatura da Coart UERJ. Publicou, entre outros, José mergulha para sempre na piscina azul

(Garupa, 2020. Finalista do Prêmio Jabuti).