Imprensa e Opinião Pública
São tantos os escândalos que envolvem o cotidiano da vida política brasileira que ficamos até assustados. Toda a semana uma notícia deixa a sociedade desanimada com o futuro do país.
Recentemente, o senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado Federal pela terceira vez, se viu envolvido numa dezena de denúncias. Gravações autorizadas pela polícia federal mostraram claramente seu envolvimento com os atos secretos, neste caso, tratava-se de um pedido feito por sua neta para que intercedesse na nomeação do namorado para cargo no Senado Federal.
A imprensa tem um papel tão importante nesses casos, que chega a ser decisivo. Tomo até a liberdade de compará-la ao poder dos tribunais. A imprensa não julga, mas sentencia uma visão crítica das mazelas que são cometidas na política. Ela é a nossa guardiã!
Há casos de injustiças cometidas pela mídia. Alguns, após a comprovação da verdade dos fatos, o desgaste pessoal sofrido pelos injustiçados se tornou de fato, irreversível, ainda mais quando se tratava de pessoas públicas. Erros e má-fé existem, mas devemos lembrar que não podemos punir o Jornalismo em si, pela conduta de determinados jornalistas.
Hoje, a internet também tem essa função de informar, em tempo real, para milhões de cidadãos o que se passa, ampliando o debate de maneira democrática.
Os “donos do poder” temem o contraditório e com isso, temem a imprensa, pois temem a imagem que a opinião pública fará de seus atos, condutas e posturas.
A recente decisão do STF de que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma de nível superior específico para o exercício da profissão de jornalista ampliará o controle social da “coisa pública” e contribuirá, indiscutivelmente para a extensão de todo e qualquer debate que seja de relevante interesse da sociedade brasileira.
Guilherme Fonseca Cardoso
Bacharel em Direito, Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo
www.guilhermefonseca.wordpress.com