Distribuição Interna – Publicado no Portal- Direitos Reservados & Paulo Salltorelli
Holográfico: àquilo que deriva de holografia. Certo ? Bem aqui não importa tanto mas sim o que está por detrás disto tudo. Já vimos e acompanhamos nos últimos tempos várias mudanças que puderam ser classificadas como “revoluções”.Temos o exemplo do rádio de ondas-curtas até as poderosas antenas de frequência modulada. Telefone convencional para os poderosos celulares. Tvs de tubos catódicos para plasma. Disquetes por cds e assim caminha esta longa história. O certo é que a cada nova dita”revolução” somos beneficiados com maravilhas que nos facilitam muito o nosso dia-a-dia. Algumas tecnologias surgem na hora certa para causar uma revolução. Outras são revolucionárias mas aparecem na hora errada e não causam tanta sensação.
Qual será o caso do disco holográfico, uma nova tecnologia de armazenamento digital de dados ?
De tamanho convencional, o produto tem a capacidade de armazenar 500 gigabytes de informação, o equivalente a 100 DVDs, o que, cá entre nós, um desempenho sensacional.
Estamos falando de 100 DVDs guardados num único disco.
Quando foram lançados, em meados de 1982, os CDs e o DVD em 1985, estas maravilhas mudaram todo o conceito que tínhamos e que se conhecia nessa área. O primeiro CD lançado armazenava 200 vezes mais dados do que a tecnologia antecessora e representou uma revolução na indústria de discos (fonográfica). Já o DVD, em 1985, ultrapassou a marca dos gigabytes, permitindo a gravação de filmes inteiros numa única mídia.
“A nova tecnologia holográfica terá que competir com outras formas de armazenamento, como os HDs externos, pen drives e o cloud computing1 ( se você ainda não testou esta possibilidade, corra ! Os portais oferecem este serviço gratuitamente mas para 2010, os bytes armazenados por novos usuários serão tarifados à base de 0,15 centavos de dólar).
O nome da tecnologia faz alusão à possibilidade de aproveitar todas as três dimensões do disco para arquivar dados. Ao contrário das mídias ópticas nas quais os dados são “escritos” numa fina camada de metal , toda a espessura do disco holográfico é composta de um material fotossensível, capaz de armazenar informações.
No início falei de “revoluções” que apareceram na hora errada. Vamos lá: poderíamos estar aqui pensando: mas o blu-ray lançado há 6 anos atrás ? Fácil explicação: o blu-ray tornou-se mais uma forma de armazenamento de dados, apesar de fazê-lo de maneira eficiente, o custo por byte armazenado é considerado muito alto em relação às outras mídias existentes.
No mundo já holográfico, empresa detentora da nova criação barateou o custo de armazenamento de bytes reduzindo a qualidade do holograma. Qual o objetivo disto tudo: alcançar e atingir um público mais amplo. O mesmo público que já uso das mídias de armazenamento convencionais (CDS e pend-drives). Hoje o preço por gigabyte do disco holográfico é estimado em 10 centavos de dólar, contra 50 centavos do blu-ray.
Essa pode ser uma vantagem competitiva. Estima-se que três quartos dos gastos com tecnologia de informação de uma empresa vão para a ampliação da capacidade de armazenamento de dados.
A fórmula é básica: menor quantidade de papel, maior quantidade de bytes na cloud2 ou mesmo em mídias que já entopem nossas mesas e se perdem na quantidade necessária para guardarmos todas as nossas informações. Baratear é a chave de todo negócio. Baratear é uma necessidade crucial para os estúdios de cinema, redes de TV e hospitais, jornais, grandes universidades, enfim.
Se o disco holográfico conseguir reduzir parte desses gastos, talvez consiga, afinal de contas desencadear sua própria revolução tecnológica.
Distribuição Interna – Publicado no Portal- Maio de 2009- Direitos Reservados & Paulo Salltorelli