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Anais do III Congresso Mineiro de Educação Médica

14, 15 e 16 de agosto de 2009, CEASC CEM NORTE- Unifenas-BH

Associação Brasileira de Educação Médica - Regional Minas Gerais

 

 

 

 

 

 

 

 

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Presidente do Congresso - Profª. Rosa Malena Delbone de Faria

Coordenadora Docente da ABEM – Rosuíta Frataro Bonito

Coordenadora Discente da ABEM – Janaíne Aline Camargo de Oliveira

Coordenador da Comissão Local – Thiago Luiz do Nascimento Lazaroni

Coordenador da Comissão Científica – Everson de Carvalho Gomes

 

 

 


 

 

Trabalhos Premiados:

 

 

 

 

Apresentação Oral

 

 

  1. Avaliação da presença de atores no desempenho de habilidades aferido pela metodologia OSCE e ansiedade auto-avaliada, em alunos do Internato de Ginecologia e Obstetrícia da UFMG. Zilma Silveira Nogueira Reis, Alamanda Kfoury Pereira, Cézar Alencar de Lima Rezende, Luiz Guilherme Neves Caldeira, Regina Amélia Lopes Pessoa Aguiar, João Gilberto de Castro e Silva
  2. Associação entre o desempenho teórico e prático pela metodologia MINI-CEX em acadêmicos da disciplina de semiologia obstétrica da Faculdade de medicina da UFMG . Zilma Silveira Nogueira Reis, Patrícia Gonçalves, Gabriel Osanan, Eura Martins Lage, Sarah Freitas, Regina Amélia Lopes Pessoa Aguiar

 

 

 

Pôster

 

 

  1. EXPERIÊNCIA DE PROMOÇÃO DE SAÚDE NA CIDADE DE JUIZ DE FORA-MG. Andrea Giroto Amorim, João Eliton Bonin, José Gustavo Sobreira de Oliveira, Natália Gomes Tiago, Isabel Cristina Gonçalves Leite

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trabalhos

 

apresentados no

 

formato de pôster

PROJETO DE EXTENSÃO “SAÚDE E RESPONSABILIDADE SEXUAL”: ORIENTAÇÃO SOBRE O USO DA CAMISINHA FEMININA EM POPULAÇÕES DE BAIXA RENDA.

 

AUTOR(A): Gonçalves, N.R.

CO-AUTOR(ES): Barbosa, P.M.B.; Ramos, P.H.C.; Cabral, R.A.S.;  Mendes, T.C.; Quintão, W.R.

INSTITUIÇÃO: Faculdade de Medicina de Barbacena

 

Introdução: Os preservativos femininos, aos poucos começam a fazer parte da vida das brasileiras. Hoje, 6,6% das mulheres incorporaram o seu uso. O Projeto de Extensão “Saúde e responsabilidade sexual” da Faculdade de Medicina de Barbacena em parceria com a Associação Barbacenense de Ação contra a AIDS apresentou esse método nas comunidades de baixa renda da cidade de Barbacena-MG, expondo vantagens e desvantagens. Considerando-se o aumento de casos notificados de DST’s em mulheres, as intervenções comunitárias tornam-se fundamentais. Objetivos: Incentivar o uso de preservativo feminino para a prevenção de DST’s na população de baixa renda; orientar as mulheres quanto ao uso correto; apresentar as vantagens e desvantagens desse método. Método: Foi apresentado e realizado demonstrações para o uso correto da camisinha feminina em um estande montado nas praças dos bairros com o uso de próteses do sistema reprodutor feminino. Explicações sobre as vantagens e as desvantagens sobre este novo método faziam parte das apresentações. Foram distribuídas camisinhas femininas com panfletos explicativos ao final e material educativo sinalizando a importância do uso do preservativo para prevenção de DST’s. Resultados: A população mostrou interesse e curiosidade sobre o preservativo feminino. Foi detectado resistência e preconceito contra o método, que variavam com a faixa etária e o estado civil. Algumas mulheres expressaram sobre a utilidade do método para proteção própria, principalmente contra abusos sexuais dos seus parceiros – situação existente nas comunidades visitadas. Conclusão: O preservativo feminino foi recebido como forma da liberdade de escolha da mulher para fazer sexo seguro, já que ela dependia em parte, da escolha do homem.


BAIRRO HELIÓPOLIS: UMA VISÃO FOTOGRÁFICA E A SAÚDE DA POPULAÇÃO LOCAL

AUTOR(A): Bruna Mendes Souza 

CO-AUTOR(ES): Albert Nilo da Costa, Antonio Fernando Bolina Batista Filho, Bauer Nilo da Costa, Bruno Ghizzi, Lourival de Souza Lopes 
INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina - UNIFENAS - Campus Belo Horizonte  

Introdução: O Centro de saúde Heliópolis é parte do sistema de serviços de saúde da regional norte de Belo Horizonte e responsável pelo nível primário de atenção à saúde de 16 mil pessoas. De forma a estimular os estudantes de medicina da Unifenas/BH a conhecer melhor a realidade do trabalho em saúde na Atenção Primária à Saúde (APS), os acadêmicos do primeiro período têm em seu curriculum a estratégia Prática Médica na Comunidade (PMC). Durante um semestre os alunos têm oficinas e visitas de campo às unidades básicas de saúde de Belo Horizonte, onde desenvolvem atividades como visitas domiciliares, entrevistas a funcionários e moradores e composição de genogramas e ecomapas. Objetivo: Discutir a importância da inserção nos períodos iniciais do curso do acadêmico de medicina no ambiente de trabalho em saúde na APS. Metodologia: Na composição do trabalho foram utilizadas fotografias tiradas da região em visitas realizadas à comunidade ao longo do primeiro semestre de 2009, por acadêmicos de medicina do primeiro período da Unifenas - BH. Utilizou-se, ainda, dados estatísticos coletados em entrevistas a funcionários e a usuários do posto Heliópolis. Resultados: Através da PMC foi possível conhecer um pouco melhor a realidade da comunidade observada através de levantamentos epidemiológicos, econômicos e sociais. Conclusão: A PMC promove o desenvolvimento humanístico e do senso de observação tão importante ao profissional de saúde, permitindo ao jovem estudante de medicina  o contato precoce com a realidade desses pacientes, mostrando-lhes as dificuldades inerentes à prática médica que vão além dos limites dos consultórios. Além disso, favorece ao estudante um momento de reflexão sobre o quão valioso é cuidar dos pacientes de forma humanizada.


CAPACITAÇÃO PARA AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE/MG

 

AUTOR(A): Fabiano Gonçalves Guimarães

INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina - UNIFENAS - Campus Belo Horizonte  

 

Introdução: Os alunos do terceiro período do curso de medicina da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS-BH) têm como uma de suas tarefas conduzir uma atividade educativa voltada para a equipe de saúde ou para a comunidade adscrita à unidade básica de saúde (UBS) na qual fazem estágio. A escolha de qual atividade será efetuada pelos alunos é feita com base na avaliação do cuidado à saúde da criança e da mulher que é trabalhada durante o semestre letivo. No primeiro semestre letivo de 2009, uma das observações realizadas pelos alunos foi a de que havia, por parte dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), uma demanda por conhecimentos específicos relacionados ao cuidado à mulher e à criança. Objetivo: Descrever a experiência dos alunos na capacitação dos ACS de UBS do Distrito Sanitário Norte da cidade de Belo Horizonte em temas relacionados à saúde da mulher e da criança. Metodologia: Após ouvirem os ACS para estabelecer os temas de maior interesse, os alunos se dividiram em grupos e realizaram a capacitação em dois momentos. Foram feitas apresentações e dinâmicas de grupo, utilizando técnicas de aprendizagem de adultos. Cada encontro teve a duração de 3 horas. Resultados: Compareceram à capacitação trinta ACS de cinco UBS. Os relatos dos  participantes foram extremamente positivos. Foram destacadas a metodologia participativa utilizada e a interação conseguida a partir dela. Durante todo o tempo foi valorizada a sabedoria popular e os costumes locais. Conclusão: A linguagem acessível e a disponibilidade dos alunos permitiram a criação de um ambiente agradável de troca de conhecimentos. Faz-se necessário planejar momentos de discussão da prática diária com os ACS, valorizando a participação destes como membros efetivos da Equipe de Saúde da Família. 

 

 

 


 

EXPERIÊNCIA DE PROMOÇÃO DE SAÚDE NA CIDADE DE JUIZ DE FORA-MG

 

 

AUTOR(A): Andrea Giroto Amorim

CO-AUTOR(ES): João Eliton Bonin, José Gustavo Sobreira de Oliveira, Natália Gomes Tiago, Isabel Cristina Gonçalves Leite

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Juiz de Fora

 

Introdução: Inúmeros esforços têm sido desprendidos na perspectiva de que os processos de reorientação da formação acadêmica ocorram em direção a uma escola integrada ao serviço público de saúde, que dê respostas às necessidades concretas da população na formação de recursos humanos; na produção do conhecimento e na prestação de serviços direcionados ao fortalecimento do SUS. Objetivos: Aproximar os estudantes da área da saúde da UFJF com a realidade sócio-cultural, criando espaços de prática da educação em saúde e momento de aprendizado das relações interdisciplinares, além de despertá-los o senso crítico-reflexivo sobre o paradigma de sua formação biomédica. Métodos: Acadêmicos da área da saúde são capacitados em reuniões sobre a temática da APS para aplicá-la na prática. Destaca-se o trabalho em equipe, assim, buscando a interdisciplinaridade e um olhar integral sobre a comunidade. Esta ação contribui para traçar um diagnóstico local de saúde da área e construir uma rotina de promoção de saúde, baseada nos métodos da Estratégia Saúde da Família. Dentre os instrumentos usados são: o cadastramento de toda comunidade com fichas A do SIAB; genogramas, FIRO, classificação de risco e grupos educativos. Resultados: Levantamentos dos dados sócio-econômicos da comunidade e repasses destes a UBS. As necessidades são organizadas por grupos (hipertensos, gestantes, fatores sociais de risco, entre outros) para direcionar as ações de saúde. Viabiliza integração dos acadêmicos com as várias áreas do saber e os vincula à comunidade pela atuação em conjunto com a equipe da UBS. Conduziu avaliação nutricional das crianças cadastradas no SISVAN. A ação do projeto incrementou a busca racional pelos serviços de saúde - percebeu-se que a UBS foi citada como o centro de assistência mais procurado em caso de doença (59,3%), seguida pela atenção hospitalar (36,3%). Integração com os equipamentos sociais disponíveis (escola, conselho local de saúde). Além disso, identificou-se que, no momento da dispensa de medicamentos pela UBS apenas 43,70% dos usuários recebem informações quanto ao uso. Conclusão: A orientação e acompanhamento de uma população em desenvolvimento sócio-econômico resultam maior participação social e aquisição de direitos muitas vezes desconhecidos por esta. Trabalhos interdisciplinares resultam uma integração de conhecimento entre acadêmicos e maior cobertura assistencial à comunidade. Entretanto os entraves sócio-econômicos ainda dificultam muito o desenvolver da saúde bem como da integração social.

 

 

 

Apoio Financeiro: Proext 2007 (MEC/SESU)

 

 

 

 


 

O ESPAÇO DA MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE NA GRADUAÇÃO

 

AUTOR(A): Camillo de Alcântara César

INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina - UNIFENAS - Campus Belo Horizonte  

 

Introdução: A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é a especialidade protagonista na formação de médicos capacitados a atuarem na Atenção Primária à Saúde (APS), tal fato é ratificado pela OMS e WONCA. No Brasil, a aprovação das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina (DCN) reforçou a importância da formação de médicos generalistas vinculados à população, com visão integral do processo saúde-adoecimento enfocando o indivíduo, família e comunidade. Nesse contexto a inserção do estudante no Programa de Saúde da Família (PSF) possibilita uma integração dos setores de ensino-serviço-comunidade nas ações de promoção, prevenção e cura, contribuindo para uma postura pró ativa do egresso pautado na relação médico-paciente holística. Justificativa: O sistema de saúde do Brasil passa por um momento de transformação centralizado no modelo de APS, mostrando-se o mais equânime, democrático e eficaz custo-benefício. Logo, a MFC apresenta-se como disciplina eixo na formação de médicos em consonância com o sistema de saúde atual. Objetivo: Ressaltar a importância da MFC como disciplina incorporadora das estratégias educacionais para a formação geral do médico. Método: Consulta a artigos publicados no Suplemento da Revista da Sociedade Brasileira de MFC (jan/2007). Resultados: As atuais políticas de saúde implementadas pelo Ministério de Saúde colocam o PSF, criado em 1994, como plano principal das ações no campo da APS. A inserção da MFC através de sua base teórico-prática centrada na APS apresenta-se como uma oportunidade para as faculdades adotarem-na como disciplina longitudinal na graduação, como ressalta as DCN. No Brasil é crescente o número de faculdades que incorporaram Departamentos de MFC. Conclusões: A graduação é o espaço para a reestruturação do modelo educacional médico e adoção da MFC, e as entidades envolvidas devem se imbuir para reforçar e qualificar tal processo.

 


OS ARTISTAS VÃO ONDE O POVO ESTÁ 
 

AUTOR(A): Albert Nilo da Costa

CO-AUTOR(ES): Antonio Fernando Bolina Batista , Bauer Nilo da Costa, Bruno Ghizzi, Bruna Mendes Souza  Lourival de Souza Lopes

INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina - UNIFENAS - Campus Belo Horizonte  

 

Introdução: O Centro de saúde Heliópolis é parte do sistema de serviços de saúde da regional norte de Belo Horizonte e responsável pelo nível primário de atenção à saúde de 16 mil pessoas. De forma a estimular os estudantes de medicina da Unifenas/BH a conhecer melhor a realidade do trabalho em saúde na Atenção Primária à Saúde (APS), os acadêmicos do primeiro período têm em seu curriculum a estratégia Práticas Médicas na Comunidade (PMC). Durante um semestre os alunos têm oficinas e visitas de campo às unidades básicas de saúde de Belo Horizonte, onde desenvolvem atividades como visitas domiciliares, entrevistas a funcionários e moradores e elaboração de eco mapas. Objetivo: 
Discutir a relevância da inserção nos períodos iniciais do curso do acadêmico de medicina no ambiente de trabalho em saúde na APS. Metodologia: Na composição do trabalho foram utilizadas fotografias feitas "IN LOCO" em visitas realizadas à comunidade ao longo do primeiro semestre de 2009, por acadêmicos de medicina do primeiro período da Unifenas - BH. Utilizou-se,ainda,citações de textos literários dos escritores Guimarães Rosa e Manuel Bandeira;a intertextualidade com a música de Milton Nascimento ,Vinícius de Moraes e Bob Dylan, para a composição de um "foto-clipe"do bairro Heliópolis. Resultados: Através da PMC foi possível conhecer um pouco melhor a comunidade na qual esses pacientes estão inseridos, seu estilo de vida e as dificuldades vivenciadas por essas pessoas por meio de levantamentos estatísticos, epidemiológicos, econômicos e sociais. Conclusão: A PMC promove o desenvolvimento humanístico, tão valioso ao profissional de saúde, permitindo aos iniciados na arte de Hipócrates o contato precoce com a realidade desses pacientes, mostrando-lhes as dificuldades inerentes à prática médica que vão além dos limites dos consultórios. Além disso, favorece ao estudante um momento de reflexão sobre o quão valioso é cuidar dos pacientes de forma humanizada. 


 

O DESAFIO DE REPENSAR A SAÚDE E O BEM-ESTAR DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

 

AUTOR(A): Ana Yin Yin Mao

CO-AUTOR(ES): Fernanda Valério Henriques, Janaíssa Mara Neto Diniz Ribeiro, Maria Eugênia Silveira, Thiago Roberto da Silva, Palmira de Fátima Bonolo

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Ouro Preto

 

 

Objetivos: Desenvolver atividades que visem à promoção da saúde de crianças e adolescentes do CAIC de um distrito de Ouro Preto, Minas Gerais, no período de abril a junho de 2009. Para a realização do trabalho com os adolescentes utilizou-se uma caixa onde os participantes deixaram por escrito, confidencialmente, dúvidas sobre o assunto abordado tendo, dessa forma, participação ativa no conteúdo exposto e na maneira como este poderia ser trabalhado. Com as crianças, houve entrevista com dirigente, orientador e pedagogo da escola. Tanto no grupo das crianças quanto no grupo dos adolescentes, o trabalho foi desenvolvido por meio de dinâmicas e aulas realizadas ao longo de 5 encontros. Resultados: Os assuntos a serem trabalhados foram definidos pelas perguntas coletadas da caixa de perguntas e pelas entrevistas. Percebeu-se que as dúvidas dos adolescentes se relacionavam a aspectos fisiológicos elementares dos sistemas reprodutores e em temas relacionados à menstruação, gravidez e DSTs. Com as crianças, ocorreu um diagnóstico secundário de “bullying”, com isso o foco de intervenção foi alterado e passou-se a trabalhar temas como o respeito e convivência social. Por problemas internos na direção da escola, nosso trabalho foi interrompido desvinculando nossas atividades do cotidiano dos alunos. Conclusão: O convívio social harmonioso, o bom desempenho escolar, a adoção de hábitos saudáveis no que tange a sexualidade dos jovens é suprimido pela realidade de exclusão e violência presente em seu cotidiano. A interação entre os ambientes doméstico e escolar ocupa papel fundamental na formação de indivíduos conscientes de seu papel social. Desse modo, a escola precisa repensar a sua contribuição para a construção da saúde de seus alunos, sendo necessário problematizar os motivos do não aprendizado e a sua influência no desenvolvimento das crianças e adolescentes. A troca de experiências proporcionada por este trabalho evidencia a importância de o médico se aproximar da realidade cotidiana de seu paciente e buscar compreender as suas necessidades, o que torna a medicina um potente instrumento de inclusão social.


 

UMA ABORDAGEM SOBRE A RELEVÂNCIA DA ESTRATÉGIA DE ENSINO PRÁTICA MÉDICA NA COMUNIDADE NA FORMAÇÃO DO ESTUDANTE DE MEDICINA

 

 

AUTOR(A): Bruna Cândida Carvalho de Oliveira

CO-AUTOR(ES): Diego Moreno de Souza Evangelista, Gabriela Braga Menezes, Germana Lages Gandra, Guilherme de Matos Maia, João Paulo Morais Neiva INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina - UNIFENAS - Campus Belo Horizonte  

 

 

 

A Prática Médica na Comunidade (PMC) constitui uma inovadora estratégia de aprendizagem do curso de Medicina da UNIFENAS – Campus Belo Horizonte, que busca integrar ferramentas de ensino desenvolvidas em oficinas com atividades práticas nos centros de saúde e na comunidade. As atividades da PMC são desenvolvidas de maneira longitudinal, do primeiro ao quarto período do curso, com carga horária semanal de quatro horas. Visa, no primeiro período do curso, integrar teoria e prática dos princípios fundamentais da Atenção Primária à Saúde e as bases do Programa Saúde da Família. A PMC proporciona ao aluno o contato com a Atenção Primária à Saúde desenvolvendo uma percepção da constituição da equipe de saúde e sua relação com os pacientes, bem como do contexto social da comunidade. Baseia-se em visitas domiciliares e às unidades de saúde, com a avaliação familiar de usuários da área de abrangência e sua inserção social, utilizando instrumentos como o Genograma e o Ecomapa. Utiliza-se também a aplicação, nos usuários e/ou funcionários do centro de saúde, do Primary Care Assessment Tool (PCATool - Brasil), instrumento que possibilita avaliar de maneira válida e confiável as dimensões essenciais da atenção básica. Além disso, a PMC permite, por meio de questionários elaborados durante as oficinas, a discussão a cerca dos conceitos de saúde, comparando-os com a percepção dos usuários entrevistados; promove o conhecimento sobre o sistema de saúde brasileiro e a diversidade dos sistemas mundiais, baseando-se nos filmes “Políticas de Saúde no Brasil” e “Sicko”. Portanto, no primeiro período, a PMC tem como função proporcionar o contato precoce do aluno com a Atenção Primária à Saúde e o Programa Saúde da Família, através da inserção na comunidade por meio de visitas domiciliares e aos centros de saúde, o que permite uma avaliação do usuário e do sistema de saúde como um todo. Assim, o objetivo deste trabalho é avaliar a estratégia de PMC enquanto metodologia de aprendizado dos princípios fundamentais da Atenção Primária e as bases do Programa Saúde da Família, baseando-se na experiência de estudo de alunos do primeiro período de 2009 do curso de Medicina da UNIFENAS – Campus Belo Horizonte.

 

 

 

 


 

PROJETO DE EXTENSÃO: “SAÚDE E RESPONSABILIDADE SEXUAL”: A MEDICINA ATUANDO PARA MUDAR A REALIDADE DAS DST EM JOVENS

 

 

AUTOR(A): Bernardo Couto Ferreira

CO-AUTOR(ES): Bernardo Mares Gomes, David Albuquerque Mourão, Júlia Coelho Corrêa e Lucas Sol da Costa

INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina - UNIFENAS - Campus Belo Horizonte  

 

 

A Organização Mundial da Saúde constatou que no Brasil ocorrem 12 milhões de Doenças sexualmente transmissíveis ao ano, um terço delas ocorre em indivíduos menores de 25 anos. O projeto de extensão “Saúde e responsabilidade sexual” da Faculdade de Medicina de Barbacena em parceria com Associação Barbacenense de Ação contra a AIDS (ABAA) foi desenvolvido para abordar preventivamente Doenças sexualmente transmissíveis e os métodos anticonceptivos entre alunos do 2º grau de escolas municipais. Objetivos: Desenvolver ações sociais e educativas das DST/AIDS para jovens de 14 a 17 anos na cidade de Barbacena com ênfase na prevenção. Metodologia: A equipe de acadêmicos do Projeto participou de oficinas sobre sexualidade ministradas pela ABAA e elaborou um questionário para detectar o conhecimento dos jovens sobre DST/AIDS, métodos anticoncepcionais e após a primeira relação sexual, do uso do preservativo e de álcool ou outras drogas antes das relações sexuais. O resultado do inquérito serviu para a elaboração de palestras com fotos de lesões físicas decorrentes de DST, demonstrando a necessidade de uso correto do preservativo, já na primeira relação sexual e enfatizando a responsabilidade sexual diante de si mesmo e do parceiro nas novas relações de afetividade como o “ficar”. As palestras foram assistidas por 40 estudantes entre 14 e 17 anos. Foram incentivados os questionamentos e a intervenção dos jovens. Resultados: Cerca de 50% dos alunos de 17 já tiveram sua primeira relação sexual, 70% com o namorado (a); 32% conhecem os métodos contraceptivos através de amigos e 56% através da escola; 33% usaram preservativo na primeira relação sexual; 35% fizeram uso de álcool antes das relações sexuais e 76% tinham algum conhecimento sobre DST. Após as palestras, os jovens procuraram tirar suas dúvidas, não expressas durante a exposição coletiva do tema. Houve solicitação da escola para novas palestras sobre o tema. Conclusão: As atividades do Projeto permitiram atuação dos estudantes de medicina no contexto da saúde preventiva e o aprendizado de técnicas de educação em saúde, ao mesmo tempo em que ampliaram sua consciência social.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDUCAÇÃO EM SAÚDE RELACIONANDO ESTILO DE VIDA COM O PROCESSO DE ADOECIMENTO VOLTADO PARA MULHERES NA ESF RENASCER, OURO PRETO, MINAS GERAIS

 

 

AUTOR(A): Jean Felipe Medeiros Silva

CO-AUTOR(ES): Guilherme Henrique Silveira Teixeira; Tatiane Duarte Figueiredo; Déglia Kennia Rodrigues Santana; Daniela Andrade Albergaria; Maria Lilian Sales.

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Ouro Preto

 

 

Introdução: A educação popular apresenta-se como estratégia utilizada na Atenção Primária para que a comunidade seja inserida integralmente na dinâmica da saúde. Projetos educativos em saúde da mulher tornam-se necessidade na atualidade, uma vez que essas podem estabelecer maior contato entre a equipe de Atenção Primária e a família e assim, fortalecer redes sociais. Além disso, trabalhos educativos com mulheres são importantes pelo fato de que elas são acometidas por várias doenças, inclusive doenças crônico-degenerativas. Objetivos: Estreitar vínculos entre um grupo de mulheres e a unidade de Atenção Primária, incentivar o auto-cuidado feminino e fortalecer redes sociais. Metodologia: O projeto em questão foi realizado por alunos do segundo período do curso de medicina da Universidade Federal de Ouro Preto na Estratégia Saúde da Família Renascer, na cidade de Ouro Preto – MG, através de grupos operativos de educação em saúde com mulheres da comunidade. Subsequentemente foram aplicados questionários sobre satisfação e mudança de estilo de vida diante dos assuntos abordados. Resultados: Grande aceitação e freqüência das mulheres da comunidade aos grupos operativos realizados. Momentos propícios para exposição de questões e vivências pessoais pelas mulheres. A média de idade das participantes foi de 50 anos. Relatos de reflexões sobre mudança de estilo de vida pelas mesmas. A unanimidade das mulheres consultadas gostou do trabalho e acham que projetos semelhantes devem ser levados a mulheres de outras localidades. Conclusões: Projetos de educação popular têm grande aceitação pela comunidade por proporcionar maior acessibilidade ao nível de Atenção Primária. Ocorreu aproximação das mulheres da população com a equipe da ESF, além de aproximação entre a comunidade e a universidade. Assim, acredita-se que ocorreu o fortalecimento de vínculos e das redes sociais. Houve discussão de dúvidas, nos grupos, que demonstrou a importância de trabalhos que possam esclarecer questões pertinentes ao cotidiano dessas mulheres. Observou-se também relatos das participantes sobre a consciência da importância de hábitos saudáveis. O estímulo ao auto-cuidado presente nesses projetos é importante para que as pessoas possam assumir o domínio de sua própria saúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

ANÁLISE DE EVENTO SENTINELA CONTRIBUINDO PARA A COMPREENSÃO DO PROCESSO SAÚDE-DOENÇA DE UMA COMUNIDADE

 

 

AUTOR(A): Fabiano Gonçalves Guimarães

CO-AUTOR(ES): Theara de Castro Nicolau, Giovanna de Faria Alvim Pereira, Guilherme Andrade, Igor Cristiano Silveira Vasconcelos

INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina - UNIFENAS - Campus Belo Horizonte  

 

 

Introdução: Um dos conceitos utilizados para definir evento sentinela é a ocorrência de doença, invalidez ou morte evitáveis com a tecnologia médica disponível. Os alunos do terceiro período do curso de medicina da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS-BH) tiveram como uma de suas tarefas analisar um evento sentinela relacionado à saúde da mulher ou da criança na área de abrangência de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Objetivos: Analisar um evento sentinela, compreender dificuldades para o cuidado à mulher e à criança, discutir estas dificuldades com as equipes de saúde da família (ESF) e propor um plano de cuidados para o caso estudado. Metodologia: Análise crítica do prontuário, entrevista com os membros da ESF responsável pela família e visita ao domicílio do paciente. Resultados: O caso escolhido foi de uma paciente portadora de paralisia cerebral devido à toxoplasmose congênita. A paciente pertence a uma família com diversos outros problemas de saúde, como uma irmã que é portadora de psicose grave. Trata-se de família disfuncional, que sobrevive da coleta de material reciclável, com demandas complexas e um grau de dependência excessiva da UBS. Conclusão: A análise desse caso possibilitou uma discussão sobre o cuidado à saúde da mulher e da criança, desde planejamento familiar, pré-natal e vigilância das doenças de transmissão vertical até puericultura e acompanhamento longitudinal da criança cronicamente doente. Os alunos puderam entrar em contato com a realidade de uma comunidade com alto grau de vulnerabilidade social através da visita domiciliar, realizada com a ESF. Foi possível entender o papel da atenção domiciliar no cuidado longitudinal à saúde e compreender melhor o processo de adoecimento desta família. O plano de cuidados construído em conjunto com a ESF permitiu uma abordagem integral à paciente e favoreceu a inserção dos alunos às atividades da  UBS onde a disciplina é ministrada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

COMPARAÇÃO ENTRE AS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DO PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO DA FAMEVAÇO E A AVALIAÇÃO CURRICULAR PADRONIZADA DE CONCURSOS DE RESIDÊNCIA MÉDICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

 

AUTOR(A): Gotardelo, DR

CO-AUTOR(ES): Abreu-Silva, AP; Araújo, DRC; de Paula, IFM; Oliveira, IT; Faria, SRAB.

INSTITUIÇÃO: Faculdade de Medicina do Vale do Aço

 

 

Introdução: As Atividades Complementares compõem, juntamente com as disciplinas optativas, as duas principais estratégias de flexibilização e enriquecimento curricular do Projeto Pedagógico de Curso (PPC) da FAMEVAÇO – Faculdade de Medicina do Vale do Aço - implantado no primeiro semestre de 2008. Entende-se como flexibilização curricular o mecanismo no qual o estudante tem a oportunidade de aprofundar o estudo dos conteúdos das disciplinas curriculares, aprender temas relacionados a outras áreas do conhecimento e participar da construção de seu currículo, no tempo disponível para a conclusão do curso. Pelo fato das Atividades Complementares (AC), divididas em práticas de ensino, pesquisa e extensão, constituírem-se carga horária obrigatória a ser integralizada pelos discentes até a oitava fase (oitavo período) do curso, os alunos têm a possibilidade de escolher aquelas de maior interesse pessoal para participação. Apesar do perfil do egresso da FAMEVAÇO contemplar a formação de um profissional generalista, crítico e reflexivo, muitos alunos pleiteiam ingressar em uma residência médica após a conclusão da graduação, sendo essa forma de treinamento apontada como padrão de excelência para a complementação da formação médica. Objetivo: Comparar qualitativamente os itens valorizados nas Atividades Complementares (AC) do PPC da FAMEVAÇO com aqueles considerados e na Avaliação Curricular Padronizada (ACP) atual utilizada em concursos de residência médica do estado de MG. Resultados: Dos 5 itens considerados na ACP, o item Aproveitamento Curricular, que diz respeito ao rendimento geral (relativo às notas) do aluno em toda a graduação foi considerado não aplicável. Dos itens restantes, foi encontrada correspondência entre Monitorias, participação em Atividades de Pesquisa, Iniciação Científica, Ligas Acadêmicas, Cursos Reconhecidos pela Comissão Nacional de Acreditação e Conhecimentos de Língua Estrangeira. O único item valorizado na ACP não encontrado nas AC da FAMEVAÇO foi o Estágio Extracurricular em Instituição que tenha residência médica credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica/MEC. Conclusão: Existe correspondência entre 3 dos 4 itens aplicáveis e passíveis de comparação entre as AC da FAMEVAÇO e a ACP dos concursos de residência médica. O fato do estágio extracurricular ter de se realizar em instituição credenciada pela CNRM inviabilizaria que esse quesito fosse incluído nas AC do PPC da FAMEVAÇO e, por conseguinte, que o aluno pudesse cumprí-lo até a oitava fase do curso.

 

 

 

 

 

 

 


LIGA DE EDUCAÇÃO MÉDICA: OPORTUNIDADES E DESAFIOS

 

 

AUTOR(A): Gotardelo, DR

CO-AUTOR(ES): Abreu-Silva, AP; Araújo, DRC; de Paula, IFM; Oliveira, IT; Faria, SRAB.

INSTITUIÇÃO: Faculdade de Medicina do Vale do Aço

 

 

Introdução: A implantação do novo Projeto Pedagógico de Curso (PPC) da FAMEVAÇO (Faculdade de Medicina do Vale do Aço), em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) de graduação em Medicina, ocorreu no primeiro semestre de 2008. Mesmo supervisionada e conduzida pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE) local, uma transição curricular quase sempre é acompanhada de receios e insegurança de parte da comunidade acadêmica. É salutar, nesse contexto, que existam multiplicadores de novas filosofias e propostas pedagógicas que quebrem paradigmas até então vigentes nos currículos e na educação médica. Obedecendo ao Regimento Interno das Ligas Acadêmicas da FAMEVAÇO, foi criada a Liga de Educação Médica da FAMEVAÇO (LEM-FAMEVAÇO), com os objetivos de conhecer, refletir e aprofundar estudos relacionados à Educação Médica em nível local e nacional, tendo como referenciais as DCN, documentos oficiais que norteiam a formação médica no Brasil, publicações da Associação Brasileira de Educação Médica e demais produções científicas relativas ao tema. Objetivo: Relatar a experiência da formação de uma Liga de Educação Médica - um grupo de alunos interessados, juntamente com um professor orientador, em estudar a história e a atualidade da Educação Médica em âmbito loco-regional e nacional. Resultados: Como frutos da atuação da LEM-FAMEVAÇO destacam-se: encontros mensais para discussão de artigos científicos relacionados ao tema, participação de membros da Liga em reuniões do NDE local, reflexão sobre modelos de ensino e de currículos adotados em nível regional e nacional, inserção de discentes nos fóruns onde se discute a Educação Médica e atividades de extensão e pesquisa realizadas, tais como a divulgação institucional do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e a elaboração de trabalhos científicos.Conclusões: A LEM-FAMEVAÇO tem representado uma alternativa viável aos discentes e docentes interessados em discutir a Educação Médica, despertando nos primeiros uma reflexão do processo ensino-aprendizagem, um redirecionamento da formação profissional e uma oportunidade de estudar temas não abordados no currículo, contribuindo efetivamente para o enriquecimento acadêmico individual e institucional.

 

 

 

 

 

 

 

 


EXPECTATIVAS DOS ESTUDANTES DE 1O PERÍODO DE CURSOS DE MEDICINA EM MINAS GERAIS

 

AUTOR(A): Ricardo Dias Corrêa

CO-AUTOR(ES): Jean Felipe Medeiros Silva; Guilherme Henrique Silveira Teixeira; Déglia Kennia Rodrigues Santana; Thiago Roberto da Silva; Daniel do Nascimento Antônio.

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Ouro Preto

 

Objetivo: O propósito deste trabalho foi analisar as relações existentes entre temores e esperanças de acadêmicos do primeiro período do curso de medicina em diferentes instituições de ensino superior (IES) do estado de Minas Gerais. Em suma, o objetivo foi comparar as expectativas entre os discentes de um curso de medicina consolidado com as expectativas de discentes de um curso em implantação.  Métodos: Realizou-se estudo comparativo em cinco instituições de ensino superior (IES) do estado de Minas Gerais entre estudantes do 1o período do curso médico. O critério de inclusão foi estar matriculado no curso médico nas IES investigadas. A UFOP é uma universidade federal em que o curso de medicina se encontra em estágio de implantação, IES B e IES C são universidades federais com cursos de medicina consolidados, IES D é uma faculdade privada com curso de medicina consolidado e IES E é, também, uma faculdade privada com o curso de medicina em fase de implantação. A coleta de dados se deu por meio de um questionário auto-explicativo, sendo resguardado o anonimato do respondente. A pesquisa possui caráter exploratório, não sendo estatisticamente representativa, mas com relevância descritiva e problematizadora para estudos futuros. Resultados: Observa-se que os temores mais prevalentes foram preparação profissional (34,9%), falta de tempo (26,2%) e não conseguir estudar (22,1%). Entre as esperanças mais atrativas aos entrevistados, ter uma formação generalista foi a opção mais desejada (33,8%), seguida por ter uma formação especializada (27,7%), ter uma formação mais ética e humana (19,0%) e gratificação pessoal (16,9%). Foi observado que os temores e as esperanças mais atraentes variaram entre os diferentes grupos de faixas etárias, gênero e IES. Em uma última análise, percebe-se que, geralmente, o aluno é influenciado pela estrutura curricular na escolha de uma formação mais generalista ou mais especializada. Conclusão: As comparações apontam para a existência de abertura, do estudante do 1o período de medicina, para a formação preconizada pelas tendências atuais da graduação em medicina, uma vez que é favorável a proposta de formação generalista, pois a maioria afirma ter esta expectativa em relação ao futuro. Embora fosse esperado que estudantes matriculados em escolas com o curso consolidado apresentassem temores e esperanças diferentes daqueles inseridos em instituições em fase de implantação, há muitas semelhanças entre os futuros médicos, principalmente com relação aos temores relatados.

 


ACOMPANHAMENTO E ENCORAJAMENTO DO CUIDADO A SAÚDE EM FAMÍLIA: IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES VOLTADAS À PROMOÇÃO E PREVENÇÃO DA SAÚDE DE CRIANÇAS DE ZERO A CINCO ANOS, NA COMUNIDADE DE MONSENHOR HORTA, MARIANA, MG

 

 

AUTOR(A): Alessandro de Sousa Veiga

CO-AUTOR(ES): Bruno de Oliveira Rocha, Daniel do Nascimento Antônio, Diogo Milioli Ferreira, Felipe Moreira Dias e Gustavo André Almeida de Oliveira.

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Ouro Preto

 

 

Introdução: O contato entre a criança e os serviços de saúde, independente do fato, queixa ou doença que o motivou, deve ser tratado como uma oportunidade para a análise integrada e preditiva de sua saúde, e para uma ação resolutiva, de promoção da saúde, com forte caráter educativo. O acompanhamento sistemático do crescimento da criança constitui o eixo central desse atendimento (Secretaria de Políticas de Saúde, 2002, p. 27). É importante perceber que esse atendimento de rotina não pode ser tratado apenas como um momento para coletar dados antropométricos. Essas são também as melhores oportunidades para orientação dos pais sobre os cuidados básicos indispensáveis a saúde de seu filho. A unidade de saúde de Monsenhor Horta, Distrito de Mariana, MG, apesar de contar com 166 crianças de zero a cinco anos (S.I.A.B, 2008), não possui atendimento sistematizado para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. Esse desenvolvimento biológico, psicológico e social é um marco fundamental na atenção a saúde da criança. Além da importância para a promoção da saúde, contribui para a qualidade de vida, para o desenvolvimento de potencialidade e para o diagnóstico e tratamento precoce de patologias (ALVES, 2003, p. 47). Objetivos: Elaborar um perfil sócio-econômico e cultural da família e de saúde das crianças. Implementar um projeto de acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento das crianças de zero a cinco anos, que enfoque ações de prevenção e promoção da saúde. Métodos: Busca ativa, pelos agentes comunitários de saúde, para atendimento individual e sistematizado das crianças. Atividades coletivas de cunho educativo (saúde sexual, higiene pessoal, prevenção de acidentes na infância e cuidados com a alimentação) direcionado a família. Aplicação de questionário. Resultados e Discussão: A análise dos dados evidenciou que a idade média das mães é de 28,2 anos e possuem em média, 2,3 filhos. Cerca de 75% da população observada apresenta renda de até dois salários mínimos, e mais de 50% das mães cursam ou concluíram apenas o ensino fundamental. Os dados infantis revelam que 76% classificam-se como eutróficas, enquanto cerca de 10% apresentam sobrepeso. Das que apresentam peso muito baixo, 100% tiveram amamentação exclusiva por menos de seis meses. Conclusão: A população em estudo caracteriza-se por apresentar baixa renda e baixa escolaridade, podendo refletir no crescimento e desenvolvimento das crianças, o que reforça a importância de se estruturar um projeto de acompanhamento da população infantil dessa região.

 


 

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO ACOLHIMENTO DA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO. 03, DO CENTRO DE SAÚDE GUARANI, REGIÃO NORTE – BELO HORIZONTE, DURANTE UMA EPIDEMIA DE DENGUE, NO PERÍODO DE 24 MARÇO A 08 DE MAIO DE 2009, UTILIZANDO-SE CODIFICAÇÃO DO CIAP2*

 

*CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CUIDADOS PRIMÁRIOS 2ª. EDIÇÃO = ICPC2 (INTERNATIONAL CLASSIFICATION OF PRIMARY CARE 2ND EDITION)

 

AUTOR(A): Cristiane Câmara Alves

CO-AUTOR(ES): Cinthya Cotrim Primo; José Darlan Pinheiro Domingues e Ruth Borges Dias

INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina - UNIFENAS - Campus Belo Horizonte  

 

 

Introdução: O estudo foi realizado em uma unidade básica de saúde e discute a demanda espontânea dos usuários atendidos em internato supervisionado, utilizando-se codificação de CIAP2, durante uma epidemia de dengue. Justificativa: Existem poucos estudos epidemiológicos sobre a demanda de acolhimento do SUS-PBH e estudos no Brasil sobre CIAP2. Objetivos: Estimular a codificação CIAP2 nos MFC e desenvolver esta habilidade na formação acadêmica, promovendo integração ensino-serviço. Avaliar a ferramenta de organização de demanda espontânea: acolhimento. Métodos: Foi colhida uma amostra de 324 pacientes que foram classificados com CIAP2, no período de 24/03/09 a 08/05/09, os quais foram encaminhados para avaliação médica no acolhimento da equipe 03 do CS Guarani. Todos foram avaliados conjuntamente pelas alunas do internato com supervisão do médico preceptor. Neste período ocorria uma epidemia de dengue na área de abrangência. Resultados: Em relação ao sexo foi encontrado a proporção de 68,51 mulheres, e faixa etária abaixo de 10 anos de 9,88%, 10-20 anos de 20,32%, 20-40 anos 27,2%, 40-60 anos 29,2% e acima de 60 13,6%. O diagnóstico mais encontrado foi o de dengue: 51%, destes, os motivos de consulta mais freqüentes foram, em ordem decrescente: mialgia, cefaléia, febre, náuseas, exantema mais prurido, dor retro-orbitária, náuseas e vômitos. Os pacientes que tiveram apenas 1 diagnóstico foram 62 casos seguido dos com 2 ou mais 39 casos, 3: 94 casos e 4: 29 casos. Os procedimentos mais utilizados foram medicação mais orientações que totalizaram 298, encaminhamentos 87, atestados 34, exames laboratoriais 61 e de imagens 37. Conclusões: Uma maioria de usuários foi de mulheres. Com a epidemia, mais metade dos atendimentos foi atribuído a suspeita de dengue e foi possível estabelecer, por meio dos motivos de consulta CIAP2, sintomas mais freqüentes e quais as condutas tomadas. Propõe-se a continuidade e ampliação destes estudos nos serviços de atenção primária.

 

 

 

 

 

 

 

 


INSERÇÃO NA REALIDADE SOCIAL E INTERDISCIPLINARIDADE – ELEMENTOS DE UMA FORMAÇÃO MÉDICA DE EXCELÊNCIA

 

AUTOR(A): Fabiano André Pereira

CO-AUTOR(ES): Tatiane Lamarca Dias,Amanda Marques Vicente,Sabrina Pereira Paiva, Beatriz Francisco Farah

INSTITUIÇÃO: Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora – FCMS/JF – SUPREMA

 

Objetivos: O Programa Integrador (P.I.) constitui um dos pilares da educação médica na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora. Criado em parceria com a Prefeitura de Juiz de Fora, tem como alvo ampliar o conhecimento dos alunos sobre a realidade social, integrando-os, precocemente, em comunidades atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com o foco na Atenção Primária em Saúde. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho é evidenciar a inserção precoce do aluno nas realidades sociais e a interdisciplinaridade como elementos indispensáveis na formação médica de excelência. Em harmonia com o acima exposto, o P.I. tem início no segundo período e envolve os cursos de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia e Farmácia. No decorrer dos seus cincos semestres letivos os alunos são organizados em grupos interdisciplinares e inseridos em contextos reais de aprendizagem teórica e prática.  No primeiro semestre dessa disciplina, no segundo período da faculdade, os alunos têm seu primeiro contato com uma comunidade, sua realidade social e com o funcionamento prático do SUS nas Unidades Básicas de Saúde locais. No segundo, os alunos estabelecem uma relação mais próxima da comunidade e, lançando mão de ferramentas como o ecomapa e o genograma, fazem diagnósticos sociais de famílias locais.  Os estudantes, no terceiro semestre, passam a adquirir conhecimentos sobre vigilâncias em saúde, vigilância ambiental e vigilância epidemiológica. No quarto, passam a conhecer os valiosos preceitos do planejamento estratégico situacional teórica e praticamente. Por fim, no último semestre, os alunos freqüentam locais específicos da atividade médica relacionados ao SUS e adquirem experiências da prática profissional. A interdisiplinaridade é constante durante os dois anos e meio em que o P.I. é ministrado, satisfazendo plenamente as novas metas atuais propostas para um ensino médico consistente e de qualidade elevada. Resultados. Graças à interdisciplinaridade e à inserção precoce na realidade os alunos, desde o ínico do curso, compreendem a importância de uma abordagem multiprofissional do paciente, além de conhecerem, na prática, o funcionamento do SUS. Conclusão. Conclui-se que, através do P.I. o estudante de medicina desenvolve um olhar crítico das diversas realidades socais, compreendendo melhor o processo saúde-doença. Além disso, é estimulado a respeitar e conhecer as atividades dos profissionais de outras sub-áreas da saúde e a valorizar a importância destes na prática real da medicina. Com isso, há formação de um médico consciente e capacitado a atuar nas diferentes modalidades da medicina em harmonia com equipes multidisciplinares de saúde.

 

 

 

 

A VISÃO DO PRECEPTOR NO INTERNATO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE, PARCERIA UNIFENAS – BH E PBH: O DESENVOLVIMENTO DO PROFISSIONAL NA INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO-COMUNIDADE, 1º SEMESTRE DE 2009

 

 

AUTOR(A): Cristiane Câmara Alves

CO-AUTOR(ES): Cinthya Cotrim Primo; José Darlan Pinheiro Domingues e Ruth Borges Dias

INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina - UNIFENAS - Campus Belo Horizonte  

 

 

Introdução: O estudo se baseia no relato da experiência de preceptoria no internato, no aspecto de desenvolvimento profissional. Justificativa: A necessidade do profissional reportar a sua experiência e as vantagens adquiridas na relação preceptor-interno-comunidade e relação médico/aluno paciente. Objetivos: Estimular a participação dos médicos de família e comunidade em atividades de docência, promovendo integração ensino-serviço. Aperfeiçoar a prática por meio de educação permanente direta e indireta pela interface com o meio acadêmico. Contrapor a idéia que estágios prejudicam o tempo e espaço no processo de trabalho. Métodos: Foi disponibilizado tempo e espaço para que os internos desenvolvessem autonomia com flexibilidade, mas sempre com supervisão. Caso a caso foi discutido, sendo os mais difíceis utilizados como substrato de discussões posteriores para aprendizado mútuo, médico e aluno. Houve sempre a adequação às necessidades do serviço e à comunidade, sem prejuízo no aprendizado. Resultados: Com cerca de 02 a 03 meses de supervisão direta, foi possível verificar o desenvolvimento de autonomia e aprendizado agregado nos alunos. Houve um aumento da quantidade de atendimento por unidade de tempo. Já o contato permanente com o meio acadêmico, por meio dos alunos, permitiu ao médico estar sempre atualizado. Tudo isto garantiu assistência sem prejuízo na qualidade. A boa relação entre preceptor –aluno, desenvolveu a autonomia e segurança à futuras profissionais que são bases para uma boa relação médico paciente. Conclusões: Existem ganhos tanto para o processo de trabalho do médico quanto no seu aprimoramento profissional na preceptoria de internato. Propõe-se ampliação das discussões e troca de experiências ao longo do tempo para detalhar o real impacto a longo prazo na carreira profissional, e também na qualidade da assistência médica como um todo.

 

 


 

ENSINO MÉDICO EM CENÁRIO AMBULATORIAL SOB A ÓTICA DISCENTE, NO CURSO DE MEDICINA DA UNIFENAS-BH

 

 

AUTOR(A): Fabiana Alves Nunes

CO-AUTOR(ES): Alexandre Sampaio Moura e Rosa Malena Delbone de Faria.

INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina - UNIFENAS - Campus Belo Horizonte  

 

 

Introdução: As percepções dos estudantes tem sido uma fonte importante de avaliação da qualidade do ensino. Além disso, constitui uma medida direta de satisfação dos alunos, fornecendo informação útil ao docente sobre as suas práticas e feedback à instituição para uma gestão mais adequada dos seus recursos. Objetivos: Conhecer o ponto de vista dos estudantes sobre o ensino médico ambulatorial e comparar estas informações com as disponíveis na literatura. Metodologia: 231 alunos do 5º ao 8º períodos do Curso de Medicina da UNIFENAS-BH foram convidados a participar de forma voluntária e anônima, por meio do preenchimento de um questionário, elaborado para avaliação da prática ambulatorial e administrado no último dia letivo do semestre. Este questionário foi baseado no MED Ed IQ e avaliou de forma geral, a atuação dos preceptores durante o semestre 2009/01, as oportunidades de aprendizagem durante as atividades ambulatoriais e a percepção discente sobre o modelo ambulatorial adotado. Para cada questão foi atribuído uma pontuação de 1 (discordo fortemente) a 5 (concordo plenamente). Resultados: Dos 231 alunos, 151 (65,4%) responderam o questionário. Muitos estudantes consideraram que foram bem orientados pelos preceptores, receberam instrução adequada e receberam o feedback para melhorar suas competências. A maioria dos estudantes considerarou que as atividades nos ambulatórios foram adequadas no sentido de oferecer chances de desenvolver habilidades e conhecimentos; todos consideraram-se parte da equipe de cuidado à saúde dos pacientes e consideraram que o modelo de ensino ambulatorial está integrado com a realidade da comunidade. Alguns estudantes criticaram o questionário já que não era individualizado para cada ambulatório. Os artigos publicados sobre o tema mostraram resultados semelhantes. Conclusão: Em conformidade com a literatura internacional, a avaliação discente e a utilização de instrumentos para avaliar a qualidade do ensino ambulatorial são ferramentas para investigação e intervenção que conduzem ao aprimoramento do ensino médico neste cenário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


ESTUDO PILOTO DE AQUISIÇÃO DE COMPETÊNCIAS: MÉTODO DECISÕES CLÍNICAS E OFICINAS DIAGNÓSTICAS (DC/OD) VERSUS MÉTODO TRADICIONAL

 

 

AUTOR(A): Lucas Vilas Bôas Magalhães

CO-AUTOR(ES): Paula Teixeira Fernandes, Ricardo Rocha Bastos e Li Min Li.

INSTITUIÇÃO: Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) / Unicamp e Disciplina de Semiologia Médica da UFJF

 

Introdução: na maioria das escolas médicas brasileiras, o componente teórico da graduação é ministrado através do modelo tradicional (aulas expositivas, seminários e discussões de “casos de livro”). Há alguns cursos que utilizam a aprendizagem baseada em problemas (ABP) e sua variante, a problematização. No nosso meio, não há uma opção clara a estas propostas, que sabidamente têm inúmeras desvantagens. Estamos validando e propondo uma terceira opção, o método Decisões Clínicas e Oficinas Diagnósticas (DC/OD). Objetivos: comparar as médias dos escores obtidos por alunos expostos ao modelo tradicional (aula e discussões de casos) com a média obtida por alunos expostos ao método DC/OD, ambos sobre Acidente Vascular Cerebral (AVC). Métodos: participaram, de forma voluntária, dois grupos do quarto ano de medicina da FCM/Unicamp, com 18 alunos cada, após a assinatura do TCLE. Os 36 alunos fizeram um teste escrito (TE), anônimo, composto por questões sobre AVC, envolvendo situações corriqueiras e habilidades indispensáveis ao médico geral, de acordo com as diretrizes curriculares (diagnóstico diferencial, interpretação de um ECG e uma TC, noções de epidemiologia, elaboração de diagnósticos sindrômicos, conduta diagnóstica e terapêutica). O grupo 1 foi então exposto ao método DC/OD e o grupo 2 ao método tradicional, ambos sobre AVC, com a mesma carga horária. Após a intervenção os 2 grupos refizeram o mesmo TE e foram então comparados. Usamos os testes “t pareado” e “two sample t test” do programa Mystat para as análises estatísticas. Resultados: Nas análises “t pareadas”,  a média no grupo 1 foi de 1,063 e 3,328 (pré e pós intervenção, respectivamente). A diferença média foi 2,265 (IC 95%: 1,284 a 3,248, p<0,0001). A média do grupo 2 (controle) foi de 1,514 antes e 2,514 após a intervenção. A diferença média foi 1,0 (IC 95%: 0,144 a 1,856, p= 0,025). Comparação dos dois grupos (“two sample t test”): na pré intervenção os grupos 1 e 2 não tinham diferença, pois as médias foram, respectivamente, 1,063 e 1,514, com diferença média 0,451  (IC 95%: - 0,138 a 1,041, p= 0,129). Na pós intervenção, as médias 3,328 e 2,514 dos grupos 1 e 2, respectivamente, também não tiveram diferença estatisticamente significativa (diferença média 0,814. IC 95%: -0,225 a 1,753, p=0,126).   

Conclusões: o método DC/OD foi tão eficaz quanto o tradicional neste estudo para verificar aquisição de competências, e parece ser uma opção viável aos modelos existentes. A diferença média de aquisição foi maior no grupo 1 (2,265 x 1,0), embora sem significância estatística. Talvez os resultados finais, com n maior, apontem uma diferença real aqui não revelada (erro tipo II?). Seria interessante um estudo futuro, de maiores proporções, randomizado e multicêntrico, para comparar o modelo DC/OD ao método tradicional e ao PBL, em nosso meio.

 


 

PROJETO DE EXTENSÃO: O ALUNO COMO PROTAGONISTA DA SUA FORMAÇÃO

 

 

AUTOR(A): Salomão LCB

CO-AUTOR(ES): Amaral LA; Cruz MMA; Silva LCN; Queiroz MFT e Maia JC.

INSTITUIÇÃO: Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais

 

 

Os projetos de extensão constituem-se num conjunto de atividades temporárias de caráter educativo, cultural, artístico e/ou científico, desenvolvidos por docentes e discentes através de ações sistematizadas voltadas às questões sociais relevantes. Seus objetivos são a aplicação dos fundamentos teóricos na prática, contribuindo para a formação do profissional, a difusão e socialização do conhecimento obtido pela pesquisa, a adequação da universidade de acordo com as demandas da sociedade e o estabelecimento de um compromisso da universidade com as transformações sociais. O presente trabalho tem como objetivos descrever a importância da extensão em relação ao seu compromisso com a sociedade e a formação do aluno durante a graduação e destacar o projeto “Registro Hospitalar de Câncer: uma estratégia na atenção oncológica” como uma atividade que cumpre os objetivos propostos pela extensão. De acordo com o Ministério da Saúde, o Hospital das Clínicas, um hospital referência em atenção oncológica, deve dispor e manter em funcionamento um Registro Hospitalar de Câncer (RHC), com o objetivo de realizar a vigilância do câncer e gerar informações para a consolidação de uma base de dados nacional. Tais informações são de grande importância para a sociedade, já que proporcionam maior conhecimento dos casos oncológicos e planejamento da assistência a população. O projeto de extensão “Registro Hospitalar de Câncer: uma estratégia na atenção oncológica” foi elaborado com a proposta de inserir o acadêmico da área de saúde como centro das atividades do RHC, envolvendo-o com a realidade da população assistida, proporcionando a oportunidade de exercitar-se como gerador de informações, com qualidade, para o sistema de saúde e adquirir maior conhecimento na área de oncologia.              Os projetos de extensão na área médica têm um importante papel na formação e treinamento do aluno porque complementam o currículo universitário, além de permitirem que o estudante se envolva em áreas de seu interesse, as quais muitas vezes não são exploradas na faculdade, e também maior proximidade com a sua realidade profissional futura. O aluno deve ser o protagonista de sua formação a fim de obter as capacidades necessárias a sua atuação como profissional, estabelecendo seu compromisso com a sociedade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A HISTÓRIA DAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE NARRADA PELA FILANTROPIA: O CONTEXTO DAS VOLUNTÁRIAS DA SANTA CASA DE OURO PRETO/ MG

 

 

AUTOR(A): Gustavo André Almeida de Oliveira

CO-AUTOR(ES): Alessandro de Sousa Veiga e Diogo Milioli Ferreira

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Ouro Preto

 

 

Introdução: A história das instituições hospitalares no Brasil (PUTTINI, 2004) identifica as Santas Casas de Misericórdia como as primeiras organizações hospitalares no país, datadas do período colonial. Originalmente, estes hospitais exerciam função mais assistencial do que terapêutica, antecipando as atividades estatais de assistência social e a saúde. Essas instituições passaram da natureza caritativa (XVIII até 1837) para a filantropia, e a partir da metade do século XIX a preocupação com a cura passa a ser valorizada, quando a instituição assistencial cede lugar à  terapêutica (MACHADO, 1978). No contexto das instituições filantrópicas encontra-se a Santa Casa de Ouro Preto. Primeiro hospital erguido em terras mineiras e ainda hoje, é o único da cidade. Atualmente, a Santa Casa é administrada pela Fundação L’ Hermitage e conta com a parceria de instituições públicas e privadas e da Associação das Voluntárias da Santa Casa de Misericórdia de Ouro Preto (AVOSCOP). Na compreensão da estrutura do atendimento hospitalar, a entidade apareceu como uma das responsáveis pelo desenvolvimento da assistência prestada, merecendo sua relevância ser mais bem conhecida. Objetivos: Compreender a origem histórica das Santas Casas de Misericórdia e sua relação com o trabalho de associações de voluntários; Contextualizar historicamente a constituição da Santa Casa de Ouro Preto e da AVOSCOP; Identificar a visão da AVOSCOP sobre seu trabalho junto à Santa Casa de Ouro Preto e sua correlação com a assistência prestada por esta instituição. Métodos: Pesquisa bibliográfica e documental, observação do cotidiano das voluntárias e entrevistas. Resultados e Conclusões: As Santas Casas, no conjunto da rede de hospitais filantrópicos no Brasil, representam importante papel na oferta da assistência hospitalar pública. Mantém parcerias que preservam o caráter filantrópico, responsável pela sua origem. O trabalho de instituições como o da AVOSCOP complementa, com suas especificidades, as importantes funções requeridas de uma instituição hospitalar. Desde 1983, todos os pacientes da Santa Casa de Ouro Preto que necessitam de alguma assistência material ou emocional tem apoio das associadas. O pequeno grupo de 38 pessoas que compõem a AVOSCOP tem uma contribuição diferenciada, a qual integra o processo de Humanização das Instituições de Saúde. Essa humanização do cuidado, da atenção à pessoa humana representa um resgate às origens das Santas Casas de Misericórdia e ao próprio termo misericórdia, uma das antigas invocações da Virgem Maria, que foi utilizado entre 1240 e 1350 para nomear uma irmandade em Florença - Nossa Senhora da Misericórdia. É na forma de doação incondicional que as voluntárias realizam tarefas aparentemente simples, porém de extrema importância para a manutenção do hospital.

 

 

 


A PROBLEMATIZAÇÃO NO APRENDIZADO SIGNIFICATIVO DA MEDICINA

 

 

AUTOR(A): Tatiane Lamarca Dias

CO-AUTOR(ES): Fabiano André Pereira; Soraya Elias Russo; Hellen Karla Almeida INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Juiz de Fora

 

 

Objetivo: Os alunos do terceiro período da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora vivenciaram desde o início de 2009 uma nova maneira de aprendizado que lançou mão da problematização e da metodologia ativa de aprendizado. Novas formas de aprendizado de medicina se tornam necessárias diante das tendências de profundas mudanças que o mundo vivencia atualmente, e que atingem diretamente a saúde. Diante das novas exigências o estudante de medicina precisa não somente memorizar informações, mas saber utilizá-las para resolver problemas na realidade. A problematização visa o processo de aprendizado por descoberta, em que os problemas devem ser explorados, relacionados com conhecimentos prévios e utilizados para assimilar novos conhecimentos e em que o aluno é o principal atuante, não apenas receptor de informações. O processo consiste na continuidade, quando o aluno associa o conteúdo com seu conhecimento prévio, e na ruptura, quando a vivência é ultrapassada e os conhecimentos são ampliados. Essa metodologia permite o desenvolvimento de habilidades na resolução de problemas.              Os alunos foram divididos em grupos de 10 sob orientação de um professor e receberam um caso clínico elaborado pelos professores. Foram realizadas três reuniões: na primeira, cada grupo de alunos se reuniu com seu professor responsável, o caso foi conhecido e as dúvidas que surgiram foram transformadas em perguntas que deveriam ser pesquisadas até a segunda reunião. Na segunda reunião cada aluno levou sua pesquisa, o caso foi novamente discutido e as perguntas foram respondidas. Na terceira reunião toda a turma discutiu o caso, questões foram compartilhadas e respondidas. Resultados: O corpo docente e discente se mostrou satisfeito com os resultados. As discussões e pesquisas abordaram os aspectos biológicos do caso, em associação com as matérias do período e com agregação de novos conhecimentos. Os aspectos psicossociais não foram deixados de lado, a situação psicológica, familiar e social do paciente apresentado no caso foi amplamente discutida e as ações do sistema de saúde que recebeu esse paciente tiveram um destaque importante, levando a uma contraposição do ideal esperado do sistema e o que realmente aconteceu. Conclusão: A experiência culminou em uma interdisciplinaridade que reuniu em um “paciente” os aspectos biopsicossociais, que representam melhor a realidade que os médicos vivenciam diariamente. Essa forma de aprendizado forma um estudante adaptado às novas exigências do trabalho, capaz de resolver problemas e de continuar sua formação após o fim da faculdade.

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apresentações

 

Orais

 

AVALIAÇÃO DA ATITUDE DO ESTUDANTE DE MEDICINA A RESPEITO DA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE, EM UMA instituição de Ensino COM MODELO CURRICULAR DO APRENDIZADO BASEADO EM PROBLEMAS

 

 

AUTOR(A): José Maria Peixoto

CO-AUTOR(ES): Maria Mônica Freitas  Ribeiro e Carlos Faria Santos Amaral INSTITUIÇÃO: UNIFENAS – Campus Belo Horizonte e Universidade Federal de Minas Gerais

 

Introdução: A relação médico-paciente é fundamental para a prática médica, uma vez que afeta os desfechos psicológicos, sociais e biológicos dos pacientes. Por esta razão, vários estudos têm avaliado a atitude de estudantes de medicina a respeito da relação médico-paciente.   Entretanto, poucos estudos avaliaram esta atitude em escolas médicas que utilizam a metodologia do Aprendizado Baseado em Problemas (ABP). Objetivo: Avaliar a atitude do estudante de medicina a respeito da relação médico-paciente em uma escola médica que utiliza a metodologia do ABP. Método: Para a avaliação da atitude dos estudantes foi usada a escala PPOS (Patient-Practitioner Orientation Scale), instrumento validado para avaliar o que os estudantes pensam a respeito do papel do médico em relação à conduta centrada no paciente ou no médico e na doença. A escala se subdivide em duas sub-escalas que se referem à capacidade de compartilhar decisões (sub-escala poder) e à valorização dos aspectos de vida e sentimentos do paciente no adoecimento (sub-escala cuidado). A escala, juntamente com um questionário sócio-demográfico, foi aplicada a estudantes no início do segundo, quinto e décimo períodos do curso de medicina. As médias dos escores totais e das sub-escalas “cuidado” e “poder” obtidos em cada período foram comparadas utilizando-se a análise de variância (ANOVA). Resultados: Foram avaliados 132 estudantes, representando 71,74% do total de estudantes matriculados nos períodos avaliados. O escore total da PPOS foi mais elevado para as mulheres em relação aos homens, significando atitudes mais centradas no paciente entre as estudantes (p<0,01). Quando se analisaram separadamente as duas sub-escalas, não houve diferença estatisticamente significativa para a sub-escala de cuidado, mas a sub-escala de poder mostrou maior tendência das mulheres para compartilhar as decisões com os pacientes.  O escore total da PPOS não se alterou no decorrer do curso para a amostra total de estudantes. Entretanto, houve aumento no escore da sub-escala de cuidado do 2° para o 10° período. Ao final do curso, não havia mais diferença de escores totais ou das sub-escalas entre homens e mulheres. Não foi também observada associação significante de nenhuma variável do questionário sócio-demográfico com os escores da PPOS. Conclusão: Estes resultados se assemelham aos relatados na literatura para escolas médicas com currículo tradicional no Brasil e em outros países.

 

 

 

 


 

 

AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE ATORES NO DESEMPENHO DE HABILIDADES AFERIDO PELA METODOLOGIA OSCE E ANSIEDADE AUTO-AVALIADA, EM ALUNOS DO INTERNATO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA DA UFMG

 

 

AUTOR(A): Zilma Silveira Nogueira Reis

CO-AUTOR(ES): Alamanda Kfoury Pereira, Cézar Alencar de Lima Rezende, Luiz Guilherme Neves Caldeira, Regina Amélia Lopes Pessoa Aguiar e João Gilberto de Castro e Silva

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Minas Gerais

 

 

Objetivo: Avaliar a influência da presença de atores no grau de ansiedade do acadêmico do curso de medicina e desempenho de habilidades para atendimento básico em Ginecologia e Obstetrícia. Metodologia: Cento e sessenta e seis alunos foram avaliados quanto ao seu desempenho teórico e prático no internato de Ginecologia e Obstetrícia, no primeiro e segundo trimestres de 2009. O internato tem a duração de 3 meses. A avaliação de habilidades e atitudes exigidas na disciplina foi realizada através da metodologia OSCE. Estações com cenários de atendimento simulado foram montados, empregando-se atores em duas das nove estações. Em cada estação o aluno era avaliado, por professor, com pontuação entre 0 e 20 pontos. Ao final da prova, o aluno preenchia questionário de auto-avaliação incluindo o grau de ansiedade por estação, empregando-se escala de zero (nenhum) a nove (máxima). O desempenho e grau de ansiedade foram comparados nas estações com presença de atores em relação às demais por teste-t de médias. Resultados: 745 questões foram avaliadas em 166 alunos, nos 2 trimestres. A presença do ator aconteceu em 20,7% (154) delas. O desempenho médio dos estudantes foi 15,5±3,2, enquanto o grau de ansiedade autoavaliado médio foi 5,2±2,9, por estação. O desempenho médio nas questões com atores foi similar ao das questões sem atores (15,8±2,5 e 15,5±3,4 respectivamente, p=0,27).  O nível médio de ansiedade autoavaliada nas questões com atores foi menor que o das questões sem atores (5,0±2,9 e 5,7±2,8 respectivamente, p=0,02).  Conclusões: a presença do ator nas estações do OSCE associou-se a um menor grau de ansiedade dos alunos e não influenciou no desempenho das habilidades exigidas no atendimento em ginecologia e obstetrícia, neste grupo.

 


 

AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DA ATITUDE DOS ESTUDANTES DE MEDICINA EM RELAÇÃO AO CUIDADO DO PACIENTE: COMPARAÇÃO ENTRE DUAS ESCOLAS MÉDICAS COM METODOLOGIAS DE ENSINO DIFERENTES, TRADICIONAL E APRENDIZADO BASEADO EM PROBLEMAS

 

 

AUTOR(A): José Maria Peixoto

CO-AUTOR(ES): Maria Mônica Freitas  Ribeiro e Carlos Faria Santos Amaral INSTITUIÇÃO: UNIFENAS – Campus Belo Horizonte e Universidade Federal de Minas Gerais

 

 

Introdução: Este trabalho, tendo como referência a medicina centrada no paciente, compara a atitude do estudante de medicina a respeito da relação médico-paciente no decorrer do curso médico entre duas escolas de uma mesma universidade com modelos pedagógicos diferentes: currículo tradicional (CT) e aprendizado baseado em problemas (ABP). Objetivo: Comparar a atitude do estudante de medicina a respeito da relação médico-paciente entre escolas com modelos curriculares diferentes: CT e ABP. Método: A escala PPOS (Patient-Practitioner Orientation Scale) traduzida e um questionário sócio-demográfico foram aplicados a estudantes (2°, 5° e 10° períodos) nestas escolas.  Para análise dos resultados foram utilizados teste t-Student e ANOVA. O trabalho foi aprovado pelos comitês de ética das instituições. Resultados: 274 estudantes completaram os dados, 71,44% e 32,8% dos alunos matriculados, respectivamente na escola do ABP e CT. O escore total da PPOS para toda amostra da escola ABP foi 4,62 (±0,46 DP) e da CT 4,45(±0,43 DP) (p=0,002), significando atitudes mais centradas no paciente na primeira. Não houve diferença de escore entre as escolas no início do curso. No 5° (p=0,037) e 10º (p=0,036) períodos, o escore foi mais elevado na escola do ABP comparada à do CT. A análise por gênero mostrou que, entre os homens os valores do escore total da PPOS eram semelhantes no 2° período e  mais elevados nos estudantes do 10° período na escola do ABP em relação à do CT (p=0,023). Entre as mulheres, o escore manteve-se estável na escola do ABP e apresentou tendência a elevação na escola CT. Análise de regressão multivariada demonstrou que os estudantes da escola do ABP apresentaram, em média, 0,19 pontos a mais no escore total da PPOS em relação aos da escola CT. Não houve associação das variáveis do questionário sócio-demográfico com os escores da PPOS. Conclusão: O estudo sugere que atitudes mais centradas no paciente na escola do ABP podem ser atribuídas ao modelo curricular, pois as escolas diferem essencialmente em relação aos modelos curriculares adotados.

 

 

 

 

 

 

 


 

APRESENTAÇÃO DO MÉTODO DECISÕES CLÍNICAS E OFICINAS DIAGNÓSTICAS (DC/OD) À COMUNIDADE DOCENTE E DISCENTE

 

 

AUTOR(A): Lucas Vilas Bôas Magalhães

CO-AUTOR(ES): Paula Teixeira Fernandes, Ricardo Rocha Bastos e Li Min Li.

INSTITUIÇÃO: Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) / Unicamp e Disciplina de Semiologia Médica da UFJF

 

 

Introdução: na imensa maioria das escolas médicas brasileiras, o componente teórico da graduação é ministrado através do modelo tradicional (aulas expositivas, seminários e discussões de “casos de livro”). Há um grupo minoritário de cursos que utiliza a aprendizagem baseada em problemas (ABP ou PBL, do inglês) e sua variante, a problematização. Poucas são as alternativas factíveis a estas propostas, que sabidamente têm inúmeras desvantagens em nosso meio. Objetivos: apresentar à comunidade discente e docente uma terceira opção para o componente teórico da graduação médica, o método “decisões clínicas e oficinas diagnósticas (DC/OD)”, e expor as potenciais vantagens e desvantagens do método, constatadas até o presente momento. Métodos: apresentação, fundamentação e resultados preliminares do método DC/OD, com dados obtidos a partir de questionários preenchidos por alunos do 4o ano de medicina da FCM/Unicamp, de modo voluntário e anônimo. Este estudo está dentro do programa de mestrado do autor principal.    

Resultados: o modelo DC/OD se inicia pela definição da propriedade de um tema (que atenda às diretrizes curriculares). A seguir, o docente edita um caso real usando a técnica do incidente crítico (as “Decisões Clínicas”), contornando os viéses dos casos tradicionais  (viés da especialidade, da coleta de dados, das raridades/casos clássicos, das decisões e o viés do conhecimento factual). O caso é divulgado com antecedência, e há referências (melhores evidências científicas disponíveis) para embasar as respostas dos alunos. Estas serão apresentadas numa ampla discussão. Em seguida, é feita a oficina diagnóstica (OD), sobre o tema cuja necessidade de aprendizado foi levantada a partir da DC. A OD é um programa de construção individual do conhecimento, estruturado em ordem crescente de complexidade, utilizando-se de recursos áudio – visuais. Há um gabarito ao final, repleto de pós-referências, de forma que o aluno busque o conhecimento conforme sua necessidade de aprendizado. Vantagens constatadas: ótima aceitabilidade, praticidade (pode ser feito em uma única disciplina ou módulo), baixo custo, formação de verdadeiros clínicos-docentes e de indivíduos pró – ativos (estímulo à prática informativa e avaliativa do exercício profissional). Como desvantagens, é dependente de logística (pequenos grupos), de motivação docente irrestrita e de comprometimento discente. Conclusões: o método DC/OD parece ser uma alternativa viável aos modelos existentes, dependendo principalmente de motivação docente para ser implementado. Está em andamento um estudo para a validação do modelo, comparando-o às aulas tradicionais. Seria interessante um estudo futuro de maiores proporções, randomizado multicêntrico, para comparar o modelo ao método tradicional e ao PBL, em nosso meio. 

 

 


 

USO DE MAPAS CONCEITUAIS NO ENSINO AMBULATORIAL DO CURSO DE MEDICINA DA UNIFENAS-BH

 

 

AUTOR(A): Fabiana Alves Nunes

INSTITUIÇÃO: Curso de Medicina – UNIFENAS – Campus Belo Horizonte

 

 

Introdução: O ensino médico ambulatorial favorece o aperfeiçoamento de competências na semiotécnica e semiologia, e também o raciocínio clínico. Os mapas conceituais são importantes ferramentas de aprendizagem já que permitem a representação do conhecimento do aluno, a identificação de conceitos no raciocínio clínico, a relação entre estes conceitos e fornece evidências de que o aluno está aprendendo significativamente o conteúdo. Objetivos: Relatar as percepções dos alunos e professor do ensino ambulatorial no bloco temático Síndromes endócrino-metabólicas da faculdade de Ciências Médicas da Unifenas-BH. Metodologia: Alunos do 7º período, entre os anos de 2007-2009, foram orientados a montar mapas conceituais de casos clínicos referentes a pacientes atendidos no ambulatório de Endocrinologia, dando enfoque à fisiopatogenia do caso, partindo dos fatores de risco identificados, descrevendo a fisiopatologia e chegando até manifestações clínicas apresentadas. Os conceitos e proposições utilizados e as relações entre os conceitos foram analisadas e a pontuação do mapa fez parte da nota de ambulatório deste bloco temático. Resultados: A análise dos mapas conceituais dos alunos demonstrou que a maioria utilizou os do tipo hierárquico. Muitos mapas não apresentavam uma clara relação entre os conceitos, o que propiciou ao professor a oportunidade de prover um feedback efetivo em relação às necessidades de melhoria para o adequado entendimento dos casos. Os estudantes relataram que se sentiam mais motivados a estudar sobre o caso atendido, já que tinham que montar o mapa, e consideraram a atividade muito proveitosa. Conclusão: O mapa conceitual pode ser considerado um instrumento interessante na avaliação formativa dos estudantes na prática médica ambulatorial da mesma forma que se mostra adequado para estruturar o conhecimento do aprendiz, possibilitando uma oportunidade do estudante aprender a aprender, na medida que explicita a necessidade de tornar claras as conexões percebidas entre os conceitos utilizados nos mapas e os casos atendidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

ESTUDO DA DEMANDA AMBULATORIAL E DOMICILIAR, ATENDIDA PELOS ALUNOS DO INTERNATO DE SAÚDE COLETIVA, DA FACULDADE DA SAÚDE E ECOLOGIA HUMANA, VESPASIANO, MINAS GERAIS

 

 

AUTORES: Ana Amélia Ramalho Claudino e Batista

CO-AUTOR(ES): Nathália Paiva Paes Campos, Rodrigo Ribeiro Credidio, Walter Ariel Perez Lozada e Aristides José Vieira Carvalho

INSTITUIÇÃO: Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (FASEH)

 

 

Introdução: O Internato de Saúde Coletiva é disciplina obrigatória oferecida pela Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (FASEH) no 12º período da graduação de medicina. São disponibilizadas 10 cidades para distribuição dos acadêmicos nos arredores da região de Viçosa, além de Vespasiano .O estudo em questão envolve este município. As atividades realizadas referem-se a atendimento domiciliar e ambulatorial de moradores locais sob supervisão médica durante período de três meses e carga horária semanal de 40 horas. Objetivos: Analisar a demanda ambulatorial e domiciliar atendida pelos alunos do Internato de Saúde Coletiva. Materiais e Métodos: A população estudada refere-se a moradores do bairro Nova Pampulha, Vespasiano, sem restrições quanto ao sexo ou idade. O período adotado consta os meses de abril a junho de 2009. Os atendimentos realizaram-se de segunda a sexta-feira, exceto feriados, junto à Equipe de Saúde da Família, sendo os alunos supervisionados pelo médico do serviço e orientados por docente da FASEH. Resultados: Foram atendidos 389 pacientes: 159 do sexo masculino e 220 feminino. Predominou a faixa etária de 19 aos 59 anos e 11 meses. As queixas predominantes atendidas referiram-se às Infecções de Vias Aéreas Superiores (IVAS), totalizando 171 (44%) seguida das dermatológicas, 155 (40%). O total de encaminhamentos realizados foi de 31 (7%), com predominância nas especialidades de oftalmologia e serviço de urgência (Pronto atendimento). Fez-se 14 pequenas cirurgias (3%), predominantemente exérese de fibromas moles. A resolubilidade, em relação aos casos atendidos, sem necessidade de encaminhamentos, foi de 92%. Conclusão: Houve um número expressivo de atendimentos, com boa resolubilidade. Cabe destacar que o serviço de pequenas cirurgias foi uma inovação, que iniciou-se com a chegada do Internato de Saúde Coletiva. As atividades desenvolvidas pelos alunos contribuíram para a identificação das principais demandas, quais sejam de pacientes do sexo feminino, adultos que, em sua maioria, no período do estudo apresentavam quadro de IVAS. A presença do Internato de Saúde Coletiva na Unidade de Saúde tem sido avaliada como positiva e como oportunidade de levantamentos e pesquisas para contribuírem para formação acadêmica e melhor atendimento à população.

 

 

 


 

 

ASSOCIAÇÃO ENTRE O DESEMPENHO TEÓRICO E PRÁTICO PELA METODOLOGIA MINI-CEX EM ACADÊMICOS DA DISCIPLINA DE SEMIOLOGIA OBSTÉTRICA DA FACULDADE DE MEDICINA DA UFMG

 

 

AUTOR(A): Zilma Silveira Nogueira Reis

CO-AUTOR(ES): Patrícia Gonçalves, Gabriel Osanan, Eura Martins Lage, Sarah Freitas, Regina Amélia Lopes Pessoa Aguiar

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Minas Gerais

 

 

Objetivo: Avaliar a concordância entre desempenho teórico do estudante com aquele exigido em habilidades para o atendimento básico à gestante, na disciplina de Semiologia Obstétrica (GOB002). Metodologia: em um projeto piloto, foram envolvidos 74 alunos da disciplina GOB002 do 8º período do curso de medicina, no primeiro semestre de 2009. A avaliação aconteceu no meio do curso e tinha como objetivo avaliar e estimular a aquisição de habilidades no atendimento à gestante. O curso inclui 54 horas de prática em pré-natal de risco habitual e 14 horas de aulas teóricas. A relação professor aluno é de no máximo 1:10. O desempenho teórico foi medido através de prova com questões semi-abertas e para avaliação de habilidades e atitudes foi empregada a metodologia MINICEX (mini exercício clínico), ambos com pontuação máxima de valor 10. O desempenho na avaliação teórica foi comparado ao da avaliação de habilidades pelo teste de médias pareado e a associação entre eles foi pesquisada por analise de regressão. Resultados: O desempenho dos estudantes na prova teórica variou de 6,1 a 10,0 pontos, com média 8,8±1,0, enquanto que na avaliação prática variou de 7,0 a 10,0, com média significativamente superior (9,3±0,9, p=0,001). A pontuação na avaliação teórica não se correlacionou à pontuação da avaliação prática (r=0,11, p-valor: 0,42). Conclusões: O desempenho teórico não se correlacionou com o da prática  em semiologia obstétrica, neste grupo, refletindo aprendizados distintos.

 

 

 

 

 


 

A INCLUSÃO SOCIAL DAS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA: UMA FORMA DE PROPORCIONAR SAÚDE

 

AUTOR(A): Bernardo Pinto Coelho Keuffer Mendonça

CO-AUTOR(ES): Letícia Gomes Barcelos; Lívia Caetano Vasques; Mariana Fajardo de Oliveira e Vanessa Nogueira de Paiva

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal de Ouro Preto

 

 

Introdução: Segundo a Declaração de Alma Ata, “saúde é definida como um completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente como a ausência de doença, sendo um direito humano fundamental” (1). Assim, a inclusão social de portadores de deficiência é importante para promover a saúde e sua implantação é dificultada pela falta de conhecimento, que gera rejeição, preconceito e superproteção (2). Objetivos: Demonstrar que a inclusão social de pessoas portadoras de deficiência é fundamental para garantir-lhes o bem-estar e, conseqüentemente, proporcionar saúde. Além disso, analisar como diferentes setores da sociedade, em especial as instituições especializadas, interagem para proporcionar inclusão social e qualidade de vida para portadores de deficiência. Métodos: Foram realizadas visitas, no primeiro semestre de 2009, às instituições filantrópicas APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e Comunidade Figueira na cidade de Mariana-MG, nas quais os alunos entrevistaram funcionários e conversaram com freqüentadores, a fim de realizar um diagnóstico das atividades cotidianas das instituições e, através de pesquisas posteriores, determinar de que forma elas contribuem para a inclusão social de portadores de deficiência. Resultados: Foi observado que há uma falha na interação das famílias com as instituições educacionais visitadas, o que resulta em dificuldades no processo de inclusão social dos portadores de deficiência, uma vez que, sem o apoio efetivo das famílias, as instituições não conseguem alcançar seu objetivo primordial que é a completa inclusão social dos portadores. Foi observado também, que essa falha deve-se, em grande parte, à falta de esclarecimento das famílias acerca de como cada deficiência deve ser entendida e tratada. Conclusão: Há pouca ou nenhuma interação entre as instituições filantrópicas avaliadas, e destas com o Sistema Único de Saúde. Além disso, o pouco comprometimento das famílias prejudica o desenvolvimento das atividades (3), apesar do elevado grau de satisfação dos freqüentadores dessas instituições.