MAGISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR
ELABORAÇÃO DE PROJETOS E MONOGRAFIAS
V ENCONTRO – 05 /05/06
Prof.a Dr.a Elisa Maria Cordeiro da Paixão
OBJETIVOS
Discutir:
a naturesa da linguagem e do conhecimento educacional;
Tipos e natureza dos estudos no campo da educação;
- Os estudos teóricos – levantamento bibliográfico
- Os estudos de campo;
- estudo de casão – validade
- Pesquisa em ação – validade
Observação “aberta e sistematizada.
- Experimentação – problemas éticos, validade
O Problema da validade em pesquisas educacionais
AULA
- Aquecimento – 15 min – resolução oral de casos já estudados anteriormente
- Aula teórica – (retro) – Tipos de procedimentos de estudo em educação.
- Discussão
Intervalo
Aula prática – Aplicação do discutido às monografias e os estudos a serem propostos pelos alunos.
AVISO – na sétima aula hacerá uma avaliação – Discussão de problemas em grupo. Com consulta.
PESQUISA EM EDUCAÇÃO DO BRASIL
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Em 1930 |
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Que originaram posteriormente: |
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Enfoque das pesquisas - |
Desenvolvimento das bases Metodológicas. |
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Temática |
Bases psicopedagógicas da Aprendizagem:
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Década de 60 - |
Implantação do Mestrado e doutorado em Educação |
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Enfoque das pesquisas |
Planejamento,Custos ,Eficiência, Tecnologia de Ensino |
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1970 - |
Ampliação da temática dos estudos: Currículos. Programas, recursos, Avaliação |
Teorias e métodos de Pesquisa em educação
Problemas existentes nas pesquisas educacionais:
Aplicação Ingênua ao Campo Educacional de categorias e procedimentos usados em outras áreas, produzindo “psicologismos” ou “sociologismos” ou mesmo “psicopedagogismos”
Necessidades sentidas:
- Entendimento mais claro do fenômeno educacional;
- Esclarecimento das concepções educacionais que
inspiram cada prática de pesquisa,
- Captação clara da estrutura e dinâmica do Fenômeno
educacional, ekm sua concretude histórico social.
DISCUSSÃO METODOLÓGICA FUNDAMENTAL DA DÉCADA DE 80:
Relação entre sujeito e objeto de pesquisa.
Posições existentes:
O pesquisador não separa o objeto da pesquisa de sua representação, mas se explicitar problema e quadro de referência é possível aquilatar a confiabilidade dos resultados que obteve.
Não há necessidade de separar sujeito do Objeto de Pesquisa porque o pensamento humano mantem relação dialética entre pensamento e teorias e sua prática social.
DESSA DISCUSSÃO RESULTA QUE:
O sujeito que conhece é um homem concreto e historicizado que estuda uma realidade também concreta, histórica e mutável.
Para conseguir validade em seu estudo e em seus resultados deve entender que:
a escolha do objeto de pesquisa é influenciada pela sua vivência, pelas suas crenças, posição filosófica, sua escolha metodológica.
Sua escolha de tipos e de procedimentos de pesquisa também não é neutra, mas influenciada pelos mesmos fatores anteriormente citados
As hipóteses propostas são o resultado direto de suas preocupações, de sua ideologia e filosofia e do referencial teórico que escolher.
Dessa forma não deverá considerar que chegou a resultados VERDADEIROS, mas apenas à conclusões válidas, dentro das condições que definiu.
Escolha de procedimentos de investigação
PROCEDIMENTOS QUANTITATIVOS
Pesquisas altamente instrumentalizados que requerem:
Cuidados na colocação das hipóteses;
Operacionalização, ou seja, definição clara e inequívoca das variáveis;
Obtenção de resultados numéricos atrelados à características bem definidas dessas variáveis;
Uso de lógica apropriada na análise e tratamento dos dados obtidos.
Escolha de procedimentos e de instrumentos de medida com validade e fidedignidade conhecida.
Uso de delineamentos específicos para a coleta e análise dos dados.
Conjunção real de variáveis independentes e dependentes.
Uso de instrumentos estatísticos aplicados às medidas que realmente suportem suas exigências básicas de intervalo, proporcionalidade, continuidade e forma de distribuição dos valores.
Obediêmcoa e cuidados com os limites dos dados, dos modos de coleta, das interpretações etc.
PROCEDIMENTOS NÃO QUANTITATIVOS
Postulam o envolvimento historicizado do pesquisador, o que requer a definição dos seus pressupostos filosóficos, teóricos, técnicos e metodológicos da abordagem escolhida
Observação cursiva ou programada.
História de caso
Análise documental.
Análise de conteúdo
Pesquisa-ação.
PROBLEMAS DE ESTUDOS NÃO QUANTITATIVOS
Observações casuísticas sem fundamentação teórica.
descrição do óbvio
descrições pobres de observações de campo, ou observações conduzidas precariamente.
Incapacidade de reconstrução de dados
Incapacidade de perceber viezes situacionais.
Desconhecimento no trato da história e de estórias.
Precariedade na documentação e na análise documental.
Análise de conteúdos efetuada sem o conhecimento da metodologia apropriada.