III CONGRESSO MINEIRO DE EDUCAÇÃO MÉDICA

Belo Horizonte – 14 a 16 de agosto de 2009

 

 

 

 

 

 

 

RELATORIA

III Congresso Mineiro de Educação Médica

 

 

 

 

REVENDO A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO MÉDICA NO CONTEXTO DA SAÚDE PÚBLICA

Formamos o médico de que o Brasil necessita?

 

 

 

Organização:

                                                                                                  ABEM – Regional Minas Gerais

                                                                                                  DENEM – Coordenação Regional SE-2

                                                                                                  UNIFENAS – BH

                                                                                                  FASEH

                                                                                                  FM - UFMG

 

 

- Programação do III COMEM –

             

SEXTA-FEIRA, 14/08/2009

HORÁRIO

AUDITÓRIO

SALA 1

SALA 2

SALA 3

20:30 - 22:00

Abertura Solene

Do PROMED ao PET-Saúde – o que mudou nas escolas médicas brasileiras?

Prof. Francisco Campos – SGETS - Ministério da Saúde

 

 

 

22:00

COQUETEL (Banda Urucum na Cara)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SÁBADO, 15/08/2009

HORÁRIO

AUDITÓRIO

SALA 1

SALA 2

SALA 3

 

 

08:00 - 09:00

 

Desafios e inovações no ensino da APS

 

Mesa Redonda

Profª Palmira Bonolo (UFOP)

Prof. Marcelo Sechinato (FMIt)

Profª Hérica S. A. Teixeira (FASEH)

 

Ligas Acadêmicas

 

Roda de Conversa

Ac. Paula Dayanne (UNIFENAS–BH)

Ac. Walter Perez (FASEH)

Ac. Camila Isoni (FCMMG)

Ac. Eliseu Barros (FCMMG)

Ac. Marcelo G. de Almeida (UFMG)

 

 

Resistência docente-discente à APS

Como superar?

 

Oficina

Profª Cláudia Lindgren (UFMG)

Profª Maria Isabel B. M Saúde (UFTM)

Ac. João Bonim (UFJF)

OFICINA

Avaliação de Desempenho Clínico do estudante de medicina

 

1° DIA

 

Profª Eliana Amaral (UNICAMP)

Prof. Valdes Bolella (UNICID)

OFICINA

Teste de Progresso

 

1° DIA

 

Profª Angélica Maria Bicudo Zeferino (UNICAMP)

Profª Nelcy Neves Ramos (UNIFENAS-BH)

Prof. Alexandre Sampaio Moura (UNIFENAS-BH)

 

09:00 - 10:00

10:00 - 11:00

Internato Médico

 

Oficina Regional da ABEM

Profª Oscarina (UFJF)

Ac. Janaíne Camargo (UFTM/ABEM)

Ac. Stênio Duarte (UNICAMP/DENEM)

 

11:00 - 12:00

12:00 - 13:30

ALMOÇO

13:30 - 15:45

Apresentação de trabalhos e troca de experiências

15:45 - 16:00

 

16:00 - 18:00

Abertura e Reconhecimento de Escolas Médicas em Minas - Panorama atual

 

Mesa Redonda

Prof. Geraldo Brasileiro Filho (UFMG/MEC)

Ac.José Gustavo Sobreira(UFJF/ABEM-MG)

Ac. Ramon Rawache (UFC/DENEM)

Ensino de Urgência e Emergência na Graduação

 

Roda de Conversa

Prof. Paulo Carreiro(UNIFENAS-BH)

Prof. Leonardo Bordoni (FASEH)

Prof. Frederico Bruzzi (SUPREMA)

Ac. Jamerson Izidoro (UNIFENAS-BH)

 

Saúde Ambiental na formação

 

Roda de Conversa

Prof. Apollo Hering (UFMG)

Ac. Matheus Carvalho(UNIFENAS-BH)

Ac. José Medeiros Filho

(UFRN/ABEM/DENEM)

 

18:00 –

19:30

 

Auditório

Diálogo entre Movimento Estudantil e Universidade: o respeito na relação

 

Roda de Conversa

Profª Heloísa Starling (UFMG)

Ac. Thiago Lazaroni (UNIFENAS-BH)

Ac. Bernardo Vieira (UFSJ/DENEM)

 

Sala 1

Panorama da Residência Médica em Minas Gerais

 

Mesa Redonda

Profª Gláucia Cadar de Freitas Abreu (CEREM-MG / UNIFENAS-BH)

Fernando Henrique Silva Amorim (Residente MFC – HOB)

21:00

Show Medicina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DOMINGO, 16/07/2009

HORÁRIO

AUDITÓRIO

SALA 1

SALA 2

SALA 3

08:00 - 09:00

PEP - Programa de Educação Permanente para Profissionais de Saúde de MG

 

Conferência

Prof. João Batista (UNIMONTES/SES)

 

Profissionalização: A Busca pela Ética, Humanização e Competência Médica

 

Profª Rosa Malena (UNIFENAS-BH)

Prof. Luis Otávio Savassi Rocha (UFMG)

Prof. José Maurício Carvalho Lemos (UFMG / ABEM)

Dr. Hermann A. V. von Tiesenhausen (CRM-MG)

Ac. Carolina Ferreira (FASEH)

OFICINA

Avaliação de Desempenho Clínico do estudante de medicina

 

2° DIA

 

Profª Eliana Amaral (UNICAMP)

Prof. Valdes Bolella (UNICID)

OFICINA 1

Teste de Progresso

 

2° DIA

 

Profª Angélica Maria Bicudo Zeferino (UNICAMP)

Profª Nelcy Neves Ramos (UNIFENAS-BH)

Prof. Alexandre Sampaio Moura (UNIFENAS-BH)

 

09:00 - 10:00

10:00 -

12:00

Parceria Universidade – SUS: Desafios na Institucionalização

Mesa Redonda

Drª Sônia Gesteira (SMSA-BH)

Prof. Celso Matias (UFJF)

Ac. Nicole G. Dias Carneiro (UFU)

12:00 – 13:00

ALMOÇO

13:00 – 14:30

Apresentação de trabalhos e troca de experiências

14:30 – 16:00

O currículo nas escolas médicas de Minas – Uma troca de experiências sobre problemas e alternativas

 

Oficina

Profª Rosuita Fratari Bonito (UFU/ABEM-MG)

Prof. Celso Matias (UFJF)

Ac. Rafael Leite Nunes (UFTM/DENEM)

Ac. Everson Gomes (UNIFENAS-BH)

 

Avaliação do estudante: Como, quando e por quê? Experiências e Propostas regionais para problemas globais

 

Mesa redonda

Profª Fabiana Alves Nunes (UNIFENAS-BH)

Ac. Leonardo Ferreira (FASEH)

Ac. Giovanna Tucille Comes

 

16:15 – 17:00

REUNIÃO REGIONAL ABEM-MG

 

 

 

17:00 – 19:00

PLENÁRIA FINAL E ENCERRAMENTO

 

 

 

 

 


- Oficina Regional Internato –

 

Relator Responsável:

Luiza Lessa B. Diniz

Nome da Atividade:

Internato Médico

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc):

Oficina Regional da ABEM

Palestrantes:

- Prof.ª Rosa Malena Delbone de Faria (UNIFENAS-BH/ABEM-MG)

- Ac. Janaíne Aline Camargo de Oliveira (UFTM/ABEM-MG)

Número de Participantes:

30

Resumo das falas e debate:

     A acadêmica Janaíne iniciou a oficina apresentando o Projeto da ABEM “Contribuição para a formação de médicos de acordo com as necessidades da sociedade” e seus quatro eixos:

  • Atenção básica, cujo objetivo é formular modelos de contrato universidade-serviço
  • Avaliação do estudante, que objetiva formular um bom instrumento de avaliação
  • Internato, que visa elaborar propostas de diretrizes curriculares para o internato
  • Formação geral do médico, com proposta para todas as etapas da formação do médico.

     Em seguida, foi explicada a metodologia de trabalho e os objetivos da oficina. A princípio, foi proposto que cada escola médica presente respondesse objetivamente às seguintes questões:

  • Qual a duração do internato?
  • Quais são as áreas do internato?
  • Qual o porcentual do internato em relação ao cenário de prática?
  • Qual o principal problema enfrentado no internato?

Segue-se a situação de cada escola presente:

  • UNIFENAS – Alfenas: Internato com duração de 2 anos, com 5 áreas mais estágio em trauma, carga horária que prioriza APS e o principal problema é que o número de leitos não é suficiente para as necessidades dos esudantes.
  • UFJF: Internato de 1 ano e meio, com estágios nas cinco grandes áreas, de predomínio hospitalar (80%). A principal dificuldade tem sido a falta de cenários de prática, tanto hospitalares quanto na APS, por existirem três escolas médicas na cidade, que concorrem pelos cenários.
  • UFOP: Ainda não há turmas cursando o internato, contudo, a previsão é de que o estágio tenha duração de 1 ano e meio, com atividades nas cinco grandes áreas, além de estágio em urgência e emergência. Tem sido articulados conveniamentos com hospitais da região.
  • UFSJ: Como o curso tem apenas dois anos, o internato ainda não ocorre. A previsão é de que o internato tenha duração de 2 anos, seja dividido em cinco grandes áreas, além de estágio em trauma e internato rural. Há boa distribuição de atividades em APS, mesmo porque o currículo foi construído de modo a contemplar a longitudinalidade do aprendizado em atenção primária. O projeto é de que seja construído hospital universitário em parceria com a prefeitura de Divinópolis.
  • UFU: Internato com duração de 1 ano e meio, sendo dividido em “internato hospitalar”, com duração de 2 semestres e composto das áreas de clinica médica, clínica cirúrgica, pediatria e ginecologia, e em “externato”, que aborda APS, trauma, cuidados paliativos e porta de entrada,  com duração de 1 semestre. Como problema, destaca-se a concentração no espaço hospitalar.
  • UNIFENAS – BH: Internato de 2 anos, sendo 1 ano de serviço hospitalar e ambulatorial e 1 ano em saúde integral e saúde materno-infantil, havendo priorização da APS. Há dificuldade logística e de adequação de cenários de práticas em APS. Em Belo Horizonte, existem 147 UBS e 516 PSF, mas há 5 escolas médicas.Há, também, dificuldade em encontrar profissional com perfil para preceptoria em APS.
  • UFTM: Internato de 2 anos, com distribuição entre as cinco grandes áreas, com predomínio hospitalar e nível secundário, contudo, há atividades em APS dentro dos estágios, sobretudo na Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia e Medicina Geral e Comunitária. O principal problema são as dificuldades com supervisão e preceptoria, sobretudo na APS.

Na sequência, a Professora Rosa Malena ponderou sobre a importância da construção de um internato estritamente prático, com ênfase na APS.

No segundo momento da oficina, as mediadoras solicitaram aos participantes que se dividissem em 5 grupos, um para cada grande área, para que fossem trabalhados os objetivos de aprendizagem do internato, voltados para as diferentes habilidades (cognitiva, psicomotora, afetiva), e as estratégias que devem ser utilizadas para se alcançar tais objetivos em relação à cenários de práticas utilizados, metodologia de ensino e avaliação. Segue-se o produto dos grupos:

  • Saúde coletiva: O internato deve objetivar aproximar o acadêmico da realidade do serviço e da saúde, utilizando-se da ferramenta da APS e MFC; buscar que os acadêmicos valorizem a inserção da APS de modo adequado na rede SUS e aprendam a interagir esse nível de atenção adequadamente com o nível secundário; permitir que o estudante seja capaz de abordar o paciente, sua família e comunidade; permitir a compreensão do sistema de referência e contra-referência e capacitar em medicina do trabalho. Salientou-se que o estágio em PSF deve ter duração mínima de 6 meses e ser o último estágio, pois exige conhecimentos prévios de todas as áreas. Como cenários de práticas, o ideal seriam cenários primário e secundário, que permitam a atenção integral. A dificuldade se encontra em ter preceptores com perfil adequado, além da logística. Como métodos de avaliação, foram destacadas a avaliação comportamental, o portfólio e avaliação cognitiva.

 

  • Clínica médica: O estágio deve permitir que o estudante aprenda a diagnosticar e correlacionar enfermidades, realize método clínico adequado, desenvolva raciocínio clínico aguçado, ganhe autonomia no cuidado do paciente, seja capaz de promover cuidado integral ao paciente, estabeleça relação médico-paciente adequada, seja capaz de trabalhar em equipe multiprofissional. Coloca-se que o interno deve ser capaz de realizar anamnese e exame físico adequados e saber realizar alguns procedimentos específicos, como punção lombar, aceso venoso, acesso central e paracentese. Como cenários ideais, destacam-se ambulatório clínico, enfermaria e ambiente hospitalar, todos com supervisão adequada. Como estratégias, é preciso investir em qualificação docente e em avaliação, que deve ser longitudinal e abordar a avaliação de habilidades.

 

  • Materno-infantil

Objetivos

Cenário

Avaliação

Diagnosticar doenças e fatores de risco das gestantes, que impliquem maior morbidade materno-infantil

Domiciliar, ambulatorial e hospitalar

Cognitiva e prática, desenvolvida de modo longitudinal, para todos os objtivos.

Diagnosticar e conduzir trabalho de parto normal e complicado

Hospitalar

 

Prestar os primeiros cuidados ao recém-nascido em sala de parto

Hospitalar

 

Identificar o RN de risco

Domiciliar, ambulatorial e hospitalar

 

Estabelecer vínculo com mãe-filho (empatia, confiança, respeito, comunicação)

Domiciliar, ambulatorial e hospitalar

 

Diagnosticar as principais complicações do puerpério

Domiciliar, ambulatorial e hospitalar

 

Orientar a puérpera no auto-cuidado, no do neonato e a família.

Domiciliar, ambulatorial e hospitalar

 

Identificar criança gravemente enferma

Domiciliar, ambulatorial e hospitalar

 

Identificar e tratar as doenças mais comuns da pediatria

Domiciliar, ambulatorial e hospitalar

 

Aprimorar e adquirir segurança para o exame físico da gestante e RN/criança

Domiciliar, ambulatorial e hospitalar

 

Aprimorar as habilidades de comunicação mãe-filho, adequada às diversas faixas etárias.

Domiciliar, ambulatorial e hospitalar

 

 

  • Clínica cirúrgica:

 

 

Objetivos

Cenário

Avaliação

Conhecimento teórico e prático para abordagem e condução do trauma

Pronto socorro + aulas teórico-práticas

Prova teórico-prática + prova prática com feedback + avaliação comportamental por residente e preceptor

Domínio e habilidade para realização de procedimentos primários, como sutura, curativo, aplicação de injeções, acesso venoso periférico

UPA, UBS, Enfermaria cirúrgica e Pronto socorro

Prova teórico-prática + prova prática com feedback + avaliação comportamental por residente e preceptor

Habilidade para solicitar e interpretar exames laboratoriais e de imagem na área

Aulas teórico-práticas, estudo de casos e supervisão em atendimento nos diferentes níveis de atenção

Prova teórico-prática

Ser capaz de obter acesso venoso central

Aulas teórico-práticas, uso de manequins, supervisão em enfermaria e PS

Prova teórico-prática + prova prática com feedback + avaliação comportamental por residente e preceptor

Ser capaz de realizar drenagem de tórax

Aulas teórico-práticas, uso de manequins, supervisão em enfermaria e PS

Prova teórico-prática + prova prática com feedback + avaliação comportamental por residente e preceptor

Ser capaz de diagnosticar e intervir nos casos e intercorrências mais prevalentes na clínica cirúrgica

UPA, UBS, Enfermaria cirúrgica e Pronto socorro

Prova teórico-prática + prova prática com feedback + avaliação comportamental por residente e preceptor

Acompanhar cirurgias das diferentes áreas, além de ser capaz de realizar instrumentação e auxiliar

Hospitalar / Bloco cirúrgico

Avaliação in loco no cenário de prática, por preceptor e/ou residente

Conhecimento para realização de pequenas cirurgias (ponto polêmico)

Hospitalar / Bloco cirúrgico

Avaliação in loco no cenário de prática, por preceptor e/ou residente

 

     Na sequência, o produto os grupos foi socializado e a regional julgou que seria interessante aprofundar a discussão sobre internato em um grupo de trabalho da regional e observou-se a necessidade de discutir sobre avaliação, inclusive pensando na realização do teste do progresso em Minas Gerais.

Encaminhamentos:    Criação de um grupo de trabalho sobre internato dentro da regional Minas Gerais da ABEM.

 

- Parceria Universidade – SUS: desafios na institucionalização

Relator Responsável:

Paulo Haruo Yano Junior

Nome da Atividade:

Parceria Universidade – SUS: desafios na institucionalização

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc):

Mesa redonda

Palestrantes:

- Drª Sônia Gesteira (SMSA-BH)

- Prof. Celso Matias (UFJF)

- Ac. Nicole G. Dias Carneiro (UFU)

Número de Participantes: 30

Resumo das falas e debate:

    A doutora Sônia iniciou explanando a respeito do SUS e ressaltando sua importância na formação dos profissionais de saúde. Colocou o exemplo das escolas de Belo Horizonte, que estão inseridas na rede SUS, mas têm dificuldades com a resistência dos acadêmicos, sobretudo perante a necessidade de deslocamento para os centros de saúde.

    A acadêmica Nicole ponderou sobre a importância da parceria para fortalecer a rede SUS, redirecionar o ensino, formar recursos humanos, promover a integração entre profissionais e qualificar a assistência. Como desafios, é preciso ampliar o diálogo, formalizar as parcerias, compartilhar as responsabilidades e o planejamento e agregar mais parceiros. O grande desafio é trazer a educação popular para dentro da universidade.

    O professor Celso Matias falou a respeito da distância que existia entre a saúde pública e o ensino no curso de medicina da UFJF antes da reforma curricular, que foi consolidada com importante participação estudantil.

Encaminhamentos:  Não houve encaminhamentos.

 

- PEP-

Relator Responsável:

Paulo Haruo Yano Junior

Nome da Atividade:

PEP - Programa de Educação Permanente para Profissionais de Saúde de Minas Gerais

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc):

Conferência

Palestrantes:

- João Batista (UNIMONTES)

Número de Participantes:

30

Resumo das falas e debate:

    João Batista introduziu a temática do PEP colocando que o Programa foi concebido após ampla pesquisa na literatura e se aplica à graduação e à residência, como forma de movimento pelo estudo permanente. Colocou que o PEP é focado para qualificar o cuidado e seu modelo teórico é pautado na intervenção educacional para lidar com a heterogeneidade. Os objetivos estão relacionados com o desempenho de serviço, romper o isolamento profissional.

    O PEP é executado em parceria com as escolas, o ministério da saúde e a Sociedade Mineira de Medicina de Família e Comunidade. A estrutura básica do PEP é o GAP, aprendizado a longo prazo, que se desenvolve em 4 eixos de habilidade: PAP, CAPP, treinamento em serviço e módulo de capacitação (aprendizagem cognitiva). O PEP possui atividades presenciais com supervisão docente das faculdades em parceria. A sede do GAP é o município e o profissional deve se dedicar 80 horas/ano para o PEP.

    Como conclusões da fala, o professor João Batista colocou que o PEP é uma proposta educacional inovadora, de baixo custo, com potencial efetividade para as mudanças na prática, que é aplicável a grupos profissionais de outras categorias e que pode ser estendido à cada equipe saúde da família com custo marginal básico.

Encaminhamentos:  Não houve encaminhamentos.

 

- Resistência docente-discente à APS: Como superar? -

Relator Responsável:

Bianca Wilke Carvalho

Nome da Atividade:

Resistência docente-discente à APS: Como superar?

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc):

Oficina

Palestrantes:

- Prof.ª Maria Isabel Borges Moreira Saúde (UFTM)

- Ac. João Eliton Bonin (UFJF/DENEM)

Número de Participantes: 11

Resumo das falas e debate:

    Devido à presença de poucos discentes e à ausência da Prof.ª Cláudia (UFMG), alterou-se a conformação da oficina para uma roda de discussão.

    A Prof.ª Maria Isabel discorreu sobre a implantação da APS e a elevação de egos que isso gerou. Destacou as mudanças curriculares que a APS trouxe para todos os acadêmicos de Medicina. Frisou também que o público atendido pela APS manteve-se o mesmo antecedente à implantação. Apontou, como parte do corpo docente, o pré-conceito existente com os seus e o agravamento desse com a chegada da APS e PSF. Justificou com a falta de estrutura mínima para o atendimento médico. Acrescentou ainda que os livros de medicina trazem muito sobre a APS, mas não dizem nada sobre as dificuldades de abordagem do médico. Complementou afirmando que “Os movimentos de mudança sugiram, principalmente, através do MEC e Ministério da Saúde, a partir do Pró-Saúde e do PET-Saúde, cuja grande estratégia é criar um desconforto aos docentes, para que seja retomada a reforma curricular”.

    O Ac. João Bonin frisou que o pré-conceito dos docentes acaba sendo passado como exemplo aos discentes. Relatou ainda que os médicos recém-formados utilizam o PSF e APS apenas como fonte rápida de renda, não se entregando, de fato, ao exercício da MFC.

    Durante o debate, um aluno da UFJF, relatou a distância existente entre a teoria e a prática da disciplina de pratica médica na comunidade. “Prática resolvida por telefone”, disse. Profª Mônica (UNIFENAS-BH) relatou a experiência de sua escola com o PBL e afirmou que a situação é contrária a dos alunos da UFJF. Aluno da UFSJ ressaltou a falta de professores de MFC, sobretudo por existir o pré-requisito de mestrado e doutorado nas federais. Foi colocado que o acadêmico poderia aprender muito com um professor com mestrado e com experiência na área.

Encaminhamentos

Como encaminhamentos, o grupo elencou a necessidade de:

- Mais segurança no sistema de saúde da periferia;

- Contribuição da universidade para melhoria da APS;

- Maior consideração da experiência profissional e capacitação de preceptores;

- Melhores critérios para avaliação;

- Maior aproximação entre teoria e prática;

- Regulação das vagas de residência médica pelo governo, para que respondam às reais necessidades da sociedade;

- Incentivar a atuação dos conselhos de saúde como canais de vocalização e discussão das necessidades sociais.

 


- Avaliação do estudante: quando, como e por que? -

 

Relator Responsável: Luiz Paulo Nunes Ferreira Tomaz

Nome da Atividade:

Avaliação do Estudante: como, quando e por quê? – Experiências e propostas regionais para problemas globais

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc): Mesa redonda

Palestrantes:

- Prof.ª Fabiana Alves Nunes (UNIFENAS – BH)

- Ac. José Gustavo Sobreira de Oliveira (UFJF/ABEM – MG)

- Ac. Leonardo Mansur (FASEH)

Número de Participantes: 10

Resumo das falas e debate:

A Prof.ª Fabiana Alves explanou sobre o tema Avaliação do Estudante pontuando conceitos objetivos e subjetivos. Foi colocado que avaliar é diagnosticar e intervir na prática, além do julgamento e da resolutividade. Outro ponto ressaltado foram as Diretrizes Curriculares, que adéquam a maneira de atuação e formação, respectivamente, do médico e do estudante. Em sua fala, a professora também abordou a pirâmide de Müller e destacou as áreas complementares do aprendizado, o domínio psicomotor, representado pelo comportamento, e o domínio cognitivo, expresso pelo conhecimento. Fabiana também lembrou os critérios avaliativos diagnóstico, somativo e formativo.

Os acadêmicos José Gustavo e Leonardo complementaram a explanação voltando a destacar os conceitos de avaliação e ressaltaram que a avaliação deve ser dinâmica e ter feedback. Também colocaram a importância da avaliação institucional.

Na discussão, foram citados métodos inovadores como a avaliação de pares, avaliação 360º e avaliação 180º.

Encaminhamentos: 

Não houve encaminhamentos.

 

- Avaliação de desempenho clínico do estudante de medicina -

Relator Responsável: Vivian de Souza Pataro Teixeira (1º dia) e Thomás Luiz Santos (2º dia)

Nome da Atividade: Avaliação de desempenho clínico do estudante de medicina

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc): Oficina

Palestrantes:

- Prof.ª Eliana Amaral (UNICAMP)

- Prof. Valdes Bolella (UNICID)

Número de Participantes: 11 (1º dia) e 9 (2º dia)

Resumo dos dois dias de atividade:

     A oficina se iniciou com a apresentação dos participantes e discussão sobre suas expectativas em relação ao desempenho clínico.

    Na apresentação inicial, foi ressaltada a importância do feedback do professor para o aluno. Foi sugerido durante a apresentação que o currículo deve definir os métodos apropriados de avaliação do aprendizado do estudante e que ele deve ser construído com base nos objetivos de aprendizagem que se quer alcançar. Nas diretrizes curriculares, foi sugerido que o aluno deve ter competência de atenção a saúde, tomada de decisões, administração e gerenciamento, aprendizagem baseada na prática, comunicação e ética profissional. O modelo curricular deve, além de formar um médico competente, dar atenção para a qualidade do que é oferecido para melhorar o cuidado às pessoas que serão atendidas. Também foi citado que a avaliação facilita o aprendizado, guia as atividades docentes, orienta o desenvolvimento curricular, responde às responsabilidades dos estudantes, instituição e sociedade: aprovando, classificando e certificando. O desempenho clínico deve ser olhado sobre diferentes aspectos: atitudes, hábitos, habilidades, conhecimentos. Quanto ao programa de avaliação, foi discutido que ele deve ter validade, confiabilidade, viabilidade, aceitabilidade, impacto educacional e equidade.

      No segundo dia, o Prof. Valdes iniciou abordagem do tema feedback. Segundo ele, este só será efetivo se o estudante tiver a oportunidade de praticar o novo conhecimento adquirido sobre o seu comportamento. Relatou que o feedback produz aprendizado reflexivo, portando, estimulando a metacognição. Ressaltou que o feedback será tanto mais efetivo quanto mais próximo ao evento avaliado, mesmo que o feedback seja curto, ainda sim é efetivo. O comentário deve limitar-se ao comportamento observado, ao fato atual, sem julgamentos pessoais, devendo ser estimulante.  Informou que o feedback pode gerar também um comportamento defensivo  quando for dirigido para a personalidade do indivíduo, quando se tenta convencer com argumentos, quando não se é claro nem honesto e quando não se considera as emoções e limites da outra pessoa. Para que o feedback seja efetivo, o professor devei iniciar pedindo a auto-avaliação do estudante, mostrar ao aluno aquilo que ele fez bem, comentar o que poderia ter feito melhor, como poderia ter feito melhor e confirmar a compreensão do aluno.

      A Prof.ª Eliana Amaral falou a respeito de algumas formas de avaliação. Inicialmente, ela colocou que o aprendizado é composto do saber, do saber como, da demonstração e do saber fazer e, em cada fase desse aprendizado, cabem diferentes formas de avaliação. Comentou a respeito da metodologia de avaliação OSCE, na qual alunos vivenciam situações clínicas simuladas em 10 a 20 estações de 5 a 8 minutos cada. O processo é feito de modo igualitária para todos os estudantes. Refere que é uma metodologia trabalhosa, que exige apoio da instituição, diretoria, docentes e funcionários. É necessário definir as competências que se deseja avaliar, identificar todo o material necessário para a atividade e elaborar um check-list que será utilizado pelos avaliadores. Houve a discussão sobre a possibilidade de uso de pacientes reais nestas provas, mas a questão esbarra em preceitos éticos.

     Relatou que a metodologia que envolve nota de conceito, ainda muito utilizada, pode sofrer o efeito de “halo” (boa impressão) quando o avaliador já conhece o aluno, pois essa nota se baseia na percepção sobre o desempenho (observação direta). Para sanar esse viés, a nota de conceito deve ser dada baseada em critérios explicados e por vários docentes.

    Abordou também a questão das provas teóricas que devem ser compostas por questões de múltipla escolha ou dissertativas, tendo alta validade e confiabilidade, mas para avaliar o conhecimento.

    Discorreu, também, a respeito do MINI-CEX, o qual utiliza escala global de pontuação, inclui um feedback de 5 minutos e promove avaliação longitudinal já que são realizadas, no mínimo, 4 avaliações por estudante, por diferentes avaliadores (docente, médicos e residentes). O tempo de observação do avaliador sobre a consulta deve durar no máximo 15 minutos.

    Também abordou a importância do portfólio como aprendizado reflexivo e o teste do progresso individual como auto-avaliação e contribuição para as faculdades quanto às necessidades de adaptação do currículo.                                                                                                                                                                                         

Encaminhamentos

    Foi concluído que é necessário não só segurar o conhecimento essencial, mas também ajudar o aluno a desenvolver o raciocínio clínico. É importante focar no feedback entre professor e aluno.

 

- Teste do Progresso -

Relator Responsável:

Poliana Bergamaschine Giovani

Nome da Atividade:

Teste de Progresso

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc):

Oficina

Palestrantes:

- Prof.ª Angélica Maria Bicudo Zeferino (UNICAMP)

- Profª Nelcy Neves Ramos (UNIFENAS-BH)

- Prof. Alexandre Sampaio Moura (UNIFENAS-BH)

Número de Participantes: 4

Resumo das falas e debate:

    A professora Angélica discorreu a respeito do Teste do Progresso, metodologia avaliativa que envolve uma prova de 120 questões de múltila escolha com 4 horas de duração que é aplicada a todos os alunos dos cursos de medicina das faculdades credenciadas (total de nove) anualmente e que aborda 6 áreas temáticas: ginecologia e obstetrícia, saúde pública, clínica cirúrgica, pediatria, clínica médica e saúde básica. Após a prova, o aluno recebe um caderno de respostas com comentários e conceitos. Há seis questões que são repetidas todos os anos, para que se avalie a evolução dos alunos. A impressão da prova e as análises estatísticas são feitas por uma empresa terceirizada. As provas dos alunos que as entregaram com menos de 2 horas de realização da prova não são corrigidas. O teste não é obrigatório, mas consta no calendário das instituições participantes e, em alguns locais, como na UNICAMP, é item de pontuação nas provas de residência. Em sua fala, a professora Angélica também apresentou o relatório do “Fórum de avaliação de ensino e aprendizagem” e relatou a experiência da UNICAMP em avaliação, instituição na qual os docentes são capacitados para elaboração de provas.

    A professora Nelcy falou a respeito do sistema de avaliação da UNIFENAS-BH e propôs que o teste de progresso seja implantado nas escolas mineiras. Para tanto, sugeriu agendamento de uma reunião entre as escolas.

    O professor Alexandre também comentou sobre o sistema de avaliação da UNIFENAS-BH e sugeriu que a ABEM assumisse o papel de articular as escolas mineiras para a realização do teste. O professor ainda questionou se a avaliação deve ser anual ou semestral.

    A professora Rosuita (UFU), coordenadora docente da ABEM-MG, foi convidada a participar da oficina e considerou muito interessante a idéia da realização do teste em Minas Gerais, não só entre as escolas credenciadas à ABEM, mas entre todas as escolas do estado. Propôs a realização de uma reunião entre representantes das escolas que tenham governabilidade para decidir a respeito da aplicação do teste do progresso.

Encaminhamentos

- Agendar reunião de representantes das escolas mineiras para setembro, com possível sede em Belo Horizonte.

- Os docentes presentes na reunião irão, informalmente, realizar contatos com as escolas para divulgar a idéia do teste de progresso.

- Produção de carta-convite às escolas para a reunião, a ser repassada para a Prof.ª Rosuita.

- A Professora Angélica se dispôs à auxiliar o movimento no que for necessário.

 


-O currículo nas escolas de Minas Gerais-

Relator Responsável:

Pierre Luis Duarte Silva

Nome da Atividade:

O currículo nas escolas médicas de Minas – Uma troca de experiências sobre problemas e alternativas

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc):

Oficina

Palestrantes:

- Prof.ª Rosuita Fratari Bonito (UFU/ABEM – MG)

- Prof. Celso Matias (UFJF/SUPREMA)

- Ac. Rafael Leite Nunes (UFTM/DENEM)

- Ac. Everson Gomes (UNIFENAS – BH)

Número de Participantes:

21

Resumo das falas e debate:

     O Prof. Celso Matias iniciou sua fala colocando que na época da ditadura militar, por influência norteamericana, a formação do médico se tornou tecnicista em detrimento da formação humanista. Atualmente, vemos uma retomada na ênfase da formação humanista. O professor destacou que as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) apóiam a tese de formação humanista e defendeu a redução da carga horária de aulas expositivas para que os acadêmicos de medicina tenham mais tempo para estudo individual em livros.

    O acadêmico Rafael levantou uma saudável discussão a cerca do tipo de médico que se deve formar. Foi destacada a importância de se formar médicos generalistas e humanistas. O acadêmico também ressaltou a importância da atenção primária à saúde (APS) na formação.

    A professora Rosuita destacou falhas do método tradicional de ensino como falta de integração teórico-prática, excesso de aulas teóricas e falta de inserção de alunos em projetos de pesquisa e extensão. Em sua fala, a professora destacou a importância da participação estudantil e da força de convencimento e mobilização dos acadêmicos unidos. Também ressaltou a importância do aumento da carga horária do internato hospitalar e da ênfase na APS.

    O acadêmico Everson destacou a importância do método PBL no que concerne à integração teórico-clínica do acadêmico que se forma por esse método em detrimento do método tradicional. O acadêmico expôs sucintamente as bases do método PBL e sua metodologia centrada no aluno. Everson também colocou a reflexão de que o estudante do método tradicional também é, ou deve ser, ativo, pois o aprendizado não se constrói somente com o que é exposto em aula.

     No momento da discussão, a professora Rosuita foi questionada a respeito do PBL e respondeu que, embora não trabalhe com o PBL e não tenha intimidade com o método, pois não é a opção de sua instituição de ensino, considera o PBL interessante sob a ótica de despertar postura ativa no acadêmico ao longo da graduação. A professora Rosa Malena teceu algumas ponderações sobre o PBL e colocou algumas de suas falhas. Também foi discutida a questão de que se deve formar o médico de que o Brasil necessita e, nesse sentido, ressaltou-se a importância de valorizar a APS e o médico de família.

Encaminhamentos: 

Não houve encaminhamentos.

 


- Panorama da Residência Médica em MG -

Relator Responsável: Camillo de Alcântara César

Nome da Atividade: Panorama da Residência Médica em Minas Gerais

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc):Mesa redonda

Palestrantes:

- Profª Gláucia Cadar de Freitas Abreu (CEREM-MG / UNIFENAS-BH)

- Fernando Henrique Silva Amorim (Residente MFC – HOB)

- Ramon Rawache (UFC/DENEM)

Número de Participantes: 20

Resumo das falas e debate:

    A professora Gláucia diferenciou a residência médica, programa credenciado à CNRM/MEC, da especialização, programa não credenciado que permite ao médico prestar a prova de titulação da sociedade de cada especialidade. A CEREM é responsável por vistoriar os programas de residência médica em Minas Gerais regulando os programas de acesso direto / nº de vagas, programas com pré-requisitos, currículo padronizado para as escolas de MG e, atualmente, trazendo a proposta de unificação da prova de residência como um processo seletivo único para Minas Gerais.    O residente Fernando falou sobre as motivações na escolha da residência pelo egresso, a falta de vagas para residência e o modelo de prova que não contempla a formação médica atual de maneira justa.     O acadêmico Ramon ressaltou a necessidade de médicos para a população brasileira segundo a divisão equânime de especialistas de cada área para orientar a busca pela especialização. Falou, também, da desvalorização do internato perante a preparação para a residência.

    Ao longo da discussão, a acadêmica Janaíne (UFTM/ABEM-MG) pontuou a necessidade de o processo seletivo para residência médica se adequar à visão geral da formação do médico, inclusive embasando as mudanças necessárias ao internato médico. Também se destacou a importância da manutenção da prova prática de residência médica, como forma de valorizar as atividades práticas do internato e de conscientizar o acadêmico a respeito da prática médica. A CEREM se colocou contrária à realização da prova prática no processo seletivo unificado por entender que a prática, assim como a entrevista, poderia trazer um viés ao processo seletivo.

Encaminhamentos:  Participação da ABEM – Minas Gerais na CEREM.

- Ligas Acadêmicas -

Relator Responsável: Thiago Lima Sarmento Mendes

Nome da Atividade: Ligas Acadêmicas

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc): Roda de conversa

Palestrantes:

- Ac. Paula Dayanne (UNIFENAS–BH)

- Ac. Walter Perez (FASEH)

- Ac. Camila Isoni (FCMMG)

- Ac. Eliseu Barros (FCMMG)

- Ac. Marcelo G. de Almeida (UFMG)

Número de Participantes: 25

Resumo das falas e debate:

    Os acadêmicos iniciaram com um relato da experiência de cada Liga presente. Marcelo (UFMG) falou a respeito da Liga de Epilepsia. Relatou que a Liga atua em 3 espaços de Belo Horizonte voltados para o tratamento da epilepsia, realiza reuniões cientificas e workshops para debater com o publico. O acadêmico percebe que a Liga está contribuindo para a redução do preconceito em relação à enfermidade.

    O acadêmico Walter (FASEH) colocou que as Ligas tem como  maior beneficio o conhecimento adquirido e, portanto, os participantes devem ser interessados. Ressaltou que as ligas devem receber incentivo da faculdade para seu bom funcionamento. Informou que as Ligas do Trauma da FASEH, FCMMG, UFMG, UNINCOR e UNIFENAS-BH se uniram para realizar um curso de trauma, com o objetivo de divulgar o conhecimento e conscientizar a população a respeito do trauma, que é a maior causa de óbitos e seqüelas em jovens.

    No momento de discussão, foi colocado que o conhecimento básico prévio ajuda o estudante a entrar em uma liga, mas que o principal são interesse e dedicação. Quanto à abertura de ligas, colocou-se que as principais dificuldades para criação e manutenção de uma liga são a falta de interesse dos participantes após o ingresso e a falta de estrutura física para as atividades. Para se criar uma liga, é preciso elaborar o estatuto, escolher um professor para apoiar e se co-responsabilizar pela liga e buscar estrutura dentro da universidade, além de incentivo financeiro. É importante realizar prova para avaliar e selecionar os alunos e, em alguns casos, é preciso excluir participantes.

Encaminhamentos:  Necessidade de maior espaço para discussão sobre ligas acadêmicas nos encontros.

 

- Ensino de urgência e emergência na graduação -

Relator Responsável:

Nome da Atividade: Ensino de urgência e emergência na graduação

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc): Mesa redonda

Palestrantes:

- Prof. Paulo Carreiro (UNIFENAS-BH)

- Prof. Evilázio Teubner Ferreira (UFMG)

Prof. Frederico Bruzzi (SOMITI)

Ac. Jamerson Izidoro (UNIFENAS-BH)

Número de Participantes: 15

Resumo das falas e debate:

    O professor Evilázio iniciou comentando a respeito da evolução em tecnologia e atendimento de urgência e emergência, mas destacou que, ainda assim, há muitos óbitos nos atendimentos de trauma. Para atuar sobre essa questão, coloca que é preciso que a medicina seja competente e que capacite em urgência e emergência. O professor também falou a respeito do elevado custo do trauma, o que faz com que o setor privado não atinja essa demanda. Ressalta a importância da prevenção como alternativa.

    O acadêmico Jamerson falou a respeito da necessidade de as escolas assumirem a responsabilidade de transmitirem aos alunos a importância da prevenção no trauma.

    O professor Frederico ponderou sobre a importância de a formação do médico na área ser realizada dentro do curso de graduação, e não em cursos extra-curriculares, de modo a preparar o acadêmico para atuação em nível de urgência e emergência.

    O espaço terminou com troca de experiência sobre cursos de trauma realizados dentro das escolas e com a afirmação da importância de as escolas se adequarem com manequins para o aprendizado prático dos alunos em trauma.

Encaminhamentos

Não houve encaminhamentos

 

 

- Profissionalização: a busca pela ética, humanização e competência médica -

Relator Responsável: Lidiane Mattos Gonçalves

Nome da Atividade: Profissionalização: a busca pela ética, humanização e competência médica

Categoria (mesa redonda, oficina, roda de conversa, etc): Mesa redonda

Palestrantes:

- Profª Rosa Malena (UNIFENAS-BH)

- Prof. Luis Otávio Savassi Rocha (UFMG)

- Prof. José Maurício Carvalho Lemos (UFMG / ABEM)

- Ac. Carolina Ferreira (FASEH)

Número de Participantes: 30

Resumo das falas e debate:

     A professora Rosa Malena iniciou pontuando o conceito de saúde e doença e colocou que “somos médicos de pessoas e não de doenças” e, desse modo, a atenção deve ser centrada no paciente, na perspectiva biopsicossocial, compartilhamento, relação médico-paciente, aliança terapêutica e a visão do médico como pessoa. A professora também destacou a importância da responsabilidade social do médico, da compreensão da atitude do paciente diante da doença e da vantagem da medicina centrada no paciente, a qual é capaz de aumentar as chances de diagnóstico, de adesão ao tratamento e de redução da ansiedade. Rosa finalizou pontuando a importância do estímulo à auto-reflexão sobre a forma de conduzir o atendimento, visando reforçar a necessidade de capacitação dos profissionais.

     O professor Luis Otávio procurou diferenciar os conceitos de doença e enfermidade exemplificando com a ilustração de “o que o paciente tem quando vai para casa versus o que o paciente tem quando procura o médico”. Destacou a importância da sensibilidade do médico, que deve ser naturalmente sensível e ter a vivência da situação de paciente, além de escutar atentamente e ler nas entrelinhas o que lhe expõe o paciente. Também ressaltou a medicina centrada na pessoa como forma alternativa à “medicina fria” trazida pelo avanço tecnológico.

    O professor José Maurício destacou a importância da escuta e da compreensão da enfermidade do paciente. Como alternativas, propôs mudanças com projetos político-pedagógicos que centralizem a formação na atenção primária à saúde e na formação do médico generalista.

    A acadêmica Carolina trouxe o relato de experiências de estudantes de medicina sobre ética e teceu o questionamento a respeito da dualidade entre ciência e humanização dentro da medicina: “prolongar a vida ou a dualidade dela?”.

Pelo adiantar do horário, não houve debate.

Encaminhamentos: 

Não houve encaminhamentos.