INTRODUÇÃO


O encontro fortuito com o "outro" é a pedra de toque da cidade democrática.

A qualidade dos espaços de encontro em sítio público permite a verdadeira interacção entre gerações, classes sociais e comunidades. Sem eles o cidadão isola-se, deixa de se sentir parte da “coisa pública” e deixa de participar em “causas comuns”. Sem eles a cidade torna-se mais pobre e a democracia vítima de arbitrariedades que gradualmente dirigem o espaço público para o uso da máquina e não das pessoas. É a morte do “Homem Público” demonstrada todas as eleições pelo aumento da abstenção e a progressiva, mas inexorável, erosão da esfera pública, empurrando-nos para a ética do “salve-se quem puder”.

Em Santo António dos Cavaleiros, como em todos os subúrbios, quase todas as viagens são realizadas em automóvel e o peão mal consegue atravessar as ruas, é difícil conseguir que os condóminos desçam dos seus andares para participar nas poucas reuniões que ainda se realizam.

O número de interacções sociais numa rua está directamente relacionado com o número dos automóveis que por lá passam. Dizendo de outra forma, a nossa solidão aumenta com o número de automóveis à nossa porta. Sem peões os residentes tendem a tratar menos da rua, das suas árvores e flores. A velocidade dos automóveis afugenta os peões, sem peões a velocidade dos automóveis aumenta. A rua sem “olhos” torna-se insegura, prosseguindo assim o seu círculo de morte: quanto menos peões há, menos peões haverá.

                A mobilidade e as crianças

Temos construído as nossas cidades e bairros a pensar mais no automóvel que nas crianças; A autonomia e a possibilidade que uma criança tem de explorar o mundo que a rodeia são elementos fundamentais para o seu desenvolvimento físico e psíquico. Saltar muros, roubar fruta, tocar às campainhas e fugir são actividades que se perderam nas últimas décadas.

Nos últimos anos as crianças estão em risco de crescer isoladas do mundo e dos amigos.

Construir mais e mais infra-estruturas viárias para resolver o problema do tráfego e da segurança rodoviária é como tentar apagar o fogo com gasolina.

É necessário investir em transportes públicos e devolver os centros urbanos aos peões.

É urgente reduzir a velocidade dos veículos. Este propósito pode ser conseguido, não só através da educação e mudança de mentalidades, mas também com bom desenho urbano e competente engenharia de tráfego.

A correcta prioridade do desenho urbano deverá ser: a vida, as pessoas, os espaços, os edifícios e os carros. Nunca o contrário.

Não há razões para o desenho urbano privilegiar sistematicamente o automóvel obrigando sempre o peão a descer do passeio cada vez que quer atravessar uma rua, tornando a subir para continuar o seu percurso. Em muitos casos é mais apropriado o contrário: obrigar o automóvel a subir para a altura do passeio cada vez que intercepta um percurso pedonal.

Temos que aprender a redesenhar o espaço urbano dando-lhe mais características de “sala de estar” em vez dos actuais “corredores”. No entanto estes princípios de desenho urbano e acalmia de tráfego não devem ser entendidos como do domínio dos técnicos de planeamento, engenharia ou arquitectura e devem ter a participação activa de todos. Deve ser aprendido por todos os agentes que fazem a cidade ser como é: condutores, peões, políticos, técnicos, agentes de autoridade, etc.

O desenho urbano deve ter como fim a realização plena da urbanidade, a fruição do espaço e fomentar a participação democrática dos cidadãos.
 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

QUE AMBIENTE QUEREMOS EM SANTO ANTÓNIO DOS CAVALEIROS??


QUANTO MENOS FIZERMOS AGORA MAIS TEREMOS QUE FAZER AMANHÔ

 


 É às autarquias que compete o 1º nível de gestão territorial.


Sob o lema "Agir localmente, pensar globalmente", o protocolo celebrado na Cimeira do Rio, em 1992, define uma lista de compromissos e acções para serem desenvolvidos no século XXI, em busca do desenvolvimento sustentável, tendo por objectivo fundamental "assegurar a sobrevivência humana, preservando a saúde e os recursos naturais do Planeta para as presentes e futuras gerações".

No séc. XXI as acções ambientalistas já não se limitam ao rio ou à pedreira locais. Há uma preocupação com os problemas globais tais como: penúria de água potável, alterações do clima, segurança energética. Então que podemos fazer ao nível da freguesia, ou melhor, que devemos exigir ao nível da autarquia para fortalecer esta luta?



1. O QUE NÃO QUEREMOS


 


2. O QUE QUEREMOS ATINGIR A MÉDIO PRAZO


2.1. CIDADANIA



2.2. ÁGUA


        uma prestação de qualidade e universal do produto e do serviço;

2.3. ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO




2.4. ENERGIA




2.5. URBANISMO





3. ALGUMAS MEDIDAS


3.1. CAMPANHAS MEDIÁTICAS


 


3.2 - ÁGUA:




3.3 - ZONAS VERDES:




3.4 - ENTULHOS

 

       

3.5 - RECOLHA E RECICLAGEM

             "Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma…"


                                                                                                                                                                    (Ver Anexo2);


 

"O nosso maior erro é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.“

                                                                                                                                                                                                                                                           Albert Einstein


3.6 - DIMINUIÇÃO DO EFEITO DE ESTUFA


É importante, mas só plantar árvores não basta!

O Aquecimento Global é originário de um modelo de produção e de consumo, cuja essência é o desperdício de recursos naturais e de energia. A energia que alimenta esse modelo é obtida dos combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural. É preciso alterar esse modelo dominante, aumentando nossa eficiência e utilizando energia limpa, combater o desmatamento, etc.”


Muitas empresas estão a compensar as suas emissões com a plantação de árvores apenas porque é muito mais fácil do que implantar uma Gestão Ambiental de Alto Desempenho, que é um processo lento e trabalhoso. Muito mais simples é pagar para plantar árvores. Se a sociedade não ficar atenta, muitas empresas de baixíssimo desempenho ambiental serão vistas como vanguardistas e comprometidas com o ambiente.”


 

3.7 - MOBILIDADE e ESPAÇOS PÚBLICOS


Na área dos Transportes, a política da autarquia deverá ter como base o conceito de mobilidade sustentável, assumindo quatro objectivos principais. Em primeiro lugar, aumentar a qualidade de vida dos munícipes, através da criação de um sistema de mobilidade mais solidário, com mais conforto, mais segurança, menores tempos totais de deslocação e maior fiabilidade.

Em segundo lugar, requalificar a mobilidade urbana, promovendo políticas de transporte sustentável integradas em novas políticas de cidade.

Em terceiro lugar, promover o respeito pelo ambiente, seja pela transferência para modos menos poluentes seja pelo recurso

a tecnologias menos agressivas, tendo em atenção as metas estabelecidas no Protocolo de Quioto. Em quarto lugar, diminuir os custos totais de transporte, mediante o fomento e reforço da intermodalidade e da utilização racional dos modos de transporte e ligações de maior eficiência.


O tema deste ano para a semana europeia da mobilidade foi RUAS PARA AS PESSOAS

Os passeios são para os peões. Vamos exigir pelo menos os passeios.

Nesta altura todos os passeios de SAC são armadilhas devido aos buracos, postes, dejectos, publicidade, caixotes do lixo e carros.



 

3.8 - CICLOVIAS

 

A utilização de bicicletas como meio de transporte contribui para a qualidade e eficiência das cidades. O aumento de bicicletas não pode

ser considerado em isolamento. A necessidade dos pedestres e ciclistas no trânsito e circulação nas zonas habitacionais, tem de ser

integrado no planeamento urbano.


Caberá às Autarquias o papel de estudar, planear e aplicar as medidas necessárias e de incentivar junto dos seus munícipes, para que os objectivos da Mobilidade sustentável sejam uma realidade também em Santo António dos Cavaleiros! Caberá aos autarcas e também aos munícipes  a função de pressionar a Câmara eleita para que o tema esteja em cima da mesa e as medidas sejam efectivamente aplicadas.


 Exemplo de medidas:



3.9 - URBANISMO




3.10 - CONDOMÍNIOS





 

A vida é feita de escolhas

A nossa espécie tem uma enorme capacidade de modificar o meio ambiente, tanto para o mal quanto para o bem.


Em nome do nosso progresso e do lucro temos escolhido um estilo de vida que sacrifica a vida das outras espécies, desperdiça recursos naturais e trata o Planeta como se fosse um enorme armazém de recursos infinitos por um lado, e uma lixeira enorme por outro.


Precisamos de usar a nossa capacidade de escolha para usar com responsabilidade os recursos do Planeta e

recuperar o que foi destruido.

 

Objectivos 

 

          • Incentivar a participação individual e coletiva na preservação do meio ambiente. 

 

          • Promover um debate permanente acerca da importância da Educação Ambiental. 

 

          • Garantir a democratização das informações ambientais, estimulando e fortalecendo a construção de uma 

            consciência crítica entre a comunidade. 

 

          • Adequar a metodologia de acções ambientais às realidades locais individuais e coletivas. 

 


 











 


Anexo1 - Proposta de percursos cicláveis.

Algumas sugestões:

-construção de ciclovias que podem ligar locais como por exemplo: Torres da Bela Vista (em especial a escola aí existente) à Cidade Nova; a mesma via ligaria também a escola Humberto Delgado às Torres. A distância é curta (- de 1Km), logo o orçamento não poderia ser elevado e a adesão seria maciça dado o elevado número de alunos que se desloca das Torres para a Cidade Nova e vice-versa todos os dias.


- Uma outra ciclovia poderia interceptar a anterior ligando as Torres e a Cidade Nova (e respectivas escolas) às Piscinas da Freguesia, passando por exemplo pelo eucaliptal. Esta também não teria uma extensão de forma a ter um orçamento assustador.
- Mais uma pequena ciclovia podia interceptar a primeira, ligando Torres da Bela Vista e Cidade Nova à superfície comercial Carrefour.


O espaço urbano “aberto” característico da nossa Freguesia é muito facilitador da construção destas vias ao contrário de outros núcleos mais compactos como são a Povoa de Santo Adrião, Loures ou Odivelas. Resta-nos a nós, aproveitar o que temos de bom.


Com estas obras estaríamos a promover a prática desportiva propriamente dita, bem como integrada em algumas das nossas deslocações diárias.


Muitas outras pequenas vias cicláveis e pedonais seriam possíveis, como por exemplo, ligação à Quinta do Conventinho.



 


 
















 

                                                     Anexo 2


                                                     MOLOK - VANTAGENS TÉCNICAS


Espaço Ocupado

A parte aparente do Molok corresponde a apenas 35% de seu volume total.

Devido à sua verticalidade, o Sistema Molok ocupa uma área de, no máximo, 2,6 m², cerca de 20% da área requerida pelos sistemas convencionais.


Fácil Instalação
O processo de instalação é extremamente simples, bastando abrir um buraco com diâmetro ligeiramente maior que o do contentor.
Após colocá-lo na abertura, a instalação se completa preenchendo o espaço vazio com a própria terra retirada da escavação.
Por ser feito em plástico resistente, o Contentor Molok pode ser instalado em regiões de lençol d'água a

                                                     jusante sem apresentar problemas de corrosão.

                                                                                                               Design
Com um design inovador e um acabamento impecável, o Contentor Molok se apresenta como um componente natural do meio onde se insere, em perfeita harmonia com o ambiente, seja em áreas urbanizadas ou em parques.




Durabilidade

Uma vez que se encontra parcialmente enterrado, o Contentor MOLOK não está sujeito a desgastes operacionais, o que lhe assegura uma vida útil estimada em mais de 10 anos.


                            Higiene
                           O lixo colocado no interior do Contentor Molok fica isolado do ambiente externo, pois sua tampa é dotada de um dispositivo especial que a mantém sempre fechada.
Além de evitar a entrada das águas da chuva, este isolamento impede que haja a remoção do lixo e elimina a presença de vectores de qualquer natureza, como ratos, cães, gatos, moscas e mosquitos, mantendo o ambiente externo sempre em perfeitas condições de higiene.


Tempo de Armazenamento do Lixo Doméstico
O Contentor Molok admite um tempo de armazenamento do lixo domestico de até 5 dias sem gerar odores desagradáveis. Por ter uma estrutura completamente fechada e enterrada, o Contentor Molok mantém o lixo refrigerado até a altura do piso externo, onde a temperatura é um pouco mais elevada.
Esta diferença de temperaturas cria um ambiente interno que retarda o processo de degradação da matéria orgânica presente no lixo doméstico, evitando o aparecimento de odores desagradáveis.

              Elevado Factor de Compactação

Uma vez que os resíduos ficam armazenados na vertical, o peso próprio dos novos resíduos colocados vai compactando o lixo depositado no fundo do contentor, atingindo um factor de compactação médio de 2:1, ou seja, dentro do mesmo volume, o Sistema Molok recebe o dobro do lixo que os sistemas convencionais.


                                              Uso de Veículos mais Baratos


O Sistema MOLOK permite que a recolha seja feita com viaturas basculantes equipadas com um guindaste veicular, do tipo já utilizado nos ecopontos, que custa a metade do preço dos colectores compactadores convencionais.


Frota Reduzida

O seu grande volume e a sua capacidade de armazenar resíduos por longos períodos permitem que se tenha uma frequência de recolha reduzida e, consequentemente, um menor número de veículos para atender à mesma quantidade de lixo gerada.


                                                                                                              Redução de Custos

                                                                                                              A recolha do lixo comum armazenado em Contentores MOLOK pode ser levada a efeito por apenas um único homem, o motorista da viatura.
Entretanto, para se obter mais velocidade nas etapas da recolha simplificada, o motorista pode contar com o auxílio de um ajudante. Isto se reflecte numa significativa melhoria na gestão dos meios, uma vez que a recolha convencional se faz com o motorista acompanhado por 3 e, às vezes, por 4 funcionários.


Nível de Ruído
O uso de guindastes veiculares no lugar dos ruidosos compactadores permite que a recolha seja feita no horário nocturno sem provocar reclamações dos cidadãos, pois é totalmente silenciosa. Incrementando-se a recolha nocturna, quando o trânsito nas cidades é mais livre, o tempo morto gasto no transporte dos resíduos até seu destino final se reduz, podendo-se diminuir ainda mais a quantidade de veículos da frota.


Remoção de Lixo dos Ecopontos
Uma vez que este tipo de resíduo não contém matéria orgânica, as embalagens podem permanecer armazenadas por longos períodos sem causar maiores problemas. Desta forma, pode-se programar uma recolha dos ecopontos dissociada da recolha do lixo comum (indiferenciado), com frequência de apenas 1 vez por semana, aumentando-se a eficiência da recolha dos ecopontos e reduzindo-se o custo final da recolha como um todo.