Este espaço é reservado para entrevistas de profissionais da área ambiental. Serão divulgados seus projetos, pesquisas e produtos que mereçam atenção especial da Meta Ambiental, assim como sejam relevantes para todos aqueles que se interessam pelas questões ambientais atuais. Será um quadro com atualização bimestral e que estará aberto para sugestões e críticas de todos os usuários do Blog. 

 
ENTREVISTA DE JULHO Dr. João Ruffin Leme de Godoy 

 



Nesta entrevista a Meta Ambiental convidou o Biólogo e Dr. João Ruffin Leme de Godoy para falar de sua vida profissional e estudos recentes. Bacharel e licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo, mestrado em Ecologia de Comunidades Terrestres  pela mesma Universidade e doutorado em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente pelo Instituto de Botânica do Estado de São Paulo, tem sua atuação dividida entre a academia, consultorias e instituições não governamentais da sociedade civil.

 

Em sua atuação profissional “descobriu”, dentre outras coisas, fungos bioluminescentes no Vale do Ribeira e também na Reserva Canhambora. Nesta importante rede de profissionais que atuam pela conservação da biodiversidade brasileira, a Meta Ambiental tem a satisfação de divulgar sua entrevista com exclusividade.

Boa leitura, atenciosamente,

Equipe Meta Ambiental.  (Leia entrevista aqui)


Entrevista com o Biólogo Dr. João Ruffin Leme de Godoy

 

1. Prezado Dr. João, vamos começar a entrevista falando um pouco sobre sua formação e atuação. Você pode comentar um pouco sobre sua trajetória na área ambiental?

 

Dr. João Ruffin

Antes de mais nada gostaria de agradecer o convite da Meta Ambiental. Confesso estar honrado com a oportunidade de ser um dos primeiros entrevistados pelo blog e espero conseguir responder as questões a contento.

 

Para responder a primeira, utilizei meu curriculum na plataforma Lattes (http://lattes.cnpq.br), uma base de dados de currículos e instituições das áreas de Ciência e Tecnologia, imprescindível hoje em dia para qualquer pesquisador brasileiro.

 

"Possuo bacharelado (1997) e licenciatura (2004) em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (http://www.ib.usp.br), mestrado em Ecologia de Comunidades Terrestres (2001) pela mesma Universidade (http://eco.ib.usp.br) e doutorado em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente (2007) pelo Instituto de Botânica do Estado de São Paulo (http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br). Atualmente sou professor da disciplina "Ciências do Ambiente" na Faculdade de Engenharia São Paulo (http://www.fesp.br), sócio-fundador da ProScience, ONG fundada com a missão de "resgatar a conexão da sociedade com o mundo natural" conectando cidadãos planetários (http://www.proscience.org.br), sócio-fundador da floresta urbana, ONG fundada com a missão de "enverdecer o ambiente urbano" (http://www.floresta-urbana.org) e consultor autônomo na área ambiental. Colaboro também em projetos de pesquisa na Universidade de São Paulo. Tenho experiência na área de taxonomia vegetal, com ênfase em Fanerógamas, na área de ecologia vegetal, com ênfase em fitossociologia, sucessão secundária e relações solo-vegetação na Mata Atlântica de encosta, e na área de ecofisiologia vegetal, com ênfase em respostas fotossintéticas e de crescimento de árvores da Mata Atlântica à uma atmosfera enriquecida com CO2, como a prevista para este século."

 

Como resumo o parágrafo acima é extenso, mas faltam linhas para conversarmos sobre a história completa. Costumo dizer que sou um biólogo do século passado, quando este era o da Física. Dizem os especialistas que o XXI será o século da Biologia, para nossa graça. Naquele tempo (1992 – 93) circulava pela Escola Politécnica da USP, como resultado de um vestibular feito por alguém que não sabia o que queria fazer da vida ainda. Felizmente, por intermédio de um colega de classe viajei, numa série de feriados, para Ilha Grande, Itatiaia e P.E.T.A.R. com uma turma fantástica de alunos do Instituto de Biociências que me fizeram parar para pensar.

 

Já haviam me dito que minha formação custava alguns milhares de dólares para os cofres da Universidade e achava importante retornar de alguma forma esse investimento para a sociedade. A ECO 92, quando dezenas de países assinaram documentos importantes como a Convenção da Biodiversidade, a Convenção das Mudanças Climáticas e a Agenda 21, tinha acabado de acontecer. As biotecnologias estavam aparecendo. Não foi difícil, explorando solitariamente o Instituto de Biociências, numa noite quieta de setembro, perceber não haver nada mais importante para estudar nesse planeta do que a vida. Inevitável a troca de curso e em 1994 estava eu, com 21 anos, ingressando no curso de Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas do Instituto de Biociências da USP. Finalmente tinha percebido porque nunca precisara estudar para ciências e biologia. No mesmo ano meu colega de classe foi fazer Geologia. A última vez que ouvi falar dele estava fazendo o maior sucesso nos EUA realizando tomografias em rochas...

 

Certamente a decisão mais importante da minha vida. Entrei no curso pensando em biologia molecular, DNA, células, mas no meio já tinha mudado. Decidira estudar o macro, ir para a floresta, trabalhar com plantas, ver o meio ambiente sem instrumentos enquanto tinha força e juventude, e deixara o micro, o laboratório, para frente. Queria olhar para uma árvore e entender, visualizar seu funcionamento. Fiz minha primeira iniciação científica na Seção de Curadoria do Herbário do Instituto de Botânica (http://www.ibot.sp.gov.br/Herbario/herbario.htm), quando me deparei com o trabalho de campo e a Taxonomia, disciplina da qual depende toda a biologia e outros ramos da ciência. Afinal, num trabalho científico é fundamental saber o nome da espécie e onde ela se insere (filogeneticamente) na árvore da vida. Da minha segunda iniciação científica surgiu meu mestrado, quando fui a fundo no campo, estudar a regeneração da Mata Atlântica de encosta no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (P.E.TA.R.), município de Iporanga, como aluno do Dep. de Ecologia do I.B.U.S.P.

 

Após esse período comecei a prestar consultoria na área ambiental, quando fechei uma espécie de ciclo na minha formação ao ingressar na primeira turma do curso de pós-graduação em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente do Instituto de Botânica, como aluno de doutorado. A idéia era estudar respostas ecofisiológicas de espécies arbóreas da Mata Atlântica, a uma atmosfera enriquecida com CO2, como a prevista para este século. O Instituto de Botânica é surpreendente. Além de encontrarmos especialistas de praticamente todas as áreas da Botânica, estava eu indo inscrever meu projeto quando dois bugios pretos seguidos de um alaranjado (colegas desde o tempo da iniciação científica) atravessaram a rua na minha frente. O problema foi que passei as semanas seguintes me perguntando se aquilo fora um sinal de apoio ou de advertência...

 

2. Atualmente iniciou um projeto novo, uma organização chamada ProScience. Fale um pouco sobre ela? Quais seus principais objetivos?

 

Dr. João Ruffin

De fato, a ProScience foi outra grande decisão na minha vida. Quando o Daniel, acreditando ser realmente necessário fazer alguma coisa frente a atual situação ambiental do nosso planeta, nos convidou a participar de uma idéia que visava apoiar projetos sócio-ambientais no Brasil através de programas de voluntariado, não pude recusar.

 

A ProScience (figura 1) é uma associação da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada 

                                                         

Figura 1. Logotipo ProScience

 

em 2007, por um grupo multidisciplinar composto por profissionais das áreas de biologia, turismo e gestão ambiental. Suas atividades estão voltadas à estruturação de uma rede de projetos sócio-ambientais que promovam a cidadania planetária[1] e à busca de parcerias para que estes projetos encontrem soluções para se ampliar e se fortalecer.

 

A associação tem como missão "resgatar a conexão da sociedade com o mundo natural". Visa despertar em cada ser humano o conceito de cidadania planetária, onde se assumem responsabilidades pela atual condição do planeta e trabalha-se efetivamente na construção de um mundo mais justo e sustentável.

 

Somos todos co-responsáveis pelas atuais condições de nosso planeta. Cada ato de violência praticado contra outro ser humano ou contra a natureza tem relação direta com nossas ações cotidianas. Nossos hábitos de consumo diário, a qualidade de nossas relações com cada ser vivo, as escolhas que fazemos - dos alimentos que ingerimos aos políticos que elegemos - tudo isto interfere direta e sistematicamente no mundo ao nosso redor.

 

Como cidadãos planetários, é preciso nos engajar e “ser a transformação que desejamos ver no mundo” (Mahatma Gandhi, 1869\ - 1948†). Em tempos em que a humanidade anseia por paz e clama por políticas mais justas, surge a necessidade de conectar os cidadãos planetários. Esta conexão pode ocorrer através da comunicação entre redes específicas, fortalecendo projetos com objetivos comuns ou complementares.

 

A ProScience nasce desta compreensão, e visa uma sinergia entre os diferentes atores da sociedade, promovendo parcerias para que a transformação se multiplique até atingir uma escala global. Alguns exemplos de atividades desenvolvidas pela ProScience nos seus primeiros 2 anos de existência são:

 

Conexão do Projeto Puma com a empresa inglesa Biosphere Expeditions, especializada em turismo de conservação. Apoio logístico para expedições conservacionistas no Paraná em 2006 e 2008;

 

Captação, junto à agência de ecoturismo Biosfera Brasil, de 20 voluntários para o Projeto Arara Azul do Pantanal, resultando numa injeção de R$ 2.700,00 no projeto (2o semestre de 2007);

 

»Plantio de 70 árvores para a neutralização de 12 ton de CO2 emitidas em viagens aéreas da agência de ecoturismo Biosfera Brasil (1o semestre de 2008);

 

»Distribuição de 1.500 mudas de espécies nativas do estado de São Paulo no e- business Park em comemoração ao Dia da Árvore (setembro de 2008);

 

»Apoio a ONG floresta urbana para sua fundação e plantio de árvores no Parque Linear "Córrego do Sacomã" (setembro de 2008);

 

»Estabelecimento de parceria e desenvolvimento de atividades em sistemas agroflorestais e de recuperação de áreas degradadas com o grupo "Os Pioneiros" no Assentamento 1 de Sumaré, SP (desde 2007) (figura 2)


Figura 2. Grupo "Os Pioneiros", Assentamento I, Sumaré, SP (foto: arquivo pessoal).

 

»Estabelecimento de parceria e desenvolvimento de projetos com a Reserva Canhambora, município de Iporanga, SP (desde 2008) (figura 3).


Figura 3. Expedição noturna atrás dos cogumelos bioluminescentes da Reserva Canhambora (foto: Peetsa).


3. Através da ProScience você contribuiu com estudos na Reserva Canhambora, em Iporanga, no Vale do Ribeira. O que você acha do potencial da Reserva, em termos ambientais e com relação ao turismo científico?

 

Dr. João Ruffin

Meu encontro com o Sr. Nelson Calil e a Reserva Canhambora por intermédio da Simone, outra sócia da ProScience, foi mais um episódio feliz da minha vida. A Reserva Canhambora com seus quase 600 ha de pura Mata Atlântica de Encosta bem conservados e vizinhos ao Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, uma das Unidades de Conservação mais importantes do Estado, tem um enorme potencial ambiental a ser explorado. Conservação, manejo e uso sustentável da biodiversidade e do conhecimento tradicional detido pelos moradores da floresta – que aliás está se perdendo – a pesquisa científica, a educação ambiental e o ecoturismo são alguns exemplos de atividades com grande potencial para serem desenvolvidas.

 

Dentro do ecoturismo, o turismo científico ou turismo de conservação são os ramos que mais me interessam, pois consigo aliar meus ideais e interesses como pesquisador, com a conservação do mundo natural e a movimentação da economia local. Dada a necessidade de conhecer para preservar ainda mais e dado à infra-estrutura e ao enorme patrimônio natural disponível para pesquisa científica na Reserva Canhambora, é provavelmente através do turismo científico por onde a ProScience e a Reserva Canhambora começarão suas relações, embora nossos interesses mútuos transcendam tal atividade.

 

4. Na Reserva Canhambora você encontrou um fungo bioluminescente. Trata-se de uma nova espécie? Fale um pouco desta descoberta. Quais os desdobramentos futuros deste achado?

 

Dr. João Ruffin

De fato esse projeto de estudo de cogumelos bioluminescentes é um ótimo exemplo de como podem interagir a proposta da ProScience, o potencial da Reserva Canhambora e os interesses do pesquisador João Godoy.

 

A história é curiosa. Durante o mestrado estudei trechos de floresta distantes que me obrigavam a montar acampamento na floresta. O lugar escolhido, ao pé da maior jabuticabeira da Mata Atlântica, acabou me reservando inúmeras surpresas. Algumas na primeira noite mesmo, quando por volta das 21h00 olhava para os galhos da jabuticabeira e via um grande número de estrelas no céu, e quando voltava os olhos para baixo via também um monte de estrelas no chão, como aqueles adesivos que as crianças colavam nas paredes dos quartos antigamente. Fantástico. Era a tal da Saporema, conhecida já dos mateiros, um micélio de fungo que no local se alojava na casca da jabuticabeira quando esta esfoliava e caía no chão.

 

Por cerca de 2 anos, toda a noite era a mesma curtição. No entanto, numa das últimas expedições algo inesperado aconteceu. Levara alguns colegas para conhecer a tal da saporema (pois ninguém acreditava quando eu contava) e meu mateiro (Sr. Ouedes Rodrigues Diniz), num determinado momento, vendo nosso espanto, adentrou a floresta e quando retornou trazia na mão, para nossa surpresa, agora não mais folhas secas infectadas por um micélio e sim 4 basidiomas (cogumelos) acesos iguais aos interruptores de parede dos nossos quartos.

 

E o mais fantástico ainda foi, dias depois já em São Paulo, receber uma ligação do professor Cassius Vinicius Stevani (hoje Instituto de Química da USP) interessado em estudar bioluminescência e atividade farmacológica no grupo dos fungos. Dizia ter ouvido a história de uma aluna que ouvira minha história no Centro Acadêmico do Instituto de Biociências.

 

Não foi difícil estabelecer uma parceria e desde então tenho colaborado com o Professor Cassius no seu projeto. Um detalhe. Isso tudo aconteceu no final de 2001 e desde então temos explorado trechos específicos de floresta à noite na região, e encontrado inúmeras espécies de cogumelos acendendo no sub-bosque da floresta. Atualmente são cerca de 10 espécies diferentes, algumas de fato novas para a ciência, sendo que três já foram encontradas na Canhambora. Mais detalhes podem ser encontrados na última edição da revista Scientific American e no endereço

http://www.iq.usp.br/wwwdocentes/stevani/FungusLux/inicial.html .

 

Contudo, o professor Cassius, por conta de sua formação, tem interesses no levantamento da biodiversidade e na bioquímica das espécies estudadas apenas, e algumas questões mais biológicas relacionadas à distribuição, microclima, substrato e interação com outras espécies (que me interessam) ainda permanecem sem resposta. Pretendo respondê-las com a ajuda de voluntários captados pela ProScience. Esses participarão de expedições de turismo científico onde a Reserva Canhambora desempenhará um papel fundamental como base de campo e laboratório natural para experimentos e testes de hipóteses (figura 4).

 

 
Figura 4. No sentido horário: saporema iluminada por lanterna; saporema na escuridão da floresta; Gerronema viridilucens (espécie bioluminescente) sendo predada por luma lacraia; Mycena lucentipes iluminada por lanterna; Mycena lucentipes na escuridão da floresta (fotos: Peetsa e acervo pessoal, na Reserva Canhambora).

 

Por fim, não há dúvidas que descobrir, em pleno século XXI, espécies novas de cogumelos bioluminescentes na Mata Atlântica tem um enorme valor para a ciência brasileira. Responder as perguntas subseqüentes a essas descobertas são tão importantes quanto. Entretanto, o valor que essas descobertas podem ter para sensibilizar, para despertar no cidadão comum a importância da conservação do mundo natural, tem para mim similar valor.

 

5. Um dos seus estudos diz respeito ao crescimento e à fixação de carbono pelo Jatobá, uma espécie nativa do Brasil. O que você pode nos dizer sobre a importância desta espécie em projetos de fixação de carbono?

 

Dr. João Ruffin

Essa é uma importante pergunta para os dias de hoje e envolve uma extensa discussão sob variados aspectos. Gostaria de começar a discutir esse assunto numa próxima oportunidade.


6. Entre os trabalhos de consultoria na área ambiental realizados por você, existe algum que gostaria de ressaltar ?


Dr.João Ruffin 

Sim, nesse momento lembro de dois trabalhos que gostei muito de fazer. Um deles foi o diagnóstico e zoneamento da vegetação para a ampliação do aeroporto de Registro, SP. Nessa ocasião algumas das minhas sugestões de compensação aos danos ambientais, como o resgate de epífitas (que acabou resultando num viveiro na ESALQ USP, se não me engano) foram aceitas.

O outro trabalho foi um pouco mais inusitado. Numa campanha do coletivo Bijari (www.bijari.com.br) para a Motorola, associada ao Motomix Rokr Festival 2008, acabei sendo o responsável, junto com um colega (dono da Planta e Paisagismo), pela montagem das plantas em 30 caçambas verdes que ficaram espalhadas pela cidade: 20 no vão livre do MASP (figura z), 7 na esquina da av. Cidade Jardim com a Faria Lima e 3 na esquina da av. Juscelino Kubichek com a Marginal do rio Pinheiros durante uma semana em junho de 2008.

 

 

 

 

 


 

Caçambas de entulho que, pintadas por artistas, acabaram se tornando grandes instalações verdes para a cidade.

[1] Cidadania Planetária.  O termo cidadania expressa um conjunto de direitos e deveres que permitem ao indivíduo intervir na realidade em que vive. Em nossa concepção de cidadania planetária, cada ser humano tem direito a bens globais como a não-violência, o ir e vir, o acesso ao conhecimento, ao ar, água e terra saudáveis. Considerando o planeta como nossa casa, um organismo vivo formado por uma rede de elementos interdependentes, cada um é co-responsável pela integridade do sistema. Portanto, cabe ao cidadão planetário respeitar todas as formas de vida, tomar consciência do impacto de cada escolha e agir pela reconstrução do planeta e por uma cultura de paz.


A Meta Ambiental agradece a contribuição do Dr. João R. L. de Godoy e em próxima oportunidade, certamente daremos continuidade à entrevista e novas questões ambientais atuais. Estamos honrados com sua participação.


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