Do indefinido do dia brota um cinema para distúrbio

do poema já conectado

ao tronco do mais recente surto. A alegoria

constrói seu sistema de breves

vértebras. Ninguém viu quando a metáfora tropeçou

 

na fome do operário. Agora falaria

do detergente a brilhar nas gengivas

 

da alegria. De repente a pálpebra provoca a queda

de um inseto assustadoramente

inofensivo. Sobre a mesa não há pêras nem

 

paredes. Adiará para outra tarde

a possibilidade do espasmo. Agora

 

falaria do detergente a brilhar nas gengivas

da alegria. Não fosse

o verão de uma vontade às vezes viva aqui

 

na têmpora. Até ontem o sol do sexo perturbava

o panorama do luto. Acho

que não esquecemos a cor da palavra mar.

 

 

de Mares inacabados